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26/12/12

Brigadeiros (ou bolinhos) de batata-doce

brigadeiros (bolinhos) de batata doce


Cá está um doce que tem cheiro de Natal, mas que nos deixa com a consciência (e não só) bem menos pesada do que as rabanadas, azevias, filhoses, bolo-rei e outras bombinhas de açúcar típicas desta época. Aproveito para desejar Boas Festas a tod@s e um ano de 2013 recheado de coisas boas.


Ingredientes: 

1/2 kg de batata-doce
1/2 chav. nozes
1/4 chav. tâmaras
1 colher de sopa de mel (facultativo)
coco ralado q. b.
raspa limão q. b. 
Podem juntar especiarias, caso queiram (cardamomo e/ou canela, por exemplo)

Cortar a batata-doce em rodelas grossas (não é preciso retirar a pele). Cozer a batata-doce ao vapor. Deixar arrefecer um pouco e retirar a pele. Pode descascar a batata-doce antes de a cozinhar, mas asseguro que dá menos trabalho e desperdiça-se menos, usando este método. Reduzir a batata-doce a puré (pode ser com um garfo), juntar as nozes e as tâmaras picadas. Misturar bem. Provar para decidir, de acordo com o seu gosto, se é quer juntar o mel. Moldar bolinhas e passar coco ralado previamente misturado com raspa de limão. 
Estes "brigadeiros" conservam-se bem 2 ou 3 dias no frigorífico. 

Rendimento: 20 brigadeiros

Fonte: aprendi esta receita com a Maria Leonor Braga, num workshop de cozinha ayurvédica no Museu do Oriente. 

04/04/11

Quadrados Rafaello (bolo de coco com creme de baunilha)

Quadrados Rafaello

Como apreciadora de coco (em doces e salgados), este bolo cativou-me assim que o vi no blogue Café Chocolada. Depois de o fazer – e comer – fiquei completamente conquistada. Gostei da leveza dele e, sobretudo, do contraste coco/baunilha (delicioso!), uma dupla de sucesso.Em culinária, há muitos casamentos perfeitos: nos doces, não resisto a chocolate com café e maçã com canela, já nos salgados, um queijo forte, tipo Roquefort, conjugado com pêra ou uns figos com presunto, tiram-me do sério... E quanto a vocês? Qual é a conjugação de ingredientes que mais apreciam?


Ingredientes para o bolo:


5 claras
250 g de açúcar
100 g de coco ralado
(mais um pouco para enfeitar)
100 g farinha
2 colheres de chá de fermento
1 chávena de leite (240 ml) para molhar o bolo depois de cozido


Aquecer o forno a 180 graus. Bater as claras com o açúcar até ficarem duras. Misturar o coco, a farinha e o fermento (esta operação pode ser feita manualmente ou pode usar a batedeira na velocidade mais baixa, para que a massa não abata). Levar ao forno num tabuleiro, previamente untado*(sei spray desmoldante), durante 20 minutos até o bolo ficar ligeiramente dourado. Deixar arrefecer ligeiramente, verter o leite morno por cima do bolo. Só cobrir quando o bolo e o creme estiverem completamente frios. Costumo levar o creme ao frigorífico antes de cobrir o bolo. Cortar aos quadrados e servir.
*tabuleiro de 23x33, segundo a receita original; usei um de 28x30, fica o bolo mais fino, mas gosto assim.


Creme de baunilha*:


5 dl de leite
5 gemas
100 g de açúcar baunilhado
30 g de amido de milho (Maizena)


*Não usei a receita do Café Chocolada, pois a proporção leite/farinha é desajustada (comproveio-o), além disso levava demasiada gordura (1 pacote de manteiga). Assim, optei por adaptar a minha receita de leite de creme.


Tradicional: ferver o leite. Numa caçarola, misturar o açúcar e a farinha e adicionar, a pouco a pouco, o leite. Levar ao lume, mexendo sempre, até engrossar. A pouco e pouco, juntar esta mistura às gemas, previamente batidas. Verter o creme para a caçarola e levar ao lume apenas 2 minutos (para cozer as gemas), mexendo sempre.


Bimby_thermomix: juntar todos os ingredientes pela ordem indicada. Programar 15 seg/vel 3 ½. Depois, marcar 12 min/90 graus/vel 2.

27/03/11

Conte-me a sua receita... Um domingo perfeito (bolo de laranja da minha mãe)

bolo de laranja da minha mãe


Eram 6 dias à espera daquele momento de felicidade. Durante a semana, era certo e sabido: à hora de levantar tínhamos fita."Ó Isabel, já são horas!", dizia o meu pai. E eu, choramingando, respondia "É só mais um bocadinho". Mas ao domingo, era a primeira a saltar da cama. Impelia-me a promessa de um dia especial. 

Domingo era quase sempre dia de cinema. E lá íamos os 2, pai e filha, no Fiat 127 vermelho, rumo ao cinema Caleidoscópio. Chegávamos sempre 1 hora antes da sessão infantil começar. O meu pai comprava-me o bilhete, dávamos uma volta num barquinho a remos do lago do Campo Grande. "Já são horas!". Lá íamos os dois de mão dada até à sala de cinema. Sentava-me ansiosa, as luzes apagavam-se... E a magia acontecia.  Uns domingos as gargalhadas eram provocadas pelo sarcástico Bugs Bunny ("What's up, Doc?"), outros pelo Daffy Duck com a sua voz sopinha de massa, ou pelo Mr. Magoo, que escapava miraculosamente incólume às situações de perigo impostas pela sua miopia.

Domingo era quase sempre dia de bolo de laranja. Depois do almoço, começava a contagem decrescente para o segundo momento alto do dia. Lá pelas 15h, a minha mãe chamava-me. "Isabel, vamos fazer o bolo!". Pesar os ingredientes, separar as gemas das claras, peneirar a farinha, lá ia eu cumprindo as minhas tarefas, sob o olhar encorajador da minha mãe. "Bate até fazer bolhinhas", dizia."Já está, mãe!". O bolo ia para o forno e saía de lá bem quentinho, pronto a receber a calda de laranja, pronto a ser cortado em quadrados, pronto a ser comido. Mas, mais do que comê-lo, a minha maior recompensa era rapar a tigela com o "salazar" e lamber os restos de massa crua. 

