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07/01/11

Torta de Nozes da Fernanda (breve regresso à infância)

torta de noz


Esta receita é de uma amiga da minha mãe, a Maria Fernanda, uma doceira de mão cheia. Em tempos, teve um pequeno café que vendia doces conventuais da região de Coimbra, pastéis de Tentúgal, pastéis de Santa Clara, queijadas de amêndoa. Era tudo feito artesanalmente, até o queijo fresco para as queijadas. Talvez por isso muitos viajantes fizessem questão de fazer um desvio para parar naquele verdadeiro paraíso à beira da estrada.

Esse local faz parte das minhas memórias de infância... A bancada de mármore onde a massa dos pastéis de Tentúgal era estendida até ficar com a espessura de papel vegetal (nunca comi outros iguais); o cheiro das queijadas acabadinhas de sair do forno; o prazer de trincar a fina massa dos pastéis de Santa Clara e saborear o delicioso recheio de doce de ovos e de amêndoa – os últimos que comprei, numa pastelaria no centro de Coimbra, eram tão grossos que nunca mais fui capaz de repetir a experiência (já lá vão mais de 15 anos); as brincadeiras com o Nando e a Cristininha, com quem jogava pingue-pongue e inventava histórias com soldadinhos, animais em miniatura e comboios eléctricos.

Ingredientes:


250 g miolo de nozes
250 g açúcar
2 colheres de chá de farinha
(não é engano: são mesmo 2 colheres de chá ;-))
1 colher de chá de fermento
6 ovos


Picam-se as nozes no robô de cozinha. Mistura-se a farinha com o fermento e envolvem-se as nozes moídas. Batem-se bem as gemas com o açúcar (é preciso energia!) e adiciona-se a mistura das nozes com a farinha e o fermento (fica uma massa consistente). Batem-se as claras em castelo bem firme e envolvem-se, aos poucos, com a massa.

A melhor forma de assegurar que a torta não se parte após a cozedura, quando for enrolada, é usar papel vegetal. Num tabuleiro, colocar uma folha de papel vegetal, untar com manteiga e farinha, ou com spray desmoldante (usei spray). Verter a massa e levar ao forno, previamente aquecido (10 minutos) entre 180 a 200 graus deixando cozer entre 10 a 15 minutos.

Pegando nas pontas do papel vegetal, vai-se enrolando a torta, ainda quente e deixa arrefecer completamente antes de servir.




18/06/10

Uma sobremesa para comemorar o 3.º ano

Foi há três anos que abracei este projecto, sem fazer a mais pálida ideia do que me poderia trazer. O que começou por ser um caderno de receitas para partilhar com amigos acabou por se tornar palco de experiências, de troca de saberes, de evolução pessoal, de encontros, de amizades, de inúmeras peripécias... E pasmem: até há pessoas que não conheço que aqui vêm com regularidade ler as minhas receitas... e que gostam! Agradeço o incentivo de tod@s que por aqui passam e asseguro-vos: este projecto é para continuar!



Ora tomem lá uma sobremesa para comemorar! E não se esqueçam de participar no desafio de aniversário do Three Fat Ladies!



Tarte de iogurte e limão com gengibre
(adaptada da receita da Fer que já publiquei aqui)


Massa:
200 g de bolacha Maria
80 g de manteiga
Gotas de sumo de limão


Recheio:
1 pacote de gelatina em pó sem sabor (6 g)
5 iogurtes naturais gordos sem açúcar
(que devem ser drenados de um dia para outro para retirar o soro)
250 ml de natas frescas
½ chávena de açúcar
1 ½ colher de chá gengibre em pó (esta quantidade depende do gosto de cada um)
Sumo e raspa de um limão


Triturar as bolachas e misturar com a manteiga derretida (deite umas gotas de sumo de limão para ajudar a agregar a massa e dar sabor). Forrar uma forma de tarte com esta massa. Misturar a gelatina em 2 colheres de sopa de água, levando ao microondas uns segundos para que derreta. Combinar a gelatina com 2 colheres de sopa de sumo de limão. Numa tigela, misturar o iogurte, o açúcar e a raspa de limão. Depois, juntar as natas batidas e, por fim, a gelatina. Misturar bem e levar ao frigorífico. Verter o recheio na tarteira, decorar com raspa de limão e levar ao frigorífico pelo menos 1 hora antes de servir.

