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14/07/14

Peixinhos da Horta (e uma refeição de petiscos n' A Charcutaria)

Peixinhos da horta

Já várias vezes aqui disse que me perco por um bom petisco. Seja no Inverno, acompanhados por um bom vinho, ou no Verão, com uma cerveja estupidamente gelada, não dispenso umas moelas, uns peixinhos da horta, uma salada de polvo, uns carapaus alimados, umas amêijoas à Bulhão Pato, caracóis... é infindável a lista. Por isso, quando fui convidada para almoçar petiscos n’ A Charcutaria, fiquei radiante.

Num ambiente muito acolhedor, com uma vista inspiradora, e um serviço simpático e cuidadoso, a refeição foi memorável: empadas de galinha (as melhores de Lisboa, sem dúvida), pataniscas, pezinhos de borrego em tomate (adorei!, patê de fígado de aves... Provei mais de 10 petiscos executados com mestria sob a batuta do maestro  - e contador de histórias – Manuel Martins,  o proprietário deste restaurante na Rua do Alecrim, em Lisboa.

Além dos tradicionais acepipes da cozinha alentejana, Manuel Martins pegou no conceito de petiscar e levou-o um pouco mais longe, oferecendo pequenas doses de algumas das iguarias tipicamente portuguesas, como feijoada, bacalhau à Brás, polvo no forno, entre outros.

Vale a pena uma visita. Ao almoço há menu a 12,5€, com prato e entrada. Se preferirem, sentem-se ao balcão, e saboreiem uns petiscos bem portugueses. Peçam ao chef para vos surpreender, não vão ficar desiludidos!

Evocando as memórias desta bela refeição n’A Charcutaria, deixo-vos com a receita de um dos meus petiscos favoritos: peixinhos da horta. 

Ingredientes:

350 g de feijão-verde
100 g de farinha
1 colher de café de bicarbonato de sódio
(se usar farinha com fermento não precisa de juntar o bicarbonato)
1 ovo (tamanho L)
1 dl de líquido (usei  metade vinho branco, metade água fria – mas pode usar só água, caso prefira)
1 mão cheia de salsa
½ cebola (cerca de 40 g)
Sal e pimenta qb
Óleo para fritar

Lavar e tirar o fio ao feijão-verde (se o feijão for tenro, provavelmente nem fio tem). Cortar as vagens ao meio no sentido longitudinal. O objectivo é ficar com pedaços com cerca 10 cm  -  gosto dos peixinhos mais pequenos, com cerca de 8 com, por isso, também os cortei ao meio  horizontalmente.

Cozer o feijão-verde com sal em água a ferver cerca de 5 minutos (fica ainda rijinho, pois ainda vai levar a fritura). Escorrer e deixar arrefecer. Entretanto, fazer o polme, misturando a farinha, o bicarbonato, o ovo e o vinho. Juntar salsa e cebola bem picadinhas. Temperar com sal e pimenta a gosto. Juntar o feijão-verde ao polme, misturando com um garfo. Fritar os peixinhos em óleo bem quente. Escorrer em papel absorvente. 


Fotos cedidas por Suzana Parreira, Gourmets Amadores
Petiscos: empada de galinha, sopa de tomate, pezinhos de borrego, petingas em conserva caseira

14/10/13

Lapas assadas ou o sabor das férias

lapas assadas (preparativos)

Desde que me lembro de existir que as minhas férias sabem sempre a mar. Os dias passados na praia do Almoxarife, os pés enterrados na areia preta, os mergulhos no mar límpido... E, ao fim da tarde, no regresso a casa, nada como uma refeição de lapas assadas para recuperar energias.

Cá em Lisboa não compro lapas, mas este ano, para podermos “matar o desconsolo” trouxemo-las na bagagem, compradas bem frescas, depois congeladas e lá vieram muto bem acondicionadas. Hoje, foi o dia de juntar a família para partilharmos uma refeição que cheira a mar e que me fez recordar as férias.  