Hoje é domingo, não fui ao Caleidoscópio, porque lá já não há sessões infantis, nem passa filme algum, aliás... Mas fiz o bolo, exactamente na mesma forma rectangular de alumínio, saiu meio torto, tal como acontece há mais de 35 anos, e soube-me bem, como sempre. 


Ingredientes:

150 g de farinha
150 g de açúcar
125 g de manteiga
3 ovos
2 colheres de chá de fermento
2 laranjas
2 colheres de sopa de açúcar para a calda


Separam-se as gemas das claras. Bate-se o açúcar com as gemas até ficar uma mistura esbranquiçada. Junta-se a manteiga amolecida (antigamente, amolecia-se em banho-maria, agora é mais prático usar o microondas ;-)). Bate-se bem. Junta-se a raspa e o sumo de 1 laranja. Mistura-se a farinha peneirada com o fermento e, por fim, envolvem-se as claras em castelo. Verte-se a massa para uma forma rectangular, ou quadrada, previamente untada com manteiga e farinha. Leva-se ao forno pré-aquecido 180º até ficar cozido. Entretanto, faz-se a calda com o sumo de 1 laranja e 2 colheres de sopa de açúcar, levando ao lume até dissolver o açúcar. Com o bolo ainda quente, pica-se com um palito e deita-se a calda de açúcar. Cortar o bolo aos quadrados e servir. 

Este post foi escrito no âmbito do desafio "Conte-me a sua receita", promovido pela RTP e pelo blogue Cinco Quartos de Laranja, na semana em que foi lançado o livro Conta-me como foi - As receitas da família Lopes. Não poderia deixar de participar, quer pela amizade que me liga à Laranjinha, quer para homenagear uma das melhores séries portuguesas de sempre, Conta-me como foi

06/12/10

Brownie de abóbora e nozes

brownie de abobora e noz

Gosto muito do Chakall. Delicio-me com as suas receitas, sempre com um toque exótico ou com um twist surpreendente. Rio-me com o seu bom humor – o programa que ele tem agora na SIC Mulher é super engraçado, nomeadamente a maneira informal como ele conversa com as pessoas e a sua relação especial com a paciente cadela Pulga (será que ela vai ter finalmente direito ao tão desejado bitoque?). Encanto-me com a sua simpática aparência… até acho piada ao turbante e ao sotaque. O mais recente livro dele, Portugal Revisitado, já está na minha whish-list natalícia, mas o brownie que hoje vos trago é da sua primeira obra, Cozinha Divina. Testada pela Margarida e aprovada pela Gasparzinha, esta receita do Chakall só podia mesmo ser maravilhosa!



Ingredientes:


350 g de puré de abóbora*
1 chávena de farinha
1 chávena de açúcar amarelo
1 colher de chá de fermento
½ colher de chá de bicarbonato de sódio
½ colher de chá de sal
½ colher de chá de gengibre (usei em pó)
2 colheres de chá de canela
1 colher de chá de noz-moscada
100 ml de natas (a Gasparzinha sugere o uso de iogurte)
100 ml de óleo
2 colheres de chá de extracto de baunilha
½ chávena de miolo de nozes

*Asse a abóbora no forno, envolta em alumínio, ou coza-a a vapor, num recipiente ou tacho adequados; caso tenha a Bimby, use a Varoma. São as melhores formas cozinhar a abóbora para que não fique com demasiada água. Depois triture a abóbora no robô de cozinha, na Bimby ou com a varinha mágica.


Tradicional

Pré-aquecer o forno a 180 graus. Untar uma forma rectangular (usei uma de 20x28 cm) com manteiga e forre com papel vegetal, se preferir use uma forma de silicone e assim já não precisa de untar nem usar papel vegetal.

Manualmente ou no robô de cozinha, bata todos os ingredientes até obter uma massa uniforme. Leve ao forno 10 minutos ou até ficar estaladiço por fora e com uma textura “apudinada” por dentro. Atenção que este tempo depende dos fornos: no meu (que é da idade da pedra) tive que deixar cozinhar quase 20 minutos.

Thermomix_bimby


Pré-aquecer o forno a 180 graus. Untar uma forma rectangular (usei uma de 20x28 cm) com manteiga e forre com papel vegetal, se preferir use uma forma de silicone e assim já não precisa de untar nem usar papel vegetal. Coloque todos os ingredientes no copo da Bimby e programe 15 seg/vel 4/inversa.

Leve ao forno 10 minutos ou até ficar estaladiço por fora e com uma textura “apudinada” por dentro. Atenção que este tempo depende dos fornos: no meu (que é da idade da pedra) tive que deixar cozinhar quase 20 minutos.




20/11/10

Bolo de chocolate, pêra e especiarias para o Tertúlia de Sabores


O Tertúlia dos Sabores faz hoje 3 anos. Como fã incondicional deste belíssimo blogue, comandado com grande mestria pela encantadora Moira, não poderia deixar de participar na festança. No ano passado, para assinalar o aniversário, servi entrecosto caramelizado. Este ano, levo bolo de chocolate. Já me estou a imaginar com a Moira numa tarde outonal a saborear um chá de rooibos (de que ela tanto gosta), enquanto degustamos este bolinho e tagarelamos. Parabéns ao Tertúlia!



Ingredientes:


600 g pêra
150 g açúcar
75 g de manteiga
3 ovos
75 g de chocolate
75 g farinha
1 colher de chá fermento
2 colheres de chá de quatre épices
(ou faça a sua própria mistura de especiarias moendo, por exemplo, cardamomo, noz-moscada, canela, cravinho, pimenta da Jamaica, gengibre)


Descascar as peras cortá-las ao meio e retirar o pedúnculo. Amolecer a manteiga no microondas. Bater a manteiga com o açúcar. Adicionar as gemas, o chocolate derretido e a farinha misturada com o fermento. Por fim, juntar as claras batidas em castelo. Untar uma forma de fundo amovível com manteiga e farinha (ou spray desmoldante), por cima colocar papel vegetal. Dispor as metades de pêra no fundo do tabuleiro. Polvilhar com as especiarias e cobrir com a massa do bolo. Levar ao forno pré-aquecido a 180 graus entre 20 a 30 minutos.

