Mostrar mensagens com a etiqueta enchidos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta enchidos. Mostrar todas as mensagens

21/01/11

Lombo assado recheado com morcela e puré de castanhas

lombo recheado com morcela e puré de castanhas


Apesar de achar que até me safo bem na cozinha, existem pratos que tenho receio de fazer. Sou uma cozinheira um tudo ou nada impaciente, característica que me atrapalha quando o cozinhado exige alguma perícia e calma. Daí que enrolar tortas, rechear carne, confeccionar leite-creme ou arroz doce, decorar bolos ou bolachas, fazer pão são tarefas que algumas vezes resultaram – ou resultam – em desastre. A minha relação com o fracasso não é nada pacífica, mas estou cada vez mais convencida de que a experiência (e o erro) é fundamental para ultrapassar barreiras.


De qualquer forma, enquanto vamos testando as nossas capacidades e enfrentando as dificuldades, podemos munir-nos de utensílios que facilitem certas empreitadas, recolher informação sobre as técnicas e ver como se aplicam – o youtube e os sítios de culinária com vídeos são excelentes aliados. Toda esta conversa vem a propósito de um lombo recheado... Estava apreensiva em fazê-lo (enrolar e atar, sobretudo), mas, no fim-de-semana, deitei mãos à obra. O rolo ficou catita e queria partilhar convosco a receita, bem como os vídeos que me ajudaram a ter êxito e a executar a empreitada com rapidez:

Vídeo com isntruções para cortar a carne para rechear.
Vídeo com instruções para a rechear, enrolar e atar.

Outra dica. A maioria das cozinheiras e cozinheiros amadores, como eu, testa a cozedura da carne a “olhómetro”. Muitas vezes compramos tantas (in)utilidades para a cozinha e esquecemos o fundamental: um termómetro para medir o grau de cozedura da carne. Com este objecto, que custa entre € 5 a €12, ganhamos em segurança (sabemos quando a carne atingiu a temperatura em que as bactérias foram eliminadas) e em sabor (garantimos que fica no ponto ideal de suculência).



Ingredientes:

1,5 kg de lombo de porco
250 g castanhas
150 g de morcela
(não aumente a quantidade de morcela, caso contrário irá sobrepor-se ao sabor da castanha)
1 cebola
5 dentes de alho esmagados
2 dl de vinho branco
2 colher de chá de massa de malagueta
(se quiser use massa de pimentão, mas aumente a quantidade para 2 colheres de sopa)
5 ou 6 hastes de alecrim
Sal
Água q.b.s
Não pus o lombo a marinar, pois não queria que o sabor dos temperos se sobrepusesse ao do recheio. Caso queiram marinar a carne, é usar os temperos que aqui apresento ou outros da vossa preferência.

Recheio: cozer as castanhas em 2 dl de água (não é preciso sal, pois a seguir vamos juntá-las à morcela que já tem tempero suficiente). Esmagar as castanhas com um pouco da água. O objectivo é fazer um puré que não fique demasiado espesso, mas no qual se sintam pedaços de castanhas. Retirar a tripa da morcela, desfazer o recheio e passá-lo por azeite. Misturar a morcela com o puré de castanhas.

Abra a carne de modo para que fique uma peça rectangular (como no primeiro vídeo acima mencionado). Se quiser saltar esta parte, peça no talho que lhe cortem a carne para rechear. Rechear com a pasta de puré de castanhas e morcela. Enrolar e prender com fio (como no segundo vídeo). Num tabuleiro de ir ao forno, fazer uma cama de cebola e juntar os alhos esmagados, o alecrim, o vinho e um pouco de água. Por cima, colocar o lombo. Barrar com a massa de malagueta (ou de pimentão) e com o sal grosso. Levar ao forno por 1h15/30 (quando a temperatura da carne atingir os 71 graus está pronto). Até a carne ganhar cor, manter o forno a 220 graus, depois baixar para os 200. Vigie o assado regularmente e vá regando a carne com os sucos da cozedura. Se for necessário, junte água para que o molho não seque.

Sugestões de acompanhamento: batatas assadas, puré de batata-doce, arroz árabe, esparregado ou grelos e nabiças salteados.

