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28/01/13

Puré de couve-flor e cenoura


Puré de couve-flor e cenoura

Ultimamente tenho tido uma maior preocupação em relação aos acompanhamentos, principalmente para evitar o tradicional consumo de arroz/batata/massa, mas também para não me ficar pelo facilitismo dos legumes cozidos típicos das dietas. Atenção que eu até aprecio muito legumes cozidos (cozidos al dente e regados com um fio de bom azeite) – mas gosto particularmente de variar. Além disso, se o conduto for bom, ou um pouco diferente, basta grelhar ou fritar um bife, cozer ou grelhar um peixe, e o prato ganha uma nova dimensão. Não acham?

·         1 couve-flor (cerca 600 g)
·         2 cenouras descascadas (cerca 150 g)
·         1 colher sopa de pesto
·         Pimenta e noz-moscada
·         Leite de soja (sem açúcar!) ou leite de vaca 0,5 dl (copinho ½ medida copinho da bimby)

Bimby
Separar a couve-flor em floretes e cortar a cenoura em rodelas. Dispô-las nos 2 tabuleiros da Varoma. Cozer 20 minutos, Varoma. Triturar na velocidade 4 durante 20 segundos com os temperos e o leite de soja.

Tradicional

Separar a couve-flor em floretes e cortar a cenoura em rodelas. Cozer ao vapor até os legumes ficarem bem tenros. Passar pelo passe-vite ou triturar no robô de cozinha. Juntar o leite e temperar.  

Nota: Caso coza os legumes em água, tenha atenção, pois muito provavelmente não haverá necessidade de juntar o leite ao puré

21/06/12

Ratatouille


Ratatouille

Quando mais de 50% da nossa alimentação é feita à base de legumes e vegetais, não nos podemos ficar por legumes cozidos. Há que variar, encontrar outras soluções... estufar, guisar, assar, experimentar novas combinações, ir a outras gastronomias buscar inspiração para variar a nossa paleta de sabores.

O ratatouille é um guisado de legumes feito à maneira provençal muito saboroso e versátil: acompanha bem carne ou peixe e, com um ovo escalfado no seu molho, é uma óptima refeição vegetariana. Além disso, não perde qualidade ao ser reaquecido (ainda fica melhor de um dia para o outro), uma característica importante para quem leva todos os dias a marmita para o trabalho. 


Ingredientes:

1 cebola
2 dentes de alho
1 folha de louro
Beringela (250 a 300 g)
Curgete (250 a 300 g)
Meio pimento vermelho
4 tomates (pelados ou frescos)
2 dl vinho branco
Azeite
Tomilho
Sal e pimenta q.b.

Corte a curgete, a beringela e a cebola em rodelas finas e o pimento em tiras. Numa caçarola, aqueça o azeite e junte a cebola, o alho bem picado e o louro. Deixe a cebola murchar, sem fritar. Junte o tomate e o vinho branco. Deixe apurar um pouco. Adicione a curgete, a beringela e o pimento, dispondo-os por camadas alternadas, e temperando com sal e pimenta a gosto. Tape a caçarola e deixe cozinhar cerca de 15/20 minutos (depende da espessura dos legumes). Durante o tempo de cozedura, não mexa com colher, faça como na caldeirada e abane a caçarola para que os líquidos se distribuam. Se achar que o molho está demasiado líquido, tire a tampa para evaporar um pouco o líquido. Antes de servir, junte o tomilho fresco.

15/06/12

Estufado de couve roxa e maçã

Estufado de couve-roxa e maçã


Um acompanhamento perfeito para assados ou grelhados, com um sabor agridoce e uma cor fantástica! 
Tradicionalmente usado para servir com carne de porco, este estufado dá um toque especial a uma refeição simples, como acompanhamento, por exemplo, de umas costeletas grelhadas.

Ingredientes:

1 cebola pequena
500 g couve roxa
1 maçã ácida (tamanho médio)
sumo de 1/2 limão
1 dl de vinho doce (Favaios, Moscatel..)
Azeite q.b.
sal, pimenta e noz moscada

Cortar a couve-roxa em juliana fina (na bimby 3 segundos, velocidade 4). Passar por água, escorrendo bem. Descascar e cortar a maçã em cubos e regar com sumo de limão. Picar a cebola grosseiramente. Numa caçarola (ou wok), saltear a cebola até que fique translúcida. Juntar a couve-roxa e o vinho. Deixar cozinhar 2 ou 3 minutos. Adicionar a maçã. Temperar com sal, pimenta e noz moscada. Deixar cozinhar cerca de 10 minutos (depende do tamanho de corte da couve, naturalmente). Não deixe cozinhar demasiado para que a maçã não se desfaça e a couve se mantenha crocante. 

