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17/06/13

Sopa de beldroegas e de alho francês

 sopa de beldroegas e alho francês

A D. Teresa da Praça de Benfica disse-me que as beldroegas este ano vieram um pouco mais tarde... Era a primeira vez que tinha. Pareceu-me um bom argumento para trazer um molho bem aviado para casa. Bem aviado era também o molho de alhos franceses, com 6 daqueles pequenos e saborosos, tal como eu gosto (e que só encontro mesmo no mercado). 

Com estes dois ingredientes primaveris fiz uma sopa para aconchegar a alma, num fim de tarde de um domingo algo cinzento. 


Ingredientes (4 pessoas):

4 ovos
1,250 litros de água
200 g de alho francês
1 molho grande de beldroegas (depois de arranjadas ficou em 350/400 g.)
4 dentes de alho
Azeite
1 pouco de vinagre (facultativo)
pimenta moída e sal q.b. 
2 queijos de cabra frescos atabafados


Arranjar as beldroegas, descartando os talos mais grossos (há que use só as folhas, mas eu também ponho os talinhos mais tenros). Cortar o alho francês em rodelas grossas e lavar bem. Estufar o alho francês em azeite durante uns 5 minutos, juntar as beldroegas e os dentes de alho inteiros. Deitar a água. Temperar com sal. Deixar cozer 10 minutos. Adicionar uns pingos de vinagre (a gosto) e verificar os temperos. Escalfar os ovos na sopa (até a clara ficar branca). Servir cada prato de sopa com um ovo e meio queijo de cabra cortado aos cubos. Finalizar polvilhando com um pouco de pimenta moída no momento.

25/11/10

Sopa de pêra e de beterraba


A pêra é das minhas frutas favoritas da estação e uma presença constante na minha alimentação. Já a beterraba é dos poucos vegetais com o qual tenho uma relação muito pouco regular. A sua cor é belíssima, mas o sabor às vezes deixa-me de nariz torcido. No entanto, esta sopa foi uma experiência bem-sucedida, pois a pêra suaviza a intensidade da beterraba e dá um toque especial a esta sopa.


Fonte: receita da revista Delicious, adaptada a partir da versão do blogue Souvlaki for the soul. Aconselho uma visita demorada a este blogue que tem receitas excepcionais e fotografias absolutamente fantásticas.

Actualização: também pode ver no blogue No soup for you a versão estival desta sopa feita pela querida Gasparzinha.

Ingredientes:


Azeite (10 ml)
1 cebola
1 cenoura
2 dentes de alho
450 g de beterraba
(já cozida ou assadas e sem pele)
180 g de peras (usei 3 pequenas)
7 dl de água
Sal e pimenta
Iogurte ou natas espessas para servir.


Se usar a beterraba em cru, terá de cozinhar a sopa mais tempo, cerca de 50 minutos no total.


Tradicional


Lave, descasque e corte os legumes e as peras e pique o alho e a cebola. Refogue a cebola, o alho e a cenoura. Adicione a pêra e a beterraba cortadas aos pedaços. Verta a água e tempere com sal e pimenta. Deixe cozinhar cerca de 20 minutos. Triture a sopa. Verifique a consistência e, se estiver demasiado espessa para o seu gosto, junte mais água. Sirva com um colherzinha de iogurte ou de natas espessas.

Thermomix_bimby


Lave, descasque e corte os legumes (como a bimby tritura muito bem os alimentos, não descasquei as peras). No copo, junte o azeite, a cebola, o alho e a cenoura. Pique 5 seg/velocidade 5. Refoge 4 min/ varoma/velocidade 1. Adicione a pêra e a beterraba cortadas aos pedaços. Verta a água, tempere com sal e pimenta. Programe 15 m/100 graus/velocidade 1. Triture 2 m/velocidade 3-5-7. Verifique a consistência da sopa e, se estiver demasiado espessa para o seu gosto, junte mais água. Sirva com um colherzinha de iogurte ou de natas espessas.

03/11/10

Sopa de feijão com nabo e nabiças



A estória das moelas reavivou-me outros sabores de infância... A sopa de feijão da minha mãe, com um inconfundível toque de canela... Encorpada, aromática, uma sopa perfeita para acalentar o corpo e a alma em dias de frio. Ei-la.

Ingredientes:


200 g de feijão cozido*
175 g abóbora
250 g cenoura
1 cebola
2 dentes de alho
1 ou 2 cabeça de nabo (350 g)
2 tomates maduros
Nabiças a gosto
800 dl a 1 litro de água
(Se optar por cozer o feijão, utilize a água da cozedura).
Canela em pó
(Essencial para dar um toque especial à sopa)
Sal

*Pode usar feijão de lata. Normalmente, faço com feijão cozido por mim, é mais económico do que comprar de lata e o sabor é incomparavelmente melhor. Demolho 500 g de feijão. Depois, cozinho na panela de pressão com uma pitada de sal, 1 folha de louro, 1 cebola, 2 dentes de alho e água. Coze em apenas 10 minutos, após a panela começar a apitar ou a largar o vapor. Reservo a água da cozedura para a sopa.


Tradicional


Lave, descasque e corte os legumes. Numa panela, deitar os legumes, usando apenas metade da quantidade de feijão e de nabo. Juntar a água. Deixar cozer os legumes. Antes de triturar a sopa, deite a canela em pó, um fio de azeite e confira o sal. Verifique a consistência da sopa e, se estiver demasiado espessa para o seu gosto, junte mais água. Adicione o nabo cortado aos cubos e as nabiças. Deixe cozinhar em lume brando. Por fim, junte o feijão cozido. Sirva bem quentinha.