29/10/10

Fofos de Frango e de linguiça



Esta é uma receita fácil, muitíssimo versátil, ideal para “reciclar” restos de guisados, assados e de cozidos; fica bem com peixe, carne, aves ou vegetais e, muito importante, agrada a gregos e a troianos, miúdos e graúdos. Faz-me lembrar o que os brasileiros apelidam de tortas do liquidificador, neste caso em versão individual. Vi-a pela primeira vez no magnífico Sabores de Canela e, tive o privilégio, de provar estes fofos feitos pelas mãos sabedoras da Helena (prof Helena, obrigada pelas aulas privadas de fotografia...um dia chego lá!). A receita original é da Vóvó Né e encontra-se aqui.


Massa
250 gr de farinha
2 colheres de chá de fermento
1 colher de café de sal fino
25 g de manteiga
50 g. de azeite
250 g de leite
2 ovos


Recheio
(adaptei o recheio da Helena aos ingredientes que tinha em casa)


150 a 200 g frango limpo de peles e ossos (usei restos de frango assado)
100 g de alho francês
1/2 cebola
1 dente de alho
2 tomates (usei tomate pelado)
Azeite q.b.
1 dl de vinho branco
50 g de linguiça açoriana (pode usar chouriço ou bacon)
Salsa a gosto
Sal e pimenta q.b. (não usei, o frango assado e a linguiça já tinham conferido tempero suficiente)


Em azeite, alourar a cebola cortada em finas meias-luas, o alho francês fatiado, o alho e a linguiça aos pedaços. Juntar o tomate, o frango desfiado e o vinho. Deixar apurar. Temperar a gosto e juntar a salsa. No robô de cozinha, ou picadora, moer o recheio, tendo o cuidado de não triturar demasiado. Reserve. No robô de cozinha, ou com a varinha mágica, misturar todos os ingredientes da massa (fica uma massa fluida). Em forminhas de empadas ou de queques (usei de silicone) previamente untadas, deite uma camada de massa, depois uma camada de recheio e, por fim, outra camada de massa. Levar ao forno cerca de 20 minutos. Dá para 16 a 20 "bolinhos" (depende do tamanho das forminhas).


Nota: se sobrar recheio, use-o, por exemplo, numa omeleta.

08/09/10

Três entradas estivais (rápidas e saborosas)


No passado fim-de-semana, rumei a Évora para visitar uns queridos amigos que, tal como eu, se perdem por petiscos, e por dois dedos de conversa. Foram horas bem passadas, muita comidinha boa – eles cozinham muito bem e têm sempre ideias novas para partilhar comigo – , caipirinhas, cerveja e vinho para animar a festa, e amena cavaqueira. No sábado, jantámos umas codornizes recheadas, que tenho que replicar muito brevemente, pois estavam divinais. No domingo, brindaram-me com as melhores sardinhas de que tenho memória.


Deixo-vos aqui algumas das entradas que me foram oferecidas (e que adorei!). Frescas, fáceis de confeccionar e saborosas, óptimas para um dia quente de Verão, ideais para “abrir as hostilidades” de uma bela sardinhada.


Melancia com feta

As quantidades são q.b. Cortar a melancia em cubos, juntar com queijo feta esfarelado, polvilhar com pimenta preta e enfeitar com hortelã.



Azeitonas com queijo de cabra

Numa tigela, juntar as azeitonas e o queijo de cabra alentejano cortado aos cubos. Regar com uma dose muito generosa de azeite (preferencialmente de Moura). Temperar com orégãos.



Figos com presunto e queijo

Lavar e cortar os figos ao meio. Num palito, prender uma metade de figo, colocar um pedaço de presunto e uma fina fatia de queijo curado alentejano (aquele meio picante). Numa travessa, dispor os figos e regar com um fiozinho de azeite.

12/05/10

"Jantarinhos" de ovos de codorniz com presunto


Já há algum tempo que me apetecia fazer umas receitas com ovos de codorniz. Para meu gáudio, a minha querida amiga Suzana leu-me os pensamentos e ofereceu-me ovos de codorniz (lindos e caseiros). A primeira sugestão que aqui vos deixo é usá-los como petisco ou entrada. Quando eu era miúda, a minha avô paterna chamava "jantarinhos" aos petiscos feitos com pedacinhos de pão que comíamos ao lanche... Daí o nome.



Ingredientes


Ovos de codorniz
Presunto
Pão (adocicado tipo pão-de-leite ou brioche)
Maionese


Cozer os ovos de codornizes em água com sal durante 4 minutos. Passá-los por água fria e descascá-los. Reservar. Cortar as fatias de pão (finas), tirar a côdea e tostar o pão ligeiramente. Cortar o pão em quadrados. Barrar cada quadrado com um pouco de maionese, por cima colocar um pedacinho de presunto e, no topo, o ovo de codorniz. Prender com um palito (ou produto congénere). Fácil, não é?

