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22/11/10

Mexilhões com molho thai


Como gosto mais de mexilhões do que de amêijoas, acho sempre que é dada pouca importância a este bivalve que, além de muitíssimo saboroso, tem um preço muito simpático. Em minha casa, o mexilhão é normalmente confeccionado com molho de tomate, servido como entrada, com um pãozinho saloio, ou como prato principal, acompanhador por massa. Para variar, decidi usar as ervas e os temperos que uso habitualmente para a comida tailandesa. Ficou delicioso.

Ingredientes:

1 kg de mexilhões
1 colher de sopa de óleo
3 dentes de alho
2 colheres de sopa de gengibre fresco ralado
½ pimento vermelho
1 malagueta (ou molho picante)
2,5 dl caldo peixe ou água
2 colheres de sopa de molho de peixe*
(se o seu caldo tiver sal, reduza esta quantidade)
2 talos de erva príncipe*
1 pitada de açúcar
Coentros frescos


Nota: não use caldos de compra, pois têm um sabor demasiado intenso e salgado. É preferível usar água, caso não tenha caldo caseiro. Como costumo cozer peixe a vapor, reaproveito essa água que fica com o sabor do peixe.

Limpar os mexilhões, descartando os que têm a casca partida. Num tacho, ou caçarola, refogar o alho picado e o gengibre em óleo. Juntar o pimento e a malagueta, cortados aos cubinhos e deixar cozinhar 1 ou 2 minutos. Verter o caldo de peixe. Juntar os talos de erva príncipe esmagados, o molho de peixe e uma pitada de açúcar. Verificar os temperos. Quando o caldo começar a ferver, junte os mexilhões. Assim que os mexilhões abrirem, está pronto! É só polvilhar com coentros frescos.

* Produtos à venda nos supermercados asiáticos. Os talos de erva príncipe encontram-se na secção de congelados.


17/03/10

1 ano de 4 por 6: chowder de mexilhão e de alho-francês

O 4 por 6 completou ontem um ano. Não tenho sido tão activa quanto seria desejável, no entanto, o balanço deste projecto tem sido muito positivo. Experimentei a dificuldade de ter um orçamento reduzido, aprendi a economizar na cozinha (e em outras áreas da minha vida quotidiana), tornei-me mais atenta aos preços, pus a cabeça a funcionar para elaborar dicas de poupança e inventar (ou adaptar) receitas originais e económicas…

Nesta retrospectiva, cabem ainda algumas peripécias: uma entrevista à jornalista Cláudia Henriques para a revista Gingko, com direito a almoço festivo para uma conturbada e divertida sessão fotográfica; uma ida ao programa Portugal no Coração, onde fomos acolhidas com imensa simpatia por toda a equipa... A senhora cabeleira que me queimou o colo com a escova de esticar o cabelo está definitivamente perdoada ;-)

Mas o quadro jamais estaria completo se não referisse as minhas companheiras de projecto. Suzana, Laranjinha, Elvira, Marizé e Mariana, minhas queridas amigas, com quem partilho este amor pelos tachos e panelas, e pela tagarelice, entre outras paixões que só se dividem com pessoas extraordinárias como só elas sabem ser. 

Espero que o prazer com que faço o 4 por 6 tenha passado para todos os que visitam esta cozinha virtual. E, sobretudo, espero que, para alguns de vós, as minhas receitas e dicas de economia doméstica tenham sido úteis.
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Bem... vamos lá à receita... Mais uma sopa refeição, desta feita um Chowder de Mexilhão e alho francês, adaptada do livro Tender de Nigel Slater.




Ingredientes:


1 kg de mexilhão
2 alhos-franceses
500 g de batatas
75 g de bacon
40 g de manteiga
1,5 dl natas
2,5 dl de vinho branco
Ervas a gosto


Lavar e limpar o mexilhão. Cortar o alho-francês em rodelas finas, lavá-lo e secá-lo bem. Descascar as batatas e cortá-las em cubos. Cortar o bacon em tiras e passá-lo por manteiga até ganhar cor. Juntar o alho-francês e deixar estufar uns 10 ou 15 minutos, mexendo ocasionalmente. Cozinhar o mexilhão no vinho branco (é só deixar abrir os bichinhos). Coar o líquido e reservar. Cozer as batatas no líquido de cozedura do mexilhão, juntando sal, pimenta em grão, as natas e as ervas (louro, salsa, tomilho). Entretanto, descartar os mexilhões que não se abrirem e retirar os restantes das cascas. Junte as batatas cozidas, e o respectivo líquido da cozedura, ao alho francês a ao mexilhão cozido. Adicionar um pouco de água, se achar necessário - mas atenção que não é para ficar com muito líquido. Rectificar os temperos. Servir.

