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14/07/14

Peixinhos da Horta (e uma refeição de petiscos n' A Charcutaria)

Peixinhos da horta

Já várias vezes aqui disse que me perco por um bom petisco. Seja no Inverno, acompanhados por um bom vinho, ou no Verão, com uma cerveja estupidamente gelada, não dispenso umas moelas, uns peixinhos da horta, uma salada de polvo, uns carapaus alimados, umas amêijoas à Bulhão Pato, caracóis... é infindável a lista. Por isso, quando fui convidada para almoçar petiscos n’ A Charcutaria, fiquei radiante.

Num ambiente muito acolhedor, com uma vista inspiradora, e um serviço simpático e cuidadoso, a refeição foi memorável: empadas de galinha (as melhores de Lisboa, sem dúvida), pataniscas, pezinhos de borrego em tomate (adorei!, patê de fígado de aves... Provei mais de 10 petiscos executados com mestria sob a batuta do maestro  - e contador de histórias – Manuel Martins,  o proprietário deste restaurante na Rua do Alecrim, em Lisboa.

Além dos tradicionais acepipes da cozinha alentejana, Manuel Martins pegou no conceito de petiscar e levou-o um pouco mais longe, oferecendo pequenas doses de algumas das iguarias tipicamente portuguesas, como feijoada, bacalhau à Brás, polvo no forno, entre outros.

Vale a pena uma visita. Ao almoço há menu a 12,5€, com prato e entrada. Se preferirem, sentem-se ao balcão, e saboreiem uns petiscos bem portugueses. Peçam ao chef para vos surpreender, não vão ficar desiludidos!

Evocando as memórias desta bela refeição n’A Charcutaria, deixo-vos com a receita de um dos meus petiscos favoritos: peixinhos da horta. 

Ingredientes:

350 g de feijão-verde
100 g de farinha
1 colher de café de bicarbonato de sódio
(se usar farinha com fermento não precisa de juntar o bicarbonato)
1 ovo (tamanho L)
1 dl de líquido (usei  metade vinho branco, metade água fria – mas pode usar só água, caso prefira)
1 mão cheia de salsa
½ cebola (cerca de 40 g)
Sal e pimenta qb
Óleo para fritar

Lavar e tirar o fio ao feijão-verde (se o feijão for tenro, provavelmente nem fio tem). Cortar as vagens ao meio no sentido longitudinal. O objectivo é ficar com pedaços com cerca 10 cm  -  gosto dos peixinhos mais pequenos, com cerca de 8 com, por isso, também os cortei ao meio  horizontalmente.

Cozer o feijão-verde com sal em água a ferver cerca de 5 minutos (fica ainda rijinho, pois ainda vai levar a fritura). Escorrer e deixar arrefecer. Entretanto, fazer o polme, misturando a farinha, o bicarbonato, o ovo e o vinho. Juntar salsa e cebola bem picadinhas. Temperar com sal e pimenta a gosto. Juntar o feijão-verde ao polme, misturando com um garfo. Fritar os peixinhos em óleo bem quente. Escorrer em papel absorvente. 


Fotos cedidas por Suzana Parreira, Gourmets Amadores
Petiscos: empada de galinha, sopa de tomate, pezinhos de borrego, petingas em conserva caseira

30/05/13

Salada de polvo à minha maneira

salada de polvo

Apesar do calor andar muito tímido, ando mesmo em modo “petisco”. No post anterior falei de tapas e hoje deixo-vos com um portuguesíssima salada de polvo. Toda a gente faz, não tem segredos, mas aqui fica a receita da saladinha à minha maneira.

Ingredientes (salada para 2):

Restos de polvo cozido (tinha 3 tentáculos)
Meio pimento vermelho
Meia cebola pequena
Azeite q.b.
Vinagre balsâmico q.b.
Salsa fresca


Picar a cebola; cortar o pimento em quadradinhos pequenos; cortar o polvo em rodelas. Misturar tudo. Temperar com sal - o sal picante Casa do Sal da Figueira da Foz é bastante grosso, pois é para usar em grelhados, quando o quero utilizar em saladas, calco as pedrinhas com o dorso da faca para torná-lo mais fino). Juntar azeite e vinagre balsâmico a gosto. Finalizar com salsa picada. Acompanhar com uma cervejinha estupidamente gelada. 


salada de polvo

10/03/11

Pasta de feijão e tomate

pasta de feijão e tomate

Há receitas que surpreendem pela relação esforço/sabor, nesta o esforço é mínimo e o sabor é máximo, sem dúvida. A receita original (do livro Canapés) era feita com tomate seco em óleo e mais uma série de ingredientes. Mas decidi meter-me por atalhos e usei pesto de tomate de compra. Felizmente, não me meti em trabalhos, pois os convivas apreciaram o resultado (pareceu-me ;-)).

