Mostrar mensagens com a etiqueta ervas aromáticas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta ervas aromáticas. Mostrar todas as mensagens

07/02/11

Frango assado com molho de maçã e natas

Frango assado com molho de maçã e natas


Há uns 20 anos provei esta receita em casa de um amigo, feita por uma amiga dele que tinha passado 6 meses na Escócia e que nos queria mostrar um pouco da gastronomia que por lá tinha experimentado. Lembro-me de que adorei o molho, na altura, achei-o fora do comum e surpreendeu-me a sua conjugação com o frango assado... Os sabores ficaram sempre na minha memória até que, recentemente, decidi recuperar a receita e lá foi experimentando combinações e quantidades até chegar ao paladar desejado. Este frango assado é muito fácil de fazer e o molho que o acompanha é um sucesso garantido. Experimentem!



Ingredientes:


1,250 a 1,500 kg de frango
(usei coxas e pernas)
1 cebola
3 dentes de alho
5 ou 6 hastes Alecrim
2 maçãs reinetas
1,5 a 2 dl de vinho branco (2 dl)
Sal
30 g de manteiga
50 ml de natas


Num tabuleiro, dispor a cebola cortada em meias-luas, os alhos esmagados e as hastes de alecrim. Por cima, colocar o frango (ou os pedaços de frango) e a maçã reineta descascada e cortada em fatias. Juntar o alecrim. Verter 1,5 dl de vinho. Salpicar com sal grosso. Por fim, espalhar a manteiga em cubinhos, colocando alguns no molho e outros em cima do frango (apara que a pele fique brilhante e tostadinha). Levar ao forno pré-aquecido a 180 graus cerca de 1 hora ou até que o frango fique tostadinho. De vez em quando, regue o frango com o molho e, caso seja necessário, deite um pouco mais de vinho branco. Depois de cozinhado, reserve o frango e triture o molho no robô de cozinha ou na varinha mágica, juntando as natas. Servir o frango com o molho, acompanhados por puré de batata.

03/01/11

Bolachas de parmesão e tomilho limão


Antes de mais desejo um Bom Ano de 2011 aos leitores do Three Fat Ladies, fãs, bloggers, e a todos os meus amigos que por aqui passam. Este blogue tem andado bastante apagado... Tinha uma série de planos culinários que saíram “furados”, por causa de um forno da idade da pedra, que teima em estragar a comida... Além disso, o Natal não é de todo uma época do ano de que eu goste: o stress e a febre de consumo que contagia as pessoas nesta altura, deixa-me com vontade de fugir e só voltar no Ano Novo... E foi o que fiz, pelo menos aqui... ;-)

Deixo-vos hoje a receita de umas bolachas de parmesão, do Mark Bittman, que andava a namorar desde que a minha amiga Manuela as tinha publicado no Tertúlia dos Sabores. A receita original é feita com natas e orégãos, mas optei por substituir, respectivamente, por iogurte e tomilho limão. Podem ser feitas também com leite ou até com água, em vez de natas.

Ingredientes:

250 g de farinha
100 g de manteiga com sal
100 ml de iogurte natural
60 g de parmesão ralado
1 colher de chá de tomilho limão seco Ervas da Zoé

Tradicional:
Misturar a farinha, o tomilho limão, a manteiga cortada aos cubos e o parmesão até formar uma massa areada. Juntar o iogurte e fazer uma bola com a massa. Levar ao frio cerca de 30 minutos. Estender a massa com a espessura fina* e cortar com um cortador de bolachas (ou um corta pizza). Vai ao forno sobre papel vegetal (ou num tapete de silicone) entre 8 a 10 minutos.

Thermomix_bimby
Ralar o queijo uns segundos na velocidade 9. Juntar os restantes ingredientes e programar 15 segundos, velocidade 6. A massa deve ficar uma bola. Levar ao frio cerca de 30 minutos. Estender a massa com a espessura fina* e cortar com um cortador de bolachas (ou um corta pizza). Vai ao forno sobre papel vegetal (ou num tapete de silicone) entre 8 a 10 minutos.

*Se preferirem umas bolachas finíssimas, aconselho-vos a verem este engraçado vídeo do Mark Bittman.

16/11/10

Castagnaccio alla Toscana


Estive um bocado indecisa quanto a publicar esta receita... Dei-a a provar a várias pessoas e as opiniões não foram consensuais. Todos gostaram do sabor, mas alguns acharam a textura pesada/compacta, outros, sobretudo, os que gostam de broa castelar, apreciaram este doce típico da Toscânia.

É por isso um “bolo” (na verdade, não é bem um bolo é mais uma broa) indicado para quem gosta de texturas mais substanciais, para quem está habituado à textura dos bolos e pães sem glúten, nem fermento... Uma boa sugestão para acompanhar um chá, numa tarde de Outono, com a chuva a cair lá fora.

Fonte: Sabores Irresistíveis, Gradiva (o título da receita em português é Fogaça de castanhas).