Ingredientes:

2 quilos de lapas
125 g de manteiga (dos Açores, é claro!)
3 dentes de alho
1 colher de chá de massa de malagueta (ou picante a gosto)

Passar as lapas por água para retirar alguma areia que possam ter. Dispô-las num tabuleiro ou num pirex, sem as sobrepor. Derreter a manteiga no microondas (atenção: para não deixar queimar, não ligue o microondas no máximo, use uma temperatura baixa). Á manteiga derretida juntar a massa de malagueta e os dentes de alho previamente picados. Deitar essa mistura por cima das lapas. Levar as lapas ao forno cerca de 8 minutos a 200 graus (eu normalmente falo com o grill ligado, mas não é obrigatório).

As lapas quando passam do ponto ficam com consistência de borracha, o truque para não deixá-las cozer demasiado é simples: assim que começam a descolar da casca é retirá-las imediatamente do forno, pois estão cozinhadas no ponto, assegurando-se a sua suculência.

lapas assadas 1


A refeição foi acompanhada por um vinho que adoro e que, embora produzido aqui em Lisboa, no Cadaval, me faz lembrar os Açores, ou não fosse ele um verdelho. A combinação das lapas com este vinho da Quinta do Gradil, foi simplesmente perfeita. É uma edição limitada, de 2012, mas espero que voltem a repetir, não só pelas boas memórias que me despertou, mas também pela qualidade deste verdelho que casa muito bem com peixes e mariscos. 

30/05/13

Salada de polvo à minha maneira

salada de polvo

Apesar do calor andar muito tímido, ando mesmo em modo “petisco”. No post anterior falei de tapas e hoje deixo-vos com um portuguesíssima salada de polvo. Toda a gente faz, não tem segredos, mas aqui fica a receita da saladinha à minha maneira.

Ingredientes (salada para 2):

Restos de polvo cozido (tinha 3 tentáculos)
Meio pimento vermelho
Meia cebola pequena
Azeite q.b.
Vinagre balsâmico q.b.
Salsa fresca


Picar a cebola; cortar o pimento em quadradinhos pequenos; cortar o polvo em rodelas. Misturar tudo. Temperar com sal - o sal picante Casa do Sal da Figueira da Foz é bastante grosso, pois é para usar em grelhados, quando o quero utilizar em saladas, calco as pedrinhas com o dorso da faca para torná-lo mais fino). Juntar azeite e vinagre balsâmico a gosto. Finalizar com salsa picada. Acompanhar com uma cervejinha estupidamente gelada. 


salada de polvo

23/05/13

Vamos “tapear”?

Montadito
Montadito de pimento piquillo e petinga de conserva do Tapas 28. 

Este é um convite para correr algumas capelinhas da noite lisboeta e comer umas deliciosas tapas, acompanhadas por cerveja Estrella Damm. Entre 23 de Maio e 2 de Junho, esta marca de cerveja espanhola promove a Rota das Tapas, um circuito de 12 bares e restaurantes, situados no Príncipe Real e no Bairro Alto, nos quais podemos degustar um menu composto por uma tapa + uma Estrella Damm (0,25 dl) por apenas € 3.

Estes petiscos à espanhola foram criados especialmente para a Rota das Tapas por cada restaurante e bar parceiros da iniciativa: Aqui há Peixe, BCN, Beef Burguer Bar, Bellalisa Elevador, Bellalisa Rossio, Bar Remake, Mercearia Tosca, Petisco no Bairro, Sea Me By the River, Storik, Tapas 28 e Tapas 52. A ideia é passarmos por todos estes locais e experimentarmos as 12 tapas! Mas há mais uma boa razão para participar: pode-se ganhar uma viagem a Barcelona para 2 pessoas, com direito a repasto num dos mais conceituados restaurantes de tapas do mundo.


À porta de cada local aderente, um cartaz com os mapas da Rotas. Para participar no passatempo, basta carimbos o mapa em cada bar por onde passar.



Já tive oportunidade de experimentar três das tapas: um montadito do Tapas 28 (pão crocante aioli, pimento piquillo e petinga de conserva), um outro do Tapas 52 (pão grelhado com azeite de manjericão, alheira de caça e ovo de codorniz estrelado), um mini burguer (hambúrguer no pão com cebola caramelizada e foie-gras). São petiscos deliciosos, sobretudo acompanhados por uma das minhas cervejas favorita (preta, sempre!), Bock Damm. Experimentem as tapas tentem replicá-las em casa, que vale a pena.  