01/04/09

4 por 6 - risoto de alheira, feijão encarnado e grelos


Embora desta feita inclua carne (em poucas quantidades), a presente refeição “4 por 6” não foge à minha ideia inicial de propostas mais ricas em legumes, vegetais e cereais. Para abrir as “hostilidades”, sugiro esta Sopa de Cenoura com Laranja e, para fechar, umas ameixas. Segue-se, então, o prato principal, que é nada mais do que a concretização das duas dicas de poupança que dou no final deste post.
d

Ingredientes:
1 alheira de caça (230 g)
1 chávena de feijão cozido (110 g aprox.)
1 ½ chávena de arroz (230 g aprox.9
½ molho de grelos
1 cebola
1 dl vinho branco
Caldo de legumes q.b. (usei 1 caldo biológico dissolvido em água)
Azeite q.b.
1 dl de natas


Lavar e escaldar os grelos (depois até pode usar essa água para o caldo do risoto). Tirar a casca à alheira, desfazê-la e passá-la por um pouco de azeite. Numa caçarola, refogar a cebola picada no azeite. Juntar o arroz, deixar dourar. Juntar o vinho e deixar evaporar. Começar a adicionar o caldo de legumes. O caldo deve estar sempre quente, juntando-se ao arroz a pouco e pouco, à medida que vai evaporando. Juntar os grelos e a alheira. Quanto faltarem uns 5 minutos para finalizar a cozedura do arroz (o risoto leva 18 minutos a cozer), juntar o feijão cozido. Finalizar o risoto com as natas. Verificar o sal e temperar com pimenta. Atenção que o risoto deve ficar cremoso.

Vamos às compras (e às contas): Os valores aqui apresentados foram retirados do site do Continente. Mais uma vez aconselho a compra de vegetais e legumes na mercearia do bairro, pois é mais económico.

Quanto ao arroz para risoto, o mais barato que conheço é mesmo o da marca Pingo Doce.



Dicas de poupança: a redução da carne, ou melhor, da proteína animal, é uma boa forma de poupar. Use a carne e o peixe como “condimento” e dê aos vegetais, cereais e legumes o seu merecido protagonismo.


É mais económico comprar leguminosas secas e depois cozê-las, do que comprá-las em lata. Ficam mais saborosas (tempera a seu gosto), mais saudáveis (sem conservantes, nem excesso de sódio) e muito, mas mesmo muito, mais baratas. 500 g de feijão seco vai resultar em cerca de 1250 kg de feijão cozido (a relação é de 1 para 2,5 ou 3). Na receita que aqui vos proponho, 100 g de feijão cozido custou 6 cêntimos. Não se esqueçam de que também é mais ecológico cozinhar o feijão (de preferência na panela de pressão, pois é mais rápido e gasta menos energia) do que comprar em lata.

16/11/08

Assado de salsichas, abóbora e castanhas

Uma combinação bem outonal, que me surpreendeu pela originalidade e pelo sabor (muito bom!). Até à data, desconhecia que, na cozinha inglesa, a conjugação salsichas (chipolatas)/ castanhas é muito usual. Este assado foi Inspirado numa receita da Olive de Dezembro de 2008.


Ingredientes:


½ cebola
350 g de salsichas frescas de aves ou porco
350 g de abóbora
(pesada sem casca)
200 g de castanhas
(pesadas sem casca/se usarem congeladas, deixem-nas descongelar)
1 raminho de sálvia
(o aroma desta erva é, quanto a mim, essencial nesta receita)
1 cálice de vinho branco (aprox.)
Azeite q.b.
Sal
Massa de malagueta ou 1 ou 2 malaguetas secas, cortadas grosseiramente
Água q.b.

Cortar a abóbora em cubos, as salsichas em pedaços, as castanhas ao meio e a cebola em finas meias luas. Num recipiente de ir ao forno, dispor estes ingredientes, mais as folhas de sálvia. Regar com o azeite e o vinho. Temperar com o sal e as malaguetas. Levar ao forno a assar cerca de 40 minutos. Ir regando com o molho que se vai formado e, se for caso disso, juntar um pouco de água (eu juntei).