Ingredientes:


75 g de passas
Zest de 1/2 laranja
250 g de farinha de castanha
75 g de açúcar
50 g de nozes (triturei-as)
35 g de pinhões (não usei... já que o preço é um bocado "salgado")
2 colheres de sopa de azeite (uma para a massa, outra para pincelar)
1 chávena de leite
1 chávena de água
5 galhinhos de rosmaninho
Manteiga q.b.


Demolhe as passas de uva durante 30 m em água morna.


Tradicional


Peneire a farinha para uma tigela grande. Misture o sal e o açúcar. A pouco e pouco, junte 1 colher de sopa de azeite, o leite e a água, mexendo sempre até obter uma massa lisa e fluida. Caso fique com grumos, use a batedeira. Acrescentar a noz, as passas bem espremidas, o zest de laranja e as folhinhas do rosmaninho, envolvendo. Unte uma forma com manteiga e verta o preparado, estendendo-o bem (não deve superar os 2 cm de altura - usei uma forma rectangular de 22x28 cm). Pincelar com azeite e colocar pedacinhos de manteiga por cima (tem de ser pedacinhos mesmo pequenos, caso contrário o bolo ficará com as marcas da manteiga). Vai ao forno pré-aquecido a 180 graus cerca de 50 minutos.


Thermomix_bimby


Triturar as nozes pressionando o botão turbo 2 ou 3 vezes (não é preciso ficarem tipo farinha, é uma moagem grossa). Retire do copo e reserve. Junte a farinha com o sal e o açúcar e seleccione 30 seg./velocidade 3. Junte os líquidos (azeite, água e leite) e programe 30 seg/velocidade 4. Juntar as passas, o zest de laranja, as folhinhas de rosmaninho, marcando 1 minuto/velocidade 1/colher inversa. Unte uma forma com manteiga e verta o preparado, estendendo-o bem (não deve superar os 2 cm de altura - usei uma forma rectangular de 22x28 cm). Pincelar com azeite e colocar pedacinhos de manteiga por cima (tem de ser pedacinhos mesmo pequenos, caso contrário o bolo ficará com as marcas da manteiga). Vai ao forno pré-aquecido a 180 graus cerca de 50 minutos.

Neste site, pode ler a história deste doce com uma longa tradição. Os primeiros registos sobre ele datam do ano 500.

23/08/10

Chá príncipe gelado com gengibre


Nos dias de calor, nada como uma bebida bem gelada para refrescar. Eu sei que nos países verdadeiramente quentes, o chá é consumido quase a ferver para espantar o calor. Mas muito sinceramente não consigo, fico logo a suar as estopinhas, o que me deixa uma sensação de grande desconforto. Prefiro o meu bem gelado, como este.



Ingredientes:


3 colheres de sopa de erva príncipe (Ervas da Zoé, claro está!)
7,5 dl de água
2 colheres de sopa de mel
2 colheres de sopa de gengibre ralado
Limão para servir
Gelo q.b.


Deixar a erva príncipe 10 minutos em infusão na água a ferver. Coar para um jarro. Dissolver 2 colheres de sopa de mel e juntar 2 colheres de sopa de gengibre ralado. Deixar em infusão cerca de 30 minutos. Coar. Pôr no frigorífico. Servir bem frio, com uma rodela de limão e umas pedras de gelo.

29/04/10

Visita ao mercado de Olhão e uma sopa de favas

(As fotos dos vegetais e do peixe-porco são da Helena)

Da viagem ao Sotavento Algarvio, trouxe uma mão-cheia de boas recordações, novas amizades, muitas ofertas... E um saco de favas. Comprei-as, já sem vagem, no mercado de Olhão. Aí deliciei-me com o aspecto apetecível das frutas e produtos hortícolas; admirei os frutos secos da região - espantei-me com um saco de castanhas piladas tão pequeninas como nunca tinha visto -; congratulei-me com a frescura do peixe; surpreendi-me com produtos até então desconhecidos para mim (ovas de polvo secas, muxama e litão seco); e reconheci alguns hábitos gastronómicos similares aos dos açorianos, que são afinal a minha principal referência. Ali, tal como nos Açores, reinavam o polvo, o atum e um peixe muito apreciado no arquipélago que pela primeira vez vi num mercado continental: o peixe-porco. A Margarida já me tinha dito que no Algarve também se consumia este peixe, nomeadamente na massada e na caldeirada. No Faial, aprendi com a minha avó paterna a prepará-lo em filetes, temperados com alho, massa de malagueta e vinho branco.

Mas vamos lá à receita: uma singela sopa de favas. Esta é das minhas leguminosas favoritas, gosto de sentir toda a sua intensidade e adoro casá-las com coentros.


Ingredientes para 4 pessoas:


300 g de favas (pesadas sem vagem e sem casca)
20 g de bacon
1 batata média
1 cebola picada
2 dentes de alho
Azeite q.b.
Coentros a gosto
Água q.b.


