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12/07/10

Orzotto (risoni/pevides) de curgetes e queijo S. Jorge


Foi no Ardeu a Padaria, sensivelmente há 2 anos, que descobri que  era possível cozinhar a massa pevide do mesmo modo que o risoto. Só experimentei recentemente mas fiquei fã e, nos últimos tempos, tenho feito muitas vezes... com cogumelos, com marisco, com legumes. Hoje, apresento-vos uma versão com curgetes, vindas directamente da horta da mãe da minha querida Laranjinha.



Ingredientes para 2:


½ cebola
Azeite
1 chávena de risoni (pevides)
Vinho branco q.b.
2 chávenas de caldo de legumes*
2 curgetes pequenas (ou 1 grande)
2 colheres de sopa de natas
Queijo S. Jorge ralado a gosto

* pode não ser necessário usar todo, até porque as curgetes costumam destilar.

O orzotto prepara-se exactamente como o risotto, demorando cerca de 15 minutos a cozer. Atenção que a massa deve ficar al dente. Arranjar e ralar as curgetes. Refogar ligeiramente a cebola em azeite. Juntar as pevides e, quando ficarem douradas, refrescar com o vinho. Deixar evaporar o vinho. Começar a adição do caldo de legumes – o caldo deve estar sempre quente, juntando-se a pouco e pouco, à medida que vai evaporando. A cerca de 10 minutos da cozedura, adicionar a curgete ralada. Verificar o sal, mas muita atenção: há que ter em conta que se vai ainda misturar o queijo! Quando a massa estiver al dente, desligar o lume, juntar as natas e o queijo. Deixar repousar uns 2 ou 3 minutos antes de servir.

10/03/10

Massada de peixe e gambas


Já há alguns tempo que estou para publicar uma receita de massa com peixe. É um prato que faço recorrentemente, pois cá em casa somos os dois apreciadores de peixe, nomeadamente de cabeça (a parte mais saborosa do bichinho). Sempre que há cabeça de peixe, coze-se mais uma postinha para, no dia seguinte, se fazer uma massada e aproveitar o caldo. Não sendo uma receita com grandes segredos, pelo menos para os portugueses, a verdade é que é essencial usar um peixe de boa qualidade, de preferência de carne mais rija (corvina, cherne) e usar caldo “verdadeiro”... Não há cá caldinhos Knorr, nem Maggi, nem sopas de marisco de pacote, que, a meu ver, assassinam qualquer massada de peixe ou de marisco.

Ingredientes para 2 doses muito bem servidas:


1 posta média de corvina
(cozida e limpa de peles e espinhas)
8 gambas
200 g de massa cotovelos
7,5 dl de caldo de peixe (ver receita)
1 cebola pequena
2 dentes de alho
50 ml de vinho branco
3 ou 4 tomates pelados
(ou frescos sem pele, nem sementes)
Pimento verde a gosto, cortado em tiras
Molho picante (massa de malagueta ou piripíri)
Sal q.b.
Coentros


Em azeite, refogue a cebola cortada em finas meias-luas e o alho picado. Juntar o tomate e o vinho branco. Deixar apurar. Adicionar o pimento (não gosto do pimento demasiado cozinhado, por isso não o junto logo no início). Verter o caldo de peixe. Quando levantar fervura juntar a massa. O tempo de cozedura dos cotovelos é sensivelmente 8 minutos. Partindo desse princípio, quando passarem 5 minutos, junte as gambas (descascadas ou não). Um ou dois minutos depois junte o peixe e os coentros picados. Servir imediatamente.

Nota: não deixe a massa cozer demasiado, é preferível apagar o lume antes de estar completamente cozida, pois ela acaba de cozinhar enquanto se leva o prato para a mesa. Embora pela foto não pareça, a minha massada fica bem “caldosa”, normalmente até a como com uma colher. De acordo com a sua preferência, junte mais ou menos caldo à massada.

29/10/09

4 por 6 – Sopa de abóbora e tomate com tortelinni + Crumble de pêra e sultanas com aveia

Embora com um dia de atraso, eis a minha sugestão quinzenal do 4 por 6. Uma refeição com sabor a Outono, protagonizada por uma sopa bem aconchegante e cheia de substancia, conferida pela utilização dos tortellini, e rematada com um delicioso crumble de pêra e aveia, que decidi resgatar do arquivo aqui do blogue.





Ingredientes:




1 pacote (250 g) de tortellini frescos
(usei de ricotta e espinafres)
450 g de abóbora
500 g de tomate
1 cebola
3 dentes de alho
1 caldo de legumes
Água q.b
(cerca de 1,25 dl – mas não a junte toda de uma vez)
Azeite
Sal e pimenta q.b.



Escaldar os tomates e retirar-lhes a pele e as grainhas. Cortar a cebola em finas meias-luas e cozinhá-la no azeite. Juntar o alho picado e, quando dourar, juntar os tomates. Deixar cozinhar um pouco. Adicionar a abóbora cortada em cubos e a água. Cozer. Esperar que arrefece ligeiramente para depois triturar com a varinha mágica. Se houver necessidade, junte um pouco mais de água. Verificar os temperos. Levar novamente ao lume e quando levantar fervura, juntar os tortellini, que demoram sensivelmente 3 minutos a cozer. Servir de imediato.