Embora o pesto caseiro seja fácil de fazer, a verdade é que tenho sempre 1 ou 2 frascos de compra para qualquer eventualidade. O genovês (manjericão e pinhões) dá jeito usar em saladas, sopas e molhos (sobretudo quando não temos facilidade em arranjar manjericão fresco ou quando não estamos com vontade de gastar uma pipa de massa em pinhões). Quer o tradicional, quer o de tomate são bons para preparar entradas, como esta pasta.


Ingredientes:


400 g de feijão branco cozido (ou enlatado, o que equivale a uma lata pequena)
2 colheres de sopa de pesto de tomate (de compra ou caseiro)
1 dente de alho (facultativo)


No robô de cozinha, juntar o feijão, o pesto de tomate e o dente de alho. Triturar até ficar uma pasta homogénea (na Bimby use a velocidade 5). Esta pasta pode ser feita com 2 ou 3 dias de antecedência. Se a fizer no dia em que a vai consumir, convêm reservá-la no frio pelo menos meia hora para apurar.

22/11/10

Mexilhões com molho thai


Como gosto mais de mexilhões do que de amêijoas, acho sempre que é dada pouca importância a este bivalve que, além de muitíssimo saboroso, tem um preço muito simpático. Em minha casa, o mexilhão é normalmente confeccionado com molho de tomate, servido como entrada, com um pãozinho saloio, ou como prato principal, acompanhador por massa. Para variar, decidi usar as ervas e os temperos que uso habitualmente para a comida tailandesa. Ficou delicioso.

Ingredientes:

1 kg de mexilhões
1 colher de sopa de óleo
3 dentes de alho
2 colheres de sopa de gengibre fresco ralado
½ pimento vermelho
1 malagueta (ou molho picante)
2,5 dl caldo peixe ou água
2 colheres de sopa de molho de peixe*
(se o seu caldo tiver sal, reduza esta quantidade)
2 talos de erva príncipe*
1 pitada de açúcar
Coentros frescos


Nota: não use caldos de compra, pois têm um sabor demasiado intenso e salgado. É preferível usar água, caso não tenha caldo caseiro. Como costumo cozer peixe a vapor, reaproveito essa água que fica com o sabor do peixe.

Limpar os mexilhões, descartando os que têm a casca partida. Num tacho, ou caçarola, refogar o alho picado e o gengibre em óleo. Juntar o pimento e a malagueta, cortados aos cubinhos e deixar cozinhar 1 ou 2 minutos. Verter o caldo de peixe. Juntar os talos de erva príncipe esmagados, o molho de peixe e uma pitada de açúcar. Verificar os temperos. Quando o caldo começar a ferver, junte os mexilhões. Assim que os mexilhões abrirem, está pronto! É só polvilhar com coentros frescos.

* Produtos à venda nos supermercados asiáticos. Os talos de erva príncipe encontram-se na secção de congelados.


13/09/10

Rolinhos de salmão fumado com queijo creme e wasabi


Ando completamente numa "onda" de entradas, mas achei que faziam falta neste blogue. A receita é de um dos meus chefs favoritos, o neozelandês Peter Gordon. Limitei-me a substituir o cebolinho pelo wasabi. Este é um dos casos em que o nome da receita dá a conhecer praticamente todos os ingredientes. ;-)


Ingredientes (10 a 12 rolinhos):

4 fatias de salmão fumado
2 folhas de algas
125 g de queijo creme (usei Philadelphia)
1 colher de chá de wasabi em pó ou em pasta
Limão

Misturar o queijo creme com o wasabi. Estender a folha de alga, borrifando com um pouco de sumo de limão para amolecer. Dispor as duas fatias de salmão, juntar mais uns pingos de sumo de limão, e barrar com o queijo creme. Enrolar. Repetir a operação com a outra folha de algas. Levar ao frigorífico uns 20 minutos. Cortar os rolinhos do tamanho desejado, preferencialmente com uma faca bem afiada (que se vai passando por água após cada corte). Servir simples ou acompanhados por tostas.