Fonte: esta receita é da Apolónia e aprendi-a numa aula de cozinha vegetariana na Cozinhomania.


21/09/10

Brownies de chocolate e curgetes


O que primeiro me cativou nestes brownies foi o uso de curgete. Gosto da humidade e da textura que este legume dá aos bolos, salgados e doces. Decidi logo experimentar, andei com a lista de ingredientes no meu caderninho durante 1 semana para ter a certeza de que nada faltava na hora de fazer o bolo. No sábado, pus os ingredientes na bancada e percebi que o bolo não levava ovos. Confesso que não aprecio bolos sem ovos, pelo menos das vezes que os comi, nunca me cativaram, achei-os secos... Durante uns segundos hesitei... será que a receita tem uma gralha? Mas o blogue onde encontrei a receita, tinha-a feito a partir de outro blogue e estavam iguais. E se juntasse 1 ovinho, quiça 2? O facto de te terem corrido mal duas receitas na semana passada não são desculpa para não saires da tua zona de conforto, pensei eu. Sim? Não, vou arriscar. Em boa hora tomei a decisão de seguir a receita original: estes brownies são fantásticos. Densos e húmidos tal como eu gosto. Vale a pena experimentar.



Só uma nota: para fazê-los é indispensável ter uma batedeira, ou então, arriscam-se a ficarem horas a bater o bolo, até que a curgete espalhe a sua humidade aos restantes ingredientes. Usei as varas de massa (e não as de bater claras).

Ingredientes:


1 1/2 chávena açúcar
1/2 chávena de óleo
2 chávenas de farinha sem fermento
1/4 chávena de cacau
2 colheres de chá de essência de baunilha
2 chávenas de curgete ralada
1 colher de chá de sal
1 1/2 colher de chá de bicarbonato
1 chávena de chips de chocolate


Aquecer o forno a 180 graus. Juntar o açúcar, o óleo e a farinha, mexendo com a batedeira em velocidade baixa até que fique com consistência de areia. Juntar o cacau, a essência de baunilha e a curgete. A pouco e pouco, enquanto a batedeira "trabalha" a massa vai ficando húmida e ganhando a tal consistência de bolo a que estamos habituados, embora numa versão mais espessa, típica dos brownies. Misturar o sal e o bicarbonato, mexendo sempre com a batedeira. Por fim, juntar os chips de chocolate, envolvendo na massa com uma colher-de-pau. Deitar numa forma rectangular (20x28 cm), untada com manteiga e polvilhada com farinha - estou completamente rendida ao spray desmoldante, portanto salto esta operação. Vai ao forno entre 25 a 35 minutos. Só cortar me quadrados quando tiver arrefecido.

06/09/10

Bolo de iogurte com sementes de papoila (cobertura mascarpone e limão)



Este bolinho da minha querida amiga Laranjinha é de êxito garantido. É fofo, saboroso, fácil de fazer e rende bastante (dá para cerca de 15 fatias). Além disso é versátil: comido simplesmente com um chá, fica perfeito, se lhe pusermos uma cobertura (como decidi fazer), é uma sobremesa perfeita para uma refeição festiva. Foi a minha contribuição para um fim-de-semana gastronómico em casa de amigos muito especiais.



Ingredientes:


1 iogurte natural (125 gramas = 100 ml)
6 ovos
3 copos de iogurte de açúcar
3 copos de iogurte de farinha
1 copo de iogurte mal cheio de óleo
2 colheres de chá de fermento em pó
Raspa de 1 limão
3 colheres de sopa de sementes de papoila


Cobertura:


300 g de queijos mascarpone
Raspa de 1 limão
Sumo de 1 limão
3 colheres de sopa de açúcar

Nota: uma embalagem normal de mascarpone (250 g) dá perfeitamente para cobrir a parte superior do bolo; neste caso, reduza o açúcar para 2 colheres de sopa. Usei 300 g, pois era uma embalagem promocional, e deu para cobrir o bolo e servir as fatias com uma colherzinha de creme a acompanhar.

Bater as gemas com 2 copos de açúcar. Adicionar o iogurte, o óleo e a raspa de limão. Bater as claras em castelo bem firme e juntar 1 copo de iogurte de açúcar. Adicionar as claras ao preparado anterior, alternadamente com a farinha e o fermento em pó. Por fim, juntar as sementes de papoila. Levar ao forno pré-aquecido a 180 graus, em forma untada manteiga e polvilhada com farinha – uso sempre spray desmoldante.

Para fazer a cobertura, basta misturar bem o mascarpone com sumo e a raspa do limão e o açúcar, até dissolver o açúcar. Conservar no frigorífico. Só cobrir o bolo depois de estar completamente frio.


16/07/10

Um bolo de aniversário para o Figo Lampo (bolo tiramisu)


Não podia faltar à festa do Figo Lampo. Há dois anos que me faço convidada, entro sem bater à porta, e deleito-me com as receitas da Margarida e com as histórias que ela tem para nos contar. Fico contente de fazer parte da sua história, de partilhar risos e cumplicidades com uma pessoa tão talentosa, genuína, alegre (ai aquele sorriso...), afável.

Como devo ser uma das últimas convidadas a chegar a tão ilustre acontecimento, o melhor é levar o bolo de aniversário, que é sempre o derradeiro acepipe a ser inaugurado.

A receita  é da Andreia do Baunilha & Caramelo, vejam a versão dela (com quejo creme e Baileys) que também é uma maravilha. Aconselho vivamente a experimentarem, o bolo (esponja) é maravilhoso e muito versátil (vai bem com qualquer recheio/cobertura) e o creme de mascarpone é uma delícia.