Para a sobremesa, que tal este delicioso crumble?





Vamos às compras e às contas: os preços de referência desta refeição são os do Continente. Os tortellini são do Pingo Doce, por uma questão de gosto, pois custam exactamente o mesmo.






Dica de poupança: em plena época de abóbora, encontramo-la a um preço bastante inferior ao da receita de há 2 semanas. As peras foram um excelente investimento a apenas
€ 0,35/kg (embalagem familiar de 2 kg - pêra rocha portuguesa). Conclusão: vale a pena consumir os produtos da estação!

28/06/09

Molho de salsichas com porcini


Este fim-de-semana, talvez porque a temperatura está mais amena, “fartei-me” de cozinhar. Eis uma das receitas (adaptada daqui): um molho toscano para massas ou gnocchi. Normalmente é feita apenas com porcini, mas decidi acrescentar cogumelos Paris.

Ingredientes (3 pessoas):


250 g salsichas frescas (porco ou aves)
150 g cogumelos
25 g porcini
50 ml de vinho branco seco
75 ml de natas
1 cebola (120 g)
2 dentes alho
Azeite q.b.
Sal, pimenta, picante q,b.
Queijo S. Jorge (ou parmesão)


Hidratar os cogumelos porcini em água morna com sal, pelo menos durante 20 minutos. Arranjar os cogumelos Paris e cortá-los em pedaços. Retirar a pele às salsichas e desfazer um pouco a carne. Escorrer os porcini – reservar a água - e picá-los. Saltear os cogumelos em azeite, temperando com sal e pimenta. Reservar. Refogar a cebola e o alho picados em azeite. Juntar os pedaços de salsicha e deixar cozinhar. Verter o vinho. Deixar evaporar. Misturar os cogumelos. Juntar um pouco de picante. Adicionar as natas e um pouco da água de hidratar os porcini (3 ou 4 colheres de sopa). Juntar este molho à massa ou aos gnocchi, polvilhar com queijo ralado e servir.

Dica: os porcini são bastante caros, por isso, reserve a água de os hidratar e use num risotto de cogumelos Paris, por exemplo, conferindo-lhe o sabor intenso e delicioso dos porcini.

11/06/09

4 por 6: Lasanha escangalhada de atum e azeitonas e creme de couve-flor com caril


O prato principal desta refeição 4 por 6 é, em linguagem cinematográfica, um remake de um verdadeiro clássico da cozinha de crise: massa com atum. A ideia é dar-lhe uma roupagem diferente – é bem verdade que os olhos também comem – e torná-la numa opção mais económica do que a famigerada lasanha de atum – na versão escangalhada, o molho bechamel e o queijo estão dispensados. Assim, o orçamento facilmente permite uma sopa deliciosa e cheia de charme, que encontrei no blogue da minha amiga Elvira: creme de couve-flor com caril.


Creme de couve-flor com caril


Ingredientes:

800 g couve-flor
1 cebola média picada
2 colheres (sopa) de azeite
1 alho-francês médio (só parte branca)
500 ml de água de água

500 ml leite
1 colher sopa de caril em pó
sal q.b.
Amêndoas laminadas (20 g)
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Separar a couve-flor em raminhos, lavá-la e escorrê-la. Limpar o alho francês e cortá-lo em rodelas. Refogar a cebola picada e o alho francês no azeite. Juntar a couve-flor. Envolver. Juntar a água, o leite, o caril e o sal. Deixar cozinhar em lume brando 20 a 25 minutos. Triturar a sopa. Torrar as amêndoas em seco numa frigideira anti-aderente. Servir a sopa enfeitada com a amêndoa.

Duas notas: esta sopa, com as quantidades aqui indicadas, dá para 6 pessoas. A receita original leva queijo, mas decidi omitir.





Lasanha escangalhada de atum e azeitonas


Ingredientes:

2 latas médias de atum em água
(peso escorrido: 300 g de atum)
1 cebola grande (200 g)
1 folha de louro
4 dentes de alho
125 g de azeitonas
1 lata grande de tomate pelado
1 dl de vinho branco
Ervas aromáticas a gosto
(orégãos, ou coentros ou salsa)
Sal q.b.
Pimenta q.b.
Tabasco ou outro molho picante
Lasanha
(10 placas são suficientes – usei 2 ½ por pessoa)



Cozer as placas de lasanha em água abundante, temperada com sal. Para que não colem durante a cozedura, as placas devem ser mergulhadas em água a ferver uma a uma. Escorrer. Para que as folhas de lasanha não se colem, nem sequem, enquanto aguardam pelo molho, o melhor é dispô-las em cima de uma toalha limpa (preferencialmente branca) e enrolar a toalha, de modo a que fiquem protegidas do ar.