Se quiserem espreitar mais uma receita do chef Peter Gordon, cliquem aqui.

10/09/10

Ceviche de carapau com manga


Esta foi mais uma das entradas que os meus amigos M e AP confeccionaram no fim-de-semana passado. Uma maravilha... O que não é de admirar, pois além da toda sabedoria culinária que têm, são verdadeiros especialistas em acepipes com peixe cru (como sushi), usando sempre produtos de exímia qualidade e frescura, comprados no mercado de Évora ou no de Setúbal.

Ingredientes:


500 g carapaus
1 manga (ou abacate)
Sumo de 1/2 limão
Sumo de 2 Laranjas
Sumo de 1 ou 2 limas
Hortelã, coentros e salsa frescos e picados
Sal (facultativo, sinceramente acho que não é necessário)
Se gostar de picante, junte umas gotas de Tabasco ou uma malagueta picada.


Arranjar os carapaus, retirando pele, cabeça e espinhas e cortando a carne em pedaços. Cortar a manga em cubos. Juntar tudo num recipiente de vidro, cobrindo com o sumo dos citrinos. Finalizar com as ervas picadas. Deixar marinar durante 30 minutos a 1 hora no frigorífico.

08/09/10

Três entradas estivais (rápidas e saborosas)


No passado fim-de-semana, rumei a Évora para visitar uns queridos amigos que, tal como eu, se perdem por petiscos, e por dois dedos de conversa. Foram horas bem passadas, muita comidinha boa – eles cozinham muito bem e têm sempre ideias novas para partilhar comigo – , caipirinhas, cerveja e vinho para animar a festa, e amena cavaqueira. No sábado, jantámos umas codornizes recheadas, que tenho que replicar muito brevemente, pois estavam divinais. No domingo, brindaram-me com as melhores sardinhas de que tenho memória.


Deixo-vos aqui algumas das entradas que me foram oferecidas (e que adorei!). Frescas, fáceis de confeccionar e saborosas, óptimas para um dia quente de Verão, ideais para “abrir as hostilidades” de uma bela sardinhada.


Melancia com feta

As quantidades são q.b. Cortar a melancia em cubos, juntar com queijo feta esfarelado, polvilhar com pimenta preta e enfeitar com hortelã.



Azeitonas com queijo de cabra

Numa tigela, juntar as azeitonas e o queijo de cabra alentejano cortado aos cubos. Regar com uma dose muito generosa de azeite (preferencialmente de Moura). Temperar com orégãos.



Figos com presunto e queijo

Lavar e cortar os figos ao meio. Num palito, prender uma metade de figo, colocar um pedaço de presunto e uma fina fatia de queijo curado alentejano (aquele meio picante). Numa travessa, dispor os figos e regar com um fiozinho de azeite.

24/05/10

Ovos de codorniz com crosta de frango



Aqui vai mais um petisco feito com os ovos de codorniz oferecidos pela Suzana. Lá em casa, comemos como entrada, mas esta receita também dá para servir como prato principal, acompanhada por salada.

Ingredientes:

12 ovos de codorniz
1 cebola pequena (é mesmo pequena!)
300 g de peito de frango picado
½ limão
Salsa picada (usei manjericão seco)
Farinha
Pimenta
Sal
1 ovo de galinha
Pão ralado
Óleo para fritar

Cozer os ovos de codorniz num tacho com água e sal. Deixe ferver cerca de 4 minutos. Escorra-os e descasque-os (se der uma pancadinha na mais larga, é mais fácil tirar a casca).

Pique a cebola e o frango na picadora ou robô de cozinha. Perfume com raspa da casca de limão e salsa picada. Tempere com sal e pimenta e misture bem. Junte a farinha necessária para conseguir manusear – a receita original aponta para cerca de 30 g de farinha, mas como achei que a massa ainda estava mole, optei por adicionar um pouco de pão ralado. Atenção: no Verão, é natural que seja mais difícil manusear as almôndegas, se for preciso, antes de recheá-las, ponha a mistura de carne uns minutos no frigorífico.