10/01/11

Kebabs de carne e nozes com moutabel de batata-doce (puré com tahini)

Kebabs de carne com nozes


Há livros de receitas com capas tão bonitas, mas tão bonitas, que deixam adivinhar um mundo de receitas aromáticas, aconchegantes, de fazer crescer água na boca, que nos impelem imediatamente para a cozinha. Purple Citrus &Sweet Perfume é um dos casos em que essas promessas são cumpridas, a cada página. Como já disse no facebook do Three Fat Ladies, neste livro de receitas turcas, sírias, libanesas e jordanas, Silvena Rowe apresenta-nos uma visão contemporânea da cozinha do Médio Oriente, abrindo novas dimensões de sabor a receitas tradicionais, como falafel, moutabel, baklava.

A receita que aqui vos apresento é diferente da original – assim não têm argumentos para não comprarem o livro ;-) – , sem no entanto perder a sua essência.


Ingredientes

Para os kebabs:

500 g de carne picada (vaca ou borrego)
100 g de nozes
½ pimento vermelho médio
½ colher de chá de gomásio (sal com sementes de sésamo)
Pimenta
Coentros a gosto (se optar por carne de borrego, use hortelã ou menta)


Para o moutabel (puré):
750 g de batata-doce cozida a vapor ou assada
(na receita original usa-se batata normal)
Sementes de linhaça ou de sésamo para enfeitar
4 colheres de sopa tahini
4 ou 5 colheres de sopa de iogurte natural
1 ½ colher de sopa de azeite
1 colher de chá de cominhos
Sumo de meio limão


No robô de cozinha, pressionando o botão turbo 2 ou 3 vezes, picar as nozes e o pimento grosseiramente. Juntar os coentros, a carne picada e os temperos. Misturar até ficar homogéneo. Formar os kebabs, moldando-os em redor do espeto (se usar um espeto de madeira, deve molhá-lo para não queimar). Cada espeto levou 2 kebabs. Se usar um grelhador de bico de fogão ou uma frigideira, não é obrigatório que use os espetos de madeira, basta moldar os kebabs com o formato e tamanho que desejar, míni hambúrgueres, por exemplo. Vai 20 minutos ao frigorífico. Grelhar.

Numa tigela, misturar o tahini, o sumo de limão, o iogurte, o azeite e uma pitada de sal até ficar uma pasta homogénea. Esmagar as batatas com cerca de ¾ desta pasta (se for preciso use mais iogurte). Temperar o puré com os cominhos e polvilhar com as sementes. Servir os kebabs, acompanhados pelo puré e pela restante pasta de tahini e iogurte.


moutabe de batata (puré com tahini)


Baseado na receita “Al Halabi Style Kebabs with walnuts and pinenuts served with potato moutabel”, Purple Citrus & Sweet Perfume, Silvena Rowe.

Para mais informações sobre a chef Silvena Rowe, aconselho a leitura deste artigo do NY Times.

27/08/10

Caril de batata com espinafres (saag aloo)


Esta semana, a revista Time Out destaca 10 restaurantes vegetarianos de Lisboa. Existem mais, mas aqueles são apontados como os melhores. Ao aperceber-me da variedade que actualmente existe nesta cidade, lembrei-me dos anos em que a única opção realmente decente para ir comer fora com vegetarianos era levá-los a um restaurante indiano. Aí, as nossas escolhas habituais recaiam sobre o biryani de legumes (arroz basmati com legumes), o paneer saag (aqui está a opção com ervilhas, em vez de espinafres), malai kofta (um género de almôndegas, feitas com queijo paneer e vegetais), este saag aloo (caril de batatas e de espinafres).



Ingredientes:


350 espinafres (já arranjados)
350 g batatas
3 tomates pequenos
(frescos, previamente escaldados e sem pele, ou de lata)
1 cebola
1 colher de chá de sementes de mostarda
1 colher de chá de sementes de coentros
1 colher de sopa de garam masala
1 colher de chá de curcuma

1 colher de chá de cominhos em pó
2 colheres de sopa de óleo
Sal q.b.