Picar o alho e a cebola. Refogá-los em azeite, juntamente com a folha de louro. Juntar o atum previamente escorrido, o vinho e o tomate (uso um pouco do sumo, mas nunca todo). Temperar com sal, pimenta e molho picante. Deixar apurar. No final, juntar as azeitonas previamente descaroçadas e cortadas aos pedaços. Finalizar com ervas aromáticas a gosto.

Num prato, dispor, em camadas desencontradas, as placas de lasanha (cortadas ao meio) e o molho. A última camada é de molho. Polvilhar com ervas picadas.




Vamos às compras (e às contas): desta vez, fiz a maior parte das compras no supermercado Lidl. Foi dos sítios onde encontrei o leite (estava em promoção) e a massa de lasanha mais baratos. Por outro lado, o atum de marca própria é pescado de acordo com os preceitos de respeito pelo ambiente (também nos devemos preocupar com os custos do que consumimos para o ambiente…). Já o azeite deste supermercado, Chaparro clássico, foi considerado pela DECO como tendo a melhor relação qualidade/preço.



Dica de poupança: os estudos da DECO, muitos deles divulgados nos jornais e no site desta associação, são uma boa fonte de informação para quem quer poupar, sem fazer cedências na qualidade.

27/05/09

4 por 6: Salada de massa, presunto e queijo Brie

Ainda que alguns dos ingredientes desta salada – presunto, queijo brie e nozes – não sejam habitualmente associados a comida económica, a verdade é que podem ser incorporados numa “dieta de crise”. Para tornar este prato mais económico, optei por produtos de marca branca, utilizando-os de uma forma parcimoniosa... E, para dar a substância necessária para “puxar a carroça”, nada melhor de que uma boa dose de hidratos de carbono, aqui representados pela massa.
dfffffffffffffffffffffffffffffffff
Ingredientes:
350 g massa lacinhos
100 g presunto fatiado
250 g de cogumelos
2 dentes de alho
100 g de queijo Brie
30 g de nozes
40 g Rúcula selvagem
Azeite
Vinagre de sidra


Cozer a massa em água com sal. Deixá-la arrefecer. Saltear os cogumelos em azeite e alho, temperando com sal e pimenta. Misturar a massa com o queijo, em pedaços, o presunto cortado, as nozes picadas e os cogumelos. Temperar com azeite e vinagre. Por cima, enfeitar com a rúcula selvagem.





Para sobremesa – e para ajudar a cortar a “gordurinha” do queijo e do presunto –, sugiro uma laranja do Algarve.

Vamos às compras (e às contas): Os valores aqui apresentados foram retirados do site do Continente, com excepção da massa, brie, que são da marca Pingo Doce. Não posso deixar de vos dizer: a massa lacinhos da marca Continente custa praticamente o dobro da do Pingo Doce.


Dicas de poupança: deixem de lado o preconceito - as marcas próprias dos supermercados não são inevitavelmente de má qualidade. O Pingo Doce, por exemplo, oferece uma selecção de massas frescas e secas de boa qualidade. Já o Lidl destaca-se pela oferta de queijos, pelo salmão fumado – recentemente li, numa revista inglesa, elogios ao chocolate para culinária deste supermercado.

O meu conselho é: experimentem (de quando em vez lá se apanha um barrete, mas compensa pela quantidade de coisas boas e baratas que descobrimos). Peçam a opinião aos amigos, passem a palavra quando determinado produto vos agradar... Comprometo-me a colocar aqui as minhas opiniões e, claro está, aceito sugestões.
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A propósito, vejam aqui um artigo do Público a provar que até os produtos denominados gourmet já se democratizaram. Mas leiam-no com algum sentido crítico, pois em tempos de crise há negócios que não são propriamente sensatos... por exemplo, a compra de sobremesas pré-feitas - o bolo de maçã que apresentei no último 4 por 6 custou apenas € 1,30 (e dá para 6 pessoas, no mínimo).

14/10/08

Lasanha de bacalhau e pimentos assados



Quando li este texto da Mariana, optei por reduzir o consumo de bacalhau, tendo essa decisão consequências também aqui no blogue (há alguns meses que o fiel amigo anda esquecido). No entanto, de vez em quando, é muito bom voltar a saboreá-lo, sobretudo, em ocasiões especiais e, de preferência, “cozido com todos”, que é a forma que mais gosto de comê-lo. Quando resta algum bacalhau cozido, faz-se então um prato do género deste que aqui vos apresento. No caso desta lasanha, se quiserem “poupar” o - ou no – bacalhau, substituam-no por paloco, uma espécie afim que se encontra à venda em qualquer supermercado, nomeadamente sob forma de migas.
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Respondendo à "última chamada" da Nana, aproveito para actualizar este post, incluindo esta receita "italo-portuguesa" no desafio La Pasta... E não é que logo eu, que adoro "pasta" ia deixando escapar esta oportunidade de participar no desafio das quatro ragazze... foi por um triz, mas felizmente elas são boa gente e deixaram-me participar. Grazie tante ragazze!


