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03/03/14

Hummus bi tahini

Hummus

Gosto tanto de pastas, petiscos e entradinhas que algumas vezes faço refeições à base delas. Uma tábua com vários queijos, um prato de enchidos e fumados, uma pasta de azeitonas, pão e broa de milho... e o jantar está feito. Como fervorosa defensora da “brigada do petisco”, estou sempre atenta às feiras e eventos relacionados com gastronomia que nos proporcionam uma viagem pelos sabores tradicionais portugueses, dando-nos a conhecer o que de melhor se faz no nosso país. Neste sentido, aconselho-vos a visitarem a Feira de Queijos, Enchidos e Vinhos do Continente (onde degustei um excepcional presunto de porco preto do Garvão e um requeijão da Serra da Estrela DOP dos quais não me vou esquecer nos próximos tempos...) e mais uma edição do Mercado Gourmet do Campo Pequeno (de 7 a 9 de Março).  

Bem, mas hoje a viagem é até outras paragens, o Médio Oriente. Esta não é a forma 100% tradicional de fazer o hummus, pois habitualmente não leva iogurte, mas esse ingrediente dá-lhe uma cremosidade que aprecio bastante, e que tem agradado os meus amigos. Além disso, segundo a chef Silvena Rowe, especialista em gastronomia do Médio Oriente, cada família tem a sua receita de hummus...

Ingredientes:

200 g de grão cozido
2 colheres de sopa de tahini (pasta de sésamo)
2 colheres de sopa de iogurte natural
2 colheres de sopa de azeite
1 dente de alho
Sumo de limão a gosto
Cominhos a gosto
Sal a gosto
Sumac e azeite para finalizar

Num robô de cozinha (ou usando a varinha mágica), triturar o grão com iogurte, tahini, cominhos, sal, azeite e alho até obter uma pasta homogénea. Junte sumo de limão a gosto. Rectifique os temperos. Ponha numa tacinha e, na hora de servir, finalize com sumac e um fio de azeite. Caso não tenha sumac, substitua por colorau.


Nota: pode comprar o sumac aqui

10/03/11

Pasta de feijão e tomate

pasta de feijão e tomate

Há receitas que surpreendem pela relação esforço/sabor, nesta o esforço é mínimo e o sabor é máximo, sem dúvida. A receita original (do livro Canapés) era feita com tomate seco em óleo e mais uma série de ingredientes. Mas decidi meter-me por atalhos e usei pesto de tomate de compra. Felizmente, não me meti em trabalhos, pois os convivas apreciaram o resultado (pareceu-me ;-)).

Embora o pesto caseiro seja fácil de fazer, a verdade é que tenho sempre 1 ou 2 frascos de compra para qualquer eventualidade. O genovês (manjericão e pinhões) dá jeito usar em saladas, sopas e molhos (sobretudo quando não temos facilidade em arranjar manjericão fresco ou quando não estamos com vontade de gastar uma pipa de massa em pinhões). Quer o tradicional, quer o de tomate são bons para preparar entradas, como esta pasta.


Ingredientes:


400 g de feijão branco cozido (ou enlatado, o que equivale a uma lata pequena)
2 colheres de sopa de pesto de tomate (de compra ou caseiro)
1 dente de alho (facultativo)


No robô de cozinha, juntar o feijão, o pesto de tomate e o dente de alho. Triturar até ficar uma pasta homogénea (na Bimby use a velocidade 5). Esta pasta pode ser feita com 2 ou 3 dias de antecedência. Se a fizer no dia em que a vai consumir, convêm reservá-la no frio pelo menos meia hora para apurar.

11/11/10

Chili con carne (e chocolate)


Aprendi a fazer chili há alguns anos com uma amiga que viveu no Texas. Durante algum tempo, fazia a receita como ela me ensinou, usando uma mistura pré-preparada que comprava em Londres. Mas fui investigando quais eram as especiarias que figuravam nessa mistura e experimentando combinações até chegar à minha própria receita. Há um segredo que essa amiga me confidenciou e que, a meu ver, é o que dá “aquele toque especial” ao chili: o uso de chocolate. O chocolate corta a acidez do tomate e dá uma textura espessa e, ao mesmo tempo, suave a este prato tex-mex.



Ingredientes (5 pessoas):


450 g de carne picada (vaca)
400 g de feijão cozido
1 lata de tomate pelado (400 g)
2 cebolas
3 dentes de alho
2 folhas de louro
50 g de pimento verde
50 g de pimento vermelho
Azeite q.b.
Sal q.b
2 quadrados de chocolate semi-amargo (20 g)


Especiarias:


1 colher de chá de orégãos
2 colheres de chá de cominhos
½ colher de chá de pimenta da Caiena
½ colher de chá de piripíri
½ colher de chá de canela




Tradicional


Picar o alho e a cebola e refogá-los em azeite, juntando também o louro. Juntar a carne, o sal e as especiarias e deixar que a carne perca o aspecto cru. Adicionar o tomate (com o suco). Deixar cozinhar uns 20 minutos, juntando o pimento cortado aos cubos a meio da cozedura. Se o molho estiver muito espesso, juntar um pouco de água. Misturar o feijão cozido e deixar tomar sabor. Por fim, juntar o chocolate, envolvendo suavemente. Servir com arroz branco.