Se tiver uma panela que lhe permita cozer a vapor, enquanto faz a sopa, aproveite e coza o nabo e as nabiças. Depois de triturar a sopa, junte o nabo, a nabiça e o feijão. Assim, poupa tempo e energia.

Thermomix_bimby


Lave, descasque e corte os legumes. No copo, coloque os legumes, usando apenas metade da quantidade de feijão e de nabo. Juntar a água (dois dedos abaixo do nível dos legumes) e o sal. Na varoma, colocar as nabiças e meio nabo cortado aos cubos. Marcar 25 m/varoma/velocidade 1. Ao fim de 15/20 minutos pode retirar o recipiente varoma, pois o nabo e as nabiças já estarão cozidos. Antes de triturar a sopa, deite a canela em pó, um fio de azeite e confira o sal. Triture 2 m/velocidade 3-5-7. Verifique a consistência da sopa e, se estiver demasiado espessa para o seu gosto, junte mais água. Adicione o restante feijão, o nabo e as nabiças e seleccione 2 m/100o/colher inversa. Sirva bem quentinha.


25/08/10

Sopa de alho francês e cogumelos



Sopa? Mas está taaaanto calor! Pois é, mas eu gosto de sopa faça chuva ou faça sol, faça frio ou calor. Aliás, a sopa é por excelência a minha comfort food. E, para aguentar o choque do regresso ao trabalho depois de umas boas – mas sempre curtas – férias, o meu corpo precisava mesmo do conforto que só uma sopinha restabelecedora proporciona.

Ingredientes:

2 alhos franceses
250 g de cogumelos
7,5 dl a 1 l de caldo de legumes
(ou água com um 1/2 cubo de caldo de legumes biológico)
2 colheres de sopa de azeite
1 dl de vinho branco
Sal e pimenta q.b

Retirar a parte verde escura do alho francês – uso a parte branca e a verde clara, pois detesto desperdício; além disso, a parte verde clara dá bastante sabor. Cortar em finas rodelas e lavar. Escorrer bem. Entretanto, limpar os cogumelos e fatiá-los. Numa panela, aquecer o azeite e estufar o alho francês durante 5 minutos. Juntar os cogumelos. Deixar estufar mais um pouco. Verter o vinho. Deixar apurar 1 ou 2 minutos. Temperar de sal e pimenta. Juntar o caldo e deixar cozinhar de 15 a 20 minutos. Verificar os temperos.

29/04/10

Visita ao mercado de Olhão e uma sopa de favas

(As fotos dos vegetais e do peixe-porco são da Helena)

Da viagem ao Sotavento Algarvio, trouxe uma mão-cheia de boas recordações, novas amizades, muitas ofertas... E um saco de favas. Comprei-as, já sem vagem, no mercado de Olhão. Aí deliciei-me com o aspecto apetecível das frutas e produtos hortícolas; admirei os frutos secos da região - espantei-me com um saco de castanhas piladas tão pequeninas como nunca tinha visto -; congratulei-me com a frescura do peixe; surpreendi-me com produtos até então desconhecidos para mim (ovas de polvo secas, muxama e litão seco); e reconheci alguns hábitos gastronómicos similares aos dos açorianos, que são afinal a minha principal referência. Ali, tal como nos Açores, reinavam o polvo, o atum e um peixe muito apreciado no arquipélago que pela primeira vez vi num mercado continental: o peixe-porco. A Margarida já me tinha dito que no Algarve também se consumia este peixe, nomeadamente na massada e na caldeirada. No Faial, aprendi com a minha avó paterna a prepará-lo em filetes, temperados com alho, massa de malagueta e vinho branco.

Mas vamos lá à receita: uma singela sopa de favas. Esta é das minhas leguminosas favoritas, gosto de sentir toda a sua intensidade e adoro casá-las com coentros.


Ingredientes para 4 pessoas:


300 g de favas (pesadas sem vagem e sem casca)
20 g de bacon
1 batata média
1 cebola picada
2 dentes de alho
Azeite q.b.
Coentros a gosto
Água q.b.


Pôr o azeite e o bacon na panela. Quando o bacon largar um pouco de gordura e ficar dourado, juntar a cebola e o alho. Deixar tomar cor. Adicionar as favas e a batata, deixando estufar uns minutos. Verter a água quente até ultrapassar as favas cerca de 2 dedos. Temperar com sal e pimenta. Cozer. Apagar o lume. Verificar os temperos e juntar os coentros picados. Tapar a panela. Deixar arrefecer um pouco e triturar. Caso seja necessário, juntar mais água à sopa e reaquecê-la. Servir.

17/03/10

1 ano de 4 por 6: chowder de mexilhão e de alho-francês

O 4 por 6 completou ontem um ano. Não tenho sido tão activa quanto seria desejável, no entanto, o balanço deste projecto tem sido muito positivo. Experimentei a dificuldade de ter um orçamento reduzido, aprendi a economizar na cozinha (e em outras áreas da minha vida quotidiana), tornei-me mais atenta aos preços, pus a cabeça a funcionar para elaborar dicas de poupança e inventar (ou adaptar) receitas originais e económicas…

Nesta retrospectiva, cabem ainda algumas peripécias: uma entrevista à jornalista Cláudia Henriques para a revista Gingko, com direito a almoço festivo para uma conturbada e divertida sessão fotográfica; uma ida ao programa Portugal no Coração, onde fomos acolhidas com imensa simpatia por toda a equipa... A senhora cabeleira que me queimou o colo com a escova de esticar o cabelo está definitivamente perdoada ;-)

Mas o quadro jamais estaria completo se não referisse as minhas companheiras de projecto. Suzana, Laranjinha, Elvira, Marizé e Mariana, minhas queridas amigas, com quem partilho este amor pelos tachos e panelas, e pela tagarelice, entre outras paixões que só se dividem com pessoas extraordinárias como só elas sabem ser. 