A minha tapa favorita: míni hambúrguer Robin dos Bosques do Beef & Burguer 
(créditos da foto: Estrella Damm)






22/11/10

Mexilhões com molho thai


Como gosto mais de mexilhões do que de amêijoas, acho sempre que é dada pouca importância a este bivalve que, além de muitíssimo saboroso, tem um preço muito simpático. Em minha casa, o mexilhão é normalmente confeccionado com molho de tomate, servido como entrada, com um pãozinho saloio, ou como prato principal, acompanhador por massa. Para variar, decidi usar as ervas e os temperos que uso habitualmente para a comida tailandesa. Ficou delicioso.

Ingredientes:

1 kg de mexilhões
1 colher de sopa de óleo
3 dentes de alho
2 colheres de sopa de gengibre fresco ralado
½ pimento vermelho
1 malagueta (ou molho picante)
2,5 dl caldo peixe ou água
2 colheres de sopa de molho de peixe*
(se o seu caldo tiver sal, reduza esta quantidade)
2 talos de erva príncipe*
1 pitada de açúcar
Coentros frescos


Nota: não use caldos de compra, pois têm um sabor demasiado intenso e salgado. É preferível usar água, caso não tenha caldo caseiro. Como costumo cozer peixe a vapor, reaproveito essa água que fica com o sabor do peixe.

Limpar os mexilhões, descartando os que têm a casca partida. Num tacho, ou caçarola, refogar o alho picado e o gengibre em óleo. Juntar o pimento e a malagueta, cortados aos cubinhos e deixar cozinhar 1 ou 2 minutos. Verter o caldo de peixe. Juntar os talos de erva príncipe esmagados, o molho de peixe e uma pitada de açúcar. Verificar os temperos. Quando o caldo começar a ferver, junte os mexilhões. Assim que os mexilhões abrirem, está pronto! É só polvilhar com coentros frescos.

* Produtos à venda nos supermercados asiáticos. Os talos de erva príncipe encontram-se na secção de congelados.


08/09/10

Três entradas estivais (rápidas e saborosas)


No passado fim-de-semana, rumei a Évora para visitar uns queridos amigos que, tal como eu, se perdem por petiscos, e por dois dedos de conversa. Foram horas bem passadas, muita comidinha boa – eles cozinham muito bem e têm sempre ideias novas para partilhar comigo – , caipirinhas, cerveja e vinho para animar a festa, e amena cavaqueira. No sábado, jantámos umas codornizes recheadas, que tenho que replicar muito brevemente, pois estavam divinais. No domingo, brindaram-me com as melhores sardinhas de que tenho memória.


Deixo-vos aqui algumas das entradas que me foram oferecidas (e que adorei!). Frescas, fáceis de confeccionar e saborosas, óptimas para um dia quente de Verão, ideais para “abrir as hostilidades” de uma bela sardinhada.


Melancia com feta

As quantidades são q.b. Cortar a melancia em cubos, juntar com queijo feta esfarelado, polvilhar com pimenta preta e enfeitar com hortelã.



Azeitonas com queijo de cabra

Numa tigela, juntar as azeitonas e o queijo de cabra alentejano cortado aos cubos. Regar com uma dose muito generosa de azeite (preferencialmente de Moura). Temperar com orégãos.



Figos com presunto e queijo

Lavar e cortar os figos ao meio. Num palito, prender uma metade de figo, colocar um pedaço de presunto e uma fina fatia de queijo curado alentejano (aquele meio picante). Numa travessa, dispor os figos e regar com um fiozinho de azeite.

24/05/10

Ovos de codorniz com crosta de frango



Aqui vai mais um petisco feito com os ovos de codorniz oferecidos pela Suzana. Lá em casa, comemos como entrada, mas esta receita também dá para servir como prato principal, acompanhada por salada.

Ingredientes:

12 ovos de codorniz
1 cebola pequena (é mesmo pequena!)
300 g de peito de frango picado
½ limão
Salsa picada (usei manjericão seco)
Farinha
Pimenta
Sal
1 ovo de galinha
Pão ralado
Óleo para fritar

Cozer os ovos de codorniz num tacho com água e sal. Deixe ferver cerca de 4 minutos. Escorra-os e descasque-os (se der uma pancadinha na mais larga, é mais fácil tirar a casca).

