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14/04/10

4 por 6 - Almôndegas recheadas com requeijão

Não podia deixar de fazer um 4 por 6 com almôndegas, pois é um dos meus pratos favoritos... daqueles que me lembram sempre da comidinha da avô. Para variar das tradicionais, recheei estas com requeijão, relembrando um prato que há muitos anos (ui...) comia num pequeno e aconchegante restaurante do Bairro Alto, que actualmente não existe. Foi aí que saboreei a melhor lasanha de frango que alguma vez comi, foi também lá que encontrei inspiração para esta mousse de goiabada.






Ingredientes para cerca de 20 almôndegas:


225 de carne de porco picada
225 g de carne de vaca picada
50 g de parmesão ralado
100 g de requeijão
Pão (1 bolinha de mistura ou 2 carcaças)
Pão ralado
Leite suficiente para amolecer o pão
1 gema
Noz-moscada
Pimenta
Sal
Cebola
2 dentes de alho
1 lata de tomate
1 dl de vinho branco
Azeite


Misturar bem a carne com o parmesão ralado. Juntar o pão previamente amolecido em leite morno. Adicionar a gema para ligar bem e adquirir uma consistência facilmente moldável. Temperar com noz-moscada, sal e pimenta.


Fazer as almôndegas: pegar num pouco de carne e achatá-lo na palma da mão, no meio colocar um pedaço de requeijão; fechar a mão, e juntar com os dedos as extremidades da carne, para que o requeijão fique escondido e a almôndega bem fechada. Passar por pão ralado. Levar as almôndegas um pouco ao frigorífico para enrijecerem.


Refogar uma cebola picada e o alho esmagado. Passar as almôndegas por este refogado. Quando a carne perder o aspecto cru, está na hora de juntar o tomate (com o líquido e tudo), o vinho, um pouco de água e uma pitada de açúcar para cortar a acidez do tomate. Temperar a gosto, juntando uma erva aromática de que goste (salsa ou alecrim, por exemplo). Durante a cozedura (cerca de 30 minutos), deve mexer regularmente e certificar-se de que as almôndegas não pegam; se for caso disso, junte mais água. Não se preocupe se alguma almôndega abrir uma fenda e deixar sair um pouco de requeijão, pois até engrossa o molho e lhe dá um agradável sabor adocicado. Servir acompanhadas de esparguete.


Para sobremesa, o ideal é comer uma fruta que corte um pouco as gorduras da carne... que tal uma laranja?



Vamos às contas: os valores de referência são do Continente, exceptuando o parmesão e o azeite, que foram comprados no Lidl a uma excelente relação qualidade/preço.


Dica de poupança: não deite fora o pão duro, aproveite-o para usar numa açorda, ou numas almôndegas, ou então toste-o e faça rale-o.

29/10/09

4 por 6 – Sopa de abóbora e tomate com tortelinni + Crumble de pêra e sultanas com aveia

Embora com um dia de atraso, eis a minha sugestão quinzenal do 4 por 6. Uma refeição com sabor a Outono, protagonizada por uma sopa bem aconchegante e cheia de substancia, conferida pela utilização dos tortellini, e rematada com um delicioso crumble de pêra e aveia, que decidi resgatar do arquivo aqui do blogue.





Ingredientes:




1 pacote (250 g) de tortellini frescos
(usei de ricotta e espinafres)
450 g de abóbora
500 g de tomate
1 cebola
3 dentes de alho
1 caldo de legumes
Água q.b
(cerca de 1,25 dl – mas não a junte toda de uma vez)
Azeite
Sal e pimenta q.b.



Escaldar os tomates e retirar-lhes a pele e as grainhas. Cortar a cebola em finas meias-luas e cozinhá-la no azeite. Juntar o alho picado e, quando dourar, juntar os tomates. Deixar cozinhar um pouco. Adicionar a abóbora cortada em cubos e a água. Cozer. Esperar que arrefece ligeiramente para depois triturar com a varinha mágica. Se houver necessidade, junte um pouco mais de água. Verificar os temperos. Levar novamente ao lume e quando levantar fervura, juntar os tortellini, que demoram sensivelmente 3 minutos a cozer. Servir de imediato.