Pôr o azeite e o bacon na panela. Quando o bacon largar um pouco de gordura e ficar dourado, juntar a cebola e o alho. Deixar tomar cor. Adicionar as favas e a batata, deixando estufar uns minutos. Verter a água quente até ultrapassar as favas cerca de 2 dedos. Temperar com sal e pimenta. Cozer. Apagar o lume. Verificar os temperos e juntar os coentros picados. Tapar a panela. Deixar arrefecer um pouco e triturar. Caso seja necessário, juntar mais água à sopa e reaquecê-la. Servir.

24/03/10

Bolo de azeite e alecrim


Embora habitualmente prefira a manteiga ao azeite – uma inevitabilidade da minha educação gastronómica açoriana –, a verdade é andava há algum tempo cheia de vontade de fazer um bolo cuja única gordura utilizada seria o azeite. Assim que encontrei esta receita, percebi que era exactamente o que procurava: um bolo delicado e aromático, perfeito para acompanhar uma chávena de chá. É, de facto, a forma mais apropriada para degustá-lo. No entanto, acabei por comê-lo no final de uma refeição, como sobremesa e, sendo um bolo de textura mais seca, decidi servi-lo com vinho moscatel – uma conjugação que muito apreciei.



1 ½ chávena de farinha
1 colher de sopa de fermento
½ colher de chá de sal
4 ovos
¾ chávena de açúcar, mais uma colher de sopa para a cobertura
⅔ chávena de azeite extra virgem*
1 colher de chá de extracto de baunilha (opcional)
2 colheres de sopa de alecrim fresco finamente picado (só as folhas), mais uma haste para a cobertura.


*Aconselho o uso de um azeite de boa qualidade, de preferência, suave e frutado. Um azeite muito forte – ou de qualidade inferior – irá comprometer o sabor do bolo, sobrepondo-se ao aroma do alecrim.


Pré-aquecer a 180 graus. Untar uma forma de bolo inglês com manteiga (ou azeite) e farinha.

Numa tigela, misturar a farinha, o fermento e o sal. Reservar. Numa outra tigela, bater os ovos com o açúcar durante uns minutos até ficar uma mistura esbranquiçada e espumosa. Com a batedeira ligada, verter o azeite (a pouco e pouco e em fio). Misturar, agora manualmente, a baunilha e, depois, o alecrim. Juntar a mistura da farinha, mexendo até estar bem combinado.


Verter a mistura na forma. Por cima, polvilhar o açúcar (1 colher de sopa), cobrindo toda a superfície do bolo. No meio, colocar, delicadamente, a haste de alecrim. Levar ao forno cerca de 45 minutos.

25/10/09

Sopa de abóbora assada e de cebola caramelizada



Mais abóbora que é tempo dela e eu tinha uma bem rechonchuda para usar! Primeiro foi a tarte, depois esta sopa, e também haverá um pedaço – não desta mas de outra abóbora - no meu próximo 4 por 6…

Nesta receita, perfeita para entrada de um jantar de amigos, há 3 “truques” que fazem toda a diferença: o primeiro, ditado pela receita original, é o uso de cebola caramelizada, os outros dois, fruto de uma decisão minha, são a utilização de abóbora assada e de sálvia frita. Quanto a esta última, a sálvia, aconselho-vos a saborearem - e a surpreenderem-se com – a sua exuberância quando assim confeccionada.



Ingredientes:

600 g de polpa de abóbora assada
 (assei 1 kg de abóbora, pesada com casca)
1 colher de sopa de azeite
2 colheres de sopa de manteiga
2 cebolas médias
½ caldo de legumes biológico
1 litro de água
Sal, pimenta  e noz-moscada q.b.
3 colheres de sopa de natas
Sálvia para decorar
Óleo q.b para fritar as folhinhas de sálvia
Pevides tostadas para decorar

Arranjar a abóbora e reservar as pevides. Assar a abóbora no forno a 200 graus cerca de 1 hora, num recipiente untado com um pouco de azeite (se quiserem diminuir o tempo de forno é cortar a abóbora em pedaços pequenos ou fatias finas). Aproveitem que têm o forno ligado e, noutro recipiente, tostem as pevides com um pouco de sal grosso.

Descasquem e cortem a cebola em finas meias-luas. Numa caçarola ou frigideira, deitem o azeite e a manteiga só juntando a cebola quando a manteiga estiver derretida. Deixar caramelizar a cebola, cerca de 30 minutos, em lume brando, mexendo de vez em quando. Deve-se ir controlando o lume para que a cebola fique acastanhada, mas sem queimar, caso contrário poderá comprometer o sabor da sopa.

Numa panela, juntar a cebola caramelizada e a polpa de abóbora. Juntar a água e o caldo e deixar levantar fervura. Apagar o lume e deixar arrefecer um pouco. Passar a sopa com a varinha mágica. Temperar com sal, pimenta e noz-moscada. Juntar as natas. Voltar aquecer a sopa, caso haja necessidade.