Espero que o prazer com que faço o 4 por 6 tenha passado para todos os que visitam esta cozinha virtual. E, sobretudo, espero que, para alguns de vós, as minhas receitas e dicas de economia doméstica tenham sido úteis.
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Bem... vamos lá à receita... Mais uma sopa refeição, desta feita um Chowder de Mexilhão e alho francês, adaptada do livro Tender de Nigel Slater.




Ingredientes:


1 kg de mexilhão
2 alhos-franceses
500 g de batatas
75 g de bacon
40 g de manteiga
1,5 dl natas
2,5 dl de vinho branco
Ervas a gosto


Lavar e limpar o mexilhão. Cortar o alho-francês em rodelas finas, lavá-lo e secá-lo bem. Descascar as batatas e cortá-las em cubos. Cortar o bacon em tiras e passá-lo por manteiga até ganhar cor. Juntar o alho-francês e deixar estufar uns 10 ou 15 minutos, mexendo ocasionalmente. Cozinhar o mexilhão no vinho branco (é só deixar abrir os bichinhos). Coar o líquido e reservar. Cozer as batatas no líquido de cozedura do mexilhão, juntando sal, pimenta em grão, as natas e as ervas (louro, salsa, tomilho). Entretanto, descartar os mexilhões que não se abrirem e retirar os restantes das cascas. Junte as batatas cozidas, e o respectivo líquido da cozedura, ao alho francês a ao mexilhão cozido. Adicionar um pouco de água, se achar necessário - mas atenção que não é para ficar com muito líquido. Rectificar os temperos. Servir.

Nota: se quiser um chowder mais basto, pode triturar parte das batatas.


Se optar por miolo de mexilhão congelado: os mexilhões congelados regra geral são mais caros do que os frescos. No entanto, o Continente vende embalagens de 500 g por um preço bem simpático, 3 euros. Nesta receita precisamos de, sensivelmente, 350 g de miolo de mexilhão, por isso, não corremos o risco de ultrapassar o plafond do 4 por 6.


Se preferir usar miolo de mexilhão congelado, não os cozinhe em água, junte-os ao estufado de alho francês e bacon, adicione o vinho e deixe apurar 2 ou 3 minutos. Quanto às batatas, coza-as em água com natas e os temperos. Depois junte tudo.
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Para sobremesa, proponho este delicioso pudim de leite condensado.



Vamos às contas: os valores de referência são do Continente. Volto a referir que este hipermercado vende uma marca de miolo de mexilhão congelado a um preço muito acessível, perfeitamente consentâneo com uma refeição de custos controlados.




Dica de poupança: antes de decidir entre dois produtos similares, repare sempre no preço por quilo. Quantas vezes não levamos para casa o mais caro, porque impulsivamente escolhemos a embalagem mais barata? Ao chegar a casa lá nos apercebemos de que a embalagem mais barata tinha 150 g de produto e que a que ficou no supermercado, afinal, tinha mais quantidade e, por isso, era mais acessível.

01/03/10

Sopa de castanhas e cogumelos



Com o tempo chuvoso e frio sabe sempre bem uma sopa consistente É o caso desta com uma combinação que nunca tinha experimentado, e que adorei. Perfeita para combater a invernia.

Ingredientes:

1 cebola pequena
2 colheres de sopa de manteiga
450 g de castanhas congeladas
300 g de cogumelos brancos
7,5 dl a 1 litro de água
1 caldo biológico de vegetais
5 dl de leite
Sal, pimenta, noz-moscada

Numa panela, derreter a manteiga e refogar a cebola até ficar translúcida. Juntar os cogumelos laminados e salteá-los. Juntar as castanhas e deixar tomar sabor. Verter 7,5 dl de água a ferver. Temperar com o caldo, o sal e a pimenta. Quando as castanhas estiverem cozidas, juntar o leite. Triturar a sopa. Juntar mais água quente, de acordo com a consistência pretendida. Servir polvilhada com noz-moscada. 

25/10/09

Sopa de abóbora assada e de cebola caramelizada



Mais abóbora que é tempo dela e eu tinha uma bem rechonchuda para usar! Primeiro foi a tarte, depois esta sopa, e também haverá um pedaço – não desta mas de outra abóbora - no meu próximo 4 por 6…

Nesta receita, perfeita para entrada de um jantar de amigos, há 3 “truques” que fazem toda a diferença: o primeiro, ditado pela receita original, é o uso de cebola caramelizada, os outros dois, fruto de uma decisão minha, são a utilização de abóbora assada e de sálvia frita. Quanto a esta última, a sálvia, aconselho-vos a saborearem - e a surpreenderem-se com – a sua exuberância quando assim confeccionada.