Thermomix_bimby


Deitar o azeite no copo e programar 3 m/varoma/velocidade 2. Juntar a cebola e o alho descascados, picar 5 segundos/velocidade 5. Refogar 5 m/varoma/velocidade 1. Juntar a carne picada, as especiarias e o sal marcar 5 minutos/varoma/velocidade 1/colher inversa. Adicionar o tomate (com o suco), o louro e o pimento cortado aos cubos. Seleccionar 10 m/varoma/velocidade colher inversa. Juntar o feijão e programar 3 m/100o/ velocidade colher inversa. A meio dos 3 m, deitar o chocolate pelo orifício. Se optar por usar feijão de lata, é melhor programa mais uns minutos, para que o feijão tome gosto. Servir com arroz branco.

03/11/10

Sopa de feijão com nabo e nabiças



A estória das moelas reavivou-me outros sabores de infância... A sopa de feijão da minha mãe, com um inconfundível toque de canela... Encorpada, aromática, uma sopa perfeita para acalentar o corpo e a alma em dias de frio. Ei-la.

Ingredientes:


200 g de feijão cozido*
175 g abóbora
250 g cenoura
1 cebola
2 dentes de alho
1 ou 2 cabeça de nabo (350 g)
2 tomates maduros
Nabiças a gosto
800 dl a 1 litro de água
(Se optar por cozer o feijão, utilize a água da cozedura).
Canela em pó
(Essencial para dar um toque especial à sopa)
Sal

*Pode usar feijão de lata. Normalmente, faço com feijão cozido por mim, é mais económico do que comprar de lata e o sabor é incomparavelmente melhor. Demolho 500 g de feijão. Depois, cozinho na panela de pressão com uma pitada de sal, 1 folha de louro, 1 cebola, 2 dentes de alho e água. Coze em apenas 10 minutos, após a panela começar a apitar ou a largar o vapor. Reservo a água da cozedura para a sopa.


Tradicional


Lave, descasque e corte os legumes. Numa panela, deitar os legumes, usando apenas metade da quantidade de feijão e de nabo. Juntar a água. Deixar cozer os legumes. Antes de triturar a sopa, deite a canela em pó, um fio de azeite e confira o sal. Verifique a consistência da sopa e, se estiver demasiado espessa para o seu gosto, junte mais água. Adicione o nabo cortado aos cubos e as nabiças. Deixe cozinhar em lume brando. Por fim, junte o feijão cozido. Sirva bem quentinha.

Se tiver uma panela que lhe permita cozer a vapor, enquanto faz a sopa, aproveite e coza o nabo e as nabiças. Depois de triturar a sopa, junte o nabo, a nabiça e o feijão. Assim, poupa tempo e energia.

Thermomix_bimby


Lave, descasque e corte os legumes. No copo, coloque os legumes, usando apenas metade da quantidade de feijão e de nabo. Juntar a água (dois dedos abaixo do nível dos legumes) e o sal. Na varoma, colocar as nabiças e meio nabo cortado aos cubos. Marcar 25 m/varoma/velocidade 1. Ao fim de 15/20 minutos pode retirar o recipiente varoma, pois o nabo e as nabiças já estarão cozidos. Antes de triturar a sopa, deite a canela em pó, um fio de azeite e confira o sal. Triture 2 m/velocidade 3-5-7. Verifique a consistência da sopa e, se estiver demasiado espessa para o seu gosto, junte mais água. Adicione o restante feijão, o nabo e as nabiças e seleccione 2 m/100o/colher inversa. Sirva bem quentinha.


05/05/10

Salada de favas com feta e especiarias


A blogosfera culinária portuguesa foi “atacada” por uma onda verde (eu sei que estou a ser facciosa... mas sou do Sporting desde de tenra idade ;-)). Deliciosas receitas de favas tomaram de assalto os ecrãs dos nossos computadores... E eu não quis ficar atrás, até porque, como aqui já disse, adoro estas leguminosas e há que aproveitar a época em que elas estão no seu auge!



Ingredientes para 2:


1 chávena de favas cozidas (eu usei sem casca, mas pode ser com)
¾ chávena de cuscuz (por cozer)
¾ chávena de água (para cozer o cuscuz)
10 azeitonas
75 g de queijo feta
Zest de ½ limão
(se não tiver um zester – aquele utensílio que corta a casca de limão em tiras finíssimas –, use raspa)
Cominhos em pó
Paprica
Vinagrete de mel (azeite+vinagre+mel)


Cozinhe o cuscuz de acordo com as instruções da embalagem (regra geral, a embalagem manda deitar o cuscuz em água a ferver e levar novamente ao lume, mas eu nunca o cozo ao lume, prefiro deixá-lo cozinhar por si no calor da água fervida, bastando tapá-lo e esperar uns 5 minutos). Juntar o cuscuz cozido, as favas cozidas, as azeitonas descaroçadas e cortadas ao meio e o zest (ou raspa) de limão. Temperar com cominhos, paprica e o vinagrete de mel. Misturar. Por cima, deitar o queijo feita desfeito grosseiramente.