Fritar a sálvia em óleo bem quente sem deixar queimar (cerca de 1 minuto). Escorrer em papel absorvente. Servir a sopa decorada com as pevides e a sálvia frita. Nota: na foto usei pevides descascadas, pois as pevides que tostei no forno marcharam em 3 tempos como aperitivo (com casca e tudo).

14/10/09

4 por 6 – Folhados de salsichas frescas e sálvia + abóbora assada com especiarias


Embora o Verão teime em ficar, a minha sugestão para este 4 por 6 é já a pensar nos dias mais frios, em que nos apetece ligar o forno para aquecer a casa... isso neste momento parece-me tão longínquo...

A receita dos folhados de salsichas é adaptada de uma do Jamie Oliver.



Ingredientes:


400 g de salsichas de porco frescas
300 g de massa folhada congelada
1 cebola
1 colher de sopa de manteiga
Sálvia
Pão ralado q.b.
1 ovo


Acompanhamento:


800 g de abóbora
Especiarias a gosto


Cortar a cebola em finas meias-luas e cozinhá-la em manteiga até amolecer e dourar. Juntar a sálvia, cozinhar 2 ou 3 minutos. Deixar arrefecer. Retirar a pele das salsichas e juntar ao recheio à cebola e sálvia, acrescentando o pão ralado necessário para agregar os ingredientes. Depois de descongelada, estender e cortar a massa folhada de acordo com o tamanho de folhados que desejar. Depois rechear e fechar a massa, calcando a extremidade com um garfo. Pincelar com gema de ovo. Vai ao forno pré-aquecido a 210º cerca de 25 minutos.


Nota: 300 g de massa folhada deu-me para 12 folhados, mas depende do tamanho que cortarem a massa.




Abóbora assada com especiarias: retirar a casca da abóbora (não é obrigatório). Cortar a abóbora como desejar (laminei-a para ser mais rápido o processo de assar), temperá-la com sal, pimenta, noz-moscada e canela. Colocar num recipiente de ir ao forno e regar com azeite. Assar.




Vamos às compras e às contas: os preços de referência desta refeição são os do Continente. Mais uma vez deixo aqui uma nota para a diferença de preços entre o Continente e as mercearias no que toca aos legumes e frutas. A abóbora comprei-a na mercearia a 99 cêntimos o quilo, no Continente custa € 1,67.




Dica de poupança: muitas vezes esquecemo-nos das ervas aromáticas no frigorífico e quando damos por elas estão estragadas. Para evitar que tal aconteça, poderá secá-las, conservá-las em azeite ou congelá-las. Deixo-vos aqui um link com dicas de conservação de ervas aromáticas do site coisasdaterra.

21/09/09

Lombinhos de porco com figos e vinho do Porto



Este ano voltaram a passar pela minha cozinha “carradas” de figos deliciosos, rechonchudos e doces, 100% biológicos, de uma árvore de ninguém, colhidos por quem bem conhece a minha paixão por este fruto… Da maioria desses figos fiz compota, de outra parte, salada, alguns comi-os como sobremesa, assim simples… Ontem, à laia de despedida, confeccionei este prato, no qual o tomilho-limão joga um papel fundamental, ao conferir um sabor acidulado à carne, que contrasta na perfeição com a doçura do molho de figos.


Ingredientes (4 pessoas):



500 g de lombinhos de porco
Vinho branco
Massa de pimentão
3 dentes de alho
Tomilho-limão (usei seco)
1 folha de louro
Sal q.b.



Molho figos:

2 dl de vinho do Porto
½ cebola picada
10 a 12 figos (os meus eram pequenos)
Molho de assar a carne, coado




Barrar os lombinhos com massa de pimentão e o alho picado. Deixar marinar pelo menos 2 horas em vinho branco, temperado com tomilho-limão e louro. Ligar o forno a 240 graus. Secar os lombinhos em papel absorvente. Numa frigideira, dourá-los em azeite. Numa assadeira, colocar os lombinhos e o líquido da marinada. Assar entre 40 a 45 minutos (manter durante uns 20 minutos o forno a 220 graus, descendo depois para os 160 graus – indicações para forno a gás). Ir vigiando a carne, regando com o molho e acrescentar água caso seja necessário.

Refogar a cebola num pouco de azeite, juntar o molho de assar a carne, previamente coado. Deixar cozinhar a cebola uns 3 minutos. Acrescentar o vinho do Porto e os figos cortados aos quartos. Deixar reduzir o molho. Servir os lombinhos às fatias com o molho de figos. Para acompanhamento, sugiro arroz branco ou batata assada e uma salada de rúcula.


Intervalo para publicidade: usei tomilho-limão seco, de agricultura biológica, produzido pelos meus queridos amigos, Rosário e Henrique. Fiquem de olho na etiqueta Ervas da Zoé, pois as ervas aromáticas e os chás desta marca são maravilhosos e de exímia qualidade, produzidos e misturados com imenso carinho e muitíssima sabedoria.