19/04/10

Uma promessa cumprida: torta de chocolate com curd de maracujá



Numa tentativa de contrariar a minha comprovada dificuldade para enrolar tortas, aqui há tempos prometi à Moira que faria uma torta deliciosa que ela publicou no Tertúlia de Sabores. E como o prometido é devido: eis a torta! Ficou linda e consegui enrolá-la sem dificuldade... A minha amiga Carina é testemunha! E, se esta torta foi um êxito no jantar de amigos da Moira, lá em casa, num almoço de amigas, também recolheu aplausos. Obrigada à Moira pelo incentivo!


Apresento aqui a receita numa versão um pouco diferente da original, pois substitui o creme de limão do recheio por curd de maracujá e, para enfeitar, em vez de amêndoas, polvilhei com coco ralado.

Curd de maracujá:
(esta dose dá para rechear a torta e ainda sobra)
3 ovos
75 g de manteiga
200 ml de polpa de maracujá
100 g de açúcar

Antes de fazer a torta preparar o curd, pois convém que esteja frio quando chegar a hora de rechear a torta. Partir os ovos, retirando a película que envolve a gema e a cicatrícula (aquelas “coisitas brancas” que estão agarradas à gema). Bater bem os ovos (uso a varinha mágica), pois se a mistura não se apresentar homogénea, o creme ficará cheio de desagradáveis pedacinhos de clara cozida. Reservar. Numa caçarola, juntar o açúcar, a manteiga e a polpa de maracujá. Levar ao lume (brando) até derreter a manteiga e dissolver o açúcar. Apagar o lume, deixar arrefecer uns 5 minutos. Fora do lume, juntar esta mistura aos ovos batidos, a pouco e pouco e mexendo sempre. Levar o curd novamente ao lume (brando), mexendo sempre, até que espesse, sem deixar ferver.


Ingredientes torta:

Manteiga para untar (usei spray desmoldante)
4 ovos
100 g de açúcar
2 colheres de sopa de água
50 g de farinha
30 g de chocolate em pó
1 colher de chá de fermento em pó
Açúcar em pó
Coco para polvilhar

Molho de chocolate:

100 g de chocolate
1 dl de natas

Ligar o forno a 180 °C. Pincelar um tabuleiro (usei um de 30x35 cm, mas a Moira uso o tabuleiro do forno que deve ser maior) com manteiga derretida ou usar spray desmoldante. Forrar o tabuleiro com papel vegetal e voltar a untar o papel. Bater os ovos com a batedeira, adicionando o açúcar até obter um creme fofo e esbranquiçado. Sem parar de bater, adicionar a água a ferver. Juntar a farinha peneirada com o chocolate e o fermento em pó e envolver delicadamente no creme. Deitar o preparado no tabuleiro, alisar a superfície e levar ao forno entre 10 a 15 minutos.



Desenformar o bolo sobre uma folha de papel vegetal polvilhada com açúcar em pó, retirar a folha de papel que usou para forrar o tabuleiro, e cobrir com o mesmo tabuleiro até a massa estar completamente fria. Esclareceu-me a Moira no seu comentário que o objectivo deste processo é manter a torta húmida, caso contrário secaria e seria difícil de enrolar.

Barrar a superfície da torta com o curd de maracujá, enrolar com a ajuda do papel e colocar sobre uma torteira. Atenção que não usei o curd todo no recheio, depois levei-o para a mesa para quem quisesse verter um pouco sobre a fatia de torta.


Partir o chocolate em pedaços para uma tigela, juntar as natas e levar ao microondas para derreter. Mexer com uma vara de arames até a mistura estar uniforme. Deixar arrefecer um pouco. Verter o chocolate sobre a torta e polvilhar com coco ralado.