Para a sobremesa, que tal este delicioso crumble?





Vamos às compras e às contas: os preços de referência desta refeição são os do Continente. Os tortellini são do Pingo Doce, por uma questão de gosto, pois custam exactamente o mesmo.






Dica de poupança: em plena época de abóbora, encontramo-la a um preço bastante inferior ao da receita de há 2 semanas. As peras foram um excelente investimento a apenas
€ 0,35/kg (embalagem familiar de 2 kg - pêra rocha portuguesa). Conclusão: vale a pena consumir os produtos da estação!

14/10/09

4 por 6 – Folhados de salsichas frescas e sálvia + abóbora assada com especiarias


Embora o Verão teime em ficar, a minha sugestão para este 4 por 6 é já a pensar nos dias mais frios, em que nos apetece ligar o forno para aquecer a casa... isso neste momento parece-me tão longínquo...

A receita dos folhados de salsichas é adaptada de uma do Jamie Oliver.



Ingredientes:


400 g de salsichas de porco frescas
300 g de massa folhada congelada
1 cebola
1 colher de sopa de manteiga
Sálvia
Pão ralado q.b.
1 ovo


Acompanhamento:


800 g de abóbora
Especiarias a gosto


Cortar a cebola em finas meias-luas e cozinhá-la em manteiga até amolecer e dourar. Juntar a sálvia, cozinhar 2 ou 3 minutos. Deixar arrefecer. Retirar a pele das salsichas e juntar ao recheio à cebola e sálvia, acrescentando o pão ralado necessário para agregar os ingredientes. Depois de descongelada, estender e cortar a massa folhada de acordo com o tamanho de folhados que desejar. Depois rechear e fechar a massa, calcando a extremidade com um garfo. Pincelar com gema de ovo. Vai ao forno pré-aquecido a 210º cerca de 25 minutos.


Nota: 300 g de massa folhada deu-me para 12 folhados, mas depende do tamanho que cortarem a massa.




Abóbora assada com especiarias: retirar a casca da abóbora (não é obrigatório). Cortar a abóbora como desejar (laminei-a para ser mais rápido o processo de assar), temperá-la com sal, pimenta, noz-moscada e canela. Colocar num recipiente de ir ao forno e regar com azeite. Assar.




Vamos às compras e às contas: os preços de referência desta refeição são os do Continente. Mais uma vez deixo aqui uma nota para a diferença de preços entre o Continente e as mercearias no que toca aos legumes e frutas. A abóbora comprei-a na mercearia a 99 cêntimos o quilo, no Continente custa € 1,67.




Dica de poupança: muitas vezes esquecemo-nos das ervas aromáticas no frigorífico e quando damos por elas estão estragadas. Para evitar que tal aconteça, poderá secá-las, conservá-las em azeite ou congelá-las. Deixo-vos aqui um link com dicas de conservação de ervas aromáticas do site coisasdaterra.

30/09/09

4 por 6 – Sopa de pêra e curgetes + Cobbler de tomate

O tomate mereceu protagonismo na minha proposta desta semana, pois além de estarmos na época em que estão mais saborosos, encontrei uns a apenas 30 cêntimos o quilo. Um achado! As duas receitas de hoje são de Mark Bittman (outra vez!) – a sopa de curgetes e pêra já a tinha apresentado, a outra, encontrei-a no Chucrute com Salsicha.




Cobbler de tomate


Este cobbler - de aspecto algo rústico... já para não dizer feiote - é verdadeiramente delicioso. Neste caso, a proposta é que seja o prato principal de uma refeição vegetariana. Mas se lá em casa forem menos de 4 pessoas e restar, podem comê-lo na refeição seguinte como acompanhamento.