Ingredientes:

600 g de polpa de abóbora assada
 (assei 1 kg de abóbora, pesada com casca)
1 colher de sopa de azeite
2 colheres de sopa de manteiga
2 cebolas médias
½ caldo de legumes biológico
1 litro de água
Sal, pimenta  e noz-moscada q.b.
3 colheres de sopa de natas
Sálvia para decorar
Óleo q.b para fritar as folhinhas de sálvia
Pevides tostadas para decorar

Arranjar a abóbora e reservar as pevides. Assar a abóbora no forno a 200 graus cerca de 1 hora, num recipiente untado com um pouco de azeite (se quiserem diminuir o tempo de forno é cortar a abóbora em pedaços pequenos ou fatias finas). Aproveitem que têm o forno ligado e, noutro recipiente, tostem as pevides com um pouco de sal grosso.

Descasquem e cortem a cebola em finas meias-luas. Numa caçarola ou frigideira, deitem o azeite e a manteiga só juntando a cebola quando a manteiga estiver derretida. Deixar caramelizar a cebola, cerca de 30 minutos, em lume brando, mexendo de vez em quando. Deve-se ir controlando o lume para que a cebola fique acastanhada, mas sem queimar, caso contrário poderá comprometer o sabor da sopa.

Numa panela, juntar a cebola caramelizada e a polpa de abóbora. Juntar a água e o caldo e deixar levantar fervura. Apagar o lume e deixar arrefecer um pouco. Passar a sopa com a varinha mágica. Temperar com sal, pimenta e noz-moscada. Juntar as natas. Voltar aquecer a sopa, caso haja necessidade.

Fritar a sálvia em óleo bem quente sem deixar queimar (cerca de 1 minuto). Escorrer em papel absorvente. Servir a sopa decorada com as pevides e a sálvia frita. Nota: na foto usei pevides descascadas, pois as pevides que tostei no forno marcharam em 3 tempos como aperitivo (com casca e tudo).

30/09/09

4 por 6 – Sopa de pêra e curgetes + Cobbler de tomate

O tomate mereceu protagonismo na minha proposta desta semana, pois além de estarmos na época em que estão mais saborosos, encontrei uns a apenas 30 cêntimos o quilo. Um achado! As duas receitas de hoje são de Mark Bittman (outra vez!) – a sopa de curgetes e pêra já a tinha apresentado, a outra, encontrei-a no Chucrute com Salsicha.




Cobbler de tomate


Este cobbler - de aspecto algo rústico... já para não dizer feiote - é verdadeiramente delicioso. Neste caso, a proposta é que seja o prato principal de uma refeição vegetariana. Mas se lá em casa forem menos de 4 pessoas e restar, podem comê-lo na refeição seguinte como acompanhamento.

Ingredientes:

De 1 kg a 1,300 kg de tomates bem maduros (usei 1,200 kg chucha)
1 colher de sopa de amido de milho
Sal e pimenta
1 chávena de farinha de trigo
1 chávena de farinha de milho integral
(aquela muito amerelinha e de moagem mais grossa do que
a farinha de milho tradicional que compramos no supermercado)
1 ½ colher de chá de fermento em pó
¼ colher de chá de bicarbonato de sódio
4 colheres de sopa (56 ) de manteiga bem gelada cortada em cubinhos
1 ovo batido
¾ chávena de buttermilk*
(1 colher de sopa de sumo de limão + leite magro até perfazer os ¾ de chávena – 180 ml)
½ chávena de ervas frescas picadas
(usei manjericão, tomilho-limão secas e alecrim fresco, a gosto)

*O buttermilk pode ser substituído pelo seguinte preparado (quantidade para 1 chávena, mas eu usei ¾ chávena): 1 colher de sopa de sumo de limão à qual se adiciona o leite magro (morno) necessário para perfazer 1 chávena (ou ¾ chávena). Deixar repousar durante 10 minutos.

Untar um recipiente de ir ao forno com azeite ou manteiga. Lavar os tomates e cortá-los como desejar (em fatias, ou em quartos), colocá-los numa tigela e polvilhar com o amido de milho. Temperar com sal e pimenta. Misturar bem e reservar.

No robô de cozinha, colocar a farinha de trigo, a farinha de milho, o fermento, o bicarbonato e uma pitada de sal. Adicione a manteiga gelada e ligar o robô (botão pulse) até obter um preparado granulado. Adicionar as ervas, o ovo batido e o buttermilk e ligar o robô até a massa ficar firme. Acrescentar mais farinha se a massa ficar muito mole ou mais buttermilk (ou leite) se ficar muito seca.

Colocar os tomates no recipiente de ir ao forno, espalhar a massa por cima, usando uma espátula, até cobrir tudo. Com diz a Fer “Não precisa ficar perfeito, deixe buraquinhos para o vapor poder escapar”. Levar ao forno, pré-aquecido a 190 graus, durante 45 minutos, até que a massa fique dourada e o recheio borbulhante. Retirar do forno, deixar arrefecer um pouco e servir.

Vamos às compras e às contas: com excepção da farinha de milho integral, que foi comprada no Celeiro, os preços de referência desta refeição são os do Continente. Queria no entanto fazer aqui uma ressalva: os tomates custaram-me 30 cêntimos o quilo numa mercearia... Ou seja, no Continente custam o quadruplo! Assumi o preço do Continente no quadro das contas, mas caso tivesse colocado o preço real (€ 0,36 – 1,200 kg de tomate), o total desta refeição seria apenas € 2,92 (uma redução de € 1,08)! Fica aqui uma vez mais provado que não compensa comprar tudo no mesmo supermercado.



Dica de poupança: querem fazer uma determinada receita, mas as palavras buttermilk, sourcream, iogurte grego ou mascarpone na lista dos ingredientes causam-vos arrepios devido ao preço? Não se preocupem: podem substituí-los por ingredientes bastante mais baratos:

Sourcream – substituam por iogurte natural.
Buttermilk – sigam a indicação que acima vos deixei
Iogurte grego – deixar o iogurte a escorrer de um dia para outro, para que liberte o soro e fique espesso.
Mascarpone – vejam aqui no Outras Comidas como fazê-lo.

