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26/12/12

Brigadeiros (ou bolinhos) de batata-doce

brigadeiros (bolinhos) de batata doce


Cá está um doce que tem cheiro de Natal, mas que nos deixa com a consciência (e não só) bem menos pesada do que as rabanadas, azevias, filhoses, bolo-rei e outras bombinhas de açúcar típicas desta época. Aproveito para desejar Boas Festas a tod@s e um ano de 2013 recheado de coisas boas.


Ingredientes: 

1/2 kg de batata-doce
1/2 chav. nozes
1/4 chav. tâmaras
1 colher de sopa de mel (facultativo)
coco ralado q. b.
raspa limão q. b. 
Podem juntar especiarias, caso queiram (cardamomo e/ou canela, por exemplo)

Cortar a batata-doce em rodelas grossas (não é preciso retirar a pele). Cozer a batata-doce ao vapor. Deixar arrefecer um pouco e retirar a pele. Pode descascar a batata-doce antes de a cozinhar, mas asseguro que dá menos trabalho e desperdiça-se menos, usando este método. Reduzir a batata-doce a puré (pode ser com um garfo), juntar as nozes e as tâmaras picadas. Misturar bem. Provar para decidir, de acordo com o seu gosto, se é quer juntar o mel. Moldar bolinhas e passar coco ralado previamente misturado com raspa de limão. 
Estes "brigadeiros" conservam-se bem 2 ou 3 dias no frigorífico. 

Rendimento: 20 brigadeiros

Fonte: aprendi esta receita com a Maria Leonor Braga, num workshop de cozinha ayurvédica no Museu do Oriente. 

04/03/11

Pizza de pêra com Roquefort e nozes

Foto gentilmente cedida por Cinco Quartos de Laranja

Sempre gostei de queijos fortes. Lembro-me de que, com 4 ou 5 anos, atirava-me com unhas e dentes a um pedaço de queijo S. Jorge daqueles bem intensos com um picante acentuado. Nessa época não tinha acesso ao Roquefort, nem aos chamados queijos azuis (Cabrales, Gorgonzola, Stilton, Danish blue), mas assim que experimentei fiquei rendida. Gosto particularmente da conjugação do Roquefort com a pêra e as nozes, com o seu contraste salgado/doce. Por isso, quando fui convidada para um animado jantar de pizzas, veio-me logo à ideia este trio de ingredientes. Até porque me trazem à memória um jantar com a Laranjinha e a Marizé no restaurante lisboeta Buenos Aires, onde experimentámos uma magnífica salada de endívias, pêra e Roquefort.


A massa da pizza, nestes jantares temáticos, é sempre da responsabilidade do Ricardo, que a executa na perfeição.


Ingredientes:


3 peras Rocha maduras
100 g de queijo Roquefort (ou outro queijo azul)
2 ou 3 colheres de sopa de natas (ou de leite)
Nozes a gosto


Lavar muito bem as peras e retirar-lhes o pedúnculo. Não é preciso descascar a fruta. Cortar em fatias finas. No microondas, derreter metade do queijo (50 g) com um pouco de natas. Mexer até que fique uma pasta homogénea. Barrar a base da pizza com este molho, dispor as fatias de pêra, por cima, esfarelar o resto do queijo e finalizar com as nozes picadas grosseiramente. Levar ao forno e servir acompanhada com uma bela salada.

18/01/11

Biscotti de amêndoa e chocolate

biscotti amendoa choco

Sempre que me apetece uma receita (doce ou salgada) especial, descomplicada, que funciona sempre, feita com aqueles ingredientes que se têm sempre à mão, regresso ao livro Rachel's Favourite Food for Friends. Desta vez, escolhi estes biscotti e fiquei desde logo arrependida por não ter dobrado a dose, mas claro para dois seria um exagero...

Acompanhados por uma chávena fumegante de chocolate quente, estes biscotti são excelentes para saborear numa tarde fria e chuvosa, enquanto se assiste a uma excelente série (e se dão umas boas gargalhadas) ou se folheia um bom livro à procura de inspiração para as receitas ;-).

Ingredientes:



80 g de chocolate
60 g de amêndoas torradas
1 ovo
100 g açúcar
125 g farinha
½ colher de chá de fermento
1 colher de sobremesa de leite para pincelar
1 colher de sopa de açúcar para polvilhar




Thermomix_bimby:


Picar o chocolate grosseiramente, pressionando 3 vezes no botão turbo. Retirar do copo e reservar. Bater o ovo com o açúcar 1m30seg/vel. 4. Juntar a farinha e o fermento, programar 40 seg./vel. 4. Juntar o chocolate picado e as amêndoas inteiras (ou partidas ao meio), misturando 40 seg./vel. colher.


Num tabuleiro de ir ao forno, estender um tapete de silicone, por cima, ponha a massa e molde um rolo baixo com cerca de 4x28 cm. Caso use papel vegetal, antes de colocar a massa em cima do papel, molde o rolo numa superfície enfarinhada. Pincele o rolo com o 1 sobremesa de sopa de leite e polvilhe com 1 colher de sopa de açúcar. Leve ao forno pré-aquecido a 180 graus durante 20 minutos, retire do forno, corte em fatias com cerca de 1 cm de espessura. Leve novamente ao forno, 4 ou 5 minutos de cada lado até que os biscotti fiquem dourados e secos. Deixar arrefecer e guardar num recipiente hermético.

Tradicional:



Picar o chocolate grosseiramente. Reservar. Bater o ovo com o açúcar. Juntar a farinha e o fermento e misture bem. Finalmente, adicione o chocolate e as amêndoas inteiras ou partidas ao meio. Misture com uma espátula ou com as mãos.