Ingredientes:

De 1 kg a 1,300 kg de tomates bem maduros (usei 1,200 kg chucha)
1 colher de sopa de amido de milho
Sal e pimenta
1 chávena de farinha de trigo
1 chávena de farinha de milho integral
(aquela muito amerelinha e de moagem mais grossa do que
a farinha de milho tradicional que compramos no supermercado)
1 ½ colher de chá de fermento em pó
¼ colher de chá de bicarbonato de sódio
4 colheres de sopa (56 ) de manteiga bem gelada cortada em cubinhos
1 ovo batido
¾ chávena de buttermilk*
(1 colher de sopa de sumo de limão + leite magro até perfazer os ¾ de chávena – 180 ml)
½ chávena de ervas frescas picadas
(usei manjericão, tomilho-limão secas e alecrim fresco, a gosto)

*O buttermilk pode ser substituído pelo seguinte preparado (quantidade para 1 chávena, mas eu usei ¾ chávena): 1 colher de sopa de sumo de limão à qual se adiciona o leite magro (morno) necessário para perfazer 1 chávena (ou ¾ chávena). Deixar repousar durante 10 minutos.

Untar um recipiente de ir ao forno com azeite ou manteiga. Lavar os tomates e cortá-los como desejar (em fatias, ou em quartos), colocá-los numa tigela e polvilhar com o amido de milho. Temperar com sal e pimenta. Misturar bem e reservar.

No robô de cozinha, colocar a farinha de trigo, a farinha de milho, o fermento, o bicarbonato e uma pitada de sal. Adicione a manteiga gelada e ligar o robô (botão pulse) até obter um preparado granulado. Adicionar as ervas, o ovo batido e o buttermilk e ligar o robô até a massa ficar firme. Acrescentar mais farinha se a massa ficar muito mole ou mais buttermilk (ou leite) se ficar muito seca.

Colocar os tomates no recipiente de ir ao forno, espalhar a massa por cima, usando uma espátula, até cobrir tudo. Com diz a Fer “Não precisa ficar perfeito, deixe buraquinhos para o vapor poder escapar”. Levar ao forno, pré-aquecido a 190 graus, durante 45 minutos, até que a massa fique dourada e o recheio borbulhante. Retirar do forno, deixar arrefecer um pouco e servir.

Vamos às compras e às contas: com excepção da farinha de milho integral, que foi comprada no Celeiro, os preços de referência desta refeição são os do Continente. Queria no entanto fazer aqui uma ressalva: os tomates custaram-me 30 cêntimos o quilo numa mercearia... Ou seja, no Continente custam o quadruplo! Assumi o preço do Continente no quadro das contas, mas caso tivesse colocado o preço real (€ 0,36 – 1,200 kg de tomate), o total desta refeição seria apenas € 2,92 (uma redução de € 1,08)! Fica aqui uma vez mais provado que não compensa comprar tudo no mesmo supermercado.



Dica de poupança: querem fazer uma determinada receita, mas as palavras buttermilk, sourcream, iogurte grego ou mascarpone na lista dos ingredientes causam-vos arrepios devido ao preço? Não se preocupem: podem substituí-los por ingredientes bastante mais baratos:

Sourcream – substituam por iogurte natural.
Buttermilk – sigam a indicação que acima vos deixei
Iogurte grego – deixar o iogurte a escorrer de um dia para outro, para que liberte o soro e fique espesso.
Mascarpone – vejam aqui no Outras Comidas como fazê-lo.

04/09/09

Copinho de iogurte com bolacha e geleia de maracujá ou ideias para uma sobremesa


Mais do que uma receita, com este post pretendo dar ideias para uma sobremesa simples, rápida e saborosa. Fi-la num dia em que tinha uns amigos para jantar, mas muito pouco tempo para prepará-lo.