28/09/09

Sopa tailandesa de cenoura


Um dos ingredientes que mais me seduz na culinária tailandesa é, sem dúvida, a erva-príncipe. O seu sabor perfumado, intenso e ao mesmo tempo delicado, o seu travo a limão… uma delícia. Por isso, percebi logo que esta receita (do Mark Bittman) com a chancela da minha querida Carlota/Tangerina, era “a” sopa de cenoura e coco que eu andava há 2 semanas a procurar para fazer a vontade ao Luís.


Ingredientes:

2 colheres de sopa de óleo
3 talos de erva-príncipe*
2 dentes de alho
1 colher chá de gengibre fresco ralado
(ou ½ colher de chá de gengibre em pó)
500 g cenoura (pesada depois de arranjada)
Sal e pimenta
250 ml leite de coco (200 ml, no original)
400 ml água (200 ml, no original)
Coentros (não usei)

*Vendem-se congelados nas lojas de produtos asiáticos (Martim Moniz). Mas caso tenham dificuldade em comprar, não deixem de fazer esta sopa: façam um chá de erva-príncipe bem aromático e, em vez de água, usem o chá (ou uma parte de chá, outra de água).

Aquecer o óleo com a erva-príncipe (se os talos forem grandes, cortá-los ao meio), o gengibre e o alho picado, Cozinhar em lume médio até o alho estar dourado. Juntar as cenouras cortadas às rodelas, o sal, a pimenta, os talos dos coentros (se optarem por usar coentros), o leite de coco e a água. Deixar cozinhar até as cenouras ficarem tenras. Retirar os talos da erva-príncipe e triturar a sopa. Se a sopa estiver muito basta, juntar um pouco de água. Rectificar os temperos e servir com folhas de coentros (eu servi com pedacinhos de gengibre fresco).

18/09/09

4 por 6 na Ucrânia: Borscht e Ameixas recheadas à moda da Lyudmyla


No passado fim-de-semana, no âmbito da iniciativa TODOS, cujo objectivo foi promover um encontro de culturas no Martim Moniz, tive o prazer de participar em 2 aulas de culinária. No sábado, tivemos uma divertidíssima aula indiana, com direito a danças ao estilo Bollywood. Já no Domingo, a Lyudmyla e o marido deram-nos a conhecer alguns pratos típicos do seu país, a Ucrânia.


Decidi replicar aqui duas das receitas que aprendi com a simpática (e paciente) Lyudmyla, pois enquadravam-se perfeitamente no espírito do 4 por 6: uma sopa-refeição (coisa que adoro!) e uma sobremesa deliciosa (para comer com muita moderação ;-)).


As quantidades são adaptadas ao meu gosto e às exigências de uma refeição económica. Sempre que fujo à receita original da Lyudmyla assinalo-o.
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Borscht
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Ingredientes:
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400 g de entrecosto
Água q.b.
350 g couve lombarda ou coração
200 g beterraba
(pode usar beterraba já cozida, eu optei por crua, por ser mais barato)
225 g batata
2 tomates pelados (ou polpa de tomate, no original)
100 g feijão cozido
1 cebola (180 g)
Azeite q.b. (no original, óleo de girassol)
Sal e pimenta
1 folha de louro
2 dentes de alho
Sumo limão q.b.
Salsa q.b.
Iogurte para enfeitar (natas, no original)


Cozer o entrecosto em água sem sal (usei a panela de pressão e foram cerca de 10 minutos, após disparar o apito). Enquanto a panela de pressão está ao lume, preparar os vegetais: ralar a beterraba e a couve (ou cortá-la finamente); cortar a batata aos cubos e picar a cebola grosseiramente. Deitar a couve a a batata na panela (a partir daqui, uso a panela de pressão como se de uma panela normal se tratasse). Acrescentar água quente, caso seja necessário, e sal. Manter ao lume. Entretanto, refogar a cebola em azeite. Juntar a beterraba ralada, deixando cozinhar um pouco até adicionar o tomate (ou a polpa). Deixar apurar. Juntar esta mistura à sopa. Depois, misturar o feijão. Temperar com pimenta preta, alho laminado e uma folha de louro. Quando levantar fervura, apagar o lume. Adicionar um pouco de sumo de limão. Servir polvilhada com salsa e com uma colher de iogurte.




Ameixas recheadas à moda da Lyudmyla




 Antes de provar, torci um pouco o nariz a esta sobremesa, pois pensei que a combinação não ia resultar. A maioria das pessoas tem a mesma reacção, mas quando prova... fica completamente rendida (eu também fiquei!).




Ingredientes:

20 ameixas secas (cerca de 125 g)
2,5 dl de vinho do Porto
(na Ucrânia usa-se vinho tinto e sumo de ginja)
1 colher de sopa de mel
Nozes (meia noz por ameixa)
Leite condensado q.b.


Num tacho, deitar o vinho, o mel e as ameixas. Levar ao lume até levantar fervura. Coar as ameixas (não deitar o líquido fora, pois pode servir para aromatizar um sumo ou para uma sobremesa). Quando as ameixas estiverem frias, rechear cada uma com meia noz. Servir com um pouco de leite condensado por cima.
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Vamos às compras e às contas: uma vez mais os preços de referência são do Continente, com excepção das ameixas. Estas últimas foram compradas no supermercado Lidl, pois vendem-nas mais baratas, e sem caroço.