Ingredientes:

Bolo
4 ovos
4 colheres de sopa de água quente
240 g de açúcar
4 colheres de chá de açúcar baunilhado
100 g de farinha
100 g de farinha amido de milho
2 colheres de chá de fermento


Calda
150 ml de café forte
100 g de açúcar
2 colheres de licor de avelã (ou Amaretto)


Cobertura
200 g mascarpone
120 g de açúcar
2 colheres de chá de açúcar baunilhado
2 colheres de sopa de licor de avelã (ou Amaretto)
200 ml de natas
1 colher de sopa de sumo de limão
Chocolate em pó q.b. (ou cacau)

Ligar o forno a 180 graus. Untar uma forma com cerca de 20 cm de diâmetro (usei de 23).

Bater os ovos com as 4 colheres de sopa de água quente, usando a batedeira eléctrica na velocidade máxima durante 1 minuto, até a mistura ficar espessa e com espuma. Adicionar os açúcares e bater continuamente durante 2 minutos. Juntar a farinha, o amido de milho e o fermento, usando a batedeira na velocidade mais baixa até obter uma massa fofa. Transferir a massa para a forma e levar ao forno até estar cozido.



Retirar do forno, com a ajuda de uma faca soltar lateralmente o bolo da forma e posteriormente desenformar. Deixar arrefecer completamente antes de o abrir no sentido horizontal.

Fazer o xarope de café, levando o café e o açúcar ao lume até o açúcar dissolver. Juntar o licor. Deixar arrefecer. 

Para a cobertura, bater o açúcar e o açúcar baunilhado com o mascarpone, até obter uma mistura homogénea. Adicionar o licor e bater mais um pouco.

À parte, bater as natas com o sumo de limão, até ficarem bem firmes. Envolver suavemente as natas na mistura do queijo. Guardar no frigorífico até utilizar.

Colocar uma das partes do bolo num prato. Humedeça-a com o xarope de café, usando um pincel. Barrar com a mistura de mascarpone. Humedecer a outra metade o bolo,  pôr por cima do recheio. Pincelar o topo do bolo com o restante xarope e cobrir com resto do creme de mascarpone. Levar ao frigorífico, Na hora de servir, polvilhar com chocolate em pó.

12/04/10

Ramequins de chocolate


Esta receita da Karen do Kafka na Praia foi uma das primeiras que fiz para o blogue, mas na altura não publiquei porque as fotos estavam muito tremidas. Das outras vezes que fiz esta sobremesa, fui-me esquecendo de a colocar aqui... Talvez por ser tão fácil e rápida de fazer e de comer, quando chega a altura das fotos, normalmente, já não há sequer um ramequim para contar a história. Mas desta feita, a narrativa foi diferente, pois usei recipientes mais pequenos e, em vez de 4 doses, deu 6... e sobrou.

Pela facilidade e rapidez de execução, e por levarem ingredientes que normalmente estão sempre à mão, estes ramequins são a sobremesa ideal para quando temos visitas inesperadas.


Como podem verificar, o recheio da receita original é feito com quadradinhos de chocolate, que ao irem ao forno ficam derretidos, mas em alternativa podem usar caramelos ou chocolate branco. Eu recheei dois com pepitas de manteiga de amendoim, o problema é que não são se encontram à venda em Portugal continental (estas arranjei-as na ilha Terceira quando lá estive no Verão). De qualquer forma registem estas variações.


Ingredientes para 4 ramequins:


120 g de chocolate meio amargo + 8 quadradinhos para o recheio
3 ovos
80 g açúcar
35 g manteiga
1 colher sopa de farinha


Derreter o chocolate com a manteiga no microondas. Noutro recipiente, misturar os ovos, o açúcar e a farinha. Por fim, acrescentar o chocolate derretido. Colocar 1/3 da massa em 4 ramequins pequenos. Coloque 2 quadradinhos de chocolate em cada um deles e cubra-os com o resto da massa. Levar ao forno pré-aquecido a 210º durante 10 minutos. Servir quente ou morno.

08/04/10

Bolo de noz com creme de ovos


Para rematar o almoço de Páscoa, escolhi este bolo que vi no blogue Mesa para 4. Fiz só metade da receita, mas deixo aqui a completa. Duas notas só: optei por usar manteiga, em vez de margarina, como ditava a receita original, além disso, reduzi drasticamente a quantidade, em vez de 200 g de manteiga, usei metade, pois as nozes já têm muita gordura.



Ingredientes bolo:


200 g de miolo de noz
6 ovos
300 g de açúcar
100 g de manteiga
150 g de farinha
1 colher de chá de fermento


No robô de cozinha ou na picadora, triturar as nozes até ficarem em pó. Bater os ovos com o açúcar até obter um creme esbranquiçado (usei a batedeira). Juntar a manteiga cortada aos pedaços e bater bem. Misturar as nozes. Por fim, adicionar a farinha previamente misturada com o fermento, envolvendo bem mas sem bater. Verter numa forma untada e enfarinhada. Levar ao forno pré-aquecido a 180º cerca de 45 m. Deixar arrefecer antes de rechear e cobrir com o creme de ovos.


Doce de ovos rápido:


8 gemas
8 colheres de sopa de açúcar
8 colheres de sopa de água


Partir os ovos e retirar a cicatrícula (aquelas coisitas brancas que parecem uma cicatriz) e a película que envolve a gema. Juntar todos os ingredientes e misturar bem (usei a varinha mágica). Levar a lume baixo, mexendo sempre até engrossar e obter a consistência desejada, sem deixar ferver. Atenção: transferir o creme imediatamente do tacho para outro recipiente para evitar que continue a cozinhar. Deixar o creme arrefecer antes de cobrir/rechear o bolo.