Num tabuleiro de ir ao forno, estender um tapete de silicone, por cima, ponha a massa e molde um rolo baixo com cerca de 4x28 cm. Caso use papel vegetal, antes de colocar a massa em cima do papel, molde o rolo numa superfície enfarinhada. Pincele o rolo com o 1 colher de sobremesa de leite e polvilhe com 1 colher de sopa de açúcar. Leve ao forno pré-aquecido a 180 graus durante 20 minutos, retire do forno, corte em fatias com cerca de 1 cm de espessura. Leve novamente ao forno, 4 ou 5 minutos de cada lado até que os biscotti fiquem dourados e secos. Deixar arrefecer e guardar num recipiente hermético.




07/01/11

Torta de Nozes da Fernanda (breve regresso à infância)

torta de noz


Esta receita é de uma amiga da minha mãe, a Maria Fernanda, uma doceira de mão cheia. Em tempos, teve um pequeno café que vendia doces conventuais da região de Coimbra, pastéis de Tentúgal, pastéis de Santa Clara, queijadas de amêndoa. Era tudo feito artesanalmente, até o queijo fresco para as queijadas. Talvez por isso muitos viajantes fizessem questão de fazer um desvio para parar naquele verdadeiro paraíso à beira da estrada.

Esse local faz parte das minhas memórias de infância... A bancada de mármore onde a massa dos pastéis de Tentúgal era estendida até ficar com a espessura de papel vegetal (nunca comi outros iguais); o cheiro das queijadas acabadinhas de sair do forno; o prazer de trincar a fina massa dos pastéis de Santa Clara e saborear o delicioso recheio de doce de ovos e de amêndoa – os últimos que comprei, numa pastelaria no centro de Coimbra, eram tão grossos que nunca mais fui capaz de repetir a experiência (já lá vão mais de 15 anos); as brincadeiras com o Nando e a Cristininha, com quem jogava pingue-pongue e inventava histórias com soldadinhos, animais em miniatura e comboios eléctricos.

Ingredientes:


250 g miolo de nozes
250 g açúcar
2 colheres de chá de farinha
(não é engano: são mesmo 2 colheres de chá ;-))
1 colher de chá de fermento
6 ovos


Picam-se as nozes no robô de cozinha. Mistura-se a farinha com o fermento e envolvem-se as nozes moídas. Batem-se bem as gemas com o açúcar (é preciso energia!) e adiciona-se a mistura das nozes com a farinha e o fermento (fica uma massa consistente). Batem-se as claras em castelo bem firme e envolvem-se, aos poucos, com a massa.

A melhor forma de assegurar que a torta não se parte após a cozedura, quando for enrolada, é usar papel vegetal. Num tabuleiro, colocar uma folha de papel vegetal, untar com manteiga e farinha, ou com spray desmoldante (usei spray). Verter a massa e levar ao forno, previamente aquecido (10 minutos) entre 180 a 200 graus deixando cozer entre 10 a 15 minutos.

Pegando nas pontas do papel vegetal, vai-se enrolando a torta, ainda quente e deixa arrefecer completamente antes de servir.




06/12/10

Brownie de abóbora e nozes

brownie de abobora e noz

Gosto muito do Chakall. Delicio-me com as suas receitas, sempre com um toque exótico ou com um twist surpreendente. Rio-me com o seu bom humor – o programa que ele tem agora na SIC Mulher é super engraçado, nomeadamente a maneira informal como ele conversa com as pessoas e a sua relação especial com a paciente cadela Pulga (será que ela vai ter finalmente direito ao tão desejado bitoque?). Encanto-me com a sua simpática aparência… até acho piada ao turbante e ao sotaque. O mais recente livro dele, Portugal Revisitado, já está na minha whish-list natalícia, mas o brownie que hoje vos trago é da sua primeira obra, Cozinha Divina. Testada pela Margarida e aprovada pela Gasparzinha, esta receita do Chakall só podia mesmo ser maravilhosa!



Ingredientes:


350 g de puré de abóbora*
1 chávena de farinha
1 chávena de açúcar amarelo
1 colher de chá de fermento
½ colher de chá de bicarbonato de sódio
½ colher de chá de sal
½ colher de chá de gengibre (usei em pó)
2 colheres de chá de canela
1 colher de chá de noz-moscada
100 ml de natas (a Gasparzinha sugere o uso de iogurte)
100 ml de óleo
2 colheres de chá de extracto de baunilha
½ chávena de miolo de nozes

*Asse a abóbora no forno, envolta em alumínio, ou coza-a a vapor, num recipiente ou tacho adequados; caso tenha a Bimby, use a Varoma. São as melhores formas cozinhar a abóbora para que não fique com demasiada água. Depois triture a abóbora no robô de cozinha, na Bimby ou com a varinha mágica.


Tradicional

Pré-aquecer o forno a 180 graus. Untar uma forma rectangular (usei uma de 20x28 cm) com manteiga e forre com papel vegetal, se preferir use uma forma de silicone e assim já não precisa de untar nem usar papel vegetal.

Manualmente ou no robô de cozinha, bata todos os ingredientes até obter uma massa uniforme. Leve ao forno 10 minutos ou até ficar estaladiço por fora e com uma textura “apudinada” por dentro. Atenção que este tempo depende dos fornos: no meu (que é da idade da pedra) tive que deixar cozinhar quase 20 minutos.

Thermomix_bimby


Pré-aquecer o forno a 180 graus. Untar uma forma rectangular (usei uma de 20x28 cm) com manteiga e forre com papel vegetal, se preferir use uma forma de silicone e assim já não precisa de untar nem usar papel vegetal. Coloque todos os ingredientes no copo da Bimby e programe 15 seg/vel 4/inversa.