Os ingredientes - cujas quantidades dependem do número de convidados e do gosto d@ cozinheir@ - são os que tiverem à mão. Normalmente, uso uma base de bolacha (shortcake, digestivas ou de chocolate) à qual, por vezes, junto frutos secos. No meio, deito iogurte (natural, cremoso ou de baunilha) – há quem use natas, mascarpone, queijo Philadelfia, mas são opções mais calóricas e menos económicas. Finalizo geralmente com fruta fresca, coulis de fruta, compota ou mel... Mas os copinhos podem-se encher de outras formas: com a fruta no fundo e a bolacha por cima, ou fazer várias camadas, intercalando os diversos alimentos.

Lembrei-me agora: este tipo de sobremesa parece que faz sucesso junto das crianças, disse-me a minha colega SF. Também deve ser uma boa ideia pedir a participação dos miúdos para compô-la, não é verdade?

Ingredientes:

Iogurte de baunilha
Bolachas shortcake
Amêndoa torrada
Geleia de maracujá

Na picadora, moí as bolachas com a amêndoa torrada. Dispus esta mistura no fundo do copo, por cima, verti o iogurte. Finalizei com uma geleia feita de polpa de maracujá e açúcar gelificante (400 g de polpa para 100 g de açúcar). Este tipo de açúcar é ideal para usar em compotas ou geleias, sobretudo quando se usam frutas com pouca pectina. Mas não é um ingrediente essencial. No caso concreto desta receita, achei indicado usá-lo, dado que a polpa de maracujá é bastante líquida e o açúcar gelificante ajudou a espessar; por outro lado, permitiu-me reduzir substancialmente a quantidade de açúcar.
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Vejam neste post do 4 por 6 outra sugestão similar: trifle de iogurte e frutos silvestres.

02/09/09

4 por 6: sopa fria de maçã e caril + almofadinhas de lombarda com seitan


Para a reentrée do 4 por 6, escolhi um menu com um toque exótico: uma sopa estival com aroma de caril e um prato principal temperado com cominhos e hortelã. Já sei que alguns de vós torcem o nariz à comida vegetariana, mas experimentem. Não se esqueçam de que uma das boas regras da alimentação é a variedade (que estamos a ver que até é possível com um baixo orçamento...). Além disso, já todos sabemos que só nos faz bem reduzir o consumo de proteína animal.
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Sopa fria de maçã com caril




A receita original recomenda o uso da variedade de maçã que habitualmente usamos nas tartes. Optei pela reineta por ser das minhas favoritas (e estar em promoção). Se usarem uma variedade mais doce, dispensem a pitada de açúcar e usem sumo de 1 limão, em vez de meio.
Ingredientes:

600 g maçã
6 dl de caldo de legumes
(ou água com meio cubo de caldo biológico)
2 colheres de sopa de manteiga
1 cebola pequena
Sumo de meio limão
1 colher de chá de caril (usei madras e... mais do que 1 colher ;-))
Sal e pimenta q.b.
1 pitada de açúcar
(para atenuar a acidez da maçã, caso usem reineta)
1 iogurte natural (facultativo)

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Saltear a cebola em manteiga. Juntar a maçã, descascada e cortada em fatias, e o caril. Quando a maçã começar a amolecer, adicionar a água. Deixar cozinhar cerca de 30 minutos. Temperar com sal e pimenta, e colocar uma pitada de açúcar, se achar necessário. Deixar a sopa arrefecer uns 30 minutos. Adicionar o sumo de limão. Triturar a sopa na varinha mágica (mixer). Servir fria ou à temperatura ambiente. Se desejar, enfeitar com uma colherzinha de iogurte espesso (iogurte normal, deixado a escorrer de um dia para o outro, ou durante pelo menos 4 horas).
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Almofadinhas de couve-lombarda com seitan




Ingredientes:

300 g seitan
75 g pimento vermelho
1 cebola
2 dentes de alho
Couve-lombarda
(usei 6 folhas grandes – cerca de 300 g)
1 lata de polpa de tomate (400 g)
1 dl de vinho branco
Azeite (3 colheres de sopa)
Cominhos, sal e pimenta q.b.
Hortelã



No robô de cozinha, moer o seitan com o pimento, a cebola e os dentes de alho para o recheio. Numa frigideira com azeite, passar o recheio e temperar com os cominhos, sal e pimenta. Deixar cozinhar um pouco. Reservar. Escaldar as folhas de couve-lombarda e recheá-las (convém deixar esfriar o recheio e as folhas de couve), usando palitos para fechar a almofadinha. Num tacho, juntar azeite, o tomate pelado e o vinho, por cima dispor as almofadinhas e a hortelã. Salpicar com um pouco de sal. Deixar cozinhar até que a couve fique tenra e o molho apure. Ir juntando água para que o molho não seque. Servir com arroz branco.