Nota: se quiser um chowder mais basto, pode triturar parte das batatas.


Se optar por miolo de mexilhão congelado: os mexilhões congelados regra geral são mais caros do que os frescos. No entanto, o Continente vende embalagens de 500 g por um preço bem simpático, 3 euros. Nesta receita precisamos de, sensivelmente, 350 g de miolo de mexilhão, por isso, não corremos o risco de ultrapassar o plafond do 4 por 6.


Se preferir usar miolo de mexilhão congelado, não os cozinhe em água, junte-os ao estufado de alho francês e bacon, adicione o vinho e deixe apurar 2 ou 3 minutos. Quanto às batatas, coza-as em água com natas e os temperos. Depois junte tudo.
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Para sobremesa, proponho este delicioso pudim de leite condensado.



Vamos às contas: os valores de referência são do Continente. Volto a referir que este hipermercado vende uma marca de miolo de mexilhão congelado a um preço muito acessível, perfeitamente consentâneo com uma refeição de custos controlados.




Dica de poupança: antes de decidir entre dois produtos similares, repare sempre no preço por quilo. Quantas vezes não levamos para casa o mais caro, porque impulsivamente escolhemos a embalagem mais barata? Ao chegar a casa lá nos apercebemos de que a embalagem mais barata tinha 150 g de produto e que a que ficou no supermercado, afinal, tinha mais quantidade e, por isso, era mais acessível.

04/03/09

Pataniscas de polvo com arroz de feijão

Como grande apreciadora de polvo, esta é uma das várias receitas que gosto (apesar da gordura e do alto teor calórico da mesma). Podemos fazer estas pataniscas como petisco, ou como refeição principal com um belo arroz de feijão – para ficar mais “leve”… Retirei esta receita do site da Vaqueiro e não fiz alterações, pois foram poucas as vezes que fiz pataniscas.

Ingredientes:
500 g de polvo
2 cebolas
2 a 3 dentes de alho
½ pimento vermelho
2 colheres de sopa de milho doce cozido
1 a 2 colheres de sopa de salsa picada
100 g de farinha
2 ovos
sal pimenta q.b.
1 dl de água
óleo para fritar

Cozer o polvo com a cebola na panela de pressão durante 20 minutos (após começar a “chiar”). Escorrer o polvo e cortar em pedaços pequenos. Numa tigela colocar: cebola e alhos picados, assim como o pimento. Juntar o milho, a salsa picada e a farinha. Mexer e adicionar os ovos (previamente batidos). Temperar com sal e pimenta e ir adicionando a água até unir. Juntar o polvo e mexer. Numa frigideira, colocar o óleo a aquecer e com a ajuda de uma colher de sopa, ir colocando pequenas porções de polme de polvo a fritar e ir virando dos dois lados até ficarem douradas. Colocar sobre papel absorvente para retirar a gordura.
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Para o arroz: refogamos 1 cebola com, 2 dentes de alho picados em 2 colheres de sopa de margarina, até a cebola estar dourada. Colocar o arroz (2 chávenas de chá) e deixar saltear até o arroz começar a ficar transparente. Ir juntando a água aos poucos (cerca de 5 a 6 chávenas, para o arroz ficar “malandrinho”) e o sal.Deixar cozinhar até o arroz ficar quase cozido e juntar uma lata pequena de feijão encarnado (previamente escorrido e passado por água). Cozinhar até o arroz ficar cozido.

10/11/08

Lulas com pasta de coentros e malaguetas

A colocação de produtos na zona das caixas dos supermercados é claramente uma técnica de marketing. Eles estão ali estrategicamente posicionados para nos levar a comprar mais qualquer coisinha, enquanto aguardamos a nossa vez de pagar. Sim, os livros e revistas não estão lá para passarmos o tempo, é mesmo para ver se “pega” e acabamos por levá-los... os chocolates, caramelos e pastilhas estão lá para nos aguçar o apetite.

Embora conheça essas tácticas, de facto, não resisto. Folheio uma revista daquelas com as aventuras, desventuras e tristes figuras dos ricos e famosos... com esta estou segura, pois teria vergonha de comprar. Faço um esforço para não olhar para os chocolates. Tem de ser...olha os quilos a mais. Mas quase sempre compro uma caixa de pastilhas. E, muitas vezes, uma revista de culinária, desta feita, trouxe comigo o livro Cozinha Tailandesa, do qual adaptei esta receita.

Estava aqui a pensar se não seria uma espécie de justiça poética ser “enganada” pelas estratégias que, como o profissional da área do marketing, tantas vezes utilizo...enfim, adiante...