Leve ao forno 10 minutos ou até ficar estaladiço por fora e com uma textura “apudinada” por dentro. Atenção que este tempo depende dos fornos: no meu (que é da idade da pedra) tive que deixar cozinhar quase 20 minutos.




14/07/10

Mousse de iogurte e manga com curcuma e cardamomo



Uma sobremesa fresca, pouco doce, com uma nota suave de especiarias... É sem dúvida perfeita para os dias de calor.

Por coincidência, no dia em que fiz esta mousse para o almoço, a Ameixinha publicou mango fool também com especiarias, e também teve a ideia de o servir em copinhos de iogurte... Embora andemos sempre de candeias às avessas, desde que lhe “amarfanhei o pente”, pelos vistos até existe alguma sintonia entre nós... Não é D. Ameixa?

Ingredientes:


5 iogurtes simples (escorridos)
1 manga (com cerca de 500 g)
60 g de açúcar
¼ colher de curcuma (açafrão da Índia)
5 ou 6 vagens de cardamomo
200 ml de natas frescas
Pistáchios q.b.

Deixar o iogurte a escorrer de um dia para o outro para que liberte o soro e fique com uma consistência pastosa (Depois de escorridos, ficará com cerca de 250 g de iogurte). Moer as sementes do cardamomo no almofariz. Triturar a manga com a varinha mágica, misturando o cardamomo e a curcuma. Bater o iogurte com o açúcar e misturar à manga. Por fim, juntar as natas batidas. Colocar a mousse em copinhos de iogurte – uma excelente forma de reutilizar recipientes de vidro, poupando dinheiro, pois não tem necessidade de comprar taças de sobremesa. Levar a mousse ao frigorífico pelo menos 3 horas. Servir enfeitada com pistáchios picados grosseiramente.

14/05/10

Gelado de Nutella (creme de chocolate e avelã)


Gosto muito de receitas rápidas, de simples confecção e deliciosas. São sempre um trunfo para dias de preguiça, para visitas inesperadas, ou para festas em que temos que preparar mais pratos do que é hábito. Esta é uma dessas receitas. Claro está que, quem tem máquina de gelados, em poucas horas terá sobremesa, quem não tem, terá que planear fazer o gelado com boas horas de antecedência.

A receita foi retirada do Tachos de Ensaio, da minha querida amiga Marizé, que anda desaparecida há alguns meses da blogosfera. Espero que ela volte rapidamente para lhe poder continuar a roubar receitas maravilhosas.

Sugestões: o gelado pode ser servido como a Marizé fez, como recheio de crepes, ou pode usá-lo num affogato, juntando, num copo largo ou taça, uma bola de gelado, um fio de rum dourado e uma chávena de café forte.

Ingredientes:


1 lata (410 g) de leite evaporado frio
350g de Nutella (à temperatura ambiente)
50 ml de natas espessas frias
(não estava na receita original, mas juntei-as para cortar um pouco de doce)


Se tiver máquina de fazer gelados: bata todos os ingredientes com a varinha mágica e verta-os na máquina de gelados. Proceda de acordo com as instruções do fabricante. Guarde o gelado no congelador em recipiente apropriado.

Procedimento sem máquina: bata o leite evaporado até obter um líquido mais espesso e espumoso. Junte o creme de chocolate e avelãs e as natas e bata até ficar homogéneo. Para obter um gelado cremoso e evitar a formação de cristais de gelo, colocar o creme no congelador e, quando este começar a dar sinais de que está a congelar, retirá-lo e batê-lo na batedeira, levando-o novamente ao congelador. Esta operação deve ser repetida 3 ou 4 vezes.

Retire o gelado do congelador 15 minutos antes de o servir.

03/05/10

Crumble de ruibarbo e de morango


Há cerca de um ano, uma leitora lançou-me o desafio de cozinhar com ruibarbo. Passou bastante tempo, mas não me esqueci do pedido... Aqui está uma receita, especialmente dedicada a ela, Sónia D. Espero que goste.

O ruibarbo foi comprado no Pingo Doce, foi a primeira vez que vi à venda neste supermercado. Já me tinha dito que, de quando em vez, há no Corte Inglès. Não sei se as lojas de produtos biológicos (MIosótis, Biocoop) terão...




Ingredientes


250 g de ruibarbo
250 g de morangos
2 colheres de sopa de vinho do Porto
75 g de açúcar
2 colheres de sopa de maisena

Crumble:
140 g de farinha com fermento
70 g de açúcar mascavado claro
85 g de manteiga
50 g de amêndoa (picada grosseiramente – usei com casca)


Notas: as folhas do ruibarbo são venenosas, só se usa o caule.
Em algumas receitas, é aconselhado que se descasque o ruibarbo, eu retirei as fibras que me pareceram mais duras (das pontas). Na verdade, apesar de fibroso, o ruibarbo fica rapidamente tenro, e em três tempos desfaz-se. Daí que também não me pareça necessário fazer uma espécie de compota antes de montar o crumble, como ditava a receita que me serviu de inspiração.

Lavar o ruibarbo e descartar as partes mais fibrosas. Arranjar os morangos. Num recipiente de ir ao forno, dispor o ruibarbo cortado aos pedaços e os morangos em metades. Por cima, deitar o vinho e o açúcar. Misturar. Polvilhar com a farinha. Misturar. Fazer o crumble, juntando todos os ingredientes secos. No fim, adiciona-se a manteiga fria, cortada em cubos. Mistura-se com os dedos até ficar uma massa de consistência arenosa. Dispor o crumble por cima dos morangos e do ruibarbo. Levar ao forno, pré-aquecido a 200 graus, durante 30 minutos.