Nota: o zest (ou raspa) do limão dão um sabor muito especial a esta salada, aconselho a que seja usado.

Outras receitas com favas, de blogues deliciosos:

29/04/10

Visita ao mercado de Olhão e uma sopa de favas

(As fotos dos vegetais e do peixe-porco são da Helena)

Da viagem ao Sotavento Algarvio, trouxe uma mão-cheia de boas recordações, novas amizades, muitas ofertas... E um saco de favas. Comprei-as, já sem vagem, no mercado de Olhão. Aí deliciei-me com o aspecto apetecível das frutas e produtos hortícolas; admirei os frutos secos da região - espantei-me com um saco de castanhas piladas tão pequeninas como nunca tinha visto -; congratulei-me com a frescura do peixe; surpreendi-me com produtos até então desconhecidos para mim (ovas de polvo secas, muxama e litão seco); e reconheci alguns hábitos gastronómicos similares aos dos açorianos, que são afinal a minha principal referência. Ali, tal como nos Açores, reinavam o polvo, o atum e um peixe muito apreciado no arquipélago que pela primeira vez vi num mercado continental: o peixe-porco. A Margarida já me tinha dito que no Algarve também se consumia este peixe, nomeadamente na massada e na caldeirada. No Faial, aprendi com a minha avó paterna a prepará-lo em filetes, temperados com alho, massa de malagueta e vinho branco.

Mas vamos lá à receita: uma singela sopa de favas. Esta é das minhas leguminosas favoritas, gosto de sentir toda a sua intensidade e adoro casá-las com coentros.


Ingredientes para 4 pessoas:


300 g de favas (pesadas sem vagem e sem casca)
20 g de bacon
1 batata média
1 cebola picada
2 dentes de alho
Azeite q.b.
Coentros a gosto
Água q.b.


Pôr o azeite e o bacon na panela. Quando o bacon largar um pouco de gordura e ficar dourado, juntar a cebola e o alho. Deixar tomar cor. Adicionar as favas e a batata, deixando estufar uns minutos. Verter a água quente até ultrapassar as favas cerca de 2 dedos. Temperar com sal e pimenta. Cozer. Apagar o lume. Verificar os temperos e juntar os coentros picados. Tapar a panela. Deixar arrefecer um pouco e triturar. Caso seja necessário, juntar mais água à sopa e reaquecê-la. Servir.

05/03/10

Jardineira de grão com almôndegas


Mal vi esta receita, percebi que a tinha que fazer, pois além de ter uma conjugação de ingredientes que adoro (farinheira e grão), achei-a perfeita para o 4 por 6... Mas a minha amiga Elvira antecipou-se e fez uma deliciosa adaptação desta receita aqui (juntando ervilhas e cenouras). De qualquer forma não quis deixar de publicar aqui esta original jardineira.

Ingredientes (4-6 pessoas):


400 g de carne de porco picada
½ farinheira
1 ovo (só precisei de 1 gema)
Pão ralado q.b.
1 cebola picada finamente
1 curgete média cortada em cubos pequenos
1 lata de tomate pelado (400 g)
500 g grão-de-bico cozido
Azeite q.b.
Sal e pimenta a gosto
Erva fresca a gosto (usei tomilho)




Remover a pele da farinheira, desfazê-la e misturar com a carne picada. Juntar a gema (ou ovo inteiro). Temperar com sal e pimenta. Adicionar pão ralado em quantidade suficiente para ficar um preparado moldável. Moldar pequenas almôndegas.

Num tacho (não pode ser um recipiente muito pequeno, pois se o conteúdo estiver muito “apertado”, quando for mexer, as almôndegas desfazem-se), refogar a cebola picada em azeite. Juntar as almôndegas e alourá-las de todos os lados, sacudindo o tacho.

Adicionar a curgete aos cubinhos, o tomate cortado aos pedaços (e com a calda) e o grão-de-bico. Cobrir com uma tampa e cozinhar em lume brando por aproximadamente 20-25 minutos. Antes de servir, junte uma erva a seu gosto).

Fonte: revista Saberes & Sabores n.º 191 (Janeiro 2010)

18/09/09

4 por 6 na Ucrânia: Borscht e Ameixas recheadas à moda da Lyudmyla


No passado fim-de-semana, no âmbito da iniciativa TODOS, cujo objectivo foi promover um encontro de culturas no Martim Moniz, tive o prazer de participar em 2 aulas de culinária. No sábado, tivemos uma divertidíssima aula indiana, com direito a danças ao estilo Bollywood. Já no Domingo, a Lyudmyla e o marido deram-nos a conhecer alguns pratos típicos do seu país, a Ucrânia.


Decidi replicar aqui duas das receitas que aprendi com a simpática (e paciente) Lyudmyla, pois enquadravam-se perfeitamente no espírito do 4 por 6: uma sopa-refeição (coisa que adoro!) e uma sobremesa deliciosa (para comer com muita moderação ;-)).