24/03/10

Bolo de azeite e alecrim


Embora habitualmente prefira a manteiga ao azeite – uma inevitabilidade da minha educação gastronómica açoriana –, a verdade é andava há algum tempo cheia de vontade de fazer um bolo cuja única gordura utilizada seria o azeite. Assim que encontrei esta receita, percebi que era exactamente o que procurava: um bolo delicado e aromático, perfeito para acompanhar uma chávena de chá. É, de facto, a forma mais apropriada para degustá-lo. No entanto, acabei por comê-lo no final de uma refeição, como sobremesa e, sendo um bolo de textura mais seca, decidi servi-lo com vinho moscatel – uma conjugação que muito apreciei.



1 ½ chávena de farinha
1 colher de sopa de fermento
½ colher de chá de sal
4 ovos
¾ chávena de açúcar, mais uma colher de sopa para a cobertura
⅔ chávena de azeite extra virgem*
1 colher de chá de extracto de baunilha (opcional)
2 colheres de sopa de alecrim fresco finamente picado (só as folhas), mais uma haste para a cobertura.


*Aconselho o uso de um azeite de boa qualidade, de preferência, suave e frutado. Um azeite muito forte – ou de qualidade inferior – irá comprometer o sabor do bolo, sobrepondo-se ao aroma do alecrim.


Pré-aquecer a 180 graus. Untar uma forma de bolo inglês com manteiga (ou azeite) e farinha.

Numa tigela, misturar a farinha, o fermento e o sal. Reservar. Numa outra tigela, bater os ovos com o açúcar durante uns minutos até ficar uma mistura esbranquiçada e espumosa. Com a batedeira ligada, verter o azeite (a pouco e pouco e em fio). Misturar, agora manualmente, a baunilha e, depois, o alecrim. Juntar a mistura da farinha, mexendo até estar bem combinado.


Verter a mistura na forma. Por cima, polvilhar o açúcar (1 colher de sopa), cobrindo toda a superfície do bolo. No meio, colocar, delicadamente, a haste de alecrim. Levar ao forno cerca de 45 minutos.

15/03/10

Bolo Aniversário Pucca



Como tem vindo ser habitual, o aniversário das minhas filhas é a desculpa necessária para pôr em prática a minha “arte de pastelaria”, em formato amador… Este ano não foi excepção e o 5º aniversário da Mariana teve como tema a Pucca e o bolo também acompanhou o tema. Em termos de concepção, não fiz um bolo muito elaborado, pois a decoração era o meu principal desafio. Como era um bolo para algumas dezenas de pessoas, optei pelo formato rectangular, com 2 andares. Fiz um bolo de chocolate (receita já utilizada anteriormente neste aniversário, com algumas alterações)


Bolos:
(utilizei a mesma receita e fiz a massa para os 2 bolos separadamente)

2 x 250 g de chocolate em barra
2 x 250 g de açúcar
2 x 7 ovos

2 x 250 g de manteiga amolecida (500 g)
2 x 220 g de farinha de trigo (440 g)
2 x 1 colher de sobremesa cheia de fermento em pó
2 x 110 g de chocolate em pó (220 g)
2 x ½ dl de leite


Nota: utilizei a mesma forma para os 2 bolos (uma vez que não tinha uma forma rectangular mais pequena) e fiz a mesma dose para os 2 pisos – o bolo que sobrou do piso superior cortei aos quadrados e servi como “aperitivo), o tamanho da forma é de 34,5 cm por 24,5 cm.

Recheio e cobertura:


1 lata de leite condensado de chocolate
200 ml de natas


Cobertura:

500 g de pasta americana vermelha
500 g de pasta americana preta (sobrou cerca de 150 g)
250 g de pasta branca (sobrou cerca de 200 g, mas não encontrei pacotes desta pasta mais pequenos)

Esta pasta comprei na Casa dos Bolos (em Lisboa), mas vende-se também na loja on-line.

Amolecer a manteiga no microondas e bater com o açúcar até ficar um creme esbranquiçado. Ir juntando os ovos um a um, batendo entre cada adição.

À parte, misturar a farinha com o chocolate ralado (eu passei o chocolate pelo triturador, sem ficar em pó), o fermento e o chocolate em pó. Misturar ao preparado anterior e mexer bem com uma colher de pau.


Untar uma forma com margarina e farinha e cozer no forno cerca de 50 minutos – neste bolo, deixar cozer bem, para que fique com uma consistência mais “rija” para permitir colocar a pasta americana, sem alterar a forma. Deixar arrefecer.

Enquanto o bolo está no forno começamos a preparar o bolo que servirá para o primeiro andar.

Após os 2 bolos terem arrefecido, cortamos o que servirá de base ao meio, com a ajuda de um fio de nylon ou cordel de culinária e o bolo superior, cortamos ao meio (em comprimento) e depois ao meio para rechear.



Para o recheio, mexe-se com uma varinha as natas juntamente com o leite condensado, até obtermos uma consistência de creme. Rechear ambos os bolos.

Colocar o primeiro bolo no tabuleiro de servir, barrar o topo do bolo com o mesmo preparado do recheio (para a pasta americana aderir melhor). Estender a pasta numa superfície coberta com açúcar em pó – esta foi a minha principal dificuldade, uma vez que esta pasta “cola” bastante à minha pedra da cozinha e ao rolo da massa (deve haver uma técnica para este processo, nomeadamente um rolo de plástico conforme vi na loja e uma base anti-aderente – mas aí já entramos no campo dos profissionais e, como eu referi no início, eu encontro-me ao nível dos amadores). Cobrir o bolo com a massa preta. Colocar o 2.º bolo sobre a pasta preta, barrar com o preparado do recheio e repetir a mesma proeza com a massa vermelha.

Estando terminada esta tarefa – para mim a mais difícil – começar a decoração. Retirei a ideia da boneca no blogue Iguarias de Açúcar e Sal e inventei o resto.


18/02/10

Bolo de clementinas


Não sei se foi do frio; se da máquina fotográfica avariada; se da frustração de querer fazer umas mudanças por aqui, mas faltarem-me os conhecimentos técnicos para fazê-las; se do meu receio de que isto se torne uma obrigação; se da minha preguiça, se do farmville... A verdade é que este blogue hibernou nos dois últimos meses. O que não quer dizer que não tenha cozinhado. Tenho, mas sobretudo receitas que já publiquei.