08/10/08

Risoto de alho francês com farinheira

Andava há que tempos para fazer um risoto com farinheira, um dos meus enchidos favoritos. Mas não queria um sabor demasiado intenso, que se sobrepusesse ao do legume que elegi como protagonista deste prato: o alho francês. Para conseguir o equilíbrio desejado, decidi fazer duas coisas: adicionar a farinheira somente na hora de servir e, para me assegurar de que o sabor de alho francês seria bem perceptível, metade da quantidade deste vegetal foi acrescentada ao risoto apenas nos momentos finais da cozedura.

Para os ovo-lacto-vegetarianos, existem duas hipóteses: ou omitir a farinheira - este risoto fica bem só com o alho francês e o mascarpone - ou utilizar a de origem vegetal (à venda nas grandes superfícies ou nas lojas de produtos dietéticos).


Ingredientes:


1 chávena de arroz arbóreo (cerca de 150 g)
2 alhos franceses/alho-poró
(usar somente a parte mais clara, a outra reservem para uma sopa ou caldo de legumes)
Caldo de legumes q.b.
Vinho branco q.b.
Meia farinheira
2 ½ colheres de sopa de queijo mascarpone
Azeite ou manteiga q.b.
Sal e pimenta q.b


Cortar o alho francês em rodelas finas e lavá-lo bem. Refogar ligeiramente metade do alho francês em manteiga, azeite ou numa mistura dos 2 (habitualmente uso azeite por ser uma gordura mais saudável). Juntar o arroz, deixar dourar. Juntar o vinho e deixar evaporar. Começar a adicionar o caldo de legumes. O caldo deve estar sempre quente, juntando-se ao arroz a pouco e pouco, à medida que vai evaporando. Quanto faltarem uns 5 minutos para finalizar a cozedura do arroz (o risoto leva 18 minutos a cozer), juntar o resto do alho francês. Depois de cozido, finalizar com o queijo mascarpone. Verificar o sal e temperar com pimenta. Servir polvilhado com o “recheio” da farinheira, previamente salteado num pouco de azeite para ficar crocante.
x
NOTA: respondendo aos vários comentários dos leitores brasileiros, fica aqui uma hiperligação do sítio Gastronomias para a explicação sobre a farinheira. No menu lateral dessa página, encontrarão outras hiperligações, através das quais poderão ficar a conhecer outros enchidos/embutidos tipicamente portugueses.

31/08/08

Intercâmbio Culinário - Feijão Tropeiro


Quando a Nana me desafiou a participar no Intercâmbio Culinário, não hesitei e embarquei na aventura. E logo pensei na Mari, do divertido e delicioso blogue Na Batedeira, como companheira de viagem. Afinal, quem melhor do que a “comadre” para partilhar esta experiência? A nossa sintonia sempre foi grande, por isso não é de estranhar que a Mari tenha acertado à primeira, ou seja, o feijão tropeiro foi a primeira receita que ela me sugeriu e eu quis logo fazer.

O feijão tropeiro é típico de Minas Gerais, de onde é a Mari, e era feito pelos cozinheiros das tropas que se encarregavam de levar o gado. Aqui encontram mais informação sobre este prato.
Fiz metade da receita que a Mari me passou e reduzi um pouco a quantidade de farinha de mandioca e de bacon. A foto não ficou brilhante, sobretudo porque faltou enfeitar com a salsa picada.


Ingredientes:

500 g de feijão roxinho cozido

(usei feijão vermelho)
150 g farinha de mandioca
(250 g na receita original)
3 ovos
(5 ovos na receita original)
½ cebola picada

1 colher de sopa de massa/tempero de alho e sal
(substitui por 4 alhos espremidos + sal a gosto)
1 colher de sopa de banha
(usei azeite)
150 g de bacon
(250 g na receita original)
Salsa picada

Numa caçarola, fritar o bacon e reservar. Cozinhar os ovos na gordura que o bacon destilou e reservar (os ovos são mexidos e não estrelados). Na mesma caçarola, adicionar o azeite, refogar o alho e a cebola e juntar o feijão. Deixar cozinhar dez minutos. Acrescentar a farinha aos poucos. Desligar o lume e acrescentar o bacon e, por último, os ovos. Enfeitar com salsa picada. Habitualmente, serve-se com com arroz com alho, lombo de porco, linguiça, couve com alho e torresmo. Como é sabido, adoro picante e, como tal, na hora de servir, não resisti em deitar umas gotas de gindungo (made by Migas): ficou óptimo!

08/07/08

Pimentos recheados com carne

No ano passado, também por altura do Verão, tinha feito uns pimentos recheados, mas numa versão vegetariana. Aproveitando para variar, aqui vos deixo uma versão com carne.