Descascar e cortar as batatas em cubinhos. Numa caçarola, em lume brando, aquecer o óleo com as sementes de coentros e de mostarda, deixando que elas libertem o aroma. Juntar a cebola picada e deixá-la ganhar cor, sem queimar. Adicionar as especiarias em pó (garam masala, curcuma e cominhos). Deixar tomar sabor (2 minutos bastam). Juntar os tomates e quando eles estiverem desfeitos, juntar os espinafres. Verificar se é necessário adicionar um pouco de água, mas atenção, este prato não fica a boiar em molho, nada disso... os espinafres são efectivamente o molho. Entretanto, dar uma fervura às batatas em água com sal (não é para ficarem totalmente cozidas). Quando os espinafres estiverem cozinhados, juntar as batatas e deixá-las ganhar sabor. Verificar o sal.



Servir acompanhado com arroz. Os não vegetarianos podem servir este prato como acompanhamento para grelhados (desde que temperados com simplicidade, para contrabalançar as especiarias do caril).

16/08/10

Tarte de tomate e pesto


Quando era miúda detestava tomate. Estava, portanto, longe de adivinhar que, mais crescidita, este fruto se tornariam dos meus alimentos favoritos. Vermelho, ligeiramente ácido, perfumado, maduro e suculento... é verdadeiramente irresistível, sobretudo quando está no seu auge, como acontece no Verão. Recebi um saco de belíssimos tomates da quinta da mãe da minha amiga Laranjinha e a habitual preguiça estival que me acomete nesta época de calor desapareceu imediatamente. Senti-me revigorada só de os cheirar. Lembrei-me logo da tarte de tomate e pesto da querida Gasparzinha e...mãos à obra!

Nesta receita, fiz uma massa com azeite que aqui já apresentei - se preferirem a massa com manteiga, aconselho a usarem a versão da Gasparzinha. Para o recheio, usei apenas tomate e pesto, pois queria servir a tarte como acompanhamento de umas salsichas frescas grelhadas. A tarte fica bastante bem como acompanhamento, mas pode também ser servida como entrada ou até mesmo prato principal.

Massa (receita para uma forma de 24 cm diâmetro):

1 chávena farinha sem fermento

¼ colher de chá de sal
1 colher de sopa de água
2 colheres de sopa de azeite
1 ovo grande batido

Recheio:

2 colheres de sopa de pesto
(de compra ou caseiro - gosto muito deste de coentros e sementes de abóbora)
Tomate q.b. (usar o suficiente para cobrir a tarte)
Pitada de sal

Massa: no robô de cozinha (ou processador), juntar a farinha e o sal. Misturar. Juntar o azeite. Misturar 2 ou 3 segundos. Finalmente, verter o ovo e a água. Misturar cerca de 10 segundos. Retirar e formar uma bola (se estiver estiver muito pegajosa, juntar um pouco mais de farinha). Guardar no frigorífico, no mínimo 30 minutos, envolta em película aderente.

Estender a massa fina como se fosse uma pizza (não é preciso cobrir os lados da tarteira). Picar o fundo com um garfo e colocar pesos por cima (feijão, grão ou bolinhas cerâmicas próprias para esse fim). Levar ao forno pré-aquecido a 180 graus durante 10 minutos. Retirar do forno, rechear, espalhando o pesto pelo fundo da tarte e cobrindo com o tomate cortado em fatias finas. Polvilhar com um pouco de sal (atenção que o pesto já tem sal!). Levar ao forno novamente, cerca de 20 minutos.

Este cobbler é também uma excelente opção para apreciadores de tomate.

16/04/10

Migas de broa de milho e de feijão-frade


Um destes dias andava a passear aqui pelo blogue e apercebi-me de que a etiqueta acompanhamentos tem poucas receitas. É claro algumas sugestões vegetarianas podem ser servidas com carne ou peixe, contudo, há pratos que precisam de uma companhia específica. Estas migas, por exemplo, são o par ideal para polvo cozido, ou polvo à lagareiro. Fi-las para o meu almoço de Páscoa, com polvo cozido e salteado em azeite e alho, e nabiças cozidas.