23/10/09

Tarte de abóbora


Era uma das tartes que mais desejava fazer, mas sempre que compro abóbora – diga-se de passagem, muitas vezes - ela é usada invariavelmente em pratos salgados (sopas, risotto, assados)... Fiquei feliz por ter acertado em cheio logo à primeira. O recheio ficou exactamente como eu queria: aromático, cremoso e doce q.b.. Parti da receita do livro The Hummingbird Bakery Cookbook, mas fiz algumas alterações: em vez de cozinhar a abóbora a vapor, optei por assá-la no forno; usei amido de milho (maizena) em vez de farinha de trigo; aumentei a dose de gengibre e, em vez de cravinho, usei noz-moscada.

Pode usar massa quebrada de compra, fazer a sua massa preferida ou seguir esta receita (para uma forma de tarte de 23 cm diâmetro). 


Atenção: antes de fazer a massa, é melhor assar a abóbora.

Massa:

260 g de farinha
½ colher de chá de sal fino
110 g de manteiga com sal
 (se usar manteiga com sal, omita o sal fino)
Água fria q.b.

No robô de cozinha, misturar em baixa velocidade, a farinha, a manteiga aos cubos e o sal, até obter uma massa areada. Juntar 1 colher de sopa de água. Misturar. Juntar mais uma colher de sopa de água e bater até obter uma massa lisa. Caso ache a massa demasiado seca pode juntar mais uma colher de sopa de água, mas atenção para não exagerar (é mais seguro ligar o robô na velocidade máxima para que os ingredientes ficarem bem misturados do que juntar mais água).

Embrulhar a massa em película aderente e deixar descansar 1 hora. Entretanto, aproveitar para fazer o recheio da tarte.

Estender a massa numa superfície enfarinhada. Colocá-la numa tarteira previamente untada. Aparar as bordas com uma faca afiada. Cobrir a tarte com papel vegetal e por cima colocar feijão ou grão seco para fazer peso (uso umas bolinhas de cerâmicas).   Levar ao forno pré-aquecido a 170 graus durante 10 minutos. Retirar o papel vegetal e os pesos, levar mais 10 minutos ao forno (não deixar que a massa doure).

Recheio:

400/425 g de polpa de abóbora assada
 (para isso precisei de cerca de 800 g de abóbora, 
pesada com casca)
1 ovo
235 ml de leite evaporado
1 colher de sopa de amido de milho
1 colher de chá de canela
½ colher de chá de gengibre em pó
1 pitada de noz-moscada
1 pitada de sal

Assar a abóbora no forno num pirex untado com manteiga (deixar a casca da abóbora para proteger a polpa). Costumo assá-la a 200 graus, sendo que o tempo depende da forma como cortamos a abóbora (quanto mais finas as fatias, menos tempo leva). Neste caso, usei uma metade de uma abóbora e levou mais de 1 hora a assar. 


Deixar arrefecer e retirar a polpa da abóbora. Numa tigela colocar todos os ingredientes e misturar com a varinha mágica (mixer) até obter uma massa homogénea. Verter o recheio sobre a massa. Levar ao forno por 40 minuto, até o recheio estar firme. Comer assim simples ou servir com gelado de baunilha, ou natas batidas. 

25/09/09

Tarte de morangos & iogurte (o fino da bossa) da Fer


Na segunda-feira, vi esta receita no Chucrute com Salsicha e fiquei tão entusiasmada com as palavras da Fer que não aguentei enquanto não experimentei. É raríssimo fazer doces durante a semana laboral – quando faço é ao fim-de-semana – mas perante a promessa de rapidez não hesitei. Além disso, sou fã de tartes, sobretudo frescas. Como diz a Fer, esta sobremesa é “o fino da bossa” (Fer, mas o que é que você faz que não seja o fino da bossa?)! A minha foto não faz justiça à tarte, pois foi tirada à noite... mas a da Fer está linda.


Massa:

200 g de bolachas digestivas
4 colheres de sopa de manteiga



Recheio:

1 pacote de gelatina em pó sem sabor (6 g)
2 chávenas de iogurte grego ou iogurte gordo drenado
(deixei a escorrer de um dia para o outro
5 iogurtes naturais sem açúcar,
para lhes retirar o soro )
1 chávena de natas frescas (250 ml)
½ chávena de açúcar
1 colher de chá de extracto de baunilha
2 chávenas de morangos
(arranjados e cortados em cubinhos)


Triturar as bolachas e misturar com 4 colheres de sopa de manteiga derretida (quando acho que a massa está ainda muito desagregada, deito mais um pouco de manteiga ou uns pinguinhos de água). Forrar uma forma de tarte com esta massa.