Hoje, como promessa de regresso, deixo-vos um bolo maravilhoso, rico, intenso, húmido, aromático, perfeito para o Inverno, que tem a particularidade de ser feito com a casca da clementina. Aprendi a receita no Nigella Bites, que agora passa na SIC Mulher. No entanto, descobri que antes de Nigella, já outros autores a tinham publicado, nomeadamente Claudia Roden, especialista em gastronomia do Médio Oriente.

Ingredientes:

4 clementinas (375/400g) – pode ser feito com laranjas ou tangerinas
6 ovos
225 g de açúcar
250 g de amêndoa moída
(como comprei um pacote de 200 g,
acabei por juntar 50 g de farinha sem fermento)
1 colher chá de fermento

Lavar bem as clementinas (de preferência usar fruta que não esteja “encerada”). Para poupar tempo e energia, em vez de cozinhar a fruta numa panela tradicional (levaria 2 horas), optei por usar a panela de pressão. Assim, depois do pipo rodar, contam-se 10 ou 15 minutos (depende do tamanho da fruta) e já está. Escorrer as clementinas e deixá-las arrefecer. Retirar os pedúnculos e verificar se a fruta tem sementes, se assim for, descartá-los. Colocar as clementinas no robô de cozinha (processador) e reduzir a puré. Juntar os restantes ingredientes. Ligar o robô até obter uma mistura homogénea. Verter a massa numa forma de fundo amovível bem untada. Levar ao forno pré-aquecido a 190 graus cerca de 1 hora. Se achar necessário, para que o topo do bolo não queime, por volta dos 40 minutos de cozedura, cubra-o com papel de alumínio. Deixar arrefecer o bolo dentro da forma e sobre uma grade, antes de o desenformar.

18/05/09

Bolo de chocolate After Eight

Continuando numa maré de bolos, que tal um bolo de chocolate fofo e húmido com After Eight? Antes que chegue o calor e retirem estas delícias dos supermercados (até ao natal) vale a pena experimentar esta receita que retirei das receitas Vaqueiro, eu adorei!

Ingredientes
4 ovos
150 g + 20 g de açúcar
100 g de chocolate em pó
1 iogurte natural
1,5 dl de óleo
200 g de pastilhas After Eight
100 g de farinha Maizena
1 colher de sobremesa de fermento em pó

Para a cobertura
150 g de chocolate preto
0,5 dl de leite
30 g de margarina

Separar as claras das gemas dos ovos. Juntar o açúcar com o chocolate em pó às gemas e misturar bem. Acrescentar o iogurte e o óleo, bater com a batedeira até a mistura ficar homogénea. Derreter 100 g de pastilhas de menta no microondas durante 40 segundos e misturar ao preparado anterior. Por último, juntar a Maizena e o fermento (peneirados) à mistura.
Bater as claras com as 20 g de açúcar (também costumo utilizar uma colher de chá de bicarbonato de sódio para as claras ficarem firmes) até ficarem em castelo e envolver ao creme já preparado. Levar ao forno numa forma de mola, previamente untada com margarina a 180º cerca de 45 minutos.
Retirar o bolo do forno e deixar arrefecer um pouco (não retirar o aro da forma). Numa taça, partir o chocolate preto, juntar o leite e a margarina e levar a derreter no microondas cerca de 50 segundos. Mexer bem com a vara de arames.
Cobrir o bolo com esta cobertura e enterrar as restantes pastilhas de mentol na diagonal. Retirar o aro apenas quando o bolo estiver completamente frio.

10/05/09

Bolo de gengibre e mel

Este blogue tem andado em banho-maria, mas às vezes é assim… falta o tempo para fazer tudo aquilo de que gostamos.

Ingredientes:

125 g manteiga cortada aos pedaços
½ chávena de açúcar mascavado escuro
2 ovos
2 chávenas (300 g) farinha sem fermento
1 ½ colher de sopa de gengibre em pó
1 chávena (250 ml) de mel
½ chávena (125 ml) de leite
½ colher de chá de bicarbonato de soda
1 colher chá fermento
½ chávena (80 g) de sultanas

Misturar a manteiga, o açúcar, os ovos, a farinha, o gengibre, o mel, o leite, o fermento e o bicarbonato, usando a batedeira na velocidade mínima até os ingredientes estarem bem misturados. Depois, bater em velocidade média até a mistura ficar cremosa e mudar de cor. Juntar as sultanas. Verter a mistura numa forma de silicone com 20 cm x 30 cm (caso contrário, seguindo a receita original, o melhor é utilizar papel vegetal). Cozer em forno médio, previamente aquecido, cerca de 55 minutos.

Fonte: Quick-mix cakes and deliciously easy muffins

22/04/09

4 por 6 - Crepes de requeijão e coentros, salada de cenoura e bolo rápido de maçã

Aqui segue a minha terceira participação no 4 por 6, acompanhada por um pedido de desculpas pelo atraso de 1 semana. Sobre as receitas, que juntas pouco passam dos 5 euros (yupi!), gostava de referir o seguinte: em tempo de maior fartura, os crepes são também uma excelente alternativa para entrada ou petisco; a salada de cenoura, originalmente chamada de Salada Halloween é da Everyday Food (Outubro, 2007, ed. 46); finalmente, a sobremesa que aqui vos apresento, retirada do maravilhoso blogue La Vida en Buenos Aires y Afines, além de ter um método de preparação muitíssimo original (reparem bem), é absolutamente deliciosa (rápida, fácil e está provado: económica).


Crepes de requeijão e coentros

Ingredientes crepes:
100 g de farinha sem fermento
2 ovos
½ colher de sopa de óleo
175 ml de leite
Sal
Raspa de ½ limão

Recheio:
1 requeijão de Seia (260 g)15 g de coentros
½ cebola
Pimenta
½ colher sopa azeite



Misturar todos os ingredientes para os crepes com a varinha mágica (mixer). Fazer os crepes numa frigideira com cerca de 20 cm de diâmetro, untada com um pouco de óleo. Rende entre 8 a 10 crepes. Refogar a cebola picada no azeite até que fique translúcida. Deixar arrefecer. Juntar ao requeijão. Misturar bem com um garfo. Juntar os coentros picados. Temperar com pimenta. Rechear os crepes.