Tire uma porção de carne, espalme entre as mãos e, no meio, coloque um ovo. Feche as extremidades e molde em bolas do tamanho de almôndegas. Passe as bolinhas por farinha, depois por ovo batido e, por fim, por pão ralado. Frite em no óleo quente até estarem douradas e escorra sobre papel absorvente.

Fonte: site da Vaqueiro

12/05/10

"Jantarinhos" de ovos de codorniz com presunto


Já há algum tempo que me apetecia fazer umas receitas com ovos de codorniz. Para meu gáudio, a minha querida amiga Suzana leu-me os pensamentos e ofereceu-me ovos de codorniz (lindos e caseiros). A primeira sugestão que aqui vos deixo é usá-los como petisco ou entrada. Quando eu era miúda, a minha avô paterna chamava "jantarinhos" aos petiscos feitos com pedacinhos de pão que comíamos ao lanche... Daí o nome.



Ingredientes


Ovos de codorniz
Presunto
Pão (adocicado tipo pão-de-leite ou brioche)
Maionese


Cozer os ovos de codornizes em água com sal durante 4 minutos. Passá-los por água fria e descascá-los. Reservar. Cortar as fatias de pão (finas), tirar a côdea e tostar o pão ligeiramente. Cortar o pão em quadrados. Barrar cada quadrado com um pouco de maionese, por cima colocar um pedacinho de presunto e, no topo, o ovo de codorniz. Prender com um palito (ou produto congénere). Fácil, não é?

05/04/10

Rolo de espinafres com queijo de ervas e salmão fumado


Adorei esta entrada que a Carlota fez no dia em que nos juntámos em casa dela para o jantar de pizzas. Já lhe tinha dito que quando tivesse convidados não vegetarianos para a refeição, faria esta delícia. E assim foi: servi este rolo como entrada do almoço de Páscoa.

Este rolo pode servir de base para outro tipo de recheios, por exemplo, fiambre ou presunto, com Camembert ou queijo de cabra (na versão para barrar).


Ingredientes:



350 g espinafres
(usei daquelas embalagens com folhas de espinafres já lavadas)
3 ovos
175 g queijo creme com ervas (tipo Philadelphia)
(a receita original leva 200 g, mas optei por usar só uma embalagem)
200 g de salmão fumado
Sal e pimenta
Sumo de limão


Cozer os espinafres no microondas sem qualquer água até murcharem. Bater-se as claras em castelo. Reservar. Misturar os espinafres cozidos (deixá-los esfriar um pouco) com as gemas, o sal e a pimenta e reduzir tudo a puré com a varinha mágica. Envolver o puré de espinafres com as claras em castelo. Espalhar a mistura num tabuleiro rectangular (usei quadrado de 30x30 cm) forrado com papel vegetal. Levar ao forno a 200º entre 5 a 10 minutos. Deixar arrefecer um pouco, desenformar sobre película aderente, retirando-se o papel vegetal. Espalhar por cima o queijo creme e dispor as fatias de salmão fumado, regando com umas gotas de sumo de limão. Enrolar com a ajuda da película aderente. Levar ao frio e, na altura de servir, cortar em fatias com cerca de 1 cm de grossura. Servir acompanhado por pão ou tostas.

Nota: a recomendação da Carlota para que se cozam os espinafres no microondas sem qualquer água é fundamental para obter um bom resultado.

09/09/09

Salmão fumado com alcaparras


Esta entrada é uma verdadeira delícia. Foi a minha amiga Ana que me ensinou, e quem fez a que se vê na foto. A publicação desta receita não podia vir mais a propósito: ela hoje faz anos e aproveito para lhe dar os Parabéns e desejar-lhe muitas felicidades (e muitos anos de vida, claro!).

As quantidades da receita dependem da voracidade dos convidados... nem perguntei à Ana quanto comemos... mas lembro-me de contar mais de 10 (!) palitos no meu prato ;-)



Ingredientes:

Salmão
Alcaparras
Limão
Cebolinho


Regar o salmão com sumo de limão. Colocar 2 alcaparras por palito e um pedacinho de salmão enrolado (lembro-me que a Ana uma vez colocou uma das alcaparras como recheio do salmão). Colocar num recipiente de servir e polvilhar com cebolinho picado. Já está!