Notas: 1. A receita parece-me mais de inspiração tailandesa do que propriamente tradicional. 2. Para os que ficam em pânico com a palavra malagueta: se retirarem as sementes das malaguetas e omitirem o molho picante, este é um prato até meio adoçicado. 3. A fotografia não faz justiça ao prato... digo-vos já que não é fácil fotografar lulas!


Ingredientes:

600 g de lulas limpas e cortadas às rodelas
1 pimento vermelho
(sem sementes e cortado aos cubos)
1 limão (sumo)

30 g de creme de coco em barra
100 ml de iogurte grego
150 ml de água quente

Pasta de malaguetas e coentros:


2 colheres de sopa de óleo
1 colher de sopa de molho picante
(o que tiverem em casa)
1 cebola picada
2 malaguetas (limpas de sementes)*
1 pedaço de gengibre com cerca de 2,5 cm
(picado/ralado)
½ ramo de coentros

½ colher de sopa de coentros em pó
½ colher de sopa de cominhos em pó
1 colher de sopa de açúcar amarelo
1 colher de sopa de molho de peixe


*Atenção: quando abrirem e limparem as malaguetas/pimentas, utilizem luvas.

Na picadora, triturar todos os ingredientes indicados para a pasta. Deitar esta pasta num wok, deixar libertar os aromas, salteando-a por 3 ou 4 minutos. Adicionar os pimentos e cozinhar uns 2 minutos. Verter o iogurte, deixar levantar fervura, e juntar as lulas cortadas às rodelas. 2 ou 3 minutos depois, juntar o sumo de limão, o coco e a água. Rectificar o sabor (e sal), juntando molho de peixe. Deixar as lulas cozinhar. Servir com arroz basmati ou jasmim.

26/11/07

Salada quente de polvo



A clássica salada estival traja-se a preceito para enfrentar as estações frias:

Ingredientes:
1 polvo com 1/1,200 kg
1 cebola
1 folha de louro
4 ou 5 grãos de pimenta preta
1 pimento vermelho assado (pode assar ou comprar já assado)
3 batatas-doces
12 azeitonas pretas
2 dentes de alho
Uma mão-cheia de coentros picados
Azeite
Sal

Cozer o polvo na panela de pressão cerca de 20 minutos com água, a cebola, a pimenta, o louro e azeite (não juntar sal). Entretanto, assar o pimento (eu asso-o no bico do fogão e, para não sujar muito, coloco papel de alumínio à volta do bico). Retirar a pele do pimento e cortá-lo em tirinhas. Cozer as batatas-doces, cortadas aos cubinhos. Picar as azeitonas. Cortar o polvo aos pedaços e passá-lo numa frigideira com uma dose generosa de azeite, o alho esmagado e os coentros. Nesta fase, verificar se é necessário juntar sal ao polvo. Misturar todos os ingredientes numa saladeira. Quando servir, regar a salada com um pouco de vinagre balsâmico.

Nota: para tornar o polvo mais tenro, em vez de o bater, o melhor é comprá-lo uns dias antes de o utilizar e congelá-lo.



19/10/07

Arroz de polvo (muito malandrinho)


Já andava para convidar uns amigos há muito tempo para experimentarem uma das minhas especialidades, arroz de polvo… Pois foi este fim-de-semana, sábado à noite!!! A receita saiu-me bem e um bom vinho branco da Companhia das Lezírias ajudou à festa…Para quem quiser experimentar, é muito simples…

Ingredientes:
(para 4 pessoas com bastante apetite)
1 polvo grande ou 2 médios (se sobrar polvo, fazem uma salada no dia seguinte)
2 cebolas grandes
4 tomates pequenos maduros
Tiras de pimento verde “a gosto”
2 chávenas de chá (grandes) de arroz
Coentros "a gosto"
Picante "a gosto"

Cozer o polvo, 30 a 40 minutos, na panela de pressão com uma cebola descascada e cortada em 4. Num tacho de barro, refogar a cebola em azeite até alourar e depois juntar o tomate aos bocados e as tiras de pimento. Como o arroz deve ser feito “na hora”, para ficar com muito molho, a minha sugestão é cozer primeiro o polvo e deixar o refogado pronto. Quando os convidados chegam, enquanto comem uns aperitivos… pomos o refogado a aquecer, juntamos o arroz (para dar uma fritura) e vamos acrescentando a água de cozer o polvo (para 2 chávenas de arroz ponho 6 de água). Quando começar a ferver, junta-se o polvo cortado aos bocados. Como se está a utilizar um tacho de barro, que conserva bem o calor, retiramos o arroz do lume sem estar totalmente cozido e adicionamos coentros picados (a foto foi tirada precisamente neste momento, por isso, o arroz está com muito molho). Levem à mesa e, enquanto se sentam, o arroz fica “no ponto”! Já me esquecia… colocar 1 malagueta ou picante a gosto quando se junta o polvo!