Ingredientes:
(4 pessoas, se for servido como acompanhamento único)


500 g de broa de milho
1 chávena de feijão-frade cozido
2 dentes de alho
Azeite
Verdura a gosto (ou couve cortada para caldo verde*, nabiças, ou grelos)
Um pouco de caldo da cozedura do feijão ou da cozedura da verdura


Retirar a côdea da broa. Desfazer o miolo. Numa frigideira grande, aquecer o azeite e alourar o alho. Juntar o miolo da broa, deixar tomar o sabor do azeite. Verter um pouco da água da cozedura do feijão, ou da verdura, para dar liga ao pão. Juntar o feijão-frade cozido e a verdura que preferir cortada finamente. Rectifique os temperos e o azeite.



*Se usar couve já cortada para caldo verde, em vez de cozer, escalde em água a ferver durante 2 ou 3 minutos.

22/03/10

Batatas picantes


Este é um acompanhamento que o L. inventou num dia em que lhe disse «não quero comer bife com batatas “só” cozidas. Como já deu para perceber lá em casa somos os dois adeptos do picante...trocadilhos à parte... adiante. Gostei tanto que me pareceu o acampanhamento perfeito para o frango com mel e soja. Nunca sou eu quem faz esta receita, mas garanto que é boa, versátil e que o cozinheiro me contou todos os segredos... só uma coisa este chef faz todas as suas receitas a olhómetro, por isso não coloco aqui quantidades exactas, adaptem ao vosso paladar.

Ingredientes:

Cebola
Batata cozida cortada aos cubos
Massa de malagueta
Vinho branco
Pimenta
Orégãos

Coze-se a batata, mas sem deixar desfazer. Numa frigideira, deita-se uma porção generosa de azeite e a cebola cortada às meias luas. Deixar refogar um pouco, juntar as batatas e salteá-las. Juntar um pouco de vinho branco, a massa de malagueta ou outro molho picante a gosto, uma pitada de pimenta. Convém deixar o lume alto para que o vinho evapore rapidamente e para que as batatas não fiquem espapaçadas. Deixar apurar. Servir polvilhado com orégãos.

17/11/09

2.º Aniversário do Tertúlia dos Sabores: entrecosto caramelizado com especiarias e arroz de ananás


As especiarias são uma boa metáfora para representar a minha paixão pelo Tertúlia de Sabores (e admiração pela Moira). Um blogue aromático, doce, quente, aconchegante... que me viciou por estes ingredientes, mas também pela sabedora prosa da Moira, as belíssimas imagens e as receitas inspiradoras. Os meus parabéns pelos 2 anos do Tertúlia, e por tudo o que faz deste blogue um dos meus favoritos. Esta é a minha contribuição para a festa de aniversário!


Ingredientes para 4 pessoas:

1 kg entrecosto
3 colheres de sopa de vinho do Porto
2 colheres de sopa de azeite
1 colher chá piri-piri em pó
½ colher de chá de pimenta da Jamaica em pó
½ colher de chá de sementes de coentros em pó
¼ colher de chá de canela em pó
1 colher sopa de gengibre fresco ralado
Sal
2 colheres de sopa de açúcar amarelo
2,5 dl de água (ou caldo de carne)
2 malaguetas
2 colheres sopa de vinagre de arroz
100 g de ananás
200 g de arroz de jasmim
Coentros a gosto (as folhas)

Corte a carne de acordo com o seu gosto (pode deixar a peça intacta, mas levará mais tempo a cozinhar). Num recipiente, misturar o vinho, as especiarias, 1 colher de sopa de azeite, o açúcar e o sal. Esfregar esta mistura no entrecosto. Colocar o entrecosto num saco plástico juntamente com a marinada. Deixar marinar cerca de 30 minutos. Selar o entrecosto no resto do azeite (1 colher de sopa), em lume forte para que fique ligeiramente tostado. Baixar o lume e juntar a marinada, o vinagre e o gengibre. Deixar cozinhar, sempre em lume brando, até o entrecosto ficar tenro e o molho ficar espesso e caramelizado (cerca de 1h30 para entrecosto cortado, 2h para peça inteira). Atenção: se o molho caramelizar muito depressa pode ser necessário juntar um pouquinho mais de água.

Entretanto, cortar o ananás em cubinhos pequenos. Tirar as sementes e os veios da malagueta e cortá-la em pedacinhos. Preparar o arroz de acordo com as instruções da embalagem. Juntar o ananás e a malagueta. Enfeitar com folhas de coentros.

Receita adaptada do livro Spice it.