09/09/09

Salmão fumado com alcaparras


Esta entrada é uma verdadeira delícia. Foi a minha amiga Ana que me ensinou, e quem fez a que se vê na foto. A publicação desta receita não podia vir mais a propósito: ela hoje faz anos e aproveito para lhe dar os Parabéns e desejar-lhe muitas felicidades (e muitos anos de vida, claro!).

As quantidades da receita dependem da voracidade dos convidados... nem perguntei à Ana quanto comemos... mas lembro-me de contar mais de 10 (!) palitos no meu prato ;-)



Ingredientes:

Salmão
Alcaparras
Limão
Cebolinho


Regar o salmão com sumo de limão. Colocar 2 alcaparras por palito e um pedacinho de salmão enrolado (lembro-me que a Ana uma vez colocou uma das alcaparras como recheio do salmão). Colocar num recipiente de servir e polvilhar com cebolinho picado. Já está!

07/09/09

Requeijão assado com tomate seco e sálvia

 
n
Esta semana, a minha ideia é publicar o menu de um jantar de amigas – a que alguém chamou de ladies night, mas esqueceu-se de que havia um Dinis dentro de uma das barrigas (afinal o principal motivo para a antecipação da nossa tertúlia, caso contrário, o jantar teria de ser na maternidade). Foi um serão muitíssimo animado – com o humor corrosivo das minhas queridas amigas era impossível ser de outra forma – e a comida até não estava má ;-). Para ser perfeito só faltou mesmo a Teresa, que pela primeira vez não marcou presença neste meeting de ex-colegas de emprego.
s
Aqui fica uma das entradas, adaptada daqui.


Ingredientes:


250 g de requeijão*
4 tomates secos
1 ovo
Pimenta
1 mão cheia de sálvia
Azeite q.b.
v
Demolhar os tomates secos cerca de 1 hora para que percam o sal e amoleçam. Com a varinha mágica (mixer), misturar o requeijão com o tomate, o ovo e a pimenta. Juntar a sálvia picada. Colocar esta pasta em ramequins untados com azeite. Levar ao forno, pré-aquecido a 180 graus, durante 30 minutos. Deixar arrefecer cerca de 30 minutos antes de servir (se quiser pode desenformar).

Esta entrada é ideal para servir num dia em que se utilize o forno para fazer a refeição principal ou a sobremesa, pois aproveita-se um “cantinho” do forno para colocá-la, e sempre se poupa alguma energia.

*Para os leitores brasileiros: o requeijão em Portugal é um queijo similar ao ricotta, não é o mesmo que requeijão no Brasil.

P.S.: não sei o que se passa, mas não consigo formatar a mensagem de acordo com o tipo de letra e tamanho que habitualmente utilizo. Ultimamente tem sido uma guerra....

18/06/09

Risoto de abóbora assada, roquefort e sálvia


Há sabores dos quais não me canso, conjugações que continuamente me surpreendem e arrebatam. A tríade abóbora, queijo azul, sálvia é, como dizem os anglófonos, “a match made in heaven”. Desta feita, misturei-os num risoto que conseguiu destronar aquele que até hoje era o meu favorito: o de cogumelos porcini.


Ingredientes (3 pessoas):

1 chávena de arroz arbóreo
1 cebola
1,5 dl de vinho branco
450 g de abóbora
50 g de roquefort
Caldo de vegetais
(normalmente faço 7,5 dl, mas nem sempre o uso todo)
Sálvia a gosto (deitei umas 12 folhas)
Azeite ou manteiga q.b.
Sal, pimenta, noz-moscada q.b.


Cortar a abóbora em quadrados (deixar a casca). Temperar com sal, pimenta e noz-moscada. Assar no forno cerca de 35 minutos. Retirar do forno, esperar que arrefeça e retirar a casca à abóbora. Reservar. Este risoto também é uma excelente solução para aproveitar os restos desta receita de abóbora assada.

Fazer o arroz (o risoto leva cerca de 18 minutos a cozer). Refogar ligeiramente a cebola em azeite (ou manteiga). Juntar o arroz e, quando ficar translúcido, refrescar com o vinho. Deixar evaporar o vinho. Começar a adição do caldo de legumes - o caldo deve estar sempre quente, juntando-se ao arroz a pouco e pouco, à medida que vai evaporando. A meio da cozedura, adicionar metade da abóbora e uma parte da sálvia. Verificar o sal, mas muita atenção: há que ter em conta que se vai ainda misturar o queijo! Quando o arroz estiver al dente (leva cerca de 15 minutos), desligar o lume, juntar as natas, o queijo esfarelado, o resto da abóbora e da sálvia. Deixar repousar uns 2 ou 3 minutos antes de servir. O risoto deve ficar bem cremoso.

26/05/09

Sopa fria de melão e hortelã

Esta é uma das minhas entradas favoritas, com sucesso garantido! É rápida, light e deliciosa… Retirada do guia da Deco Proteste Sabor e equilíbrio.