08/04/10

Bolo de noz com creme de ovos


Para rematar o almoço de Páscoa, escolhi este bolo que vi no blogue Mesa para 4. Fiz só metade da receita, mas deixo aqui a completa. Duas notas só: optei por usar manteiga, em vez de margarina, como ditava a receita original, além disso, reduzi drasticamente a quantidade, em vez de 200 g de manteiga, usei metade, pois as nozes já têm muita gordura.



Ingredientes bolo:


200 g de miolo de noz
6 ovos
300 g de açúcar
100 g de manteiga
150 g de farinha
1 colher de chá de fermento


No robô de cozinha ou na picadora, triturar as nozes até ficarem em pó. Bater os ovos com o açúcar até obter um creme esbranquiçado (usei a batedeira). Juntar a manteiga cortada aos pedaços e bater bem. Misturar as nozes. Por fim, adicionar a farinha previamente misturada com o fermento, envolvendo bem mas sem bater. Verter numa forma untada e enfarinhada. Levar ao forno pré-aquecido a 180º cerca de 45 m. Deixar arrefecer antes de rechear e cobrir com o creme de ovos.


Doce de ovos rápido:


8 gemas
8 colheres de sopa de açúcar
8 colheres de sopa de água


Partir os ovos e retirar a cicatrícula (aquelas coisitas brancas que parecem uma cicatriz) e a película que envolve a gema. Juntar todos os ingredientes e misturar bem (usei a varinha mágica). Levar a lume baixo, mexendo sempre até engrossar e obter a consistência desejada, sem deixar ferver. Atenção: transferir o creme imediatamente do tacho para outro recipiente para evitar que continue a cozinhar. Deixar o creme arrefecer antes de cobrir/rechear o bolo.

18/09/09

4 por 6 na Ucrânia: Borscht e Ameixas recheadas à moda da Lyudmyla


No passado fim-de-semana, no âmbito da iniciativa TODOS, cujo objectivo foi promover um encontro de culturas no Martim Moniz, tive o prazer de participar em 2 aulas de culinária. No sábado, tivemos uma divertidíssima aula indiana, com direito a danças ao estilo Bollywood. Já no Domingo, a Lyudmyla e o marido deram-nos a conhecer alguns pratos típicos do seu país, a Ucrânia.


Decidi replicar aqui duas das receitas que aprendi com a simpática (e paciente) Lyudmyla, pois enquadravam-se perfeitamente no espírito do 4 por 6: uma sopa-refeição (coisa que adoro!) e uma sobremesa deliciosa (para comer com muita moderação ;-)).


As quantidades são adaptadas ao meu gosto e às exigências de uma refeição económica. Sempre que fujo à receita original da Lyudmyla assinalo-o.
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Borscht
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Ingredientes:
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400 g de entrecosto
Água q.b.
350 g couve lombarda ou coração
200 g beterraba
(pode usar beterraba já cozida, eu optei por crua, por ser mais barato)
225 g batata
2 tomates pelados (ou polpa de tomate, no original)
100 g feijão cozido
1 cebola (180 g)
Azeite q.b. (no original, óleo de girassol)
Sal e pimenta
1 folha de louro
2 dentes de alho
Sumo limão q.b.
Salsa q.b.
Iogurte para enfeitar (natas, no original)


Cozer o entrecosto em água sem sal (usei a panela de pressão e foram cerca de 10 minutos, após disparar o apito). Enquanto a panela de pressão está ao lume, preparar os vegetais: ralar a beterraba e a couve (ou cortá-la finamente); cortar a batata aos cubos e picar a cebola grosseiramente. Deitar a couve a a batata na panela (a partir daqui, uso a panela de pressão como se de uma panela normal se tratasse). Acrescentar água quente, caso seja necessário, e sal. Manter ao lume. Entretanto, refogar a cebola em azeite. Juntar a beterraba ralada, deixando cozinhar um pouco até adicionar o tomate (ou a polpa). Deixar apurar. Juntar esta mistura à sopa. Depois, misturar o feijão. Temperar com pimenta preta, alho laminado e uma folha de louro. Quando levantar fervura, apagar o lume. Adicionar um pouco de sumo de limão. Servir polvilhada com salsa e com uma colher de iogurte.




Ameixas recheadas à moda da Lyudmyla




 Antes de provar, torci um pouco o nariz a esta sobremesa, pois pensei que a combinação não ia resultar. A maioria das pessoas tem a mesma reacção, mas quando prova... fica completamente rendida (eu também fiquei!).




Ingredientes:

20 ameixas secas (cerca de 125 g)
2,5 dl de vinho do Porto
(na Ucrânia usa-se vinho tinto e sumo de ginja)
1 colher de sopa de mel
Nozes (meia noz por ameixa)
Leite condensado q.b.


Num tacho, deitar o vinho, o mel e as ameixas. Levar ao lume até levantar fervura. Coar as ameixas (não deitar o líquido fora, pois pode servir para aromatizar um sumo ou para uma sobremesa). Quando as ameixas estiverem frias, rechear cada uma com meia noz. Servir com um pouco de leite condensado por cima.
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Vamos às compras e às contas: uma vez mais os preços de referência são do Continente, com excepção das ameixas. Estas últimas foram compradas no supermercado Lidl, pois vendem-nas mais baratas, e sem caroço.


Quanto ao feijão, prefiro comprá-lo seco e cozê-lo na panela de pressão: é mais saboroso e mais barato. Normalmente, conservo-o no congelador em pequenas doses, que depois vou utilizando à medida das minhas necessidades.