Numa caçarola pequena, colocar 4 colheres de sopa de água e a gelatina em pó. Deixar repousar 5 minutos e depois aquecer em lume brando, mexendo sempre até que a gelatina se dissolva. Numa tigela pequena, misturar a gelatina e ¼ das natas (ou 50 ml, se usar outra unidade de medida). Noutra tigela, misturar o iogurte, o açúcar e a baunilha. Junte a mistura de iogurte à de gelatina. Misturar bem e levar ao frigorífico 5 minutos.

Entretanto, bater as natas até formarem picos. Envolva este chantilly com a mistura de iogurte e adicione uma parte dos morangos picados, reservando alguns para enfeitar a tarte. Verter o recheio na tarteira, decorar com morangos e levar ao frigorífico 30 minutos.

30/03/09

Tarte de coco e maracujá (mais fácil é impossível!)

Desde miúda que tenho uma verdadeira paixão pelo maracujá (será pelas suas características arrebatadoras que, em inglês, é chamado de passionfruit?). Lembro-me de bebericar sumo natural de maracujá no terraço da minha tia – onde, em vez da habitual latada de uva, eram os maracujazeiros que refrescavam as nossas tardes estivais, dando-nos sombra (e bebida).

Talvez por causa destas memórias de infância, logo que vi esta receita, em que o maracujá era apenas adereço, dei-lhe o estatuto de personagem principal… ou quase, já que o protagonista é, na verdade, o coco.

Uma tarte, sem massa, que conquistou todos os comensais… Facílima de fazer… o difícil é mesmo resistir-lhe!


Ingredientes:


4 ovos
225g (1 chávena) de açúcar
100 g de manteiga sem sal, amolecida.
60 g de amêndoas moídas
1 chávena de coco
250 ml (1 chávena) de sumo ou polpa de maracujá*
(sem grainhas)
250 ml (1 chávena) leite de coco
(caso queriam uma sobremesa menos calórica, substituam por leite)
½ chávena de farinha, peneirada


Aquecer o forno a 180°C. Num robô de cozinha, juntar os ovos, a manteiga, a amêndoa, o coco, o sumo de maracujá, o leite de coco e a farinha, misturando bem. Colocar numa tarteira com 26 cm de diâmetro (sem fundo amovível, caso contrário adeus sobremesa…), previamente untada com manteiga. Levar ao forno durante 1 hora, até ficar dourada. Deixar arrefecer e colocar no frigorífico cerca de 1 hora. Servir às fatias, enfeitadas com polpa de maracujá… podem servir com natas, mas acho que será um exagero de calorias.

15/09/08

Tarte de figos e amêndoa

Depois de uma tarte de figo bem estival, aqui segue uma de características outonais... tenho deficuldade em decidir qual delas é a melhor...é uma boa ideia experimentarem as duas. O recheio desta tarte tem um sabor delicado a amêndoas e conjuga-se na perfeição com os figos. A massa demora um pouco a finalizar, já que tem várias idas ao frigorífico, mas é fácil de fazer...vale e pena a espera: o resultado é fantástico. Segui à risca a receita do blogue 64 ft sq Kitchen, quanto à preparação da massa, mas fiz pequenas alterações no recheio (somente quantidades).

Massa:

1 ¼ chávenas de farinha sem fermento
½ chávena de icing sugar
(açúcar em pó com uma percentagem de amido de milho)
¼ colher de sal
½ chávena de manteiga sem sal fria (aprox.110g)
2 gemas
1 colher sopa de natas

Recheio:

Figos q.b.
125 g de amêndoas moídas (pó fino)
⅓ chávena de açúcar
1 colher de sopa de farinha sem fermento
75 g de manteiga sem sal cortada aos cubos
(à temperatura ambiente)
2 ovos