Pique a cebola e o frango na picadora ou robô de cozinha. Perfume com raspa da casca de limão e salsa picada. Tempere com sal e pimenta e misture bem. Junte a farinha necessária para conseguir manusear – a receita original aponta para cerca de 30 g de farinha, mas como achei que a massa ainda estava mole, optei por adicionar um pouco de pão ralado. Atenção: no Verão, é natural que seja mais difícil manusear as almôndegas, se for preciso, antes de recheá-las, ponha a mistura de carne uns minutos no frigorífico.

Tire uma porção de carne, espalme entre as mãos e, no meio, coloque um ovo. Feche as extremidades e molde em bolas do tamanho de almôndegas. Passe as bolinhas por farinha, depois por ovo batido e, por fim, por pão ralado. Frite em no óleo quente até estarem douradas e escorra sobre papel absorvente.

Fonte: site da Vaqueiro

26/03/10

Empadas de batata-doce e especiarias


Nunca fui muito dotada para as massas, mas não resisto a umas empadinhas. A solução é comprar a massa feita, e preferencialmente cortada em rodelas para agilizar a tarefa... ui que preguiçosa que eu sou!





Ingredientes para 8 empadas:

150 g de batata-doce
1 cenoura pequena
Meio alho francês
1 colher de chá de cominhos em pó
1 colher de chá de coentros em pó
1 colher de chá de garam masala
Azeite
sal
Coentros frescos
1 embalagem de massa para empadas (160 g - 16 rodelas)
(La Cosinera, à venda no Corte Inglés por um preço bem simpático)
1 gema (para pincelar)




Cozer a batata-doce com a casca. Retirar a casca e cortar a batata em cubos. Em azeite, estufar o alho francês cortado em rodelas finas e a cenoura ralada. Juntar as especiarias e, depois, a batata-doce. Verificar se necessita de sal (raramente uso sal em comida com muitas especiarias). Juntar coentros picados a gosto. Deixar o recheio arrefecer. Forrar as forminhas com uma rodela de massa. Rechear. Por cima, colocar outra rodela de massa. Selar, enrolando as extremidades da massa. Pincelar com gema de ovo. Levar ao forno 15 minutos a 200 graus. Servir como petisco ou como refeição, acompanhando com salada.


08/03/09

Mini-rissóis de Camembert e sultanas


Croquetes (como os da minha avó Lígia), rissóis (preferencialmente de camarão) e empadas (de um snack-bar em Montemoro-o-novo)... são dos meus pecadilhos gastronómicos favoritos. Contudo, cometo-os só em ocasiões muito especiais, pois, dão algum trabalho a confeccionar, e, fora de casa, é praticamente impossível encontrá-los bem feitos (ou melhor, nunca se sabe de que é que são feitos). Mas quando vi esta receita não resisti... é fácil, rápida e delíciosa.

A receita original, do livro Sabor e Equilibrio, ditava que se confeccionásse os rissóis assados no forno. Como ainda não comi rissóis assados que me enchessem as medidas, optei por fritá-los para assegurar que ficavam bem crocantes, tal como eu gosto.


Ingredientes:

2,5 dl de água
250 g de farinha
1 colher de sopa de azeite
1 colher de chá de sal

150 g de queijo camembert
(brie ou outro queijo de pasta mole)
50 g de sultanas (uva passa)

Pão ralado (farinha de rosca)
Leite q.b.


Numa caçarola, ferver a água com o azeite e o sal. Baixar o lume e juntar a farinha de uma só vez e mexer bem até que a massa descole das paredes da caçarola e forme uma bola compacta (cerca de 2 minutos). Embrulhar a massa num pano e deixá-la arrefecer. Depois de fria, amassá-la um pouco para amaciar. Separar pequenas porções de massa e tendê-las finamente, numa superfície polvilhada com farinha. Usar um cortador próprio para rissóis ou cortar círculos com um copo. No meio de cada círculo, colocar um pedaço de queijo e sultanas a gosto. Dobrar para fechar os rissóis (caso não usem o cortador próprio, pincelem as extremidades dos rissóis com água antes de fechá-los). Pincelar os rissóis com leite e passá-los por pão ralado (farinha de rosca). Fritar em óleo bem quente até ficarem dourados ou levar ao forno a 200 graus cerca 10 minutos.

Fiz os rissóis com um cortador de 6 cm de diâmetro. Deu cerca de 20, mas ainda sobrou um pouco de massa.