As quantidades são adaptadas ao meu gosto e às exigências de uma refeição económica. Sempre que fujo à receita original da Lyudmyla assinalo-o.
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Borscht
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Ingredientes:
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400 g de entrecosto
Água q.b.
350 g couve lombarda ou coração
200 g beterraba
(pode usar beterraba já cozida, eu optei por crua, por ser mais barato)
225 g batata
2 tomates pelados (ou polpa de tomate, no original)
100 g feijão cozido
1 cebola (180 g)
Azeite q.b. (no original, óleo de girassol)
Sal e pimenta
1 folha de louro
2 dentes de alho
Sumo limão q.b.
Salsa q.b.
Iogurte para enfeitar (natas, no original)


Cozer o entrecosto em água sem sal (usei a panela de pressão e foram cerca de 10 minutos, após disparar o apito). Enquanto a panela de pressão está ao lume, preparar os vegetais: ralar a beterraba e a couve (ou cortá-la finamente); cortar a batata aos cubos e picar a cebola grosseiramente. Deitar a couve a a batata na panela (a partir daqui, uso a panela de pressão como se de uma panela normal se tratasse). Acrescentar água quente, caso seja necessário, e sal. Manter ao lume. Entretanto, refogar a cebola em azeite. Juntar a beterraba ralada, deixando cozinhar um pouco até adicionar o tomate (ou a polpa). Deixar apurar. Juntar esta mistura à sopa. Depois, misturar o feijão. Temperar com pimenta preta, alho laminado e uma folha de louro. Quando levantar fervura, apagar o lume. Adicionar um pouco de sumo de limão. Servir polvilhada com salsa e com uma colher de iogurte.




Ameixas recheadas à moda da Lyudmyla




 Antes de provar, torci um pouco o nariz a esta sobremesa, pois pensei que a combinação não ia resultar. A maioria das pessoas tem a mesma reacção, mas quando prova... fica completamente rendida (eu também fiquei!).




Ingredientes:

20 ameixas secas (cerca de 125 g)
2,5 dl de vinho do Porto
(na Ucrânia usa-se vinho tinto e sumo de ginja)
1 colher de sopa de mel
Nozes (meia noz por ameixa)
Leite condensado q.b.


Num tacho, deitar o vinho, o mel e as ameixas. Levar ao lume até levantar fervura. Coar as ameixas (não deitar o líquido fora, pois pode servir para aromatizar um sumo ou para uma sobremesa). Quando as ameixas estiverem frias, rechear cada uma com meia noz. Servir com um pouco de leite condensado por cima.
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Vamos às compras e às contas: uma vez mais os preços de referência são do Continente, com excepção das ameixas. Estas últimas foram compradas no supermercado Lidl, pois vendem-nas mais baratas, e sem caroço.


Quanto ao feijão, prefiro comprá-lo seco e cozê-lo na panela de pressão: é mais saboroso e mais barato. Normalmente, conservo-o no congelador em pequenas doses, que depois vou utilizando à medida das minhas necessidades.


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Dica de poupança: a panela de pressão é uma excelente aliada de quem não tem tempo nem dinheiro para desperdiçar: torna a cozedura 3 vezes mais rápida, poupando-se assim energia. Além disso, conserva o sabor e os nutrientes dos alimentos.


Se a usarmos de acordo com as normas de segurança, correrá tudo bem... e olhem que é uma desastrada a falar! E as regras são: não usar demasiada água (encher apenas 2/3 do volume) e só retirar a tampa depois de todo o vapor se ter libertado.

27/08/09

Para (re)começar de mansinho: dip de beterraba e grão


Tenho a cabeça a fervilhar: imagino as receitas que quero experimentar, elaboro listas (mentais) de compras, recapitulo os ingredientes a utilizar, vêm-me à ideia imagens de pratos deliciosos… já sei o que vou fazer hoje! – penso. Mas essa energia está com alguma dificuldade em passar para o meu corpo teimoso, preguiçoso, afectado por uma moleza estival com cheiro a praia que não me larga. Mas esta semana tinha de ser… fiz uma promessa a uma amiga. Acabaram-se as férias. Este blogue parado há quase 2 meses está mesmo a pedir animação!
(re)Comecemos, então, de mansinho, com uma pasta rápida e simples.


Ingredientes:

1 iogurte natural
1 beterraba cozida ou assada (cerca de 100 g)
100 g de grão cozido
2 dentes de alho
Umas gotas de sumo de limão

Deixar o iogurte a escorrer num coador, pelo menos umas 4 horas, para que perca o soro e fique espesso. Se preferir pode usar iogurte grego, mas esta opção é mais económica. Partir a beterraba aos pedaços, juntar o grão, o alho e umas gotas de sumo de limão. Tempere a gosto. Triture com a varinha mágica até ficar uma pasta homogénea. Use esta pasta para barrar no pão, para “molhar” umas tiras de milho, uns gressinos.

22/06/09

Arroz de grão com curcuma

Além de me apropriar da receita da minha amiga Marizé, também faço minhas as suas palavras: “refeição ligeira ou acompanhamento, este arroz é sempre bem-vindo”. Experimentem que vão gostar, sobretudo se partilharem do gosto que eu e a Marizé temos por esta leguminosa!