Ingredientes:

5 pimentos (verdes e vermelhos)
350 g de carne picada
1 pedaço de linguiça (usei açoriana) ou de chouriço
1 cebola
2 dentes de alho
Vinho branco q.b.
Vinho do porto q.b.
3 tomates pelados
1 pouco de farinha (cerca de 1 colher de sopa), dissolvida em leite
Molho picante (tabasco ou outro que tenham em casa)
Sal e pimenta
1 folha de louro
Orégãos secos
Pão ralado (farinha de rosca)

Fazer uma abertura nos pimentos, lavá-los e retirar-lhes as sementes e a membrana branca. Como os pimentos que comprei não se aguentavam em pé, optei por fazer-lhes uma abertura no sentido longitudinal, em vez de retirar o pedúnculo e cortar uma “tampinha” no topo. Colocar os pimentos numa tigela com água a ferver, durante 5 minutos. Escorrê-los e deixá-los arrefecer.

Entretanto, fazer o recheio. Refogar a cebola picada e os alhos, juntar uma folha de louro, a carne moída e a linguiça/chouriço moído (normalmente pico a carne juntamente com a linguiça). Cozinhar até a carne perder o aspecto cru, juntando os vinhos e o tomate. Temperar com sal, pimenta e o molho picante da vossa preferência. Deixar apurar. Para ligar o recheio, juntar um pouco de farinha dissolvida em leite, deixando-a cozinhar. Finalizar com orégãos. Rechear os pimentos. Num tabuleiro com um pouco de azeite e vinho branco, dispor os pimentos e polvilhá-los com pão ralado (ou queijo). Levar a forno médio cerca de 20 minutos. Servir quente ou frio com arroz e salada.

16/06/08

Bombons de farinheira e requeijão


Logo que vi esta receita na Sabores & Sabores n.º 172 - “Croquetes de farinheira e requeijão em crosta crocante” - que não descansei enquanto não meti a mão na massa. Uma entradinha para barrar no pão, feita com produtos tradicionais portugueses, farinheira e requeijão de ovelha, só podia dar um bom resultado... desconfiei eu... e estava certa! Além de saborosa e fácil, esta receitinha é mesmo de encher olho. Mais uma daquelas sugestões que se enquandram na temática "enganar os amigos", pois estas bolinhas têm mesmo aspecto de sobremesa. Esta é a minha versão:

Ingredientes para 13 bombons:
½ farinheira (usei de Portalegre) - aprox 100 g
½ requeijão de Seia (ou ricotta) - aprox. 125 g
Azeite q.b.
Sumo de ½ limão
1 colher de sopa de pão ralado (farinha de rosca)
1½ colher de sopa de sementes de papoila
1½ colher de sopa de sementes de sésamo
Pimenta (facultativo)
Salsa q.b. (facultativo)
(13) Forminhas de papel

Retirar a pele da farinheira. Numa frigideira anti-aderente, passar o “miolo” da farinheira por azeite até ficar cozinhada e desfeita. Retirar do lume, juntar sumo de limão e deixar arrefecer (no frigorífico). Depois, misturar o requeijão. Temperar com pimenta e salsa picada, se desejar. Para a pasta ficar mais homogénea, usar a varinha mágica (mixer) para misturá-la. Numa tijela, juntar as sementes e o pão ralado. Formar bolinhas com a pasta e passá-las pelas mistura de pão ralado e sementes. Servir com pão ou tostas e acompanhar com salada.

11/06/08

Bacalhau com broa


Foi a Manuela do Delícias & Companhia que me chamou a atenção para esta receita da Cristina do blogue Ovo Estrelado (obrigada às duas!). É uma maravilha e não sou a única a assegurá-lo, pois este prato já correu a blogosfera. A princípio fiquei um pouco reticente de juntar o bacon, mas o resultado é muito agradável, delicado até, com um ligeiro travo de limão que casa na perfeição com o azeite. Vale a pena experimentar.