Ingredientes:

1 pacote de natas
½ litro de molho bechamel
(se usarem de compra, temperem-no também com limão e noz moscada)
1 cebola
3 dentes de alho
4 pimentos assados
400 g de bacalhau (já cozido e desfiado)
Azeite q.b.
3 tomates pelados
½ ramo de coentros
Pão ralado
Sal e pimenta
Lasanha fresca

(suficiente para 4 camadas)


Asse os pimentos (costumo fazê-lo no bico do fogão e depois retiro-lhes a pele) e corte-os em tiras grossas. Numa dose generosa de azeite, refogar a cebola, cortada em finas meias-luas, com o alho picado. Juntar o bacalhau, os tomates, os coentros picados e deixar tomar gosto, sem que seque demasiado. Reservar. Misturar as natas e o molho bechamel, temperado com limão, sal e noz-moscada (faço sempre a olho... por isso, vejam aqui a receita com quantidades certas). Deitar um pouco de molho no fundo de uma assadeira/pirex, dispor a primeira camada de lasanha e, por cima, colocar o refogado de bacalhau e os pimentos. Repetir esta operação até completar 4 camadas (a última é de lasanha). Cobrir com o resto do molho e polvilhar com pão ralado. Levar ao forno até gratinar (25 a 30 minutos).

20/07/08

Esparguete à la carbonara

Vencida a preguiça e a pouca vontade de cozinhar (graças ao calor que se tem feito sentir na minha cozinha e aos bons dias de praia…) chegou a altura de voltar a partilhar a cozinha com as minhas companheiras! Começamos com uma receita simples… para ganhar ritmo… mas com um bom paladar. Inspirei-me no livro de Massas e Arroz da Vaqueiro, que contém esta receita de acordo com a versão de misturar de ovos e natas. Ao que parece, a receita original não leva natas (ver aqui) e o truque é misturar os ovos à massa rapidamente, de forma a não obtermos massa com ovos mexidos…

Ingredientes:
150 g de bacon
40 g de margarina
4 ovos
1,5 dl de natas
400 g de esparguete
Queijo ralado q.b.

Cortar o bacon em bocadinhos e fritar com a margarina. Numa tigela, bater os ovos com as natas e temperar com sal e pimenta. Cozer o esparguete em água abundante (truque: cozer em lume forte e destapado, mexendo de vez em quando. Mal a massa esteja cozida – 8 a 10 minutos – retira-se do lume, juntar 1 copo de água fria e escorrer num passador). Colocar o esparguete novamente na panela, juntar o bacon e a mistura dos ovos com natas. Mexer com 2 garfos e levar ao lume para cozer os ovos. Colocar o queijo ralado quando servirmos o prato.

13/05/08

Pesto light

Uma boa ideia para transformar o tradicional pesto num prato menos calórico: substitui-se o azeite por queijo creme magro. A partir daqui, é usar a combinação favorita de ervas aromáticas/frutos secos: manjericão/pinhões, rúcula/nozes, salsa/amêndoas, coentros/sementes de abóbora... esta última dupla foi a eleita. A receita foi adaptada do livro Cuisine Légère, de Linda Doeser, editora Parragon.

Ingredientes:
50 g de ervas aromáticas
(usei coentros, mas a receita original sugere manjericão)
25 g de frutos secos
(usei sementes de abóbora e a receita original sugere pinhões)
1 dente de alho
20 g de parmesão ou pecorino ralado
115 g de queijo creme magro (tipo Philadelphia)
Sal e pimenta
225 g de esparguete
bb
Tostar as sementes de abóbora numa frigideira anti-aderente, sem usar gordura (a receita original não dizia para tostar os pinhões, por isso façam como preferirem...). Num robô de cozinha, picadora, varinha mágica ou aparelho similar, triturar todos os ingredientes do pesto. Se o pesto ficar demasiado consistente para o vosso gosto, experimentem misturar-lhe um pouco da água de cozer a massa.

Informação calórica: 288 calorias por pessoa (as quantidades aqui apresentadas são para 4 pessoas...já sabem se aumentarem a dose de esparguete a coisa já não funciona...).

02/04/08

Ravioli de peixe com molho de manteiga, limão e coentros


Lá ganhei coragem e, finalmente, tirei da caixa a máquina de fazer massa que comprei no Natal passado! Comprei-a precisamente a pensar nos ravioli - o meu prato italiano favorito - uma massa que raramente considero bem feita nos restaurantes, sobretudo no que toca aos recheios, que parecem quase sempre industrializados.

Demorei um bocado a fazê-los, pois ainda não domino a técnica, e falta-me limar algumas arestas quanto à “montagem” e à espessura. Apesar de tudo, tendo em conta que esta foi a minha 1.ª experiência, fiquei muito satisfeita com o resultado.

Fiz cerca de 40 ravioli com esta receita (dá para 5 a 6 pessoas).