Ingredientes:


1 chávena de arroz basmati
1 chávena de grão cozido
2 ½ chávena de caldo de legumes (usei caldo de cozer o grão)
1 cebola pequena picada
1 dente de alho picado
1 fio de azeite
1 pitada de curcuma
1 folha de louro
Sal q.b.


Alourar a cebola e o alho em azeite. Juntar a curcuma e o arroz, envolver bem, para que o arroz absorva os sabores. Juntar a folha de louro e regar com o caldo quente. Quando o arroz estiver quase cozido, adicionar o grão. Mexer e rectificar o sal. Depois de cozido, tape o tacho e deixe repousar um pouco antes de servir.

03/04/09

Assado de frango, feijão e cogumelos

“Quem conta um conto, acrescenta-lhe um ponto” é um ditado que faz todo o sentido no que toca às receitas. Esta é um bom exemplo. A original está aqui, a interpretação da Mariana aqui, e segue-se a minha interpretação da da Mariana - que logo que soube que eu tinha acrescentado mel, torceu o nariz. Mas digo-vos que o mel fica uma maravilha, sobretudo em contraste com o picante que também decidi juntar ao prato.




Ingredientes:

500 g de peito de frango (cortado aos cubos)
400 g de feijão vermelho cozido
150 g de cogumelos (usei Paris e pleurotos)
75 g chouriço
3 cebola grande
3 dentes de alho
1 lata de tomate pelado
2 colheres de sopa de farinha
½ colher de sopa de paprica doce
½ colher de sopa de paprica picante
2,5 dl de caldo de legumes (ou galinha)
Azeite
Sal
Alecrim
2 colheres de sopa de mel ou melaço de cana



Num saco de plástico, misturar bem a farinha, a paprica, o sal e a pimenta. Colocar os cubos de frango dentro do saco. Fechar o saco e agitar para que o frango fique bem coberto com a farinha e os temperos. Num tacho, aquecer 1 ½ colheres de sopa de azeite e fritar o frango, de ambos os lados, até que esteja dourado, mas sem que cozinhe completamente. Retirar e reservar.

No mesmo tacho, com mais um pouco de azeite, refogar a cebola com o chouriço, acrescentando, no final, o alho bem picado. Juntar os cogumelos (inteiros ou cortados a gosto) e deixar frigir ligeiramente. Adicionar o feijão, os tomates desfeitos e o caldo. Verificar os temperos e deixar levantar fervura.

Pré-aquecer o forno a 180ºC. Numa travessa de forno ou pirex, dispor o frango, cobrindo-o com a mistura de feijão e cogumelos. Acrescentar um ramo pequeno de alecrim. Espalhar o mel por cima. Levar ao forno aproximadamente 40 minutos. Servir acompanhado de pão alentejano ou de arroz branco.

01/04/09

4 por 6 - risoto de alheira, feijão encarnado e grelos


Embora desta feita inclua carne (em poucas quantidades), a presente refeição “4 por 6” não foge à minha ideia inicial de propostas mais ricas em legumes, vegetais e cereais. Para abrir as “hostilidades”, sugiro esta Sopa de Cenoura com Laranja e, para fechar, umas ameixas. Segue-se, então, o prato principal, que é nada mais do que a concretização das duas dicas de poupança que dou no final deste post.
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Ingredientes:
1 alheira de caça (230 g)
1 chávena de feijão cozido (110 g aprox.)
1 ½ chávena de arroz (230 g aprox.9
½ molho de grelos
1 cebola
1 dl vinho branco
Caldo de legumes q.b. (usei 1 caldo biológico dissolvido em água)
Azeite q.b.
1 dl de natas


Lavar e escaldar os grelos (depois até pode usar essa água para o caldo do risoto). Tirar a casca à alheira, desfazê-la e passá-la por um pouco de azeite. Numa caçarola, refogar a cebola picada no azeite. Juntar o arroz, deixar dourar. Juntar o vinho e deixar evaporar. Começar a adicionar o caldo de legumes. O caldo deve estar sempre quente, juntando-se ao arroz a pouco e pouco, à medida que vai evaporando. Juntar os grelos e a alheira. Quanto faltarem uns 5 minutos para finalizar a cozedura do arroz (o risoto leva 18 minutos a cozer), juntar o feijão cozido. Finalizar o risoto com as natas. Verificar o sal e temperar com pimenta. Atenção que o risoto deve ficar cremoso.

Vamos às compras (e às contas): Os valores aqui apresentados foram retirados do site do Continente. Mais uma vez aconselho a compra de vegetais e legumes na mercearia do bairro, pois é mais económico.

Quanto ao arroz para risoto, o mais barato que conheço é mesmo o da marca Pingo Doce.



Dicas de poupança: a redução da carne, ou melhor, da proteína animal, é uma boa forma de poupar. Use a carne e o peixe como “condimento” e dê aos vegetais, cereais e legumes o seu merecido protagonismo.