Ingredientes (4 a 5 pessoas):

Broa de milho (a minha broa tinha 850g)
2 lombos de bacalhau (aprox. 500 g)
½ pimento vermelho
100 g bacon
Azeite
4 dentes de alho
Pimenta
Coentros
½ cebola grande
Sumo de ½ limão
(mantive a quantidade de limão da receita original para 8 pessoas e fica muito bom)
2,5 dl de leite

Demolhar o bacalhau no leite temperado com sumo de limão e pimenta, durante pelo menos uma hora. Aproveitar este tempinho para partir o pimento e o bacon às tiras, picar a cebola, os alhos e os coentros e preparar a broa. Retirar a côdea de broa e desfazer o miolo, temperando-o com coentros picados, azeite e 2 dentes de alho picados. A Cristina aqui recomenda que não se exagere no azeite, pois a ideia não é ensopar a broa, mas apenas humedecê-la.

Dar uma fervura ligeira ao bacalhau no leite em que este demolhou e reservar o líquido. Limpar o bacalhau de pele e espinhas e lascá-lo. Adicionar o leite à broa. Misturar bem. Refogar a cebola e 2 dentes de alho picados, juntar o pimento, o bacon e o bacalhau, deixando-se cozinhar cerca de 20 minutos. Numa travessa untada com azeite, deitar metade da broa*, cobrir com a mistura do bacalhau e, por cima, colocar a restante broa. Salpicar com um pouco de azeite e levar ao forno a dourar. Acompanhar com salada.

*Na minha opinião, este bacalhau fica melhor se a mistura de broa do fundo da travessa ficar mais compacta e a de cima ficar tipo crumble. Por isso, da próxima vez coloco mais um pouco de leite na broa do fundo da travessa.

29/04/08

Cozido à Portuguesa

A pedido de várias famílias (pronto... foi apenas dos meus amigos Andreia e Zé) iniciei a minha odisseia pela cozinha tradicional portuguesa – começando pela receita de um dos pratos do TOP5 Português – o cozido à portuguesa, ficando a promessa de uma boa feijoada à transmontana, polvo à lagareiro,...
Esta receita não é complicada e o resultado final não é muito fotogénico, mas segue a minha sugestão de ingredientes e forma de preparação.


Ingredientes:
1,5 Kg de carne de vaca (para guisar)
800 g de entrecosto
800 g de chispe
Enchidos “a gosto” (usei, 2 farinheiras, 1 chouriço de sangue, 1 chouriço de carne)
6 batatas médias
6 cenouras grandes
1 nabo
400 g de couve lombarda
400 de feijão manteiga cozido

Colocar a carne de vaca numa panela de pressão com água temperada com sal. Deixar cozer 30 minutos após levantar fervura. Noutra panela, colocar as carnes de porco (entrecosto e chispe) a cozer em água temperada com sal durante cerca de 1 hora (ou até estarem cozidas).
Após a carne de vaca estar cozida, retirar da panela de pressão (acrescentar água se necessário) e colocar: as batatas, as cenouras, o nabo, o chouriço de carne, a couve lombarda e as farinheiras (para dar “gosto”) e deixar cozer cerca de 30 minutos.Noutra panela, colocar o chouriço de sangue a cozer.
Retirar 3 chávenas de água de cozer a carne de vaca para fazer 1 chávena de arroz. Colocar a água a ferver numa panela e, após levantar fervura colocar o arroz até cozer (cerca de 20 minutos),
Bom apetite!

24/04/08

Cesto de pão recheado com queijo

Esta receita é uma óptima entrada e foi-me passada por uma grande amiga (Xana), que partilha comigo o mesmo gosto pela cozinha. A minha sugestão tem como ingredientes bacon, fiambre e cogumelos, sendo as quantidades calculadas em função do tamanho do pão, e pode ser adaptada conforme o gosto de cada um.

Ingredientes:
1 pão caseiro (comprado de véspera)
200 g de bacon
4 fatias de fiambre
5 cogumelos frescos
50 g de azeitonas, recheadas com pimento vermelho
5 fatias de queijo (tipo flamengo)


Cortar a tampa do pão e retirar o miolo, deixar apenas a côdea. Cortar o bacon, os cogumelos e o fiambre em quadrados pequenos e saltear numa frigideira. Fora do lume, adicionar as azeitonas cortadas aos pedaços pequenos. Forrar o pão com este preparado (um pouco acima de metade) e acabar de encher com o queijo cortado aos quadrados.
Colocar o pão num tabuleiro de ir ao forno com a tampa posta e o miolo à volta (para ficar tostado), retirar do forno quando o miolo do pão estiver torrado e o queijo dentro do cesto derretido. Servir quente.

09/03/08

Tartiflette

Finalmente, após várias semanas a pensar fazer esta receita consegui reunir todas as condições para a pôr em prática… Consegui a receita aqui, mas fiz algumas adaptações, dado a origem deste prato ser francesa e o ingrediente principal, o queijo “Reblochon”, que não consegui encontrar.