07/09/09

Requeijão assado com tomate seco e sálvia

 
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Esta semana, a minha ideia é publicar o menu de um jantar de amigas – a que alguém chamou de ladies night, mas esqueceu-se de que havia um Dinis dentro de uma das barrigas (afinal o principal motivo para a antecipação da nossa tertúlia, caso contrário, o jantar teria de ser na maternidade). Foi um serão muitíssimo animado – com o humor corrosivo das minhas queridas amigas era impossível ser de outra forma – e a comida até não estava má ;-). Para ser perfeito só faltou mesmo a Teresa, que pela primeira vez não marcou presença neste meeting de ex-colegas de emprego.
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Aqui fica uma das entradas, adaptada daqui.


Ingredientes:


250 g de requeijão*
4 tomates secos
1 ovo
Pimenta
1 mão cheia de sálvia
Azeite q.b.
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Demolhar os tomates secos cerca de 1 hora para que percam o sal e amoleçam. Com a varinha mágica (mixer), misturar o requeijão com o tomate, o ovo e a pimenta. Juntar a sálvia picada. Colocar esta pasta em ramequins untados com azeite. Levar ao forno, pré-aquecido a 180 graus, durante 30 minutos. Deixar arrefecer cerca de 30 minutos antes de servir (se quiser pode desenformar).

Esta entrada é ideal para servir num dia em que se utilize o forno para fazer a refeição principal ou a sobremesa, pois aproveita-se um “cantinho” do forno para colocá-la, e sempre se poupa alguma energia.

*Para os leitores brasileiros: o requeijão em Portugal é um queijo similar ao ricotta, não é o mesmo que requeijão no Brasil.

P.S.: não sei o que se passa, mas não consigo formatar a mensagem de acordo com o tipo de letra e tamanho que habitualmente utilizo. Ultimamente tem sido uma guerra....

31/08/09

Dip de cenoura e cominhos


Continuo em maré de dips. Se acharam que a de beterraba era fácil, vejam lá esta:

Ingredientes:

250 g de cenouras
1 dente de alho (facultativo)
Cominhos q.b.
1 fio de azeite
Sal e pimenta a gosto

Descascar e cozer a cenoura. Triturá-la com os temperos e o alho, usando a varinha mágica (mixer). Já está! É servir com pãozinho, tostas, o que se queira, e comer como entradinha.

Receita adaptada daqui.

27/08/09

Para (re)começar de mansinho: dip de beterraba e grão


Tenho a cabeça a fervilhar: imagino as receitas que quero experimentar, elaboro listas (mentais) de compras, recapitulo os ingredientes a utilizar, vêm-me à ideia imagens de pratos deliciosos… já sei o que vou fazer hoje! – penso. Mas essa energia está com alguma dificuldade em passar para o meu corpo teimoso, preguiçoso, afectado por uma moleza estival com cheiro a praia que não me larga. Mas esta semana tinha de ser… fiz uma promessa a uma amiga. Acabaram-se as férias. Este blogue parado há quase 2 meses está mesmo a pedir animação!
(re)Comecemos, então, de mansinho, com uma pasta rápida e simples.


Ingredientes:

1 iogurte natural
1 beterraba cozida ou assada (cerca de 100 g)
100 g de grão cozido
2 dentes de alho
Umas gotas de sumo de limão

Deixar o iogurte a escorrer num coador, pelo menos umas 4 horas, para que perca o soro e fique espesso. Se preferir pode usar iogurte grego, mas esta opção é mais económica. Partir a beterraba aos pedaços, juntar o grão, o alho e umas gotas de sumo de limão. Tempere a gosto. Triture com a varinha mágica até ficar uma pasta homogénea. Use esta pasta para barrar no pão, para “molhar” umas tiras de milho, uns gressinos.

26/05/09

Sopa fria de melão e hortelã

Esta é uma das minhas entradas favoritas, com sucesso garantido! É rápida, light e deliciosa… Retirada do guia da Deco Proteste Sabor e equilíbrio.