Vamos às contas e às compras: para começar, a advertência de sempre: os valores da fruta e dos legumes são do Continente, mas se comprar na mercearia do seu bairro o mais provável é encontrar mais barato (exemplo: a cebola, classificada pelo hipermercado como “económica”, custa € 0,85/kg, na mercearia ficou-me por € 0,35/kg). Em segundo lugar, não compre o seitan no Continente, sai bastante mais caro do que adquiri-lo numa loja de produtos dietéticos e macrobióticos.





Dica de poupança: se uma receita pedir iogurte grego, não deixe de a fazer por considerá-lo caro. Substitua o iogurte grego por um corriqueiro iogurte natural sem açúcar de marca branca. Depois, deixe-o escorrer durante uma noite para que ele perca o soro e fique espesso.

01/07/09

4 por 6: Cake de curgetes e queijo S. Jorge + Panna cotta de chocolate com molho toffee

Cheguei à conclusão de que o “4 por 6” tem sido um treino muito completo, composto por provas de criatividade (arranjar soluções económicas, diferentes e agradáveis), exercícios de escrita (tem dado os posts mais longos deste blogue), problemas matemáticos (nem imaginam as contas que tenho feito...) e muito jogo de cintura (fazer esticar o orçamento é tarefa bem árdua). Infelizmente, a balança continua com o ponteiro no mesmo sítio... enfim, adiante.. chega de conversa e vamos às receitas. Reparem bem no preço desta refeição: apenas € 4,79 e olhem que as quantidades aqui indicadas para o cake e para a sobremesa dão para mais de 4 pessoas!




Cake de curgetes e queijo S. Jorge

Ingredientes:

180 g farinha
3 ovos
50 ml leite meio gordo
100 ml óleo
100 g de queijo
200 g curgetes (aboborinhas)
Erva aromática a gosto (fica bem com manjericão,
mas só compensa tiverem plantação própria
desta erva, pois o preço no supermercado é brutal)
1 colher de sopa fermento
Sal e pimenta

Ralar a curgete e secá-la um pouco com uma toalha ou papel absorvente para lhe retirar humidade, antes de incorporá-la na massa. Untar uma forma com manteiga e polvilhar com farinha. Numa tigela, misturar os ovos, o óleo e o leite. Misturar a farinha e, seguidamente, a curgete ralada, o queijo e a salsa picada. Temperar com sal e pimenta. Por fim, incorporar o fermento delicadamente. Verter a massa na forma e colocar imediatamente no forno. Coze 50 minutos. Deixar arrefecer antes de desenformar. Servir com salada.

Receita adaptada de Cakes dolci & salati.





Salada de tomate, pepino e azeitonas


Ingredientes:

350 g tomate
150 g pepino
60 g de azeitonas
½ cebola
Azeite
Vinagre Balsâmico
Sal q.b.
Orégãos ou coentros

Arranjar os tomates e o pepino e cortá-los de acordo com o vosso gosto (e imaginação). Juntar as azeitonas e as ervas. Temperar com sal, azeite e vinagre balsâmico. Enfeitar com a cebola cortada em finas rodelas.