É mais económico comprar leguminosas secas e depois cozê-las, do que comprá-las em lata. Ficam mais saborosas (tempera a seu gosto), mais saudáveis (sem conservantes, nem excesso de sódio) e muito, mas mesmo muito, mais baratas. 500 g de feijão seco vai resultar em cerca de 1250 kg de feijão cozido (a relação é de 1 para 2,5 ou 3). Na receita que aqui vos proponho, 100 g de feijão cozido custou 6 cêntimos. Não se esqueçam de que também é mais ecológico cozinhar o feijão (de preferência na panela de pressão, pois é mais rápido e gasta menos energia) do que comprar em lata.

04/03/09

Pataniscas de polvo com arroz de feijão

Como grande apreciadora de polvo, esta é uma das várias receitas que gosto (apesar da gordura e do alto teor calórico da mesma). Podemos fazer estas pataniscas como petisco, ou como refeição principal com um belo arroz de feijão – para ficar mais “leve”… Retirei esta receita do site da Vaqueiro e não fiz alterações, pois foram poucas as vezes que fiz pataniscas.

Ingredientes:
500 g de polvo
2 cebolas
2 a 3 dentes de alho
½ pimento vermelho
2 colheres de sopa de milho doce cozido
1 a 2 colheres de sopa de salsa picada
100 g de farinha
2 ovos
sal pimenta q.b.
1 dl de água
óleo para fritar

Cozer o polvo com a cebola na panela de pressão durante 20 minutos (após começar a “chiar”). Escorrer o polvo e cortar em pedaços pequenos. Numa tigela colocar: cebola e alhos picados, assim como o pimento. Juntar o milho, a salsa picada e a farinha. Mexer e adicionar os ovos (previamente batidos). Temperar com sal e pimenta e ir adicionando a água até unir. Juntar o polvo e mexer. Numa frigideira, colocar o óleo a aquecer e com a ajuda de uma colher de sopa, ir colocando pequenas porções de polme de polvo a fritar e ir virando dos dois lados até ficarem douradas. Colocar sobre papel absorvente para retirar a gordura.
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Para o arroz: refogamos 1 cebola com, 2 dentes de alho picados em 2 colheres de sopa de margarina, até a cebola estar dourada. Colocar o arroz (2 chávenas de chá) e deixar saltear até o arroz começar a ficar transparente. Ir juntando a água aos poucos (cerca de 5 a 6 chávenas, para o arroz ficar “malandrinho”) e o sal.Deixar cozinhar até o arroz ficar quase cozido e juntar uma lata pequena de feijão encarnado (previamente escorrido e passado por água). Cozinhar até o arroz ficar cozido.

02/02/09

Sopa marroquina de grão

Regresso lentamente aos tachos e às panelas (e à blogosfera), depois de um mês bem desagradável, em que a cozinha ficou remetida para o fim da minha lista de prioridades. Analisando as receitas que tinha (e tenho) em standby, achei apropriado publicar esta sopa, do livro Rachel´s favorite food for friends, uma prenda natalícia da minha querida amiga Suzana.

Em dias de tempestade (refiro-me também ao tempo), nada melhor do que um prato de sopa fumegante e a companhia dos amigos para aquecer corpo e alma, não é verdade?
a
Ingredientes:
a
3 colheres de sopa de azeite
1 cebola picada
100 g de alho francês/alho porró
Sal e pimenta
2 ½ colheres de chá de cominhos em pó
1 lata de tomate pelado (400 g – usa-se o tomate e o sumo)
1 pitada de açúcar
400 g de grão cozido
1 litro de caldo
(usei o caldo de cozer o grão, mas se recorrerem a grão enlatado,
usem caldo de galinha ou vegetais)
Sumo de ½ limão
Coentros picados

Aquecer o azeite numa panela. Juntar a cebola picada e o alho francês cortado às rodelas, temperar de sal e pimenta. Estufar 10 minutos. Juntar os cominhos em pó e deixar 1 minuto. Juntar os tomates cortados e todo o seu sumo, o açúcar, o grão e o caldo. Deixar ferver por 5 minutos em lume brando. Adicionar o sumo de limão e os coentros em pó. Verificar os temperos. Servir.
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Cozer grão: habitualmente, não uso grão de lata (não sabe a nada, ou melhor, sabe a lata), prefiro cozer o grão, depois divido-o em embalagens e congelo (mais saboroso, mais económico, mais ecológico). Deixo o grão a demolhar de um dia para o outro. Depois, cozinho-o na panela de pressão cerca de 20 minutos (contados, a partir do momento em que começa a sair o vapor). Para 500 g de grão seco, utilizo água (aproximadamente 1 litro), 1 pouco de azeite, 1 folha de louro, 2 dentes de alho, 1 cebola. Esta sopa marroquina é excelente para aproveitar a água de cozer esse grão.

20/11/07

Sopa aconchegante de legumes

Antes do intróito sobre a receita, aproveito para agradecer os simpáticos comentários que recebi no post anterior, pois estava um bocado insegura em relação à receita e à foto. Mas vocês deixaram-me com um “alto astral”, convencida de que até tenho algum jeito para as artes culinárias…já em relação à foto não me conseguiram convencer… mas agradeço na mesma!
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Passemos então à sopinha de legumes, uma receita simples e rápida, ideal para marcar o início da época das chuvas e do frio. Aos que não dispensam a proteína de origem animal, então, sugiro que utilizem restos de bacalhau cozido, pois casa muito bem com os ingredientes desta sopa.