04/03/09

Pataniscas de polvo com arroz de feijão

Como grande apreciadora de polvo, esta é uma das várias receitas que gosto (apesar da gordura e do alto teor calórico da mesma). Podemos fazer estas pataniscas como petisco, ou como refeição principal com um belo arroz de feijão – para ficar mais “leve”… Retirei esta receita do site da Vaqueiro e não fiz alterações, pois foram poucas as vezes que fiz pataniscas.

Ingredientes:
500 g de polvo
2 cebolas
2 a 3 dentes de alho
½ pimento vermelho
2 colheres de sopa de milho doce cozido
1 a 2 colheres de sopa de salsa picada
100 g de farinha
2 ovos
sal pimenta q.b.
1 dl de água
óleo para fritar

Cozer o polvo com a cebola na panela de pressão durante 20 minutos (após começar a “chiar”). Escorrer o polvo e cortar em pedaços pequenos. Numa tigela colocar: cebola e alhos picados, assim como o pimento. Juntar o milho, a salsa picada e a farinha. Mexer e adicionar os ovos (previamente batidos). Temperar com sal e pimenta e ir adicionando a água até unir. Juntar o polvo e mexer. Numa frigideira, colocar o óleo a aquecer e com a ajuda de uma colher de sopa, ir colocando pequenas porções de polme de polvo a fritar e ir virando dos dois lados até ficarem douradas. Colocar sobre papel absorvente para retirar a gordura.
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Para o arroz: refogamos 1 cebola com, 2 dentes de alho picados em 2 colheres de sopa de margarina, até a cebola estar dourada. Colocar o arroz (2 chávenas de chá) e deixar saltear até o arroz começar a ficar transparente. Ir juntando a água aos poucos (cerca de 5 a 6 chávenas, para o arroz ficar “malandrinho”) e o sal.Deixar cozinhar até o arroz ficar quase cozido e juntar uma lata pequena de feijão encarnado (previamente escorrido e passado por água). Cozinhar até o arroz ficar cozido.

20/09/08

Acabaram-se os figos :(


Esta receita é para aqueles últimos figuinhos do ano ;)

Ingredientes:
figos
mozzarella ou brie ou roquefort
presunto ou pancetta
mel
vinagre balsâmico
azeite
pimenta preta

Abrir os figos em estrela e colocar um pedaço de queijo no centro. Embrulhar os figos com o presunto e colocá-los num tabuleiro. À parte, misturar os restantes ingredientes e de seguida, deitar este tempero por cima dos figos. Levar ao forno até o queijo derreter e o presunto ficar estaladiço.

Não existe receita mais rápida!

17/09/08

Folhadinhos de ameixa e queijo azul


Queria preparar um amuse-bouche diferente do clássico “tâmaras com bacon”... Decidi copiar uma receita da Elvira (usando a minha brilhante memória): ameixas recheadas com queijo azul... Recheei as ameixas com o dito queijo e, enquanto decidia se as levava ao forno ou não, fui espreitar o Elvira’s Bistrot para verificar o modo de preparação... Procurei, procurei, procurei e lá encontrei a receita, afinal não eram ameixas, mas tâmaras com queijo azul. Voltei para a cozinha e, já que tinha tomado outro caminho (por falta de memória e não por criatividade), decidi “vestir” as minhas ameixas com massa folhada (perdido por um...).

Pode parecer uma história para crianças – sem grande graça, aliás – mas somos adultos e vamos lá ler nas entrelinhas. Parece-me ponto assente que devemos citar as fontes sempre que replicamos uma receita que não é nossa. E quando se trata de pegar na ideia de alguém e dar-lhe novas roupagens ou interpretações? Será legítimo omitirmos a origem das nossas ideias? A minha resposta é uma: esta receita que vos deixo aqui é minha, mas também é, de certo modo, da Elvira, pois embora o resultado seja diverso, a verdade é que ela foi a minha fonte de inspiração.

Deixo aqui a receita, as medidas são a gosto.
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Ingredientes:
ameixas
(Stilton, Roquefort, Gorgonzola, Cabrales, Danish blue)
massa folhada
1 gema de ovo
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Fazer um corte lateral nas ameixas secas, retirar-lhes o caroço, recheá-las com um pedacinho de queijo azul e depois é envolvê-las em massa folhada. Pincelar com a gema, para dar uma corzinha, e levar ao forno até dourar. Podem comer mornas ou frias...gostei mais da segunda opção, pois sente-se mais o sabor do queijo. Bom apetite!
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PS: em resposta ao comentário da Mariana: ficaram muuuiiiito bons!