01/07/09

4 por 6: Cake de curgetes e queijo S. Jorge + Panna cotta de chocolate com molho toffee

Cheguei à conclusão de que o “4 por 6” tem sido um treino muito completo, composto por provas de criatividade (arranjar soluções económicas, diferentes e agradáveis), exercícios de escrita (tem dado os posts mais longos deste blogue), problemas matemáticos (nem imaginam as contas que tenho feito...) e muito jogo de cintura (fazer esticar o orçamento é tarefa bem árdua). Infelizmente, a balança continua com o ponteiro no mesmo sítio... enfim, adiante.. chega de conversa e vamos às receitas. Reparem bem no preço desta refeição: apenas € 4,79 e olhem que as quantidades aqui indicadas para o cake e para a sobremesa dão para mais de 4 pessoas!




Cake de curgetes e queijo S. Jorge

Ingredientes:

180 g farinha
3 ovos
50 ml leite meio gordo
100 ml óleo
100 g de queijo
200 g curgetes (aboborinhas)
Erva aromática a gosto (fica bem com manjericão,
mas só compensa tiverem plantação própria
desta erva, pois o preço no supermercado é brutal)
1 colher de sopa fermento
Sal e pimenta

Ralar a curgete e secá-la um pouco com uma toalha ou papel absorvente para lhe retirar humidade, antes de incorporá-la na massa. Untar uma forma com manteiga e polvilhar com farinha. Numa tigela, misturar os ovos, o óleo e o leite. Misturar a farinha e, seguidamente, a curgete ralada, o queijo e a salsa picada. Temperar com sal e pimenta. Por fim, incorporar o fermento delicadamente. Verter a massa na forma e colocar imediatamente no forno. Coze 50 minutos. Deixar arrefecer antes de desenformar. Servir com salada.

Receita adaptada de Cakes dolci & salati.





Salada de tomate, pepino e azeitonas


Ingredientes:

350 g tomate
150 g pepino
60 g de azeitonas
½ cebola
Azeite
Vinagre Balsâmico
Sal q.b.
Orégãos ou coentros

Arranjar os tomates e o pepino e cortá-los de acordo com o vosso gosto (e imaginação). Juntar as azeitonas e as ervas. Temperar com sal, azeite e vinagre balsâmico. Enfeitar com a cebola cortada em finas rodelas.




Panna cotta de chocolate com molho toffee

Ingredientes:

400 ml natas
20 g de açúcar
100 g chocolate
1 pacote de gelatina em pó (6 g)
2 colheres de sopa de água (para hidratar a gelatina)

Levar ao lume as natas com o açúcar, mexendo sempre. Quando começar a levantar fervura, retirar do lume e juntar o chocolate partido grosseiramente. Mexer bem com uma vara de arames, até o chocolate derreter e a mistura ficar homogénea (pode-se levar a lume brando para facilitar a tarefa). Misturar a água à gelatina e deixar repousar 2 ou 3 minutos (são estas as instruções que vêm na embalagem). Juntar a gelatina à panna cotta, levar ao lume até dissolver a gelatina. Deitar a panna cotta em forminhas (usei de silicone). Refrigerar pelo menos 4 horas. Desenformar a panna cotta (mergulhar as formas em água quente e depois desenformar com a ajuda de uma faca). Servir com o molho toffee da Leonor do Flagrante Delícia.


Molho toffee da Leonor:

50 g de açúcar
100 ml de natas
20 g de manteiga amolecida
(a Leonor que me perdoe, mas adoro manteiga
e decidi dobrar a quantidade ;-))


Levar o açúcar ao lume até caramelizar. Adicionar as natas quentes com muito cuidado para não respingar, mexendo bem. Retirar do lume e juntar a manteiga. Refrigerar.

Vamos às compras (e às contas): as compras de hoje foram divididas entre Lidl e Continente. Aproveitei uma promoção do Lidl com curgetes a 0,79 cêntimos, o queijo S. Jorge a € 0,99, o chocolate a € 0,65. Vêem o quanto se pode poupar só por estar atento às promoções?! No entanto, no quadro abaixo, coloquei os valores normais, pois na presente data, estes produtos já não se encontram a estes preços promoção.





Dica de poupança: na sequência do que disse anteriormente: prestem atenção aos folhetos promocionais dos supermercados e aproveitem para fazer as receitas da semana com esses produtos. Se forem produtos com prazos de validade alargados (queijo, café, por exemplo), podem inclusivamente comprar umas quantas embalagens, mesmo que não seja para uso imediato.