Ingredientes:

1 melão maduro (pelo menos 2 kg)
8 folhas de hortelã
1 dl de água gelada
1 iogurte natural magro

Descascar o melão, retirar as pevides, cortar aos pedaços e colocar num recipiente. Juntar 4 folhas de hortelã e a água e triturar até ficar líquido. Deixar refrescar 1 hora no frigorífico. Mexer o iogurte natural até ficar líquido e colocar num saco de pasteleiro para decoração. Decorar com as restantes folhas de hortelã. Se quiserem variar, podem utilizar a meloa, em vez do melão.

Nota: Esta receita dá para 6 pessoas.

22/04/09

4 por 6 - Crepes de requeijão e coentros, salada de cenoura e bolo rápido de maçã

Aqui segue a minha terceira participação no 4 por 6, acompanhada por um pedido de desculpas pelo atraso de 1 semana. Sobre as receitas, que juntas pouco passam dos 5 euros (yupi!), gostava de referir o seguinte: em tempo de maior fartura, os crepes são também uma excelente alternativa para entrada ou petisco; a salada de cenoura, originalmente chamada de Salada Halloween é da Everyday Food (Outubro, 2007, ed. 46); finalmente, a sobremesa que aqui vos apresento, retirada do maravilhoso blogue La Vida en Buenos Aires y Afines, além de ter um método de preparação muitíssimo original (reparem bem), é absolutamente deliciosa (rápida, fácil e está provado: económica).


Crepes de requeijão e coentros

Ingredientes crepes:
100 g de farinha sem fermento
2 ovos
½ colher de sopa de óleo
175 ml de leite
Sal
Raspa de ½ limão

Recheio:
1 requeijão de Seia (260 g)15 g de coentros
½ cebola
Pimenta
½ colher sopa azeite



Misturar todos os ingredientes para os crepes com a varinha mágica (mixer). Fazer os crepes numa frigideira com cerca de 20 cm de diâmetro, untada com um pouco de óleo. Rende entre 8 a 10 crepes. Refogar a cebola picada no azeite até que fique translúcida. Deixar arrefecer. Juntar ao requeijão. Misturar bem com um garfo. Juntar os coentros picados. Temperar com pimenta. Rechear os crepes.




Salada de cenoura e sultanas

Ingredientes:

4 cenouras médias
⅓ chávena de sultanas (40 g aprox.)
2 colheres sopa de azeite
1 colher sopa de vinagre de sidra
1 colher chá de mostarda de Dijon
½ colher chá de açúcar
(como usei mostarda com mel, prescindi do açúcar)
Sal q.b.

Descascar e ralar a cenoura. Misturar com as passas. Temperar com um molho feito de azeite, vinagre, mostarda e sal.


Bolo de maçã fácil e rápido da Sylvia

Ingredientes:

2 maçãs
Sumo de ½ limão
1 chávena de farinha de trigo
1 chávena de açúcar + duas colheres de sopa para polvilhar
50 g de manteiga + 10 g para untar
1colher de sopa de fermento químico em pó
2 colheres de chá de canela em pó
2 ovos
1 chávena de leite

Descascar as maçãs e cortar em fatias finas. Colocar num recipiente, regar com sumo de meio limão e polvilhar com as 2 colheres de sopa de açúcar. Reservar. Untar um pirex quadrado (23 ou 24 cm) com a manteiga. Num tigela, misturar bem os ingredientes secos. Colocar metade dos ingredientes secos no pirex. Por cima, dispor a maçã fatiada (com o líquido que destilou) e polvilhar com canela. Espalhar por cima a manteiga cortada aos pedacinhos. Cubrir com a restante mistura de ingredientes secos. Verter por cim a mistura de leite e ovos. Com um garfo espetar a massa crua no meio e lados para que o liquido seja absorvido. Levar ao forno pré aquecido a 200 graus, por 30 ou 40 minutos até que esteja dourada.

Vamos às compras (e às contas): os valores aqui apresentados foram retirados do site do Continente. De referir que, no supermercado Pingo Doce, o requeijão de ovelha compra-se a € 1,99, em embalagens de 260 g, portanto, mais em conta do que no Continente (valor apresentado na tabela).



Dica de poupança: a compra de produtos em embalagens de tamanho familiar é, regra geral, uma opção mais económica e mais ecológica (menos embalagens = menos lixo). Mas atenção: olhem para a etiqueta do produto e reparem no custo por litro/quilo, para verificar qual é realmente o mais barato. É que, de quando em vez, os supermercados trocam-nos as voltas.

Além disso, se existem produtos cuja aquisição em grandes quantidades é um bom investimento – azeite, óleo, detergentes... -, outros há cuja compra em versão XL pode revelar-se um mau negócio, por serem bens rapidamente perecíveis - iogurtes, algumas frutas e legumes...