No robô de cozinha, misturar em velocidade baixa, a farinha, o açúcar e o sal. Juntar a manteiga cortada aos cubos e misturar em velocidade baixa durante 20 segundos, até a massa ficar granulada. Com um garfo, bater ligeiramente as gemas e juntar as natas. Verter esta mistura no robô e bater até a massa ficar homogénea. Formar um disco de 15 cm com a massa, envolvê-la em película aderente. Vai ao frigorífico de um dia para o outro ou, no mínimo, 45 minutos.
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Estender a massa. Colocá-la numa tarteira de fundo amovível com 24 cm de diâmetro (usei uma de 22), previamente untada. Levar ao congelador 20 minutos. Retirar do congelador, cobrir a massa com papel de alumínio e encher com grão seco ou feijões. Levar ao forno a 200 graus, durante 15 minutos, ou até a massa estar seca. Retirar do forno, caso o papel de alumúnio esteja colado à massa (massa ainda húmida), levar mais 2 minutos ao forno e assim sucessivamente até a massa estar seca e o papel sair facilmente (não precisei de seguir este processo, pois ao cabo de 15 minutos a massa estava “no ponto”). Baixar o forno para 180 graus. Retirar o papel de alumínio e os pesos e levar ao forno mais 5 minutos.

Entretanto, preparar o recheio. No robô de cozinha, primeiro, misturar as amêndoas com o açúcar, depois juntar a farinha, a manteiga e os ovos e processar tudo. Espalhar o recheio na tarteira e colocar os figos, cortados em metades ou às rodelas. Cortei às rodelas (7 figos), mas depois achei que ficaria melhor se tivesse seguido a receita original, pois saberia mais a figo: usar 10 figos, cortados em metades e dispostos em dois círculos.

Levar ao forno entre 30 a 35 minutos (cozinhei 30 minutos em forno normal e 5 minutos no grill para dourar e sobretudo caramelizar um pouco os figos). Deixar arrefecer até retirar da tarteira.

10/09/08

Tarte de figos e mascarpone com massa de farinha de milho e lavanda


A braços com a anual superabundância de figos em minha casa, declaro oficialmente aberta neste blogue a temporada do figo! A mrs pickles já a tinha pré-anunciado, com o cabeçalho de alusão a esta deliciosa fruta, mas só hoje é que publico a 1.ª de meia dúzia de receitas com a dita.

Esta tarte estival de figos foi adaptada daqui. Não fiz a calda de geleia e mel para pincelar os figos, por achar que ficaria demasiado doce. No entanto, se usarem outra fruta (sei que o figo tem tantos apaixonados, quanto detractores), por exemplo morangos, a calda poderá será uma boa opção.

Massa:

1 ½ chávena de farinha sem fermento
½ chávena farinha de milho
(usei fina, pois não encontrei o tipo de farinha solicitado na receita original)
1 colher de sopa de açúcar
¼ colher de chá de sal
½ chávena de manteiga sem sal, cortada aos cubos (cerca de 115 g)
1 colher de chá de lavanda
(ou 1 ½ colher de sopa de alecrim fresco, conforme receita original)
4 a 5 colheres de sopa de água gelada

Recheio:

Figos q.b.
(de acordo com o vosso paladar, criatividade e quantidade de fruta de que dispõem)
⅓ chávena de sourcream/natas azedas
(usei 1 embalagem de 150 g, pois achei o mascarpone demasiado espesso)
1 chávena de mascarpone (cerca de 225 g)
¼ chávena de açúcar
1 ½ colher de chá de raspa de limão

No robô de cozinha, misturar as duas farinhas, o açúcar e o sal. Juntar a manteiga e a lavanda até a mistura ficar granulada. Verter 4 colheres de sopa de água gelada e misturar até que fique incorporada na massa. Apertar um pedaço de massa entre a mão e, se não se mantiver agregada, adicionar mais ½ colher de sopa de água. Misturar. Caso a massa ainda não tenha a consistência desejada, juntar mais ½ colher de sopa de água.

Colocar a massa numa tarteira (cerca de 25 cm de diâmetro), pressionando com os dedos até que ela se adapte ao formato da tarteira. Com a parte de trás de uma colher de sopa enfarinhada, calcar a massa para que ela adquira a espessura desejada. Aparar o excesso de massa do rebordo da tarteira. Levar ao frigorífico 30 minutos. A seguir, vai ao forno pré-aquecido a 200 graus, entre 25 a 30 minutos.