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Dica de poupança: a panela de pressão é uma excelente aliada de quem não tem tempo nem dinheiro para desperdiçar: torna a cozedura 3 vezes mais rápida, poupando-se assim energia. Além disso, conserva o sabor e os nutrientes dos alimentos.


Se a usarmos de acordo com as normas de segurança, correrá tudo bem... e olhem que é uma desastrada a falar! E as regras são: não usar demasiada água (encher apenas 2/3 do volume) e só retirar a tampa depois de todo o vapor se ter libertado.

11/09/09

Cake de peras, roquefort e nozes


Decreto que este cake é a partir de agora o meu favorito. Eu sei que ter certezas às vezes não é muito elegante - lembro-me daquela “personagem” que dizia nunca ter dúvidas... e como quem não se engana também não me inspira confiança... adiante. Vou reformular. Tenho um palpite de que este é “o” bolo salgado, uma sensação que se deve à conjugação fenomenal do queijo roquefort com as peras e as nozes. A receita veio do magnífico Tachos de Ensaio e apenas duas alterações foram feitas: a redução na quantidade de queijo e de nozes, para que ficasse ligeiramente menos calórico. Ficou perfeito (acho que as minhas convidadas também gostaram).



Ingredientes:

180 g farinha
1 colher de sopa de fermento
3 ovos
1 dl de óleo
1 dl de leite
2 colheres de sopa de óleo de noz (caso não tenham, ponham do outro que usarem)
2 peras (cortadas aos cubos)
100 g de queijo gruyére ralado (se não encontrar, use emmental)
100 g de queijo roquefort
70 g de nozes picadas grosseiramente
Sal e pimenta q.b.


Peneirar a farinha e o fermento para um recipiente e reservar. Bater os ovos com o óleo e o leite e temperar com sal e pimenta (atenção: não se esqueça de que o roquefort é bastante salgado, tenha isso em consideração quando temperar). Incorporar esta mistura na de farinha. Juntar o gruyere ralado, depois o roquefort esfarelado, as peras e o miolo de noz. Misturar bem até a massa ficar homogénea. Verter para uma forma de bolo inglês previamente untada. Levar ao forno pré-aquecido a 180 graus durante 50 minutos. Servir frio, acompanhado por salada.

04/09/09

Copinho de iogurte com bolacha e geleia de maracujá ou ideias para uma sobremesa


Mais do que uma receita, com este post pretendo dar ideias para uma sobremesa simples, rápida e saborosa. Fi-la num dia em que tinha uns amigos para jantar, mas muito pouco tempo para prepará-lo.

Os ingredientes - cujas quantidades dependem do número de convidados e do gosto d@ cozinheir@ - são os que tiverem à mão. Normalmente, uso uma base de bolacha (shortcake, digestivas ou de chocolate) à qual, por vezes, junto frutos secos. No meio, deito iogurte (natural, cremoso ou de baunilha) – há quem use natas, mascarpone, queijo Philadelfia, mas são opções mais calóricas e menos económicas. Finalizo geralmente com fruta fresca, coulis de fruta, compota ou mel... Mas os copinhos podem-se encher de outras formas: com a fruta no fundo e a bolacha por cima, ou fazer várias camadas, intercalando os diversos alimentos.

Lembrei-me agora: este tipo de sobremesa parece que faz sucesso junto das crianças, disse-me a minha colega SF. Também deve ser uma boa ideia pedir a participação dos miúdos para compô-la, não é verdade?

Ingredientes:

Iogurte de baunilha
Bolachas shortcake
Amêndoa torrada
Geleia de maracujá

Na picadora, moí as bolachas com a amêndoa torrada. Dispus esta mistura no fundo do copo, por cima, verti o iogurte. Finalizei com uma geleia feita de polpa de maracujá e açúcar gelificante (400 g de polpa para 100 g de açúcar). Este tipo de açúcar é ideal para usar em compotas ou geleias, sobretudo quando se usam frutas com pouca pectina. Mas não é um ingrediente essencial. No caso concreto desta receita, achei indicado usá-lo, dado que a polpa de maracujá é bastante líquida e o açúcar gelificante ajudou a espessar; por outro lado, permitiu-me reduzir substancialmente a quantidade de açúcar.
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Vejam neste post do 4 por 6 outra sugestão similar: trifle de iogurte e frutos silvestres.

11/06/09

4 por 6: Lasanha escangalhada de atum e azeitonas e creme de couve-flor com caril


O prato principal desta refeição 4 por 6 é, em linguagem cinematográfica, um remake de um verdadeiro clássico da cozinha de crise: massa com atum. A ideia é dar-lhe uma roupagem diferente – é bem verdade que os olhos também comem – e torná-la numa opção mais económica do que a famigerada lasanha de atum – na versão escangalhada, o molho bechamel e o queijo estão dispensados. Assim, o orçamento facilmente permite uma sopa deliciosa e cheia de charme, que encontrei no blogue da minha amiga Elvira: creme de couve-flor com caril.


Creme de couve-flor com caril


Ingredientes:

800 g couve-flor
1 cebola média picada
2 colheres (sopa) de azeite
1 alho-francês médio (só parte branca)
500 ml de água de água

500 ml leite
1 colher sopa de caril em pó
sal q.b.
Amêndoas laminadas (20 g)
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Separar a couve-flor em raminhos, lavá-la e escorrê-la. Limpar o alho francês e cortá-lo em rodelas. Refogar a cebola picada e o alho francês no azeite. Juntar a couve-flor. Envolver. Juntar a água, o leite, o caril e o sal. Deixar cozinhar em lume brando 20 a 25 minutos. Triturar a sopa. Torrar as amêndoas em seco numa frigideira anti-aderente. Servir a sopa enfeitada com a amêndoa.