18/06/08

Saladinha mediterrânica


Esta não é uma salada para acompanhamento, nem para comer como refeição...daí o nome de saladinha. Claro está que, se lhe juntarem alface ou outra verdura, dá perfeitamente para desempenhar o papel habitual de qualquer salada. Mas a minha sugestão é para servi-la como petisco, acompanhada com umas tostas daquelas fininhas ou com gressinos, num daqueles lanches ajantarados de um dia quente. Foi assim que a servi, no passado Domingo (mais um dia de futebol...), juntamente com os bombons de farinheira e outros acepipes para “picar”, ou melhor, petiscar. Não é uma saladinha muito atraente em termos visuais, mas asseguro-vos de que vão gostar.

As quantidades são mais ou menos a olhómetro, pois depende do gosto de cada um, do n.º de convivas e da quantidade de petiscos que se têm na mesa. Mas apresento-vos aqui o que considero ser uma dose mínima (para 4 pessoas).

Ingredientes:

75 a 100 g de queijo Feta
15 azeitonas
10 nozes
6 pedaços de tomate seco
(de preferência conservado em óleo ou azeite – usei da marca Sacla)

Molho:
Azeite
Vinagre balsâmico de Modena
1 colher de café de mostarda
(usei mostarda com mel, se não tiverem experimentem deitar um fiozinho de mel).

Descarocei as azeitonas e cortei-as em pedaços, cortei os tomates secos também em pedaços e piquei as nozes grosseiramente. Misturei tudo numa tacinha, juntei o queijo feta, desfeito com as mãos. Por fim, reguei com o molho.
Atenção: a foto foi tirada antes de juntar o molho, por isso queijo ainda está com um ar branquinho.

04/05/08

Onion bhajis

As onion bhajis são habitualmente servidas como entrada, mas, desta vez, mereceram “honras” de prato principal. Servi-as com o respectivo molho, acompanhadas por arroz basmati aromatizado com cardamomo, caril aromático de feijão frade e salada. A receita foi adaptada do livro The Complete book of Indian Cooking.Será que as minhas onion bhajis estão à altura das do restaurante Caxemira? O que acham as duas meninas que lá almoçaram comigo num dia solarengo de princípios de Abril?
Ingredientes:

1 cebola grande
1 chávena de besan (farinha de grão)
¼ colher de chá de pimenta da caiena
½ colher de chá de cominhos em pó
½ colher de chá de coentros em pó
1 pitada de assa-fétida em pó
4 colheres de sopa de iogurte espesso (usei grego)
¼ chávena de água fria
1 colher de sopa de hortelã ou coentros picados
Sal
Pimenta
Óleo para fritar




Numa tigela, misturar todos os ingredientes secos. Adicionar a hortelã picada. Juntar o iogurte e a água. Misturar muito bem (usei um garfo). Fica um polme espesso, mas se acharem necessário deitem mais um pouquinho de água, mas sem exageros. Por fim, misturar a cebola cortada em finas meias luas. Quando o óleo estiver bem quente, colocar as bhajis na fritadeira com a ajuda de 2 colheres de sopa (como se faz com os pastéis de bacalhau). Não colocar muitas de cada vez para poderem virá-las. Fritar até ficarem douradas. Para o molho é só misturar todos os ingredientes.

24/04/08

Cesto de pão recheado com queijo

Esta receita é uma óptima entrada e foi-me passada por uma grande amiga (Xana), que partilha comigo o mesmo gosto pela cozinha. A minha sugestão tem como ingredientes bacon, fiambre e cogumelos, sendo as quantidades calculadas em função do tamanho do pão, e pode ser adaptada conforme o gosto de cada um.