Quanto ao feijão, prefiro comprá-lo seco e cozê-lo na panela de pressão: é mais saboroso e mais barato. Normalmente, conservo-o no congelador em pequenas doses, que depois vou utilizando à medida das minhas necessidades.


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Dica de poupança: a panela de pressão é uma excelente aliada de quem não tem tempo nem dinheiro para desperdiçar: torna a cozedura 3 vezes mais rápida, poupando-se assim energia. Além disso, conserva o sabor e os nutrientes dos alimentos.


Se a usarmos de acordo com as normas de segurança, correrá tudo bem... e olhem que é uma desastrada a falar! E as regras são: não usar demasiada água (encher apenas 2/3 do volume) e só retirar a tampa depois de todo o vapor se ter libertado.

02/09/09

4 por 6: sopa fria de maçã e caril + almofadinhas de lombarda com seitan


Para a reentrée do 4 por 6, escolhi um menu com um toque exótico: uma sopa estival com aroma de caril e um prato principal temperado com cominhos e hortelã. Já sei que alguns de vós torcem o nariz à comida vegetariana, mas experimentem. Não se esqueçam de que uma das boas regras da alimentação é a variedade (que estamos a ver que até é possível com um baixo orçamento...). Além disso, já todos sabemos que só nos faz bem reduzir o consumo de proteína animal.
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Sopa fria de maçã com caril




A receita original recomenda o uso da variedade de maçã que habitualmente usamos nas tartes. Optei pela reineta por ser das minhas favoritas (e estar em promoção). Se usarem uma variedade mais doce, dispensem a pitada de açúcar e usem sumo de 1 limão, em vez de meio.
Ingredientes:

600 g maçã
6 dl de caldo de legumes
(ou água com meio cubo de caldo biológico)
2 colheres de sopa de manteiga
1 cebola pequena
Sumo de meio limão
1 colher de chá de caril (usei madras e... mais do que 1 colher ;-))
Sal e pimenta q.b.
1 pitada de açúcar
(para atenuar a acidez da maçã, caso usem reineta)
1 iogurte natural (facultativo)

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Saltear a cebola em manteiga. Juntar a maçã, descascada e cortada em fatias, e o caril. Quando a maçã começar a amolecer, adicionar a água. Deixar cozinhar cerca de 30 minutos. Temperar com sal e pimenta, e colocar uma pitada de açúcar, se achar necessário. Deixar a sopa arrefecer uns 30 minutos. Adicionar o sumo de limão. Triturar a sopa na varinha mágica (mixer). Servir fria ou à temperatura ambiente. Se desejar, enfeitar com uma colherzinha de iogurte espesso (iogurte normal, deixado a escorrer de um dia para o outro, ou durante pelo menos 4 horas).
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Almofadinhas de couve-lombarda com seitan




Ingredientes:

300 g seitan
75 g pimento vermelho
1 cebola
2 dentes de alho
Couve-lombarda
(usei 6 folhas grandes – cerca de 300 g)
1 lata de polpa de tomate (400 g)
1 dl de vinho branco
Azeite (3 colheres de sopa)
Cominhos, sal e pimenta q.b.
Hortelã



No robô de cozinha, moer o seitan com o pimento, a cebola e os dentes de alho para o recheio. Numa frigideira com azeite, passar o recheio e temperar com os cominhos, sal e pimenta. Deixar cozinhar um pouco. Reservar. Escaldar as folhas de couve-lombarda e recheá-las (convém deixar esfriar o recheio e as folhas de couve), usando palitos para fechar a almofadinha. Num tacho, juntar azeite, o tomate pelado e o vinho, por cima dispor as almofadinhas e a hortelã. Salpicar com um pouco de sal. Deixar cozinhar até que a couve fique tenra e o molho apure. Ir juntando água para que o molho não seque. Servir com arroz branco.

Vamos às contas e às compras: para começar, a advertência de sempre: os valores da fruta e dos legumes são do Continente, mas se comprar na mercearia do seu bairro o mais provável é encontrar mais barato (exemplo: a cebola, classificada pelo hipermercado como “económica”, custa € 0,85/kg, na mercearia ficou-me por € 0,35/kg). Em segundo lugar, não compre o seitan no Continente, sai bastante mais caro do que adquiri-lo numa loja de produtos dietéticos e macrobióticos.





Dica de poupança: se uma receita pedir iogurte grego, não deixe de a fazer por considerá-lo caro. Substitua o iogurte grego por um corriqueiro iogurte natural sem açúcar de marca branca. Depois, deixe-o escorrer durante uma noite para que ele perca o soro e fique espesso.

11/06/09

4 por 6: Lasanha escangalhada de atum e azeitonas e creme de couve-flor com caril


O prato principal desta refeição 4 por 6 é, em linguagem cinematográfica, um remake de um verdadeiro clássico da cozinha de crise: massa com atum. A ideia é dar-lhe uma roupagem diferente – é bem verdade que os olhos também comem – e torná-la numa opção mais económica do que a famigerada lasanha de atum – na versão escangalhada, o molho bechamel e o queijo estão dispensados. Assim, o orçamento facilmente permite uma sopa deliciosa e cheia de charme, que encontrei no blogue da minha amiga Elvira: creme de couve-flor com caril.