Panna cotta de chocolate com molho toffee

Ingredientes:

400 ml natas
20 g de açúcar
100 g chocolate
1 pacote de gelatina em pó (6 g)
2 colheres de sopa de água (para hidratar a gelatina)

Levar ao lume as natas com o açúcar, mexendo sempre. Quando começar a levantar fervura, retirar do lume e juntar o chocolate partido grosseiramente. Mexer bem com uma vara de arames, até o chocolate derreter e a mistura ficar homogénea (pode-se levar a lume brando para facilitar a tarefa). Misturar a água à gelatina e deixar repousar 2 ou 3 minutos (são estas as instruções que vêm na embalagem). Juntar a gelatina à panna cotta, levar ao lume até dissolver a gelatina. Deitar a panna cotta em forminhas (usei de silicone). Refrigerar pelo menos 4 horas. Desenformar a panna cotta (mergulhar as formas em água quente e depois desenformar com a ajuda de uma faca). Servir com o molho toffee da Leonor do Flagrante Delícia.


Molho toffee da Leonor:

50 g de açúcar
100 ml de natas
20 g de manteiga amolecida
(a Leonor que me perdoe, mas adoro manteiga
e decidi dobrar a quantidade ;-))


Levar o açúcar ao lume até caramelizar. Adicionar as natas quentes com muito cuidado para não respingar, mexendo bem. Retirar do lume e juntar a manteiga. Refrigerar.

Vamos às compras (e às contas): as compras de hoje foram divididas entre Lidl e Continente. Aproveitei uma promoção do Lidl com curgetes a 0,79 cêntimos, o queijo S. Jorge a € 0,99, o chocolate a € 0,65. Vêem o quanto se pode poupar só por estar atento às promoções?! No entanto, no quadro abaixo, coloquei os valores normais, pois na presente data, estes produtos já não se encontram a estes preços promoção.





Dica de poupança: na sequência do que disse anteriormente: prestem atenção aos folhetos promocionais dos supermercados e aproveitem para fazer as receitas da semana com esses produtos. Se forem produtos com prazos de validade alargados (queijo, café, por exemplo), podem inclusivamente comprar umas quantas embalagens, mesmo que não seja para uso imediato.

11/06/09

4 por 6: Lasanha escangalhada de atum e azeitonas e creme de couve-flor com caril


O prato principal desta refeição 4 por 6 é, em linguagem cinematográfica, um remake de um verdadeiro clássico da cozinha de crise: massa com atum. A ideia é dar-lhe uma roupagem diferente – é bem verdade que os olhos também comem – e torná-la numa opção mais económica do que a famigerada lasanha de atum – na versão escangalhada, o molho bechamel e o queijo estão dispensados. Assim, o orçamento facilmente permite uma sopa deliciosa e cheia de charme, que encontrei no blogue da minha amiga Elvira: creme de couve-flor com caril.


Creme de couve-flor com caril


Ingredientes:

800 g couve-flor
1 cebola média picada
2 colheres (sopa) de azeite
1 alho-francês médio (só parte branca)
500 ml de água de água

500 ml leite
1 colher sopa de caril em pó
sal q.b.
Amêndoas laminadas (20 g)
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Separar a couve-flor em raminhos, lavá-la e escorrê-la. Limpar o alho francês e cortá-lo em rodelas. Refogar a cebola picada e o alho francês no azeite. Juntar a couve-flor. Envolver. Juntar a água, o leite, o caril e o sal. Deixar cozinhar em lume brando 20 a 25 minutos. Triturar a sopa. Torrar as amêndoas em seco numa frigideira anti-aderente. Servir a sopa enfeitada com a amêndoa.

Duas notas: esta sopa, com as quantidades aqui indicadas, dá para 6 pessoas. A receita original leva queijo, mas decidi omitir.





Lasanha escangalhada de atum e azeitonas


Ingredientes:

2 latas médias de atum em água
(peso escorrido: 300 g de atum)
1 cebola grande (200 g)
1 folha de louro
4 dentes de alho
125 g de azeitonas
1 lata grande de tomate pelado
1 dl de vinho branco
Ervas aromáticas a gosto
(orégãos, ou coentros ou salsa)
Sal q.b.
Pimenta q.b.
Tabasco ou outro molho picante
Lasanha
(10 placas são suficientes – usei 2 ½ por pessoa)



Cozer as placas de lasanha em água abundante, temperada com sal. Para que não colem durante a cozedura, as placas devem ser mergulhadas em água a ferver uma a uma. Escorrer. Para que as folhas de lasanha não se colem, nem sequem, enquanto aguardam pelo molho, o melhor é dispô-las em cima de uma toalha limpa (preferencialmente branca) e enrolar a toalha, de modo a que fiquem protegidas do ar.