22/06/09

Arroz de grão com curcuma

Além de me apropriar da receita da minha amiga Marizé, também faço minhas as suas palavras: “refeição ligeira ou acompanhamento, este arroz é sempre bem-vindo”. Experimentem que vão gostar, sobretudo se partilharem do gosto que eu e a Marizé temos por esta leguminosa!


Ingredientes:


1 chávena de arroz basmati
1 chávena de grão cozido
2 ½ chávena de caldo de legumes (usei caldo de cozer o grão)
1 cebola pequena picada
1 dente de alho picado
1 fio de azeite
1 pitada de curcuma
1 folha de louro
Sal q.b.


Alourar a cebola e o alho em azeite. Juntar a curcuma e o arroz, envolver bem, para que o arroz absorva os sabores. Juntar a folha de louro e regar com o caldo quente. Quando o arroz estiver quase cozido, adicionar o grão. Mexer e rectificar o sal. Depois de cozido, tape o tacho e deixe repousar um pouco antes de servir.

22/04/09

4 por 6 - Crepes de requeijão e coentros, salada de cenoura e bolo rápido de maçã

Aqui segue a minha terceira participação no 4 por 6, acompanhada por um pedido de desculpas pelo atraso de 1 semana. Sobre as receitas, que juntas pouco passam dos 5 euros (yupi!), gostava de referir o seguinte: em tempo de maior fartura, os crepes são também uma excelente alternativa para entrada ou petisco; a salada de cenoura, originalmente chamada de Salada Halloween é da Everyday Food (Outubro, 2007, ed. 46); finalmente, a sobremesa que aqui vos apresento, retirada do maravilhoso blogue La Vida en Buenos Aires y Afines, além de ter um método de preparação muitíssimo original (reparem bem), é absolutamente deliciosa (rápida, fácil e está provado: económica).


Crepes de requeijão e coentros

Ingredientes crepes:
100 g de farinha sem fermento
2 ovos
½ colher de sopa de óleo
175 ml de leite
Sal
Raspa de ½ limão

Recheio:
1 requeijão de Seia (260 g)15 g de coentros
½ cebola
Pimenta
½ colher sopa azeite



Misturar todos os ingredientes para os crepes com a varinha mágica (mixer). Fazer os crepes numa frigideira com cerca de 20 cm de diâmetro, untada com um pouco de óleo. Rende entre 8 a 10 crepes. Refogar a cebola picada no azeite até que fique translúcida. Deixar arrefecer. Juntar ao requeijão. Misturar bem com um garfo. Juntar os coentros picados. Temperar com pimenta. Rechear os crepes.




Salada de cenoura e sultanas

Ingredientes:

4 cenouras médias
⅓ chávena de sultanas (40 g aprox.)
2 colheres sopa de azeite
1 colher sopa de vinagre de sidra
1 colher chá de mostarda de Dijon
½ colher chá de açúcar
(como usei mostarda com mel, prescindi do açúcar)
Sal q.b.

Descascar e ralar a cenoura. Misturar com as passas. Temperar com um molho feito de azeite, vinagre, mostarda e sal.


Bolo de maçã fácil e rápido da Sylvia

Ingredientes:

2 maçãs
Sumo de ½ limão
1 chávena de farinha de trigo
1 chávena de açúcar + duas colheres de sopa para polvilhar
50 g de manteiga + 10 g para untar
1colher de sopa de fermento químico em pó
2 colheres de chá de canela em pó
2 ovos
1 chávena de leite

Descascar as maçãs e cortar em fatias finas. Colocar num recipiente, regar com sumo de meio limão e polvilhar com as 2 colheres de sopa de açúcar. Reservar. Untar um pirex quadrado (23 ou 24 cm) com a manteiga. Num tigela, misturar bem os ingredientes secos. Colocar metade dos ingredientes secos no pirex. Por cima, dispor a maçã fatiada (com o líquido que destilou) e polvilhar com canela. Espalhar por cima a manteiga cortada aos pedacinhos. Cubrir com a restante mistura de ingredientes secos. Verter por cim a mistura de leite e ovos. Com um garfo espetar a massa crua no meio e lados para que o liquido seja absorvido. Levar ao forno pré aquecido a 200 graus, por 30 ou 40 minutos até que esteja dourada.

Vamos às compras (e às contas): os valores aqui apresentados foram retirados do site do Continente. De referir que, no supermercado Pingo Doce, o requeijão de ovelha compra-se a € 1,99, em embalagens de 260 g, portanto, mais em conta do que no Continente (valor apresentado na tabela).