Massa:

300 g de farinha sem fermento
3 ovos
Sal

Para fazê-la fui buscar dicas
aqui e outras no inspirador Tachos de ensaio da minha querida amiga Marizé, que muito me incentivou a “meter as mãos na massa”, aconselhando-me quanto à compra da máquina.
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Amassar os ingredientes à mão ou colocar no robot de cozinha (usei o robot). Se a massa estiver demasiado seca, juntar água, se estiver demasiado pegajosa, juntar farinha. Deixar a massa descansar 1 hora no frigorífico, envolta em película aderente.
Depois cortar a massa em pedaços e passar cada um deles na máquina até ficar uma placa com a espessura desejada (começar com a abertura maior e ir diminuindo). Em cada placa colocar vários montinhos de recheio. Pincelar os espaços entre o recheio com um pouco de água. Cobrir com outra placa de massa e calcar os espaços em volta do recheio. Cortar os ravioli com uma faca ou cortador próprio.
Cozer os ravioli numa quantidade abundante de água a ferver com sal, até ficarem al dente (entre 5 a 8 minutos -depende da espessura da massa).

Recheio:

2 douradas* (cerca de 650 g), cozidas em água com ervas frescas, cebola, alho, alho francês, 1 cenoura, azeite e 1 pouco de vinho branco.

Aproveitar para cozer as douradas, enquanto a massa está no frigorífico a descansar. Deixar arrefecer um pouco e limpá-las de peles e espinhas. Coar e reservar o caldo de peixe: vai ser preciso um pouco para fazer o molho e o restante guardar no congelador, para usar numa sopa, num arroz (ou risoto) de peixe ou de marisco.

*pode usar-se robalo ou sobras de peixe cozido.

Molho:

100/125 g de manteiga (usei meio sal)
6 colheres de sopa de caldo de peixe
Sumo de, pelo menos, ½ limão
Coentros frescos a gosto

Derreter a manteiga com o caldo de peixe, sem deixar escurecer. Apagar o lume e juntar o sumo de limão e os coentros picados.

08/01/08

Tagliatelle com salmão fumado, limão e hortelã

Tenho andado um bocado afastada desta cozinha, mas já reparei que o Natal e o Ano Novo tiveram efeito similar na maior parte das blogueiras. Mas cá estou eu de volta, sem receitas natalícias, pois confesso que as ementas da minha família para esta época são tudo menos tradicionais. Mantemos, no entanto, duas tradições: juntamo-nos para celebrar o Natal e, durante a semana das festas, comemos mais do que devíamos.

Ingredientes:
(para 3 pessoas)

200 g de salmão fumado
1 colher de sopa de azeite
1 dente de alho
Sumo de meio limão
1 colher de chá de mostarda
1 pacote de natas – 200 ml
(usei natas pasteurizadas light,
para emagrecer os problemas de consciência…)
Pimenta
Sal
Hortelã q.b.
(a maioria das receitas com salmão fumado,
aconselha o uso de endro,
mas esta conjugação com a hortelã conquistou-me)
Tagliatelle para acompanhar
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Passar o alho esmagado por azeite e retirá-lo logo que o azeite ganhe o aroma do alho. Desligar o lume, juntar o pacote de natas, o sumo do limão e a mostarda. Mexer bem. Se acharem que este molho está basto, juntem-lhe um pouco de leite ou então um pouco de água de cozer a massa (aprendi com uma professora de culinária a aproveitar a água da cozedura da massa para acrescentar o molho, quando este é pouco, ou quando está grosso). Temperar com sal e pimenta. Juntar o salmão fumado cortado aos pedaços e a hortelã picada. Vai ao lume só para aquecer. Servir com a massa da vossa preferência e enfeitar com um pouco de hortelã picada.

Nota: se usarem natas frescas, como são mais ácidas do que as pasteurizadas, talvez seja boa ideia diminuir a quantidade de sumo de limão.

07/12/07

Almôndegas de bacalhau

Esta receita foi retirada de As Minhas Receitas de Bacalhau do humorista português Herman José. Confesso que comprei o livro só por causa desta receita, mas revelou-se uma boa surpresa, recheado de pratos de bacalhau muitíssimo originais.

Ingredientes:

Almôndegas
600 g de bacalhau (previamente demolhado)
1 bolinha de pão de mistura ou outro pão a gosto
1 dente de alho
1 cebola
Salsa picada a gosto
2 ovos
Farinha
Sal e pimenta

Molho
2 latas de tomate pelado (ou 1 kg de tomate fresco)
2 dentes de alho
10 colheres de sopa de azeite
1 folha de louro
1 ramo de salsa
8 folhas de manjericão
1 copo de vinho branco
Sal e pimenta
1 pitada de açúcar

Almôndegas: dar uma fervura ao bacalhau - quem tiver facilidade em tirar as espinhas e desfiar o bacalhau em cru, pode saltar este passo) – deixar arrefecer até conseguir retirar-lhe as espinhas e desfiá-lo muito bem. Juntar o bacalhau, o alho picado (uso um espremedor), a cebola picada, o pão, previamente demolhado em leite e bem escorrido, e a salsa. Misturar bem - já que estão com a mão na massa, aproveitem para desfiar um pouco mais o bacalhau. Bater os ovos e juntá-los ao preparado anterior, misturando até ficar uma pasta homogénea. Atenção: dependendo do tamanho dos ovos, pode ser que não seja preciso utilizá-los todos, pois convém que a massa das almôndegas não fica demasiado mole. Temperar com sal e pimenta. Moldar as bolinhas, passá-las por farinha e fritá-las.
xx
Para o molho: se usar tomate fresco, há que retirar-lhe a pele e as grainhas. Numa caçarola, juntar o tomate, o alho, o azeite, as ervas aromáticas e o vinho (verificar ao longo da cozedura se é necessário juntar a açúcar). Deixar cozinhar, até ficar um creme espesso e o tomate perder o sabor a cru. Retirar as folhas, passar o molho pelo liquidificador ou pela varinha mágica. Temperar com sal e pimenta.