Para o recheio, é só misturar bem todos os ingredientes numa tigela. Colocar o recheio na tarteira somente quando a massa estiver totalmente fria e dispor os figos a gosto (rodelas separadas, rodelas sobrepostas, metades...).

Nota: esta tarte fica bem melhor quando feita com antecedência. Por isso, 1 dia antes de servir, façam a massa (guardem-na num local fresco) e o recheio (reservem no frigorífico). Montem a tarte 1 ou 2 horas antes de servir e guardem no frigorífico (a massa, como foi feita com farinha mais fina do que a aconselhada na receita original tem alguma tendência para quebrar e uma ida ao frigorífico vai ajudá-la a estabilizar).

28/08/08

Tarte Gelada com malteasers – o meu bolo dos 30 anos!

Este ano completei 30 Primaveras e, para não variar, o bolo de aniversário foi feito por mim, pois é uma das minhas áreas preferidas: BOLOS! Como tenho a sorte de fazer anos em pleno Agosto, nem todos os bolos são apetecíveis, pelo que optei por uma tarte gelada que vos posso assegurar é DELICIOSA!
Aqui temos uma combinação perfeita: base de bolacha de chocolate + recheio de chocolate + creme de leite condensado (tipo baba de camelo) … Não digo mais, só experimentando… Uma receita saída do meu livro de receitas das férias: revista Saberes e Sabores nº 173 – Julho de 2008.

Ingredientes:
300 g de bolachas com pepitas de chocolate
60 g + 60 g de margarina
300 g de chocolate com > 50% de cacau (a maioria dos chocolates de culinária estão abaixo dos 40%)
40 g de açúcar
1,5 dl de natas
4 ovos
3 folhas de gelatina
água
1 lata de leite condensado cozido
50 g de malteasers brancos
50 g de malteasers pretos (eu só tinha pretos)

Colocar as bolachas com a margarina no robot de cozinha e misturar até ter o aspecto de areia grossa. Espalhar sobre o fundo de uma forma de mola com cerca 24 cm de diâmetro e calcar com a palma da mão para unir.
Numa taça de vidro, partir o chocolate, juntar a margarina e as natas. Levar ao microondas durante 1 minuto na potência máxima. Retirar e mexer bem com uma vara de arames até derreter completamente o chocolate. Ir juntando as gemas a este preparado mexendo sempre bem com a vara de arames. Reservar as claras noutra taça.
Espalhar este creme de chocolate sobre a base de bolacha e levar ao congelador.
Colocar as folhas de gelatina de molho em água fria.
Bater as claras em castelo. Deitar o leite condensado numa taça. Deitar fora a água da gelatina e levar a mesma ao microondas durante 10 segundos. Adicionar a gelatina derretida ao leite condensado, misturar com a vara de arames e juntar as claras em castelo.
Espalhar alguns malteasers sobre a tarte e cobrir com o preparado do leite condensado. Levar ao congelador ou ao frigorífico para solidificar. Na altura de servir coloque os restantes malteasers e já está! É uma pequena bomba calórica, mas vale a pena… afinal, festa é festa…


19/05/08

Tarte de brigadeiro com nougat de amêndoa

Quando vi a capa da revista Saberes & Sabores deste mês não resisti… O tema principal são 8 receitas de chocolate… Não contente com o pecado da Gula, fui escolher a receita que consegue ter mais chocolate do que as outras todas juntas… uma tarte com base de chocolate e recheio de chocolate… para disfarçar colocam-se umas amêndoas no topo, pois de outra forma pode parecer “um pouco enjoativo”!
Pois esta receita é muito rápida de fazer, apesar de todo o chocolate não é enjoativa (não podem comer 5 fatias seguidas… também ninguém aguenta…) e é uma sobremesa requintada – para mim vai ser uma das receitas a repetir – não sei se é notório, mas fiquei fã!