Ingredientes:

1,25 l de água
1 ½ cubo de caldo de legumes biológico (facultativo)
3 ou 4 rolinhos de espinafres congelados
½ pimento vermelho
½ cebola
2 dentes de alho
½ alho francês
200 g de grão cozido
4 colheres de sopa de massinha (usei pevides)
Azeite a gosto
Coentros (muitos!)
2 tomates (facultativo)
Sal a gosto

Cortar grosseiramente a cebola, o pimento e o alho francês (pedaços com cerca de 1 dedo de espessura). Estufar, em azeite, a cebola, o alho francês, o pimento e o alho esmagado, aproximadamente 5 minutos. Adicionar a água quente, os espinafres, o tomate e os cubos de caldo de legumes. Deixar cozinhar um pouco os espinafres, juntar o grão e os coentros picados. Quando levantar fervura, adicionar massa e cozer.

29/10/07

Sopa exótica do Nilo


Esta receita encontrei-a aqui, ao procurar uma sopa de ervilhas fora do comum. Duas palavras captaram imediatamente a minha atenção: exótico e Nilo. A primeira por ser sinónimo de especiarias e aromas do médio oriente, a segunda por me fazer “ viajar” até rio Nilo, trazendo-me à memória a assombrosa paisagem das suas margens. Esta sopa é MARAVILHOSA, aconselho-a vivamente, sobretudo aos incondicionais de comida condimentada, como a do médio oriente ou a indiana.


Ingredientes:

1 chávena de ervilhas secas
(usei uma mistura de ervilhas amarelas e verdes)
2 colheres de sopa de azeite
1 cebola picada
3 dentes de alho picados
½ chávena de curgetes raladas
½ chávena de pimento vermelho picado
2 colheres de chá de gengibre ralado
2 colheres de chá de cominhos em pó
2 colheres de chá de coentros (sementes) em pó
2 colheres de sopa de brown sugar
7 chávenas de caldo de legumes (ou até mesmo água)
2 rodelas de limão
1 chávena de puré de tomate
¼ colher de chá de pimenta da Caiena
(fica picantinha, como eu gosto)
Sal e pimenta
(eu saltei esta parte, pois usei caldo de legumes)
4 colheres de sopa de coentros frescos picados
Natas para enfeitar


Demolhar as ervilhas no mínimo 2 horas (demolhei 4 horas). Lavá-las, retirar as cascas (as cascas saem por si, enquanto se demolha, pois estas ervilhas estão partidas ao meio) e escorrê-las. Aquecer uma colher de sopa de azeite e saltear a curgete e o pimento, cerca de 5 minutos. Reservar. Saltear o alho e a cebola na restante colher de sopa de azeite. Numa panela, deitar as ervilhas, a curgete com o pimento, o gengibre, os cominhos, os coentros em pó e o açúcar. Cobrir com a cebola e o alho. Juntar o limão, o caldo de legumes, o tomate e a pimenta da Caiena. Deixar levantar fervura, reduzir o lume, tapar e cozinhar durante 1 h ½ ou até as ervilhas estarem tenras (bastou-me 1 hora). A meio da cozedura, removi as rodelas de limão. Depois de cozidas as ervilhas, retirar a panela do lume e triturar a sopa. Se preferir uma sopa menos grossa, adicionar água quente a gosto (eu acabei por juntar mais 2 chávenas do que a receita original). Pode juntar os coentros picados antes ou depois de triturar a sopa. Servir com natas azedas, natas frescas ou iogurte.

Nota: fiquei na dúvida se se mediam as ervilhas (1 chávena) antes ou depois de demolhar, mas optei por medir antes de demolhar e penso que o resultado final é melhor, pois a relação legumes/temperos fica mais equilibrada.

26/10/07

Feijão assado da ilha do Faial



Embora adore feijão, não estava nada inspirada para participar no rei da quinzena. Mas a leitura dos textos e maravilhosas receitas das talentosas Eliana e Marizé, deixou-me vontade de divulgar algum prato típico Ilha do Faial, de onde é originária a minha família (eu e a minha prima A. somos as únicas excepções). Então, lembrei-me do feijão assado à faialense, cuja particularidade é levar melaço de cana e o mais tradicional enchido açoriano (linguiça). Esta é uma tentativa de reproduzir uma receita familiar, que faz parte da minha memória, e que aproveitei esta ocasião para, pela 1.ª vez, confeccionar.

Recentemente, li um artigo na revista da SATA sobre a gastronomia açoriana e pude aprender um pouco da história deste prato. Por ser de fácil conservação (o melaço tem essa função), o feijão assado era recorrente na ementa dos marinheiros, tendo sido adoptado nos veleiros americanos da caça à baleia e posteriormente exportado para a culinária americana.