Ingredientes:
1,2 kg de batatas
200 g de bacon cortado em tiras
1 cebola média
200 dl de natas
150 g de queijo para gratinar (mistura de 4 quejos)
½ copo de leite
Sal e pimenta q.b.

Coloca-se as batatas a cozer sem casca e cortadas ao meio. Unta-se um Pirex para ir ao forno com margarina. Numa frigideira, corta-se a cebola fina e em “meia-lua” e junta-se um pouco de azeite para refogar. Quando a cebola estiver transparente junta-se o bacon e refoga mais um pouco.
Corta-se as batatas depois de cozidas às rodelas e no Pirex faz-se uma primeira camada de batatas, por cima uma camada de refogado de cebola e bacon e rega-se com metade das natas, repete-se o procedimento mais uma vez.
Por último, coloca-se o queijo para gratinar sobre o preparado e rega-se com ½ copo de leite para não secar.
Vai ao forno cerca de 20 minutos até o queijo ficar dourado.

30/11/07

Macarrão à portuguesa

A ideia para esta receita partiu de uma linguiça dos Açores que a Pipoka me ofereceu (que eu não sabia onde utilizar), à qual decidi juntar alguns enchidos que tinha e claro, um belo macarrão (inspiração, mais uma vez de uma receita dos livros da Vaqueiro, a minha bíblia…). É um prato bastante substancial, ideal para estes dias frios de Inverno…
Ingredientes:
½ Linguiça
½ Chouriço corrente
½ Morcela
200 gr de ervilhas
250 gr de macarrão (do mais fino – macarronete)
1 Cebola
1 Dente de alho
1 Folha de louro
1 Tomate médio
Azeite q.b.

Coloca-se a cebola e o alho a alourar em azeite, ao qual se junta o tomate e os enchidos cortados às rodelas (excepto a morcela que se junta no fim para não se desfazer) até apurarem. Coloca-se a folha de louro e água quente até cobrirmos metade da panela e deixa-se cozer em lume brando. Após a água ferver, junta-se as ervilhas e o macarrão, tempera-se com sal e pimenta. Junta-se agora a morcela cortada às rodelas e serve-se após o macarrão estar cozido.

19/11/07

Galette de couve lombarda


Tem uma couve lombarda gigante a ocupar quase uma prateleira do frigorífico? Já fez duas sopas com couve, uma de feijão, outra de abóbora? Já experimentou as tradicionais salsichas com couve lombarda? Já lhe falta a imaginação para aproveitar tanta couve? Não lhe apetece fazer a clássica tarte salgada/quiche? Se respondeu sim a tudo, então a solução está nesta receita, retirada do livro A Cozinha Francesa (de Joan Harris e Fran Warde):

Ingredientes:
500 g couve lombarda (na original, 1/2 couve de Sabóia)
150 g de bacon cortado aos cubos (na original, 200 g)
2 ovos
1 cebola pequena picada (no original 3 chalotas)
2 dentes de alho picados
1 raminho de salsa picada
(usei também umas 6 folhas de manjericão e resultou muito bem)
200 g de farinha
250 ml de leite
Sal e pimenta
1 colher de sopa de azeite

Cortar a couve grosseiramente e retirar-lhe os talos mais duros. Ligar o forno a 180 graus. Cozer a couve a vapor, com um pouco de sal grosso, cerca de 5 minutos. Untar uma forma de tarte com o azeite e levá-la ao forno. Numa tigela, misturar o bacon, os ovos, a cebola, o alho, a salsa e o manjericão. Noutra tigela, misturar a farinha com o leite. Juntar as duas misturas e temperar. Retirar a forma do forno (cuidado para não se escaldarem!). Cobrir o fundo da tarteira com metade da massa, por cima, colocar a couve lombarda, comprimindo-a com as mãos, verter a restante massa por cima. Vai ao forno entre 35 a 45 minutos ou até ficar dourada e firme.
xx
Nota: Tanto eu como a farófia testamos a receita e nunca ficou igual à da fotografia do livro A Cozinha Francesa. O livro mostra uma galette com mais altura, uma área central praticamente só com couve e uma cobertura de massa bem nítida (seremos nós a fazer mal a receita ou a galette do livro foi só para a fotografia? A minha galette não gosta de posar e mexeu-se, por isso a foto ficou tremida). Mas eu gosto desta minha versão, pois a couve fica mais misturada com a massa e a galette apresenta uma consistência similar a um bolo (com cerca de 2 dedos de altura).