Dica de poupança: a compra de produtos em embalagens de tamanho familiar é, regra geral, uma opção mais económica e mais ecológica (menos embalagens = menos lixo). Mas atenção: olhem para a etiqueta do produto e reparem no custo por litro/quilo, para verificar qual é realmente o mais barato. É que, de quando em vez, os supermercados trocam-nos as voltas.

Além disso, se existem produtos cuja aquisição em grandes quantidades é um bom investimento – azeite, óleo, detergentes... -, outros há cuja compra em versão XL pode revelar-se um mau negócio, por serem bens rapidamente perecíveis - iogurtes, algumas frutas e legumes...

22/09/08

Bochechas de porco preto em vinho tinto e especiarias com puré de batata-doce

Nas minhas pesquisas, não encontrei muitas receitas de bochechas de porco preto, mas até foi bom, pois não me deixei condicionar por experiências alheias. Retive, no entanto, uma ideia: esta carne de porco alentejano (muitíssimo saborosa e tenra) conjuga-se bem com vinho tinto. Então, decidi estufá-la, num tacho de barro, com vinho tinto e juntar-lhe as especiarias que habitualmente a minha avó paterna usava na alcatra à moda da Terceira. Ficou uma maravilha, com entrada imediata para o meu Top Ten de receitas!

Já ouviram falar em fusão alentejo-açoreana? Eu também não, mas deve ser qualquer coisa assim:

Estufado:

600 g de bochechas de porco preto
(6 bochechas: 2 por pessoa)
1 cebola
2 ou 3 dentes de alho
Azeite q.b.
2,5 dl de caldo de legumes
2 dl de vinho tinto de boa qualidade
1 pau de canela
5 cravinhos (cravo-da-índia)
8 grãos de pimenta da Jamaica
¼ de colher de chá de cominhos
½ colher de chá de massa de malagueta (ou outro picante a gosto)
1 folha de louro
Sal

Puré:

750 g de batata doce
5 colheres de sopa de natas (usei espessas)
2 colheres de manteiga
Noz-moscada e sal q.b.

Limpar as bochechas do porco preto de peles e gorduras superficiais. Refogar ligeiramente a cebola cortada em meias luas finas e o alho esmagado. Juntar as bochechas e deixá-las cozinhar um pouco. Adicionar o vinho, o caldo e as especiarias. Deixar cozinhar em lume brando cerca de 1h30. Pode ser necessário juntar um pouco mais de caldo. Na hora de ir para a mesa, coem o molho e sirvam-no à parte.

De acompanhamento, decidi-me por puré de batata-doce, cujo adocicado casa na perfeição com o sabor forte deste estufado. Como só me lembrei do puré já muito perto da refeição, acabei por cozer a batata-doce (ao vapor), mas se o fizerem com tempo, experimentem assá-la no forno. Depois de cozida ou assada, é passar a batata pelo passe-vite ou usar o esmagador. Juntar a manteiga, as natas (ou leite) e mexer bem. Rectificar o sal e temperar com noz-moscada. Há quem junte gemas e claras batidas ao puré de batata, mas eu gosto dele assim.

31/08/08

Intercâmbio Culinário - Feijão Tropeiro


Quando a Nana me desafiou a participar no Intercâmbio Culinário, não hesitei e embarquei na aventura. E logo pensei na Mari, do divertido e delicioso blogue Na Batedeira, como companheira de viagem. Afinal, quem melhor do que a “comadre” para partilhar esta experiência? A nossa sintonia sempre foi grande, por isso não é de estranhar que a Mari tenha acertado à primeira, ou seja, o feijão tropeiro foi a primeira receita que ela me sugeriu e eu quis logo fazer.

O feijão tropeiro é típico de Minas Gerais, de onde é a Mari, e era feito pelos cozinheiros das tropas que se encarregavam de levar o gado. Aqui encontram mais informação sobre este prato.
Fiz metade da receita que a Mari me passou e reduzi um pouco a quantidade de farinha de mandioca e de bacon. A foto não ficou brilhante, sobretudo porque faltou enfeitar com a salsa picada.