Duas notas: esta sopa, com as quantidades aqui indicadas, dá para 6 pessoas. A receita original leva queijo, mas decidi omitir.





Lasanha escangalhada de atum e azeitonas


Ingredientes:

2 latas médias de atum em água
(peso escorrido: 300 g de atum)
1 cebola grande (200 g)
1 folha de louro
4 dentes de alho
125 g de azeitonas
1 lata grande de tomate pelado
1 dl de vinho branco
Ervas aromáticas a gosto
(orégãos, ou coentros ou salsa)
Sal q.b.
Pimenta q.b.
Tabasco ou outro molho picante
Lasanha
(10 placas são suficientes – usei 2 ½ por pessoa)



Cozer as placas de lasanha em água abundante, temperada com sal. Para que não colem durante a cozedura, as placas devem ser mergulhadas em água a ferver uma a uma. Escorrer. Para que as folhas de lasanha não se colem, nem sequem, enquanto aguardam pelo molho, o melhor é dispô-las em cima de uma toalha limpa (preferencialmente branca) e enrolar a toalha, de modo a que fiquem protegidas do ar.

Picar o alho e a cebola. Refogá-los em azeite, juntamente com a folha de louro. Juntar o atum previamente escorrido, o vinho e o tomate (uso um pouco do sumo, mas nunca todo). Temperar com sal, pimenta e molho picante. Deixar apurar. No final, juntar as azeitonas previamente descaroçadas e cortadas aos pedaços. Finalizar com ervas aromáticas a gosto.

Num prato, dispor, em camadas desencontradas, as placas de lasanha (cortadas ao meio) e o molho. A última camada é de molho. Polvilhar com ervas picadas.




Vamos às compras (e às contas): desta vez, fiz a maior parte das compras no supermercado Lidl. Foi dos sítios onde encontrei o leite (estava em promoção) e a massa de lasanha mais baratos. Por outro lado, o atum de marca própria é pescado de acordo com os preceitos de respeito pelo ambiente (também nos devemos preocupar com os custos do que consumimos para o ambiente…). Já o azeite deste supermercado, Chaparro clássico, foi considerado pela DECO como tendo a melhor relação qualidade/preço.



Dica de poupança: os estudos da DECO, muitos deles divulgados nos jornais e no site desta associação, são uma boa fonte de informação para quem quer poupar, sem fazer cedências na qualidade.

27/05/09

4 por 6: Salada de massa, presunto e queijo Brie

Ainda que alguns dos ingredientes desta salada – presunto, queijo brie e nozes – não sejam habitualmente associados a comida económica, a verdade é que podem ser incorporados numa “dieta de crise”. Para tornar este prato mais económico, optei por produtos de marca branca, utilizando-os de uma forma parcimoniosa... E, para dar a substância necessária para “puxar a carroça”, nada melhor de que uma boa dose de hidratos de carbono, aqui representados pela massa.
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Ingredientes:
350 g massa lacinhos
100 g presunto fatiado
250 g de cogumelos
2 dentes de alho
100 g de queijo Brie
30 g de nozes
40 g Rúcula selvagem
Azeite
Vinagre de sidra


Cozer a massa em água com sal. Deixá-la arrefecer. Saltear os cogumelos em azeite e alho, temperando com sal e pimenta. Misturar a massa com o queijo, em pedaços, o presunto cortado, as nozes picadas e os cogumelos. Temperar com azeite e vinagre. Por cima, enfeitar com a rúcula selvagem.





Para sobremesa – e para ajudar a cortar a “gordurinha” do queijo e do presunto –, sugiro uma laranja do Algarve.

Vamos às compras (e às contas): Os valores aqui apresentados foram retirados do site do Continente, com excepção da massa, brie, que são da marca Pingo Doce. Não posso deixar de vos dizer: a massa lacinhos da marca Continente custa praticamente o dobro da do Pingo Doce.


Dicas de poupança: deixem de lado o preconceito - as marcas próprias dos supermercados não são inevitavelmente de má qualidade. O Pingo Doce, por exemplo, oferece uma selecção de massas frescas e secas de boa qualidade. Já o Lidl destaca-se pela oferta de queijos, pelo salmão fumado – recentemente li, numa revista inglesa, elogios ao chocolate para culinária deste supermercado.

O meu conselho é: experimentem (de quando em vez lá se apanha um barrete, mas compensa pela quantidade de coisas boas e baratas que descobrimos). Peçam a opinião aos amigos, passem a palavra quando determinado produto vos agradar... Comprometo-me a colocar aqui as minhas opiniões e, claro está, aceito sugestões.
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A propósito, vejam aqui um artigo do Público a provar que até os produtos denominados gourmet já se democratizaram. Mas leiam-no com algum sentido crítico, pois em tempos de crise há negócios que não são propriamente sensatos... por exemplo, a compra de sobremesas pré-feitas - o bolo de maçã que apresentei no último 4 por 6 custou apenas € 1,30 (e dá para 6 pessoas, no mínimo).

30/03/09

Tarte de coco e maracujá (mais fácil é impossível!)

Desde miúda que tenho uma verdadeira paixão pelo maracujá (será pelas suas características arrebatadoras que, em inglês, é chamado de passionfruit?). Lembro-me de bebericar sumo natural de maracujá no terraço da minha tia – onde, em vez da habitual latada de uva, eram os maracujazeiros que refrescavam as nossas tardes estivais, dando-nos sombra (e bebida).

Talvez por causa destas memórias de infância, logo que vi esta receita, em que o maracujá era apenas adereço, dei-lhe o estatuto de personagem principal… ou quase, já que o protagonista é, na verdade, o coco.