Picar o alho e a cebola. Refogá-los em azeite, juntamente com a folha de louro. Juntar o atum previamente escorrido, o vinho e o tomate (uso um pouco do sumo, mas nunca todo). Temperar com sal, pimenta e molho picante. Deixar apurar. No final, juntar as azeitonas previamente descaroçadas e cortadas aos pedaços. Finalizar com ervas aromáticas a gosto.

Num prato, dispor, em camadas desencontradas, as placas de lasanha (cortadas ao meio) e o molho. A última camada é de molho. Polvilhar com ervas picadas.




Vamos às compras (e às contas): desta vez, fiz a maior parte das compras no supermercado Lidl. Foi dos sítios onde encontrei o leite (estava em promoção) e a massa de lasanha mais baratos. Por outro lado, o atum de marca própria é pescado de acordo com os preceitos de respeito pelo ambiente (também nos devemos preocupar com os custos do que consumimos para o ambiente…). Já o azeite deste supermercado, Chaparro clássico, foi considerado pela DECO como tendo a melhor relação qualidade/preço.



Dica de poupança: os estudos da DECO, muitos deles divulgados nos jornais e no site desta associação, são uma boa fonte de informação para quem quer poupar, sem fazer cedências na qualidade.

27/05/09

4 por 6: Salada de massa, presunto e queijo Brie

Ainda que alguns dos ingredientes desta salada – presunto, queijo brie e nozes – não sejam habitualmente associados a comida económica, a verdade é que podem ser incorporados numa “dieta de crise”. Para tornar este prato mais económico, optei por produtos de marca branca, utilizando-os de uma forma parcimoniosa... E, para dar a substância necessária para “puxar a carroça”, nada melhor de que uma boa dose de hidratos de carbono, aqui representados pela massa.
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Ingredientes:
350 g massa lacinhos
100 g presunto fatiado
250 g de cogumelos
2 dentes de alho
100 g de queijo Brie
30 g de nozes
40 g Rúcula selvagem
Azeite
Vinagre de sidra


Cozer a massa em água com sal. Deixá-la arrefecer. Saltear os cogumelos em azeite e alho, temperando com sal e pimenta. Misturar a massa com o queijo, em pedaços, o presunto cortado, as nozes picadas e os cogumelos. Temperar com azeite e vinagre. Por cima, enfeitar com a rúcula selvagem.





Para sobremesa – e para ajudar a cortar a “gordurinha” do queijo e do presunto –, sugiro uma laranja do Algarve.

Vamos às compras (e às contas): Os valores aqui apresentados foram retirados do site do Continente, com excepção da massa, brie, que são da marca Pingo Doce. Não posso deixar de vos dizer: a massa lacinhos da marca Continente custa praticamente o dobro da do Pingo Doce.


Dicas de poupança: deixem de lado o preconceito - as marcas próprias dos supermercados não são inevitavelmente de má qualidade. O Pingo Doce, por exemplo, oferece uma selecção de massas frescas e secas de boa qualidade. Já o Lidl destaca-se pela oferta de queijos, pelo salmão fumado – recentemente li, numa revista inglesa, elogios ao chocolate para culinária deste supermercado.

O meu conselho é: experimentem (de quando em vez lá se apanha um barrete, mas compensa pela quantidade de coisas boas e baratas que descobrimos). Peçam a opinião aos amigos, passem a palavra quando determinado produto vos agradar... Comprometo-me a colocar aqui as minhas opiniões e, claro está, aceito sugestões.
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A propósito, vejam aqui um artigo do Público a provar que até os produtos denominados gourmet já se democratizaram. Mas leiam-no com algum sentido crítico, pois em tempos de crise há negócios que não são propriamente sensatos... por exemplo, a compra de sobremesas pré-feitas - o bolo de maçã que apresentei no último 4 por 6 custou apenas € 1,30 (e dá para 6 pessoas, no mínimo).