Ingredientes:

500 g de feijão roxinho cozido

(usei feijão vermelho)
150 g farinha de mandioca
(250 g na receita original)
3 ovos
(5 ovos na receita original)
½ cebola picada

1 colher de sopa de massa/tempero de alho e sal
(substitui por 4 alhos espremidos + sal a gosto)
1 colher de sopa de banha
(usei azeite)
150 g de bacon
(250 g na receita original)
Salsa picada

Numa caçarola, fritar o bacon e reservar. Cozinhar os ovos na gordura que o bacon destilou e reservar (os ovos são mexidos e não estrelados). Na mesma caçarola, adicionar o azeite, refogar o alho e a cebola e juntar o feijão. Deixar cozinhar dez minutos. Acrescentar a farinha aos poucos. Desligar o lume e acrescentar o bacon e, por último, os ovos. Enfeitar com salsa picada. Habitualmente, serve-se com com arroz com alho, lombo de porco, linguiça, couve com alho e torresmo. Como é sabido, adoro picante e, como tal, na hora de servir, não resisti em deitar umas gotas de gindungo (made by Migas): ficou óptimo!

23/06/08

Marinada de rabanetes com melaço de romã


Esta receita foi adaptada da revista Olive (ed. Maio de 2008) e conquistou-me pela original conjugação de sabores. Um surpresa, definitivamente, a repetir. Se não tiverem acesso ao melaço, usem somente mel (mas não fica tão bom, pois o melaço de romã é doce, mas com um travo ácido que o mel não tem).

Foi uma sorte ser presenteada com melaço de romã caseiro, sobretudo quando feito pelas sábias mãos da Marizé! Veio mesmo a calhar ter publicado hoje esta receita, já que esta semana o Tachos de Ensaio comemora o seu 1.º bloganiversário. Esta é, assim, a minha forma de desejar um feliz aniversário à maestrina de um dos blogues mais inspiradores da blogosfera culinária.

Ingredientes:

Rabanetes
(usei 15 rabanetes pequenos, mas o molho dá para mais quantidade)
Pevides/sementes de abóbora
Hortelã

Marinada:

Sumo de 1 laranja
½ colher de sopa de mel
½ colher de sopa de melaço de romã + pouco para finalizar
1 fio de azeite

Lavar os rabanetes e cortá-los finamente, usando uma mandolina. Misturar bem o sumo de laranja, previamente coado, com o melaço, o mel e o azeite. Numa tijela, colocar os rabanetes e verter o molho por cima. Reservar. Entretanto, tostar as pevides numa frigideira. Retirar os rabanetes da marinada e espalhá-los num prato de servir. Polvilhar com as pevides, hortelã picada e finalizar com um pouco de melaço de romã.

04/12/07

Queques salgados de cenoura com arroz de grelos


Ao ler os posts da Marizé e da Elvira com receitas retiradas do livro Cozinhar com Vegetais da Maria de Lourdes Modesto, concluí que não tenho dado a devida atenção a esta preciosidade, que tem estado a ganhar pó na minha prateleira desde Agosto. Eis a receita que desencantei para o jantar de sábado.


Ingredientes:

125 g de cenoura ralada
30 g de nozes moídas
80 g de queijo de S. Jorge ralado ( 125 g de cheddar na receita original)
1 mão-cheia de coentros picados (ou cebolinho)
175 g de farinha
1 colher de sopa de fermento
½ colher de chá de sal fino
Pimenta e noz-moscada
1,75 dl de leite
3 colheres de sopa de azeite
1 ovo
(o ovo que usei era pequeno e acho que podia ter colocado, pelo menos, mais uma clara)

Juntar a cenoura ralada, as nozes moídas, o queijo e os coentros. Directamente por cima desta mistura, peneirar a farinha com o fermento, polvilhar com o sal, a pimenta e a noz-moscada. Misturar (eu usei um garfo, para ser mais fácil). Num outro recipiente, juntar o leite, a gema e o azeite. Misturar este preparado ao da cenoura, mexendo bem. Bater a clara em castelo e envolver na massa. Deitar em formas de queques (ou muffins) untadas com manteiga. Vai ao forno, previamente aquecido, durante 20 a 25 minutos a 200 graus.

Acompanhei com arroz de nabiças. Segue assim a receita: refogar, em azeite, meia cebola e 1 dente de alho picados, sem deixar queimar. Juntar as nabiças picadas grosseiramente. Salteá-las. Deitar água quente (2 ½ ou 3 chávenas, depende não só da quantidade do arroz, mas também da quantidade das nabiças, no meu caso eram muitas). Quando ferver, adicionar 1 chávena de arroz. Deixar cozer e servir!