Ingredientes:
1 pão caseiro (comprado de véspera)
200 g de bacon
4 fatias de fiambre
5 cogumelos frescos
50 g de azeitonas, recheadas com pimento vermelho
5 fatias de queijo (tipo flamengo)


Cortar a tampa do pão e retirar o miolo, deixar apenas a côdea. Cortar o bacon, os cogumelos e o fiambre em quadrados pequenos e saltear numa frigideira. Fora do lume, adicionar as azeitonas cortadas aos pedaços pequenos. Forrar o pão com este preparado (um pouco acima de metade) e acabar de encher com o queijo cortado aos quadrados.
Colocar o pão num tabuleiro de ir ao forno com a tampa posta e o miolo à volta (para ficar tostado), retirar do forno quando o miolo do pão estiver torrado e o queijo dentro do cesto derretido. Servir quente.

31/03/08

Post 100: refeição completa

Ainda que uns trabalhem mais nos bastidores e outros mais na ribalta, este blogue é fruto do trabalho de uma equipa. Por isso, faz todo o sentido assinalar o nosso post n.º 100 com uma refeição com propostas das threefatladies.

Como entrada, Pimentos padrão, uma sugestão da farófia. Embora seja das 3 a menos incondicional do picante, cedo apresentou à filha as qualidades da comida apimentada, incluindo esta e outras receitas (aperitivos indianos) no menu infantil.


Uma entrada rápida, fácil e saborosa: basta saltear os pimentos padrão numa frigideira com azeite e um punhado de sal grosso.
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A pipoka continua a apostar na comida tailandesa com Frango com molho de amendoim para prato principal. Dizem as más-línguas que já afugentou vários convidados por causa desta mania de servir refeições exóticas...ou terá sido por causa do seu mau feitio, quando se vê privada de chocolates?


Ingredientes:

500 g de peito de frango
1 lata de leite de coco (400 ml)
2 colheres de chá de sementes de coentros
2 colheres de chá de sementes de cominho
2 dentes de alho
1 colher de sopa de gengibre ralado
1 ou 2 malaguetas secas (com sementes!)
1 pitada de açúcar mascavado (amarelo)
Molho de peixe a gosto
(coloquei 1 colher de sopa)
3 colheres de sopa de manteiga de amendoim
Sumo de 1 lima (ou limão)
Óleo q.b.

Cortar os peitos de frango em cubos. Em lume brando, cozer o frango no leite de coco (se necessário, adicionar água). Numa frigideira antiaderente, em lume brando, tostar as especiarias (cominhos, coentros e malaguetas) até libertarem os aromas. Esmagar as especiarias num almofariz, juntamente com o alho e o gengibre ralado. Numa caçarola/wok, cozinhar esta pasta em óleo, cerca de 3 minutos. Juntar o líquido da cozedura do frango, deixá-lo apurar e reduzir um pouco. Coar o líquido (para retirar as especiarias - mantém-se o sabor e o aspecto final fica melhor) e voltar a colocá-lo na caçarola. Juntar a manteiga de amendoim, mexendo até ficar totalmente dissolvida e adicionar o frango. Deixar apurar cerca de 10 minutos. Finalizar com o molho de peixe e o sumo de lima. Servir com arroz (glutinoso, jasmim ou basmati).


Para compensar o excesso calórico do prato principal, nada melhor do que fechar a refeição com Maçã assada à moda da mrs. pickles, uma receita com reminiscências da infância, contada aqui na 1.ª pessoa . Estejam descansados que esta receita não tem picante, embora seja credível que, às escondidas, ela acabe por colocar tabasco!


"A minha primeira maçã assada - Faço esta receita desde os meus doze anos e, para ser franca, nunca quis experimentar outra! Sempre a achei muito simples e, ao mesmo tempo muito saborosa, tendo em conta o tempo que leva a fazer... um instantinho ;-) "

Ingredientes:

3 maçãs Reinetas
3 colheres de sopa de açúcar mascavado
3 colheres de sopa de manteiga
1 colher de sopa de passas
1 pinguinha de Cointreau


Junta-se numa tigela todos os ingredientes, à excepção das maçãs ;-), mexe-se muito bem e reserva-se. Lavam-se muito bem as maçãs, retiram-se os centros, dá-se um corte muito fino à volta das mesmas, e colocamo-las num recipiente de ir ao forno. Coloca-se o recheio no centro de cada uma das maçãs, acrescentando umas 5 colheres de sopa de água no fundo do recipiente. Vai ao forno bem quente, cerca de 220º, durante sensivelmente 10 a 15.

BOM APETITE E MUITO OBRIGADA A QUEM NOS VISITA!