Creme de couve-flor com caril


Ingredientes:

800 g couve-flor
1 cebola média picada
2 colheres (sopa) de azeite
1 alho-francês médio (só parte branca)
500 ml de água de água

500 ml leite
1 colher sopa de caril em pó
sal q.b.
Amêndoas laminadas (20 g)
z


Separar a couve-flor em raminhos, lavá-la e escorrê-la. Limpar o alho francês e cortá-lo em rodelas. Refogar a cebola picada e o alho francês no azeite. Juntar a couve-flor. Envolver. Juntar a água, o leite, o caril e o sal. Deixar cozinhar em lume brando 20 a 25 minutos. Triturar a sopa. Torrar as amêndoas em seco numa frigideira anti-aderente. Servir a sopa enfeitada com a amêndoa.

Duas notas: esta sopa, com as quantidades aqui indicadas, dá para 6 pessoas. A receita original leva queijo, mas decidi omitir.





Lasanha escangalhada de atum e azeitonas


Ingredientes:

2 latas médias de atum em água
(peso escorrido: 300 g de atum)
1 cebola grande (200 g)
1 folha de louro
4 dentes de alho
125 g de azeitonas
1 lata grande de tomate pelado
1 dl de vinho branco
Ervas aromáticas a gosto
(orégãos, ou coentros ou salsa)
Sal q.b.
Pimenta q.b.
Tabasco ou outro molho picante
Lasanha
(10 placas são suficientes – usei 2 ½ por pessoa)



Cozer as placas de lasanha em água abundante, temperada com sal. Para que não colem durante a cozedura, as placas devem ser mergulhadas em água a ferver uma a uma. Escorrer. Para que as folhas de lasanha não se colem, nem sequem, enquanto aguardam pelo molho, o melhor é dispô-las em cima de uma toalha limpa (preferencialmente branca) e enrolar a toalha, de modo a que fiquem protegidas do ar.

Picar o alho e a cebola. Refogá-los em azeite, juntamente com a folha de louro. Juntar o atum previamente escorrido, o vinho e o tomate (uso um pouco do sumo, mas nunca todo). Temperar com sal, pimenta e molho picante. Deixar apurar. No final, juntar as azeitonas previamente descaroçadas e cortadas aos pedaços. Finalizar com ervas aromáticas a gosto.

Num prato, dispor, em camadas desencontradas, as placas de lasanha (cortadas ao meio) e o molho. A última camada é de molho. Polvilhar com ervas picadas.




Vamos às compras (e às contas): desta vez, fiz a maior parte das compras no supermercado Lidl. Foi dos sítios onde encontrei o leite (estava em promoção) e a massa de lasanha mais baratos. Por outro lado, o atum de marca própria é pescado de acordo com os preceitos de respeito pelo ambiente (também nos devemos preocupar com os custos do que consumimos para o ambiente…). Já o azeite deste supermercado, Chaparro clássico, foi considerado pela DECO como tendo a melhor relação qualidade/preço.



Dica de poupança: os estudos da DECO, muitos deles divulgados nos jornais e no site desta associação, são uma boa fonte de informação para quem quer poupar, sem fazer cedências na qualidade.

26/05/09

Sopa fria de melão e hortelã

Esta é uma das minhas entradas favoritas, com sucesso garantido! É rápida, light e deliciosa… Retirada do guia da Deco Proteste Sabor e equilíbrio.

Ingredientes:

1 melão maduro (pelo menos 2 kg)
8 folhas de hortelã
1 dl de água gelada
1 iogurte natural magro

Descascar o melão, retirar as pevides, cortar aos pedaços e colocar num recipiente. Juntar 4 folhas de hortelã e a água e triturar até ficar líquido. Deixar refrescar 1 hora no frigorífico. Mexer o iogurte natural até ficar líquido e colocar num saco de pasteleiro para decoração. Decorar com as restantes folhas de hortelã. Se quiserem variar, podem utilizar a meloa, em vez do melão.

Nota: Esta receita dá para 6 pessoas.

01/04/09

4 por 6 - risoto de alheira, feijão encarnado e grelos


Embora desta feita inclua carne (em poucas quantidades), a presente refeição “4 por 6” não foge à minha ideia inicial de propostas mais ricas em legumes, vegetais e cereais. Para abrir as “hostilidades”, sugiro esta Sopa de Cenoura com Laranja e, para fechar, umas ameixas. Segue-se, então, o prato principal, que é nada mais do que a concretização das duas dicas de poupança que dou no final deste post.
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Ingredientes:
1 alheira de caça (230 g)
1 chávena de feijão cozido (110 g aprox.)
1 ½ chávena de arroz (230 g aprox.9
½ molho de grelos
1 cebola
1 dl vinho branco
Caldo de legumes q.b. (usei 1 caldo biológico dissolvido em água)
Azeite q.b.
1 dl de natas


Lavar e escaldar os grelos (depois até pode usar essa água para o caldo do risoto). Tirar a casca à alheira, desfazê-la e passá-la por um pouco de azeite. Numa caçarola, refogar a cebola picada no azeite. Juntar o arroz, deixar dourar. Juntar o vinho e deixar evaporar. Começar a adicionar o caldo de legumes. O caldo deve estar sempre quente, juntando-se ao arroz a pouco e pouco, à medida que vai evaporando. Juntar os grelos e a alheira. Quanto faltarem uns 5 minutos para finalizar a cozedura do arroz (o risoto leva 18 minutos a cozer), juntar o feijão cozido. Finalizar o risoto com as natas. Verificar o sal e temperar com pimenta. Atenção que o risoto deve ficar cremoso.