Nota 2: A forma que eu uso paras fazer a galette tem 26 cm de diâmetro. Provavelmente se usarem uma mais pequena, a galette ficará como a da foto do livro. Laurinha obrigada pela dica!

07/11/07

Esparguete no forno "guloso"

Esta é talvez das receitas mais fáceis e básicas que eu conheço, mas com melhor sucesso a nível do paladar! Não sei se é da cebola ou do tomate, mas este esparguete fica muito “guloso” (a minha amiga Pipoka conhece bem o termo…) o que nos dá vontade de comer e repetir e … repetir só mais uma vez… - embora saiba que não fica muito bem a uma cozinheira elogiar os seus próprios cozinhados, como a receita original não é minha (foi-me passada pela minha sogra e já tem muitos anos de existência), eu felicito o inventor!

Ingredientes:
400 gr esparguete
4 tomates médios
Polpa de tomate q.b.
1 cebola grande
2 ovos
5 salsichas alemãs
Azeite q.b.

Coze-se o esparguete, passa-se por água fria (para ficar solto e sem goma) e coloca-se num tabuleiro que vá ao forno. Numa frigideira faz-se o refogado com o azeite e a cebola cortada aos quartos médios (nem muito finos, nem muito grossos) e quando a cebola estiver transparente juntam-se os tomates cortados e a polpa de tomate. À parte cozem-se os 2 ovos. Até aqui bastante complicado, não? Por último, cobre-se o esparguete com o refogado da cebola e tomate, de seguida coloca-se os ovos cozidos cortados às rodelas e as salsichas cortadas em pedaços “grosseiros”. Vai ao forno até o molho do tomate começar a desaparecer e as pontas da cebola a queimar. Experimentem e deixem-me o vosso comentário! (só para ter a certeza se a receita é mesmo boa ou sou só eu que gosto muito…)
Nota: para quem não conhece esse sofisticado produto que são as salsichas alemãs, anexo uma imagem (não liguem à marca!)

26/10/07

Feijão assado da ilha do Faial



Embora adore feijão, não estava nada inspirada para participar no rei da quinzena. Mas a leitura dos textos e maravilhosas receitas das talentosas Eliana e Marizé, deixou-me vontade de divulgar algum prato típico Ilha do Faial, de onde é originária a minha família (eu e a minha prima A. somos as únicas excepções). Então, lembrei-me do feijão assado à faialense, cuja particularidade é levar melaço de cana e o mais tradicional enchido açoriano (linguiça). Esta é uma tentativa de reproduzir uma receita familiar, que faz parte da minha memória, e que aproveitei esta ocasião para, pela 1.ª vez, confeccionar.

Recentemente, li um artigo na revista da SATA sobre a gastronomia açoriana e pude aprender um pouco da história deste prato. Por ser de fácil conservação (o melaço tem essa função), o feijão assado era recorrente na ementa dos marinheiros, tendo sido adoptado nos veleiros americanos da caça à baleia e posteriormente exportado para a culinária americana.


Ingredientes:
300 g de carne de porco



Refogar a cebola com o alho, juntar a linguiça, cortada às rodelas, e deixar que esta destile um pouco de gordura. Adicionar a carne, previamente cortada em cubos, e deixar cozinhar uns minutos, até ficar dourada. Juntar o tomate, o vinho e os restantes temperos. Enquanto se deixa a carne cozinhar, vai-se juntando água, pois deve ficar com algum caldo. Quando a carne estiver bem tenrinha, retirar o cravinho, a canela e a pimenta e misturar com o feijão. Verter esta mistura num recipiente de barro, espalhar o melaço por cima. Levar ao forno até apurar e o melaço ficar com um aspecto caramelizado (cerca de 30 minutos).

(usei pá de porco, mas habitualmente faz-se com entrecosto)
100 g de linguiça açoriana
(um enchido delicioso, praticamente sem gordura, temperado com massa de malagueta)
550 g de feijão manteiga cozido
1 cebola
2 dentes de alho
3 tomates (usei pelados)
1 colher de café de massa de malagueta
(esta massa tem um sabor peculiar que nunca encontrei em nenhum produto congénere, mas acima de tudo, serve para dar um toque picante à receita)
3 cravos-da-índia
5 grãos de pimenta da Jamaica
1 pau de canela
6 a 8 colheres de sopa de melaço de cana
Sal