30/11/07

Macarrão à portuguesa

A ideia para esta receita partiu de uma linguiça dos Açores que a Pipoka me ofereceu (que eu não sabia onde utilizar), à qual decidi juntar alguns enchidos que tinha e claro, um belo macarrão (inspiração, mais uma vez de uma receita dos livros da Vaqueiro, a minha bíblia…). É um prato bastante substancial, ideal para estes dias frios de Inverno…
Ingredientes:
½ Linguiça
½ Chouriço corrente
½ Morcela
200 gr de ervilhas
250 gr de macarrão (do mais fino – macarronete)
1 Cebola
1 Dente de alho
1 Folha de louro
1 Tomate médio
Azeite q.b.

Coloca-se a cebola e o alho a alourar em azeite, ao qual se junta o tomate e os enchidos cortados às rodelas (excepto a morcela que se junta no fim para não se desfazer) até apurarem. Coloca-se a folha de louro e água quente até cobrirmos metade da panela e deixa-se cozer em lume brando. Após a água ferver, junta-se as ervilhas e o macarrão, tempera-se com sal e pimenta. Junta-se agora a morcela cortada às rodelas e serve-se após o macarrão estar cozido.

14/11/07

Folhados endiabrados


Gosto muito de uns pastéis cabo-verdianos com uma estaladiça massa de farinha de milho e batata-doce, recheados com atum e muito picante. Chamam-se “pastéis com o diabo dentro”. O recheio dos meus folhados, feitos para aproveitar uma embalagem de massa com o prazo “por um fio”, lembrou-me esses pastéis, daí o nome.

Ingredientes:

2 latas de atum (240 g)
2 ou 3 tomates (usei enlatado)
1 cebola
2 dentes de alho
Tiras de pimento vermelho e verde (a gosto)
2 malaguetas secas
(nada de malaguetas pequenas, ou então não ficam endiabrados!)
Azeite q.b.
3 colheres de sopa de vinho branco
Sal q.b.
1 mão-cheia de coentros picados
Massa folhada (usei uma embalagem de 300 g, com 6 quadrados de massa refrigerada)
Gema de ovo para pincelar

Refogar a cebola em azeite, juntar o pimento e cozinhar um pouco. Adicionar o alho e, quando estiver dourado, juntar o vinho, o atum, o tomate, o vinagre, as malaguetas picadas e o sal. Deixar apurar (e evaporar o molho). Juntar os coentros picados, depois de apagar o lume. Deixar o preparado arrefecer um pouco, antes de rechear cada folhado com uma dose generosa de recheio. Fechar os folhados e pincelá-los com gema de ovo. Levar ao forno, pré-aquecido, durante 15 minutos a 200 graus. Servir com salada.

07/11/07

Esparguete no forno "guloso"

Esta é talvez das receitas mais fáceis e básicas que eu conheço, mas com melhor sucesso a nível do paladar! Não sei se é da cebola ou do tomate, mas este esparguete fica muito “guloso” (a minha amiga Pipoka conhece bem o termo…) o que nos dá vontade de comer e repetir e … repetir só mais uma vez… - embora saiba que não fica muito bem a uma cozinheira elogiar os seus próprios cozinhados, como a receita original não é minha (foi-me passada pela minha sogra e já tem muitos anos de existência), eu felicito o inventor!

Ingredientes:
400 gr esparguete
4 tomates médios
Polpa de tomate q.b.
1 cebola grande
2 ovos
5 salsichas alemãs
Azeite q.b.

Coze-se o esparguete, passa-se por água fria (para ficar solto e sem goma) e coloca-se num tabuleiro que vá ao forno. Numa frigideira faz-se o refogado com o azeite e a cebola cortada aos quartos médios (nem muito finos, nem muito grossos) e quando a cebola estiver transparente juntam-se os tomates cortados e a polpa de tomate. À parte cozem-se os 2 ovos. Até aqui bastante complicado, não? Por último, cobre-se o esparguete com o refogado da cebola e tomate, de seguida coloca-se os ovos cozidos cortados às rodelas e as salsichas cortadas em pedaços “grosseiros”. Vai ao forno até o molho do tomate começar a desaparecer e as pontas da cebola a queimar. Experimentem e deixem-me o vosso comentário! (só para ter a certeza se a receita é mesmo boa ou sou só eu que gosto muito…)
Nota: para quem não conhece esse sofisticado produto que são as salsichas alemãs, anexo uma imagem (não liguem à marca!)