Ingredientes:

1 melão maduro (pelo menos 2 kg)
8 folhas de hortelã
1 dl de água gelada
1 iogurte natural magro

Descascar o melão, retirar as pevides, cortar aos pedaços e colocar num recipiente. Juntar 4 folhas de hortelã e a água e triturar até ficar líquido. Deixar refrescar 1 hora no frigorífico. Mexer o iogurte natural até ficar líquido e colocar num saco de pasteleiro para decoração. Decorar com as restantes folhas de hortelã. Se quiserem variar, podem utilizar a meloa, em vez do melão.

Nota: Esta receita dá para 6 pessoas.

09/02/09

Bolinhos de milho com molho agridoce


Mais uma receita tailandesa para o 12.º Inter Blogs, adaptada do livro “Stylish Thai in Minutes” de Vatcharin Bhumichitr. Escolhi-a para fugir um pouco aos tradicionais (e mais conhecidos) bolinhos de peixe, e não me arrependi. Aliás fiquei bastante surpreendida com o resultado, que também agradou bastante aos confrades do Da Cachaça pro Vinho. Estes bolinhos só têm um senão: devem ser consumidos no momento (quentes ou mornos), pois no dia seguinte perdem metade da graça... mas a verdade é que são tão bons que dificilmente sobrarão!

Os ingredientes assinalados com um asterisco são comprados num supermercado asiático no Poço do Borratém, n.º 23 e 24 (entre a Rua da Madalena ao Martim Moniz).


Bolinhos:

1 ovo
200 g de milho
1 colher de sopa de caril em pó tailandês*
(substituir pelo madras indiano, caso não encontre o thai)
2 colheres de sopa de farinha de arroz
4 colheres de sopa de farinha de trigo
½ colher de chá de sal
(não usei, pois o molho de soja que uso é já suficientemente salgado)
1 colher de sopa de molho de soja*
Óleo para fritar

Molho:

5 colheres de sopa de vinagre de arroz*
2 ½ colheres de sopa de açúcar
2,5 cm de pepino cortado em 4 partes no sentido longitudinal e depois em finas fatias
Cebola picada a gosto
1 colher de sopa de amendoins ou cajus moídos
1 malagueta (pimenta dedo-de-moça) fresca, finamente fatiada

Para o molho, aquecer o vinagre com o açúcar numa caçarola, mexendo sempre, até que o açúcar se dissolva e o molho engrosse um pouco. Deixar arrefecer. Atenção: se (como eu!!!) deixarem a mistura vinagre/açúcar ficar demasiado espessa, juntar um pouqinho de água morna e levar ao lume novamente e deixar arrefecer. Misturar os restantes ingredientes. Reservar.

Numa tigela, juntar as farinhas, o caril, o sal, o milho, o ovo e o molho de soja. Aquecer o óleo. Com a ajuda de 2 colher de sopa, formar pequenos bolinhos. Fritá-los até ficarem dourados. Escorrer em papel absorvente. Servir quente ou morno com o molho.

04/02/09

Abóbora com roquefort e pecãs em tabuleiro de massa filo

Tenho andado a ver o programa Nigella Express. Não me identifico particularmente com o estilo expresso - gosto de passar tempo na cozinha – , irritam-me alguns tiques da dita senhora - usar azeite de alho para ter de cortar alhos (ui que trabalheira!) - e tenho sérias dúvidas de que aquela rapidez seja de facto real - jantares para grupos em 30 minutos? Mas onde raio é que, em Portugal, se compram coxas de frango já desossadas e cortadas aos cubos e embalagens de carne de borrego moída?

No entanto, devo confessar que me identifico com a gulodice da Nigella e que, sobretudo, agradam-me bastante algumas das receitas, que replico num estilo mais lento. Esta foi uma delas, fiz umas pequenas adaptações, sendo a mais evidente a utilização de massa filo como base. É uma excelente sugestão para entrada ou para prato principal.

Ingredientes:

6 folhas de massa filo
Manteiga derretida para barrar a massa filo
650 g de abóbora manteiga (já sem sementes, nem casca)
70 g de nozes ou pecãs
70 g de queijo roquefort
Sálvia a gosto
Pimenta
Sal
1 colher de sopa de azeite


Num tabuleiro, dispor as folhas de massa filo, pincelando cada uma delas com manteiga derretida. Por cima, colocar a abóbora cortada aos cubos, o queijo esfarelado, a sálvia e as nozes pecãs. Polvilhar com um pouco de pimenta e sal e verter o azeite. Levar ao forno entre 30 a 40 minutos.