Vamos às compras (e às contas): Os valores aqui apresentados foram retirados do site do Continente. Mais uma vez aconselho a compra de vegetais e legumes na mercearia do bairro, pois é mais económico.

Quanto ao arroz para risoto, o mais barato que conheço é mesmo o da marca Pingo Doce.



Dicas de poupança: a redução da carne, ou melhor, da proteína animal, é uma boa forma de poupar. Use a carne e o peixe como “condimento” e dê aos vegetais, cereais e legumes o seu merecido protagonismo.


É mais económico comprar leguminosas secas e depois cozê-las, do que comprá-las em lata. Ficam mais saborosas (tempera a seu gosto), mais saudáveis (sem conservantes, nem excesso de sódio) e muito, mas mesmo muito, mais baratas. 500 g de feijão seco vai resultar em cerca de 1250 kg de feijão cozido (a relação é de 1 para 2,5 ou 3). Na receita que aqui vos proponho, 100 g de feijão cozido custou 6 cêntimos. Não se esqueçam de que também é mais ecológico cozinhar o feijão (de preferência na panela de pressão, pois é mais rápido e gasta menos energia) do que comprar em lata.

09/02/09

Sopa picante de camarão e erva príncipe

Com a aproximação do dia de S. Valentim, muitos blogues publicam receitas alusivas à data, utilizando os símbolos ligados ao amor: corações, cúpidos, setas, etc. Na minha opinião, o formato é acessório: uma refeição para seduzir tem de, definitivamente, ter muito picante. Assim, aproveito a ocasião para, ao longo desta semana, revelar aqui algumas das receitas Tailandesas (todas elas bem spicy) que propus ao pessoal simpático e bem humorado do Da Cachaça pro Vinho, no âmbito do 12.º Inter Blogs.

Aproveito para informar todos os amantes de comida Thai (e asiática) que os ingredientes assinalados com um asterisco são comprados num supermercado asiático no Poço do Borratém (n.º 23 e 24), é uma ruela que liga a Rua da Madalena ao Martim Moniz. A erva príncipe compra-se congelada e o melhor é pedir usando o nome em inglês (lemongrass).

Fonte: “Stylish Thai in Minutes” de Vatcharin Bhumichitr

Ingredientes (4 ou 5 pessoas):


750 ml de caldo de vegetais, peixe ou galinha
3 caules de erva príncipe* (erva-limeira/lemongrass) cortados em 3 pedaços
4 folhas de lima kaffir* (usei secas)
2 malaguetas vermelhas/pimenta dedo-de-moça cortadas às rodelas finas
(costumo retirar as sementes de 1 delas e deixar a da outra…)
8 cogumelos cortados em quartos (Paris ou shitake)
3 a 4 camarões por pessoa, descascados, sem veio, mas com o “rabinho” ;-)
2 colheres de sopa de molho de peixe*
2 colheres de sopa de lima (ou limão)
1 colher de chá de açúcar
Coentros frescos para guarnecer


Numa panela, aquecer o caldo até ferver. Juntar a erva limeira, as folhas de lima, as malaguetas e os cogumelos e levantar fervura outra vez. Juntar os camarões, o molho de peixe, o sumo de lima e o açúcar e deixar fervilhar apenas um minuto (até o camarão estar cozido). Descartar os talos de erva príncipe, pois, regra geral, são muito fibrosos. Servir a sopa guarnecida com coentros picados. Se estiver picante é só juntar mais lima ou limão!

02/02/09

Sopa marroquina de grão

Regresso lentamente aos tachos e às panelas (e à blogosfera), depois de um mês bem desagradável, em que a cozinha ficou remetida para o fim da minha lista de prioridades. Analisando as receitas que tinha (e tenho) em standby, achei apropriado publicar esta sopa, do livro Rachel´s favorite food for friends, uma prenda natalícia da minha querida amiga Suzana.

Em dias de tempestade (refiro-me também ao tempo), nada melhor do que um prato de sopa fumegante e a companhia dos amigos para aquecer corpo e alma, não é verdade?
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Ingredientes:
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3 colheres de sopa de azeite
1 cebola picada
100 g de alho francês/alho porró
Sal e pimenta
2 ½ colheres de chá de cominhos em pó
1 lata de tomate pelado (400 g – usa-se o tomate e o sumo)
1 pitada de açúcar
400 g de grão cozido
1 litro de caldo
(usei o caldo de cozer o grão, mas se recorrerem a grão enlatado,
usem caldo de galinha ou vegetais)
Sumo de ½ limão
Coentros picados

Aquecer o azeite numa panela. Juntar a cebola picada e o alho francês cortado às rodelas, temperar de sal e pimenta. Estufar 10 minutos. Juntar os cominhos em pó e deixar 1 minuto. Juntar os tomates cortados e todo o seu sumo, o açúcar, o grão e o caldo. Deixar ferver por 5 minutos em lume brando. Adicionar o sumo de limão e os coentros em pó. Verificar os temperos. Servir.
z
Cozer grão: habitualmente, não uso grão de lata (não sabe a nada, ou melhor, sabe a lata), prefiro cozer o grão, depois divido-o em embalagens e congelo (mais saboroso, mais económico, mais ecológico). Deixo o grão a demolhar de um dia para o outro. Depois, cozinho-o na panela de pressão cerca de 20 minutos (contados, a partir do momento em que começa a sair o vapor). Para 500 g de grão seco, utilizo água (aproximadamente 1 litro), 1 pouco de azeite, 1 folha de louro, 2 dentes de alho, 1 cebola. Esta sopa marroquina é excelente para aproveitar a água de cozer esse grão.