Uma tarte, sem massa, que conquistou todos os comensais… Facílima de fazer… o difícil é mesmo resistir-lhe!


Ingredientes:


4 ovos
225g (1 chávena) de açúcar
100 g de manteiga sem sal, amolecida.
60 g de amêndoas moídas
1 chávena de coco
250 ml (1 chávena) de sumo ou polpa de maracujá*
(sem grainhas)
250 ml (1 chávena) leite de coco
(caso queriam uma sobremesa menos calórica, substituam por leite)
½ chávena de farinha, peneirada


Aquecer o forno a 180°C. Num robô de cozinha, juntar os ovos, a manteiga, a amêndoa, o coco, o sumo de maracujá, o leite de coco e a farinha, misturando bem. Colocar numa tarteira com 26 cm de diâmetro (sem fundo amovível, caso contrário adeus sobremesa…), previamente untada com manteiga. Levar ao forno durante 1 hora, até ficar dourada. Deixar arrefecer e colocar no frigorífico cerca de 1 hora. Servir às fatias, enfeitadas com polpa de maracujá… podem servir com natas, mas acho que será um exagero de calorias.

08/03/09

Mini-rissóis de Camembert e sultanas


Croquetes (como os da minha avó Lígia), rissóis (preferencialmente de camarão) e empadas (de um snack-bar em Montemoro-o-novo)... são dos meus pecadilhos gastronómicos favoritos. Contudo, cometo-os só em ocasiões muito especiais, pois, dão algum trabalho a confeccionar, e, fora de casa, é praticamente impossível encontrá-los bem feitos (ou melhor, nunca se sabe de que é que são feitos). Mas quando vi esta receita não resisti... é fácil, rápida e delíciosa.

A receita original, do livro Sabor e Equilibrio, ditava que se confeccionásse os rissóis assados no forno. Como ainda não comi rissóis assados que me enchessem as medidas, optei por fritá-los para assegurar que ficavam bem crocantes, tal como eu gosto.


Ingredientes:

2,5 dl de água
250 g de farinha
1 colher de sopa de azeite
1 colher de chá de sal

150 g de queijo camembert
(brie ou outro queijo de pasta mole)
50 g de sultanas (uva passa)

Pão ralado (farinha de rosca)
Leite q.b.


Numa caçarola, ferver a água com o azeite e o sal. Baixar o lume e juntar a farinha de uma só vez e mexer bem até que a massa descole das paredes da caçarola e forme uma bola compacta (cerca de 2 minutos). Embrulhar a massa num pano e deixá-la arrefecer. Depois de fria, amassá-la um pouco para amaciar. Separar pequenas porções de massa e tendê-las finamente, numa superfície polvilhada com farinha. Usar um cortador próprio para rissóis ou cortar círculos com um copo. No meio de cada círculo, colocar um pedaço de queijo e sultanas a gosto. Dobrar para fechar os rissóis (caso não usem o cortador próprio, pincelem as extremidades dos rissóis com água antes de fechá-los). Pincelar os rissóis com leite e passá-los por pão ralado (farinha de rosca). Fritar em óleo bem quente até ficarem dourados ou levar ao forno a 200 graus cerca 10 minutos.

Fiz os rissóis com um cortador de 6 cm de diâmetro. Deu cerca de 20, mas ainda sobrou um pouco de massa.

04/02/09

Abóbora com roquefort e pecãs em tabuleiro de massa filo

Tenho andado a ver o programa Nigella Express. Não me identifico particularmente com o estilo expresso - gosto de passar tempo na cozinha – , irritam-me alguns tiques da dita senhora - usar azeite de alho para ter de cortar alhos (ui que trabalheira!) - e tenho sérias dúvidas de que aquela rapidez seja de facto real - jantares para grupos em 30 minutos? Mas onde raio é que, em Portugal, se compram coxas de frango já desossadas e cortadas aos cubos e embalagens de carne de borrego moída?

No entanto, devo confessar que me identifico com a gulodice da Nigella e que, sobretudo, agradam-me bastante algumas das receitas, que replico num estilo mais lento. Esta foi uma delas, fiz umas pequenas adaptações, sendo a mais evidente a utilização de massa filo como base. É uma excelente sugestão para entrada ou para prato principal.

Ingredientes:

6 folhas de massa filo
Manteiga derretida para barrar a massa filo
650 g de abóbora manteiga (já sem sementes, nem casca)
70 g de nozes ou pecãs
70 g de queijo roquefort
Sálvia a gosto
Pimenta
Sal
1 colher de sopa de azeite


Num tabuleiro, dispor as folhas de massa filo, pincelando cada uma delas com manteiga derretida. Por cima, colocar a abóbora cortada aos cubos, o queijo esfarelado, a sálvia e as nozes pecãs. Polvilhar com um pouco de pimenta e sal e verter o azeite. Levar ao forno entre 30 a 40 minutos.

07/01/09

Scones mulatos


Fáceis e rápidos de fazer, os scones são uma excelente alternativa para o pequeno-almoço ou lanche, nomeadamente quando não há pão em casa… nem máquina de pão, nem jeito para amassar pão…bem mas não estamos a falar de mim, voltemos aos scones… O nome destes que aqui vos sugiro, deve-se ao açúcar mascavado escuro que lhes confere uma tez mulata e não a um possível excesso de tempo no forno. A receita, retirada já há largos anos de um pacote de açúcar mascavado escuro, dá para 6 a 8 scones. Aconselho que a façam a dobrar e depois congelem uma parte (já cozinhados). Quando vos apetecer, é só levá-los um bocadinho ao micro-ondas, envolvidos em papel absorvente e comê-los quentinhos barrados com manteiga ou com mel (ou as 2 coisas…).