05/11/07

Pesto à moda das chefs Fezoca e Agdá


“O seu a seu dono” já diz o ditado. Esta receita não é minha, mas adoptei-a logo, logo. Um pesto fora do comum. Inspirado no original italiano, reinterpretado pela cozinha tex-mex, tem um aroma bem português, com o pinhão a ser substituído pela bela da pevide e o manjericão a dar lugar aos coentros. Foi-me “apresentado” pela Fezoca e pela Agdá nas minhas incursões pelos respectivos – inspiradores e maravilhosos – blogues. Usei também esta receita com manjericão, em vez de coentros, e adorei. Uma excelente opção para o clássico pesto com pinhões, sobretudo porque nos dias que correm o pinhão custa um balúrdio.

Comi este pesto com massa, usei-o ainda numa sanduíche com fiambre de frango e também... depois publico aqui a receita!


Ingredientes:

1 chávena de chá de pevides (sementes de abóbora)
1 ramo de coentros (só folhas) ou manjericão a gosto
1 chávena de chá de queijo parmesão ralado
1 colher de sopa de suco de limão
2 dentes de alho (usei 1)
Azeite a gosto
Pimenta a gosto
Sal a gosto (não usei)


Torrar as pevides numa frigideira por 3 ou 4 minutos, mexendo sempre. Na picadora ou com a varinha mágica, triturar as pevides com os restantes ingredientes. Ir juntando o azeite, a pouco e pouco, de acordo com a consistência desejada, ou mais espesso ou mais ralo.

24/10/07

Lasanha com espinafres e requeijão


(Please scroll down to read the recipe in English)

Todos os pretextos são bons para fazer – e comer - massa. Por isso, aproveitei o desafio da Verena do Mangia que te fa bene, a propósito do World Pasta Day, para publicar a receita de um dos clássicos da minha cozinha.
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Ingredientes:

250 g de lasanha fresca
450 g de espinafres congelados
5 dentes de alho picados
½ chávena de leite
2 requeijões de ovelha (400 g)
1 embalagem de molho bechamel (5 dl)
1 embalagem de natas (2 dl)
1 colher de chá de sumo de limão
Noz-moscada
Parmesão ralado
Azeite
Sal e pimenta


Dar uma fervura nos espinafres 3 a 4 minutos, escorrê-los bem e salteá-los em azeite com os dentes de alho picados. Juntar o leite, temperar com sal e pimenta e deixar cozinhar 1 ou 2 minutos. Coloco o leite para que os espinafres não fiquem muito secos e seja mais fácil misturá-los com o requeijão, que é o passo seguinte. Salpicar o fundo do tabuleiro com um pouco de natas, para a 1.º camada de lasanha não pegar. Colocar as folhas de lasanha, alternadas com o recheio (esta é a parte que todos conhecem!). Cobrir com o seguinte molho: o bechamel de compra, misturado com as natas, temperado com noz-moscada e limão. Verter este molho sobre a lasanha e polvilhar com parmesão ralado. Vai ao forno 30 minutos. Deixar arrefecer 10 a 15 m antes de comer (vá lá resistam, pois o sabor fica bem melhor).



Portuguese-Italian lasagne (with requeijão and spinach)

Any excuse is a good excuse to make (and eat) pasta. Therefore, I’ve seized Verena’s (Mangia que te fa bene) challenge to make and post my kitchen pasta classic, commemorating World Pasta Day. Requeijão is a traditional Portuguese cheese, similar to ricotta, made with sheep or cow whey. In this recipe, I’ve used the first one.
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Ingredients:
250 g fresh lasagne
450 g de frozen spinach
5 minced garlic cloves
½ cup milk
400 g requeijão
5 dl béchamel/white sauce
2 dl pasteurized cream
1 teaspoon lemon juice
Ground nutmeg
Grated parmesan cheese
Olive oil
Salt and black pepper

Bring spinach to boil for 3 or 4 minutes, draining them well. Sauté spinach with garlic in olive oil. Add milk and season with salt and pepper. Milk makes it easier to combine spinach and cheese, which is the following step. Spread a small amount of cream on the bottom of a pan. Then place the lasagne and spinach stuffing in layers. Cover with the following sauce: béchamel sauce, the remaining cream, ground nutmeg and lemon juice. Sprinkle with parmesan cheese. Bake for 30 minutes or until cheese is lightly brown. Wait 10/15 minutes until serving. Bom apetite (which means "Tuck in").
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Thanks mrs pickles for helping me in this translation!

10/10/07

Massa apressada


Quando chego tarde a casa, já sem grande vontade de cozinhar mas com muita vontade de jantar, acabo por fazer o tradicional inglês Beans on Toast com um ovito a cavalo (tenho sempre uma latinhas de Heinz Baked Beans na minha dispensa para estas emergências), ou ainda uma "Massa Apressada"... quase sempre de improviso. Esta gostaria de partilhar convosco porque, além de muito saborosa, é muito simples e rápida de fazer.