Salada de cenoura e sultanas

Ingredientes:

4 cenouras médias
⅓ chávena de sultanas (40 g aprox.)
2 colheres sopa de azeite
1 colher sopa de vinagre de sidra
1 colher chá de mostarda de Dijon
½ colher chá de açúcar
(como usei mostarda com mel, prescindi do açúcar)
Sal q.b.

Descascar e ralar a cenoura. Misturar com as passas. Temperar com um molho feito de azeite, vinagre, mostarda e sal.


Bolo de maçã fácil e rápido da Sylvia

Ingredientes:

2 maçãs
Sumo de ½ limão
1 chávena de farinha de trigo
1 chávena de açúcar + duas colheres de sopa para polvilhar
50 g de manteiga + 10 g para untar
1colher de sopa de fermento químico em pó
2 colheres de chá de canela em pó
2 ovos
1 chávena de leite

Descascar as maçãs e cortar em fatias finas. Colocar num recipiente, regar com sumo de meio limão e polvilhar com as 2 colheres de sopa de açúcar. Reservar. Untar um pirex quadrado (23 ou 24 cm) com a manteiga. Num tigela, misturar bem os ingredientes secos. Colocar metade dos ingredientes secos no pirex. Por cima, dispor a maçã fatiada (com o líquido que destilou) e polvilhar com canela. Espalhar por cima a manteiga cortada aos pedacinhos. Cubrir com a restante mistura de ingredientes secos. Verter por cim a mistura de leite e ovos. Com um garfo espetar a massa crua no meio e lados para que o liquido seja absorvido. Levar ao forno pré aquecido a 200 graus, por 30 ou 40 minutos até que esteja dourada.

Vamos às compras (e às contas): os valores aqui apresentados foram retirados do site do Continente. De referir que, no supermercado Pingo Doce, o requeijão de ovelha compra-se a € 1,99, em embalagens de 260 g, portanto, mais em conta do que no Continente (valor apresentado na tabela).



Dica de poupança: a compra de produtos em embalagens de tamanho familiar é, regra geral, uma opção mais económica e mais ecológica (menos embalagens = menos lixo). Mas atenção: olhem para a etiqueta do produto e reparem no custo por litro/quilo, para verificar qual é realmente o mais barato. É que, de quando em vez, os supermercados trocam-nos as voltas.

Além disso, se existem produtos cuja aquisição em grandes quantidades é um bom investimento – azeite, óleo, detergentes... -, outros há cuja compra em versão XL pode revelar-se um mau negócio, por serem bens rapidamente perecíveis - iogurtes, algumas frutas e legumes...

07/01/09

Scones mulatos


Fáceis e rápidos de fazer, os scones são uma excelente alternativa para o pequeno-almoço ou lanche, nomeadamente quando não há pão em casa… nem máquina de pão, nem jeito para amassar pão…bem mas não estamos a falar de mim, voltemos aos scones… O nome destes que aqui vos sugiro, deve-se ao açúcar mascavado escuro que lhes confere uma tez mulata e não a um possível excesso de tempo no forno. A receita, retirada já há largos anos de um pacote de açúcar mascavado escuro, dá para 6 a 8 scones. Aconselho que a façam a dobrar e depois congelem uma parte (já cozinhados). Quando vos apetecer, é só levá-los um bocadinho ao micro-ondas, envolvidos em papel absorvente e comê-los quentinhos barrados com manteiga ou com mel (ou as 2 coisas…).

Ingredientes:

200 g de farinha com fermento
(ou 200 g de farinha sem fermento + 2 colheres de chá de fermento)
50 g de açúcar mascavado escuro
50 g de manteiga fria cortada aos cubos
50 g de passas
1 ovo
Aproximadamente 50 ml de leite
(deve-se usar o suficiente para ligar a massa)

Ligar o forno a 200 graus (deve acender-se pelo menos 15 minutos antes de colocar os scones). Usando a ponta dos dedos, mistura-se a farinha peneirada com o açúcar e a manteiga, fria e cortada aos cubinhos. Junta-se o ovo batido, as sultanas e, finalmente, leite suficiente para ligar a massa. Não se deve trabalhar a massa demasiado, é só ligar. Deixar repousar 10 minutos. Repartir a massa em bolinhos redondos. Levar ao forno cerca de 20 minutos num tabuleiro polvilhado com farinha.

14/12/08

Bolo de chocolate com recheio de curd de maracujá

Pipoka, voltei!!! Pois é, tenho andado um pouco ausente desta cozinha, mas é mais preguiça do computador do que dos cozinhados… Já é com alguma saudade que retomo a partilha de experiências e receitas que gosto e também que dou alguma folga à Pipoka, que tem sido a responsável pela manutenção deste blog nos últimos meses.
Para comemorar a minha primeira receita escolhi uma ocasião especial, que foi a elaboração do bolo do 32º aniversário da minha irmã mais velha – que é sempre uma tarefa que faço com prazer: BOLOS!!!
A receita não é original pois parte da base de um bolo de chocolate, já postado,
com uma adaptação do curd de limão da Pipoka para maracujá, mas a combinação dos 2 com a cobertura de chocolate branco ficou apetecível – mais uma “bomba calórica”, mas festa é festa…

Ingredientes bolo:
250 g de chocolate em barra
250 g de açúcar
7 ovos
250 g de manteiga amolecida
220 g de farinha de trigo
110 g de chocolate em pó
1 colher de sobremesa cheia de fermento em pó
1 dl de conhaque

Amolecer a manteiga ao lume e bater com o açúcar até ficar um creme esbranquiçado. Ir juntando os ovos um a um, batendo entre cada adição.À parte, misturar a farinha com o chocolate ralado (eu passei o chocolate pelo triturador, sem ficar em pó), o fermento e o chocolate em pó. Misturar ao preparado anterior e mexer bem com uma colher de pau.Untar uma forma com margarina e farinha e cozer no forno cerca de 50 minutos. Após cozido (não deixar tempo a mais no forno para o bolo ficar húmido), retirar e regar com a calda do leite misturado com o chocolate em pó. Deixar arrefecer. Após o bolo estar frio, com ajuda de um fio de culinária, abrir o bolo ao meio e rechear com o curd de maracujá.