Para a Base:
300 g de bolachas de chocolate com pepitas de chocolate
50 g de margarina
2 a 3 colheres de licor de laranja (usei vinho do Porto)

Para o Recheio:
3 folhas de gelatina
Água
1 lata de leite condensado
30 g de cacau em pó
40 g de margarina
2 ovos

Para o Nougat de Amêndoa:
70 g de açúcar
25 g de margarina
70 g de amêndoa grosseiramente picada


Triturar as bolachas no robô de cozinha e juntar a margarina aos cubos e o licor. Voltar a triturar. Deitar o preparado numa forma de tarte (se for para desenformar aconselho uma forma de fundo amovível, pois a base fica bastante compacta) e espalhar com a palma das mãos até distribuir as bolachas uniformemente pelo fundo e pelos lados.

Colocar a gelatina de molho em água fria. Deitar o leite condensado num tacho, juntar o cacau em pó e a margarina em cubos. Ir mexendo sempre com uma vara de arames, até o creme estar uniforme e fazer uma estrada no fundo.
Partir os ovos, separando as gemas das claras. Retirar o creme do lume e mexer um a um, para não talhar, com a vara de arames. Adicionar a gelatina (dissolvi no micro-ondas durante 1 minuto) e mexer bem. Bater as claras em castelo e adicionar ao creme.
Colocar o creme na base da tarde e levar ao frigorífico (como eu tinha pressa, coloquei 2 horas no congelador e ficou com uma consistência óptima).

Deitar o açúcar e a margarina numa frigideira antiaderente e deixar caramelizar. Juntar as amêndoas e mexer. Espalhar este preparado sobre uma folha de papel vegetal. Deixar arrefecer.
Colocar a placa de nougat em pedaços e voltar a picar no robô de cozinha, espalhar sobre a tarte que deve ser servida bem fria.

03/04/08

Tarte fria de limão

Esta receita foi retirada do livro cooking desserts, que eu trouxe da minha incursão a Londres e será a primeira de muitas receitas a experimentar. As receitas parecem-me deliciosas e não são complicadas de fazer e estão divididas pelas estações do ano, consoante os ingredientes principais de cada época. Fica aqui uma receita da Primavera e a promessa de mais!

Massa
185 g de farinha
60 g de açúcar
35 g de amêndoas
125 g de manteiga
1 gema

Colocar a farinha, o açúcar, a amêndoa (reduzida a pó) e a manteiga na batedeira até ligar todos os ingredientes. Amassar com as mãos até obter uma bola. Colocar no frigorífico a repousar 30 minutos.
Pré aquecer o forno a 180º e forrar a forma da tarde com a massa, cobrir com papel vegetal e colocar um pouco de feijão ou grão para o papel não levantar. Vai ao forno durante 10 minutos, retirar o papel vegetal e colocar novamente no forno cerca de 10/15 minutos, ou até a massa ficar “corada”. Retirar do forno, deixar arrefecer enquanto se prepara o recheio.


Recheio
1 ½ colher de sopa de raspa de limão
80 ml de sumo de limão
5 ovos
175 g de açúcar
300 ml de natas para bater

Juntar a raspa, sumo de limão, ovos, açúcar e natas numa taça e mexer até ligar. Colocar o recheio sobre a massa e vai ao forno cerca de 45-50 minutos a 140º. Servir bem fria e polvilhar com açúcar em pó.

23/01/08

Tarte de Iogurte com Frutos Silvestres

Esta é uma das minhas 20 sobremesas favoritas… é que doces é mesmo comigo, adoro fazê-los e ainda mais comê-los… A receita original, retirada d’ O Livro Doce da Nestlé, é feita com rodelas de ananás e framboesas para enfeitar mas segui a sugestão da minha amiga Pipoka (que é muito sofisticada) e passei a utilizar os frutos silvestres… pois se a tarte já era gulosa, agora garanto que fica irresistível!!! Para as nossas amigas que estão em férias de Verão é uma óptima sugestão a experimentar...

Ingredientes (massa):
2 colheres de sopa de leite condensado
225 g de farinha
1 gema
30 g de açúcar
1 pitada de sal
100 g de margarina

Amassa-se a farinha com a gema, o sal, o açúcar, o leite condensado e a margarina cortada aos pedaços. Tapa-se e coloca-se no frigorífico a repousar durante 1 hora. Aquece-se o forno a 200º, unta-se a forma com margarina e forra-se com a massa previamente estendida com o rolo. Vai ao forno durante 20 minutos. Deixa-se arrefecer e começa-se a preparar o recheio.