20/09/08

Acabaram-se os figos :(


Esta receita é para aqueles últimos figuinhos do ano ;)

Ingredientes:
figos
mozzarella ou brie ou roquefort
presunto ou pancetta
mel
vinagre balsâmico
azeite
pimenta preta

Abrir os figos em estrela e colocar um pedaço de queijo no centro. Embrulhar os figos com o presunto e colocá-los num tabuleiro. À parte, misturar os restantes ingredientes e de seguida, deitar este tempero por cima dos figos. Levar ao forno até o queijo derreter e o presunto ficar estaladiço.

Não existe receita mais rápida!

17/09/08

Folhadinhos de ameixa e queijo azul


Queria preparar um amuse-bouche diferente do clássico “tâmaras com bacon”... Decidi copiar uma receita da Elvira (usando a minha brilhante memória): ameixas recheadas com queijo azul... Recheei as ameixas com o dito queijo e, enquanto decidia se as levava ao forno ou não, fui espreitar o Elvira’s Bistrot para verificar o modo de preparação... Procurei, procurei, procurei e lá encontrei a receita, afinal não eram ameixas, mas tâmaras com queijo azul. Voltei para a cozinha e, já que tinha tomado outro caminho (por falta de memória e não por criatividade), decidi “vestir” as minhas ameixas com massa folhada (perdido por um...).

Pode parecer uma história para crianças – sem grande graça, aliás – mas somos adultos e vamos lá ler nas entrelinhas. Parece-me ponto assente que devemos citar as fontes sempre que replicamos uma receita que não é nossa. E quando se trata de pegar na ideia de alguém e dar-lhe novas roupagens ou interpretações? Será legítimo omitirmos a origem das nossas ideias? A minha resposta é uma: esta receita que vos deixo aqui é minha, mas também é, de certo modo, da Elvira, pois embora o resultado seja diverso, a verdade é que ela foi a minha fonte de inspiração.

Deixo aqui a receita, as medidas são a gosto.
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Ingredientes:
ameixas
(Stilton, Roquefort, Gorgonzola, Cabrales, Danish blue)
massa folhada
1 gema de ovo
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Fazer um corte lateral nas ameixas secas, retirar-lhes o caroço, recheá-las com um pedacinho de queijo azul e depois é envolvê-las em massa folhada. Pincelar com a gema, para dar uma corzinha, e levar ao forno até dourar. Podem comer mornas ou frias...gostei mais da segunda opção, pois sente-se mais o sabor do queijo. Bom apetite!
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PS: em resposta ao comentário da Mariana: ficaram muuuiiiito bons!

23/06/08

Marinada de rabanetes com melaço de romã


Esta receita foi adaptada da revista Olive (ed. Maio de 2008) e conquistou-me pela original conjugação de sabores. Um surpresa, definitivamente, a repetir. Se não tiverem acesso ao melaço, usem somente mel (mas não fica tão bom, pois o melaço de romã é doce, mas com um travo ácido que o mel não tem).

Foi uma sorte ser presenteada com melaço de romã caseiro, sobretudo quando feito pelas sábias mãos da Marizé! Veio mesmo a calhar ter publicado hoje esta receita, já que esta semana o Tachos de Ensaio comemora o seu 1.º bloganiversário. Esta é, assim, a minha forma de desejar um feliz aniversário à maestrina de um dos blogues mais inspiradores da blogosfera culinária.

Ingredientes:

Rabanetes
(usei 15 rabanetes pequenos, mas o molho dá para mais quantidade)
Pevides/sementes de abóbora
Hortelã

Marinada:

Sumo de 1 laranja
½ colher de sopa de mel
½ colher de sopa de melaço de romã + pouco para finalizar
1 fio de azeite

Lavar os rabanetes e cortá-los finamente, usando uma mandolina. Misturar bem o sumo de laranja, previamente coado, com o melaço, o mel e o azeite. Numa tijela, colocar os rabanetes e verter o molho por cima. Reservar. Entretanto, tostar as pevides numa frigideira. Retirar os rabanetes da marinada e espalhá-los num prato de servir. Polvilhar com as pevides, hortelã picada e finalizar com um pouco de melaço de romã.