Ingredientes:

200 g de farinha com fermento
(ou 200 g de farinha sem fermento + 2 colheres de chá de fermento)
50 g de açúcar mascavado escuro
50 g de manteiga fria cortada aos cubos
50 g de passas
1 ovo
Aproximadamente 50 ml de leite
(deve-se usar o suficiente para ligar a massa)

Ligar o forno a 200 graus (deve acender-se pelo menos 15 minutos antes de colocar os scones). Usando a ponta dos dedos, mistura-se a farinha peneirada com o açúcar e a manteiga, fria e cortada aos cubinhos. Junta-se o ovo batido, as sultanas e, finalmente, leite suficiente para ligar a massa. Não se deve trabalhar a massa demasiado, é só ligar. Deixar repousar 10 minutos. Repartir a massa em bolinhos redondos. Levar ao forno cerca de 20 minutos num tabuleiro polvilhado com farinha.

27/11/08

Tarteletes de mascarpone, espinafres, pecãs e sultanas

Esta receita surgiu da conjugação de 3 desejos:

1. Testar uma massa de tarte com azeite... pois há dias que a manteiga falta...
2. Utilizar nozes pecãs num prato salgado.
3. Escapar ao clássico recheio das tartes salgadas natas/leite.

A massa base for retirada daqui, quanto ao resto, usei a imaginação e a experiência. Esta receita deu para 5 mini tartes com 10 cm de diâmetro.

Massa:

1 chávena farinha sem fermento
¼ colher de chá de sal
1 colher de sopa de água
2 colheres de sopa de azeite
1 ovo grande batido

Recheio:

250 g mascarpone
2 ovos
60 g pecãs tostadas e picadas grosseiramente*
30 g sultanas
150 g espinafres cozidos e escorridos
Sal
Pimenta
Noz-moscada
Pão ralado (farinha rosca) q.b.

Massa: no robô de cozinha (ou processador), juntar a farinha e o sal. Misturar. Juntar o azeite. Misturar 2 ou 3 segundos. Finalmente, verter o ovo e a água. Misturar cerca de 10 segundos. Retirar e formar uma bola (se estiver estiver muito pegajosa, juntar um pouco mais de farinha). Guardar no frigorífico, no mínimo 30 minutos, envolta em película aderente.

Tender a massa e cortá-la de acordo com a medida das tarteiras. Forrar as tarteiras. Picar o fundo com um garfo. Polvilhar as tarteletes com um pouco de pão ralado, antes de recheá-las. Rechear com os espinafres, as pecãs e as sultanas. Misturar o mascarpone com os ovos, temperar e verter esta mistura. Polvilhar com um pouco de pão ralado (facultativo). Levar ao forno pré-aquecido até dourar (cerca de 25 minutos).

Nota (após comentário do LPontes e da Mariana): habitualmente escolho massas que possam ser feitas no robô de cozinha, não tenho muita experiência de fazê-las à mão. Mas deixo aqui a chamada de atenção de dois especialistas: ao fazerem esta massa tenham cuidado, pois se for demasiado trabalhada não fica bem. O objectivo é juntar os ingredientes até ficar uma mistura homogénea e elástica).

*Seguindo a sugestão do LPontes, já fiz esta receita com nozes e ficou muito bom (nesse caso não é necessário torrar).

13/11/08

Bolo de cenoura, azeite e especiarias

Ficou aprovadíssimo este bolo aromático, húmido e de consistência “apudinada” (vocábulo inexistente mas que já vai fazendo uma certa falta no dicionário...). Houve até quem dissesse que este era o melhor bolo que eu já tinha feito... mas talvez seja exagero! A receita é do Favourite Recipes from Books for Cooks 4,5 & 6.

Ingredientes:

175 ml de azeite
(de exímia qualidade, caso contrário pode comprometer o sabor do bolo)
375 g de açúcar
3 ovos ligeiramente batidos
175 g de farinha sem fermento
1 ½ colher de chá de fermento
1 ½ colher de chá bicarbonato
1 ½ colher de chá canela em pó
¼ colher de chá cravinho em pó
2/4 colher de chá de cardamomo em pó
2/4 colher de chá de sal
90 g de nozes pecãs (ou nozes) picadas grosseiramente
375 g de cenoura ralada

Pesar e preparar todos os ingredientes. Embora a receita original não pedisse, optei por tostar as pecãs numa frigideira anti-aderente e acreditem que fica mais saboroso. Ligar o forno a 160 graus. Untar uma forma redonda de mola e colocar no fundo uma rodela de papel vegetal também untado. Convém usar uma forma que vede bem, para evitar que a massa do bolo derrame.

Num recipiente, misturar bem o azeite, o açúcar e os ovos. Peneirar, para outro recipiente, a farinha, o fermento, o bicarbonato, as especiarias e o sal. Fazer uma cova no centro e juntar a mistura de ovos, açúcar e azeite. Misturar até ficar uma massa homogéna. Juntar as nozes e a cenoura.

Verter a massa na forma e levar ao forno cerca de 1h30 (demora mas compensa). Ter atenção ao desenrolar da cozedura, principalmente a partir dos 50 minutos, pois pode ser necessário cobrir a forma com papel de alumúnio para evitar que o topo queime. Eu segui esta recomendação da receita original, quando achei que o topo estava com boa cor, mas o bolo estava longe de estar cozido, tapei-o com papel de alumínio. Depois de cozido, coloquem a forma sobre uma grelha metálica e deixem arrefecer completamente antes de desenformar. Usar o bico de uma faca à volta do bolo para ajudá-lo a desenformar.