Ingredientes:
300 g de carne de porco



Refogar a cebola com o alho, juntar a linguiça, cortada às rodelas, e deixar que esta destile um pouco de gordura. Adicionar a carne, previamente cortada em cubos, e deixar cozinhar uns minutos, até ficar dourada. Juntar o tomate, o vinho e os restantes temperos. Enquanto se deixa a carne cozinhar, vai-se juntando água, pois deve ficar com algum caldo. Quando a carne estiver bem tenrinha, retirar o cravinho, a canela e a pimenta e misturar com o feijão. Verter esta mistura num recipiente de barro, espalhar o melaço por cima. Levar ao forno até apurar e o melaço ficar com um aspecto caramelizado (cerca de 30 minutos).

(usei pá de porco, mas habitualmente faz-se com entrecosto)
100 g de linguiça açoriana
(um enchido delicioso, praticamente sem gordura, temperado com massa de malagueta)
550 g de feijão manteiga cozido
1 cebola
2 dentes de alho
3 tomates (usei pelados)
1 colher de café de massa de malagueta
(esta massa tem um sabor peculiar que nunca encontrei em nenhum produto congénere, mas acima de tudo, serve para dar um toque picante à receita)
3 cravos-da-índia
5 grãos de pimenta da Jamaica
1 pau de canela
6 a 8 colheres de sopa de melaço de cana
Sal

23/09/07

Falafel com molho de iogurte


Já há muito que andava a cogitar fazer falafel, mas sempre com algum receio, pois não me saio lá muito bem com os fritos. Por exemplo, a minha experiência com pastéis de bacalhau é desastrosa e as pataniscas não são o meu forte, embora adore estes 2 acepipes. Mas com o desafio do blogue Colher de Tacho, ao coroar o grão-de-bico nesta quinzena, finalmente ganhei coragem e cá está a receita, que até me saiu bem... para primeira vez. Estas falafel fazem-se acompanhar de molho de iogurte e de arroz basmati, cozido com algumas sementes de cardamomo.
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Ingredientes para as falafel:

200 g de grão-de-bico seco
2 dentes de alho
1 cebola pequena ou ½ média
3 colheres de sopa de coentros frescos picados
2 colheres de chá de cominhos em pó
½ colher de chá de fermento em pó
1 colher de café de pimenta da Caiena (para que gosta de um travo picante)
Sal a gosto
1 colher de sopa de água (facultativo)
Farinha para ajudar a moldar as bolinhas
Óleo para fritar

Deixar o grão a demolhar de um dia para o outro (cerca de 12 horas). Escorrer e passar no robot de cozinha até ficar uma pasta. Juntar a cebola e o alho picados, os coentros, os cominhos, a pimenta e o fermento. Passar novamente no robot de cozinha para ficar tudo bem misturado. Se, depois de juntar todos os ingredientes, a pasta estiver algo seca, juntar a tal colher de sopa de água. Deixar repousar 30 minutos. Moldar as bolinhas e fritá-las em óleo cerca de 4 minutos ou até ficarem douradas. Podem comer-se quentes ou frias (eu prefiro a segunda hipótese). Esta receita rendeu 18 falafel (não sei se 6 a cada pessoa será um exagero, mas, lá em casa, foi o que cada um comeu).

Molho:

200 g pepino
2 iogurtes naturais
3 colheres de sopa de coentros picados
1 colher de chá de sumo de limão
Sal a gosto

Lavar e cortar o pepino em dois, no sentido do comprimento. Retirar as sementes com ajuda de uma colher. Cortar cada metade em duas partes, longitudinalmente. Depois, cortar os quartos do pepino em pedacinhos, misturar o iogurte, o sumo de limão, os coentros e o sal. Convém fazer este molho cerca de uma hora antes de o consumir.



20/09/07

Moussaka vegetariana



Adoro comida vegetariana e esta versão da Moussaka é muito boa, sobretudo para quem aprecia feijão, mas dispensa a habitual convivência do mesmo com carne e enchidos, como é habitual na cozinha portuguesa. Esta receita dá para 4 pessoas.


Ingredientes:
400 g de feijão manteiga
350 g de beringela
150 g de cogumelos
1 lata de tomate pelado em pedaços
1 cebola pequena picada
1 dente de alho
125 ml vinho branco
1 colher de sobremesa de orégãos
Azeite q.b.
Sal q.b.


Cobertura:
1 iogurte natural
250 ml leite
2 ovos
1 colher de chá de colorau
2 colheres de sopa de pão ralado
2 colheres de sopa de parmesão ralado



Alourar, num pouco de azeite, a cebola e o alho picados. Juntar o tomate e o vinho, deixar cozinhar cerca de 30 minutos. Se acharem o molho demasiado ácido, juntar uma pitada de açúcar. Por fim, juntar os orégãos. Entretanto, cortar as beringelas em rodelas finas e grelhá-la com um pouco de sal. Lavar e laminar os cogumelos e passá-los por uma frigideira para lhes retirar a água. Num pirex, colocar os feijões, cobrir com o molho de tomate, depois dispor as beringelas e, por fim, os cogumelos. A cobertura faz-se com a ajuda da varinha mágica, misturando o leite, o iogurte, os ovos e o colorau. Verte-se no pirex e polvilha-se com uma mistura feita com o pão ralado e o queijo. Levar ao forno aproximadamente 30 minutos, ou até gratinar. Para não variar, acompanhei com salada de rúcula e arroz basmati.