09/02/09

Sopa picante de camarão e erva príncipe

Com a aproximação do dia de S. Valentim, muitos blogues publicam receitas alusivas à data, utilizando os símbolos ligados ao amor: corações, cúpidos, setas, etc. Na minha opinião, o formato é acessório: uma refeição para seduzir tem de, definitivamente, ter muito picante. Assim, aproveito a ocasião para, ao longo desta semana, revelar aqui algumas das receitas Tailandesas (todas elas bem spicy) que propus ao pessoal simpático e bem humorado do Da Cachaça pro Vinho, no âmbito do 12.º Inter Blogs.

Aproveito para informar todos os amantes de comida Thai (e asiática) que os ingredientes assinalados com um asterisco são comprados num supermercado asiático no Poço do Borratém (n.º 23 e 24), é uma ruela que liga a Rua da Madalena ao Martim Moniz. A erva príncipe compra-se congelada e o melhor é pedir usando o nome em inglês (lemongrass).

Fonte: “Stylish Thai in Minutes” de Vatcharin Bhumichitr

Ingredientes (4 ou 5 pessoas):


750 ml de caldo de vegetais, peixe ou galinha
3 caules de erva príncipe* (erva-limeira/lemongrass) cortados em 3 pedaços
4 folhas de lima kaffir* (usei secas)
2 malaguetas vermelhas/pimenta dedo-de-moça cortadas às rodelas finas
(costumo retirar as sementes de 1 delas e deixar a da outra…)
8 cogumelos cortados em quartos (Paris ou shitake)
3 a 4 camarões por pessoa, descascados, sem veio, mas com o “rabinho” ;-)
2 colheres de sopa de molho de peixe*
2 colheres de sopa de lima (ou limão)
1 colher de chá de açúcar
Coentros frescos para guarnecer


Numa panela, aquecer o caldo até ferver. Juntar a erva limeira, as folhas de lima, as malaguetas e os cogumelos e levantar fervura outra vez. Juntar os camarões, o molho de peixe, o sumo de lima e o açúcar e deixar fervilhar apenas um minuto (até o camarão estar cozido). Descartar os talos de erva príncipe, pois, regra geral, são muito fibrosos. Servir a sopa guarnecida com coentros picados. Se estiver picante é só juntar mais lima ou limão!

04/02/09

Abóbora com roquefort e pecãs em tabuleiro de massa filo

Tenho andado a ver o programa Nigella Express. Não me identifico particularmente com o estilo expresso - gosto de passar tempo na cozinha – , irritam-me alguns tiques da dita senhora - usar azeite de alho para ter de cortar alhos (ui que trabalheira!) - e tenho sérias dúvidas de que aquela rapidez seja de facto real - jantares para grupos em 30 minutos? Mas onde raio é que, em Portugal, se compram coxas de frango já desossadas e cortadas aos cubos e embalagens de carne de borrego moída?

No entanto, devo confessar que me identifico com a gulodice da Nigella e que, sobretudo, agradam-me bastante algumas das receitas, que replico num estilo mais lento. Esta foi uma delas, fiz umas pequenas adaptações, sendo a mais evidente a utilização de massa filo como base. É uma excelente sugestão para entrada ou para prato principal.

Ingredientes:

6 folhas de massa filo
Manteiga derretida para barrar a massa filo
650 g de abóbora manteiga (já sem sementes, nem casca)
70 g de nozes ou pecãs
70 g de queijo roquefort
Sálvia a gosto
Pimenta
Sal
1 colher de sopa de azeite


Num tabuleiro, dispor as folhas de massa filo, pincelando cada uma delas com manteiga derretida. Por cima, colocar a abóbora cortada aos cubos, o queijo esfarelado, a sálvia e as nozes pecãs. Polvilhar com um pouco de pimenta e sal e verter o azeite. Levar ao forno entre 30 a 40 minutos.

10/11/08

Lulas com pasta de coentros e malaguetas

A colocação de produtos na zona das caixas dos supermercados é claramente uma técnica de marketing. Eles estão ali estrategicamente posicionados para nos levar a comprar mais qualquer coisinha, enquanto aguardamos a nossa vez de pagar. Sim, os livros e revistas não estão lá para passarmos o tempo, é mesmo para ver se “pega” e acabamos por levá-los... os chocolates, caramelos e pastilhas estão lá para nos aguçar o apetite.

Embora conheça essas tácticas, de facto, não resisto. Folheio uma revista daquelas com as aventuras, desventuras e tristes figuras dos ricos e famosos... com esta estou segura, pois teria vergonha de comprar. Faço um esforço para não olhar para os chocolates. Tem de ser...olha os quilos a mais. Mas quase sempre compro uma caixa de pastilhas. E, muitas vezes, uma revista de culinária, desta feita, trouxe comigo o livro Cozinha Tailandesa, do qual adaptei esta receita.

Estava aqui a pensar se não seria uma espécie de justiça poética ser “enganada” pelas estratégias que, como o profissional da área do marketing, tantas vezes utilizo...enfim, adiante...