Ingredientes (recheio):
Resto do leite condensado (embalagem de 250 g)
2 iogurtes naturais
2 colheres de sopa de sumo de limão
Raspa de ½ limão
5 folhas de gelatina incolor
2 dl de natas
6 colheres de sopa de água (para dissolver as folhas de gelatina)

Demolha-se as folhas de gelatina. Mistura-se aos iogurtes o leite condensado, a raspa e sumo de limão. Aquece-se a água e dissolvem-se as folhas de gelatina, junta-se à mistura do iogurte e mexe-se muito bem. Coloca-se no frigorífico para solidificar um pouco. Bate-se as natas que se misturam ao preparado que esteve no frigorífico. Coloca-se o recheio na base da tarte arrefecida e volta-se a colocar no frigorífico.

Quando a tarte estiver solidificada (pelo menos 3 a 4 horas) prepara-se a cobertura com os frutos silvestres (a quantidade é a gosto), cerca de 250 g com 5 colheres de açúcar. Coloca-se os frutos silvestres com o açúcar numa panela, até dissolver o açúcar e ganhar sabor (não deixar ferver o preparado para não desfazer os frutos). Após arrefecer, dispõe-se este preparado sobre a tarte e já está!!!


12/12/07

Torta de Cenoura

Quero dedicar esta receita, que a minha mãe me passou, à minha amiga Pipoka que, embora estando a passar por um momento difícil, não recusaria um belo doce para animar…

Ingredientes:
500 gr de cenoura
4 ovos
450 gr de açúcar
4 colheres de sopa de farinha
Açúcar e canela para polvilhar

Descascar as cenouras e cozer numa panela com água. Após cozidas, reduz-se a puré no passe-vite. Bate-se as 4 gemas com o açúcar até fazer um creme esbranquiçado e junta-se o puré da cenoura. Bate-se as claras em castelo que são envolvidas delicadamente ao preparado anterior e por fim, junta-se a farinha.
Unta-se com margarina um tabuleiro de tortas, forra-se com papel vegetal e volta-se a untar com margarina e depois polvilha-se com farinha. A torta fica cerca de 10 a 15 minutos em forno bem quente, até estar cozida (atenção para não ficar muito seca, pois torna-se difícil a tarefa de enrolar…).
Estende-se um pano lavado e borrifa-se com água e polvilha-se com açúcar e canela. Após a torta estar cozida e, enquanto ainda quente, coloca-se sobre o pano (polvilha-se com açúcar e canela a parte que fica voltada para cima) e com a ajuda do pano enrola-se a torta, apertando bem para unir.
A torta deve ficar “húmida” e servir-se fria.

19/07/07

Tarte de maçã (rápida e boa!)


Ingredientes:
1 base de massa folhada
1 colher de chá de farinha
150gr de açúcar
2,5dl de leite
2 ovos inteiros
½ kg de maçã reineta (preferencial)

A origem desta deliciosa receita era uma tarte de pêras das Fichas de Culinária do Chefe Silva (do tempo da minha mãe...). Tenho feito algumas alterações e acho que os resultados têm sido bons (que digam os meus quilinhos a mais na balança...).
Vamos então ver como tudo funciona... Cortamos as maçãs em fatias e deixamos repousar, num recipiente, com açúcar e canela para tomar o gosto, enquanto vamos avançando na receita...
Numa tigela, colocamos a farinha e o açúcar e vamos juntando os ovos um a um, batendo com uma colher de pau até termos uma mistura homogénea, por fim juntamos o leite.
Colocamos a base de massa numa forma para tartes, colocamos a maçã e cobrimos com o preparado líquido.
Esta tarte demora pelo menos 40 minutos no forno (dica: se estiver a ficar muito corada e o recheio ainda não estiver cozido, cobrimos com uma folha de papel prata para não queimar).
Os resultados são estes... vejam as fotos e experimentem para comprovar!!!
Hum... Aceito comentários às vossas experiências!!! A receita original tinha como base massa quebrada, mas a massa folhada dá a esta tarte um “cheirinho” a pastel de nata que não fica nada mau (acho eu...).

RECEITA FEITA POR FARÓFIA