Ingredientes:

Massa para duas pessoas comilonas
1 colher sopa de azeite 3-5 dentes de alho
1 malagueta fresca grande
1 pacote pequeno de natas light
1 colher de café de puré de tomate
1 colher de chá de ketchup
1/2 copo de vinho branco
1 colher de sopa de salsa picada
Sal q.b.

Enquanto se coze a massa em água quente com sal, leva-se a lume brando um tacho grande com o azeite, o alho picado miudinho, e a malagueta fresca cortada às rodelas muito fininhas aproveitando também as sementes ;). Quando o alho e a malagueta estiverem amolecidos, deitar as natas e o sal, e misturar bem. A seguir deita-se o vinho, mexendo sempre para não talhar, e por fim, acrescenta-se salsa. Junta-se a massa ao molho, misturando muito bem. Servir logo (fundamental), acompanhar com um bom vinho branco e finalmente relaxar... Espero que gostem ;)


Massa de inspiração Tailandesa


Aqui há uns anos assisti a duas aulas de cozinha tailandesa. Dessa minha experiência, além da paixão pelos sabores desse país, ficou a associação da respectiva culinária aos seguintes temperos e ingredientes: molho de peixe, vinagre, açúcar, massa de arroz, amendoim... que estão presentes nesta receita e justificam o nome. Desculpem lá os q.b., mas é conveniente temperar e rectificar consoante o gosto de cada um, sobretudo quando não se está familiarizado com o molho de peixe.

Ingredientes:

Massa de arroz (1 barra, ou seja, cerca de 130 g)
60 g de cogumelos secos chineses (vendem-se nas mercearias asiáticas) ou 150 g de cogumelos frescos (aconselho os shitake, pois também têm um sabor intenso)
3 dentes de alho
2 colheres de sopa óleo
200 g de rebentos de soja
3 ovos
Cebolinho q.b.
Molho de peixe q.b. (também à venda nas mercearias asiáticas)
Açúcar q.b.
Vinagre q.b.
Amendoim moído

Demolhar os cogumelos secos cerca de 30 minutos, escorrê-los bem e laminá-los. Num wok, fritar o alho picado no óleo, sem queimar. Juntar os cogumelos, deixar que percam um pouco da água. Temperar com molho de peixe, vinagre e uma pitada de açúcar. Entretanto, demolhar a massa de arroz em água a ferver, de 3 a 5 minutos. Escorrer a massa e juntá-la aos cogumelos. Rectificar os temperos (molho peixe, açúcar, vinagre). Juntar o cebolinho picado e os rebentos de soja, deixar cozinhar. Verificar os temperos. Bater os ovos, vertê-los sobre a massa, deixando-os cozinhar, sem mexer. Só depois é que se mistura tudo. Servir enfeitado com amendoim moído.

25/09/07

Linguine al nero di seppia com gambas e alho francês

Há quase 10 anos que este prato faz parte do meu receituário. É muito saboroso e, sobretudo, original, pelo acompanhamento (massa de tinta de choco) e por fugir à corriqueira massa com molho de natas (que por acaso, também gosto muito). Aprendi esta receita num curso da Cozinhomania, ministrado pela Maria Paola, do restaurante Casa Nostra. Espero que ela me perdoe esta ousadia, sobretudo por que, como dizem os italianos “traduttore, traditore”... num sentido mais lato, quem interpreta o que quer que seja, acaba por acrescentar algo de seu...como reinventar não me parece nada mal, eis a receita:

Ingredientes para 5 a 6 pessoas:

1 kg gambas/camarões
2 alhos franceses médios (ou 3, caso só utilizem a parte branca)
125 g manteiga
4 dl de caldo de gambas/camarão
500 g de linguine al nero di seppia
Sal e pimenta

Cortar o alho francês em rodelas finas. Muita gente só utiliza a parte branca, mas acho que é um desperdício deitar fora quase metade do alho francês. Assim, rejeito as folhas verdes escuras e com ar velho, utilizando uma boa parte das folhas verdinhas claras. Gosto do seu sabor intenso... Pôr o alho francês de molho em água morna até libertar a terra. Cozer os camarões em água temperada com sal. Reservar a água. Descascá-los e retirar as cabeças. Triturar as cabeças e a água de cozedura do camarão com a varinha mágica. Coar e reservar. Numa caçarola, em lume brando, estufar o alho francês com a manteiga cerca de 15 minutos. Juntar o caldo do camarão e deixar engrossar (o alho francês fica bem desfeito). Verifica-se o sal e temperar com pimenta preta moída na altura. Juntam-se os camarões cozidos para que aqueçam e ganhem sabor. Servir com linguine al nero di sepia, ou seja, massa de tinta de choco.

2 dicas:
1. Não vertam o alho francês com a água directamente para o coador, pois correm o risco da terra – que fica depositada no fundo da tigela - ir atrás. Retirem o alho francês da água com as mãos e coloquem-no no coador. Se tiverem uma centrifugadora de saladas (salad spinner), passem lá o alho francês para que perca o máximo de água, antes de ser cozinhado.
2. Congelem o caldo de camarão que restar para utilizar noutra receita!