Notas: 1. A receita parece-me mais de inspiração tailandesa do que propriamente tradicional. 2. Para os que ficam em pânico com a palavra malagueta: se retirarem as sementes das malaguetas e omitirem o molho picante, este é um prato até meio adoçicado. 3. A fotografia não faz justiça ao prato... digo-vos já que não é fácil fotografar lulas!


Ingredientes:

600 g de lulas limpas e cortadas às rodelas
1 pimento vermelho
(sem sementes e cortado aos cubos)
1 limão (sumo)

30 g de creme de coco em barra
100 ml de iogurte grego
150 ml de água quente

Pasta de malaguetas e coentros:


2 colheres de sopa de óleo
1 colher de sopa de molho picante
(o que tiverem em casa)
1 cebola picada
2 malaguetas (limpas de sementes)*
1 pedaço de gengibre com cerca de 2,5 cm
(picado/ralado)
½ ramo de coentros

½ colher de sopa de coentros em pó
½ colher de sopa de cominhos em pó
1 colher de sopa de açúcar amarelo
1 colher de sopa de molho de peixe


*Atenção: quando abrirem e limparem as malaguetas/pimentas, utilizem luvas.

Na picadora, triturar todos os ingredientes indicados para a pasta. Deitar esta pasta num wok, deixar libertar os aromas, salteando-a por 3 ou 4 minutos. Adicionar os pimentos e cozinhar uns 2 minutos. Verter o iogurte, deixar levantar fervura, e juntar as lulas cortadas às rodelas. 2 ou 3 minutos depois, juntar o sumo de limão, o coco e a água. Rectificar o sabor (e sal), juntando molho de peixe. Deixar as lulas cozinhar. Servir com arroz basmati ou jasmim.

29/10/08

Sopa de feijão e funcho

Até parece caldo verde... mas é uma sopa típica açoriana. Fi-la para satisfazer dois pedidos: o da minha mãe (fonte da presente receita), que gostaria que eu publicasse aqui mais pratos açorianos, e o da I., uma amiga que provou e aprovou esta sopinha numa das viagens aos Açores. Como vêem aceito pedidos, têm algum?



Ingredientes:
400 g de feijão branco
1 pedaço de toucinho
(usei 2 fatias de toucinho fumado, vulgo bacon)
1 folha de louro
1 pau canela
1 cebola
2 dentes de alho
Rama de funcho
Sal q.b.
Água q.b.

Demolhar o feijão cerca de 12 horas. Cozer o feijão em água, com louro, cebola, alho, canela, bacon e sal (se usarem a panela de pressão, quando o vapor começar a sair contem apenas 5 minutos). Retirar o bacon , o pau de canela e a folha de louro. Triturar o feijão, a cebola e o alho, com a água da cozedura. Adicionar água quente, até a sopa ficar com a consistência desejada. Juntar a rama de funcho picada. Levar a sopa ao lume até levantar fervura. Servir.

02/07/08

Sopa de peixe


Esta é uma sugestão para aproveitamento de caldo de peixe e de restos de peixe cozido. Tentei reproduzir uma receita da minha avó materna, que muito me lembra os tempos de infância, e que não me sai da cabeça desde que a Elvira publicou esta muito similar.

Ingredientes:

1 cebola
3 batatas médias
1 curgete/aboborinha
(a minha avó usava só batata,
mas a curgete também serve para engrossar a sopa,
com a vantagem de ser pouco calórica)
4 colheres de sopa de arroz
2 tomates pelados
1 posta de peixe cozido
1 litro de caldo de peixe (aproximadamente)

Cozer os legumes no caldo de peixe e triturá-los. Verificar os temperos e, se necessário deitar sal e pimenta. Deitar o arroz e deixá-lo cozer. Por fim, juntar o peixe desfiado e um fio de azeite. Servir.

Caldo de peixe

Normalmente cozo o peixe num caldo aromatizado com ervas e vegetais que seria um desperdício deitar fora. Este caldo, depois de coado, poderá ser utilizado em sopa ou conservado no congelador para utilizar noutros cozinhados com peixe, marisco ou moluscos, como por exemplo: risoto/arroz, massada, molho para lasanha (em vez de bechamel, que é feito com leite, façam um molho branco com o caldo do peixe, ou façam metade leite/metade caldo de peixe).

Eis os ingredientes que utilizo neste caldo, além do peixe e da água: alho francês (numa perspectiva de reciclagem, é boa ideia usar as partes mais verdes, que costumamos descartar noutras receitas), cenoura, cebola, alho, louro, um raminho de cheiros (com as ervas frescas que tiver disponíveis: salsa, coentros, hortelã, manjericão, etc.), 1 cálice de vinho branco, azeite, massa de malagueta (um pouco de piripiri ou um molho picante a gosto), grãos de pimenta, sal. Se tiverem aipo em casa, usem-no também.

O caldo fica mais saboroso se nele colocarem também a cabeça do peixe. Caso não apreciem este pitéu (é a parte que mais gosto), depois de cozida, limpem-na de peles e espinhas e utilizem-na, por exemplo nesta ou nesta receitas de sopa de peixe.