Ingredientes Curd de Maracujá:
200 ml de polpa de maracujá
150 g de açúcar
75 g de manteiga sem sal
3 ovos

Partir os ovos e bater com a varinha mágica até ficarem “em espuma”. Reservar. Numa caçarola, juntar o açúcar, a manteiga e a polpa de maracujá. Levar ao lume (brando) até derreter a manteiga e dissolver o açúcar. Apagar o lume, deixar arrefecer uns 5 minutos. Fora do lume, juntar esta mistura aos ovos batidos, a pouco e pouco e mexendo sempre. Levar o curd de maracujá novamente ao lume (brando), mexendo sempre, até que espesse.

Ingredientes cobertura:
400 g de chocolate branco
150 g de chocolate negro

Derreter o chocolate branco numa caçarola em banho-maria com 3 a 4 colheres de sopa de água – cobrir o bolo com este preparado. Repetir o mesmo procedimento com o chocolate negro, mas em vez de água, juntamos 1 colher de sopa de manteiga. Decorar a gosto.

13/11/08

Bolo de cenoura, azeite e especiarias

Ficou aprovadíssimo este bolo aromático, húmido e de consistência “apudinada” (vocábulo inexistente mas que já vai fazendo uma certa falta no dicionário...). Houve até quem dissesse que este era o melhor bolo que eu já tinha feito... mas talvez seja exagero! A receita é do Favourite Recipes from Books for Cooks 4,5 & 6.

Ingredientes:

175 ml de azeite
(de exímia qualidade, caso contrário pode comprometer o sabor do bolo)
375 g de açúcar
3 ovos ligeiramente batidos
175 g de farinha sem fermento
1 ½ colher de chá de fermento
1 ½ colher de chá bicarbonato
1 ½ colher de chá canela em pó
¼ colher de chá cravinho em pó
2/4 colher de chá de cardamomo em pó
2/4 colher de chá de sal
90 g de nozes pecãs (ou nozes) picadas grosseiramente
375 g de cenoura ralada

Pesar e preparar todos os ingredientes. Embora a receita original não pedisse, optei por tostar as pecãs numa frigideira anti-aderente e acreditem que fica mais saboroso. Ligar o forno a 160 graus. Untar uma forma redonda de mola e colocar no fundo uma rodela de papel vegetal também untado. Convém usar uma forma que vede bem, para evitar que a massa do bolo derrame.

Num recipiente, misturar bem o azeite, o açúcar e os ovos. Peneirar, para outro recipiente, a farinha, o fermento, o bicarbonato, as especiarias e o sal. Fazer uma cova no centro e juntar a mistura de ovos, açúcar e azeite. Misturar até ficar uma massa homogéna. Juntar as nozes e a cenoura.

Verter a massa na forma e levar ao forno cerca de 1h30 (demora mas compensa). Ter atenção ao desenrolar da cozedura, principalmente a partir dos 50 minutos, pois pode ser necessário cobrir a forma com papel de alumúnio para evitar que o topo queime. Eu segui esta recomendação da receita original, quando achei que o topo estava com boa cor, mas o bolo estava longe de estar cozido, tapei-o com papel de alumínio. Depois de cozido, coloquem a forma sobre uma grelha metálica e deixem arrefecer completamente antes de desenformar. Usar o bico de uma faca à volta do bolo para ajudá-lo a desenformar.

26/09/08

Bolo de figos frescos


Alguém aqui vaticinou o final da época dos figos, mas certamente não conhece a árvore teimosa onde o L. os apanha. Apesar de algumas chuvadas, os figos resistem, talvez mais pequenos e não tão doces, mas ainda assim saborosos. A receita que se segue é uma daquelas que se podem chamar interblogues: o bolo foi descoberto pela Laranja com canela, que para cobertura, decidiu resgatar uma calda de figo feita pela Elvira. Confusos? Não importa, passem adiante e saboreiem esta delícia, enquanto eu vou uns diazitos de férias para “terras de sua majestade”.
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Ingredientes:

175 g de figos
125 g de manteiga (margarina, na receita original, mas a minha costela açoriana não permite essas loucuras)
250 g de açúcar
250 g de farinha
3 ovos
1 colheres de chá de canela
Vinho moscatel q.b. (no original, aguardente)
1/2 chávena de leite
1/2 colher de sopa de fermento em pó
raspa de limão a gosto

Calda:

12 figos
1colher de sopa de açúcar
1 colher de sopa de mel
1 colher de sopa de moscatel (aguardente velha, no original)
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Retirar o pé aos figos e picá-los na picadora. Numa tigela, bater a manteiga e juntar os figos, o açúcar, a canela, a raspa de 1 limão e o moscatel. Bater muito bem. Juntar os ovos um a um, mexendo a cada adição. Por fim, misturar a farinha e o fermento. Levar ao forno (usei uma forma de 20x26 cm) em forma untada ou em forma coberta com papel vegetal. Como este bolo, volta ao forno depois de se cobrir com a calda, o papel vegetal vai ajudar a retirar o bolo da forma, (dica da Laranja com canela). Eu decidi tomar outro caminho (ainda não conhecia o anterior) e cozinhei o bolo, retirei-o da forma, coloquei-o num tabuleiro, cobri-o com a calda e levei-o novamente ao forno. Escolham o método que preferirem.

Quanto à calda, faz-se assim: numa tigela, misturar o moscatel, o açúcar e o mel e, por fim, os figos cortados em quartos. Deixar repousar por 15 minutos. Picar o bolo com um palito, espalhar por cima a calda e levar novamente ao forno por 10 minutos.