22/04/09

4 por 6 - Crepes de requeijão e coentros, salada de cenoura e bolo rápido de maçã

Aqui segue a minha terceira participação no 4 por 6, acompanhada por um pedido de desculpas pelo atraso de 1 semana. Sobre as receitas, que juntas pouco passam dos 5 euros (yupi!), gostava de referir o seguinte: em tempo de maior fartura, os crepes são também uma excelente alternativa para entrada ou petisco; a salada de cenoura, originalmente chamada de Salada Halloween é da Everyday Food (Outubro, 2007, ed. 46); finalmente, a sobremesa que aqui vos apresento, retirada do maravilhoso blogue La Vida en Buenos Aires y Afines, além de ter um método de preparação muitíssimo original (reparem bem), é absolutamente deliciosa (rápida, fácil e está provado: económica).


Crepes de requeijão e coentros

Ingredientes crepes:
100 g de farinha sem fermento
2 ovos
½ colher de sopa de óleo
175 ml de leite
Sal
Raspa de ½ limão

Recheio:
1 requeijão de Seia (260 g)15 g de coentros
½ cebola
Pimenta
½ colher sopa azeite



Misturar todos os ingredientes para os crepes com a varinha mágica (mixer). Fazer os crepes numa frigideira com cerca de 20 cm de diâmetro, untada com um pouco de óleo. Rende entre 8 a 10 crepes. Refogar a cebola picada no azeite até que fique translúcida. Deixar arrefecer. Juntar ao requeijão. Misturar bem com um garfo. Juntar os coentros picados. Temperar com pimenta. Rechear os crepes.




Salada de cenoura e sultanas

Ingredientes:

4 cenouras médias
⅓ chávena de sultanas (40 g aprox.)
2 colheres sopa de azeite
1 colher sopa de vinagre de sidra
1 colher chá de mostarda de Dijon
½ colher chá de açúcar
(como usei mostarda com mel, prescindi do açúcar)
Sal q.b.

Descascar e ralar a cenoura. Misturar com as passas. Temperar com um molho feito de azeite, vinagre, mostarda e sal.


Bolo de maçã fácil e rápido da Sylvia

Ingredientes:

2 maçãs
Sumo de ½ limão
1 chávena de farinha de trigo
1 chávena de açúcar + duas colheres de sopa para polvilhar
50 g de manteiga + 10 g para untar
1colher de sopa de fermento químico em pó
2 colheres de chá de canela em pó
2 ovos
1 chávena de leite

Descascar as maçãs e cortar em fatias finas. Colocar num recipiente, regar com sumo de meio limão e polvilhar com as 2 colheres de sopa de açúcar. Reservar. Untar um pirex quadrado (23 ou 24 cm) com a manteiga. Num tigela, misturar bem os ingredientes secos. Colocar metade dos ingredientes secos no pirex. Por cima, dispor a maçã fatiada (com o líquido que destilou) e polvilhar com canela. Espalhar por cima a manteiga cortada aos pedacinhos. Cubrir com a restante mistura de ingredientes secos. Verter por cim a mistura de leite e ovos. Com um garfo espetar a massa crua no meio e lados para que o liquido seja absorvido. Levar ao forno pré aquecido a 200 graus, por 30 ou 40 minutos até que esteja dourada.

Vamos às compras (e às contas): os valores aqui apresentados foram retirados do site do Continente. De referir que, no supermercado Pingo Doce, o requeijão de ovelha compra-se a € 1,99, em embalagens de 260 g, portanto, mais em conta do que no Continente (valor apresentado na tabela).



Dica de poupança: a compra de produtos em embalagens de tamanho familiar é, regra geral, uma opção mais económica e mais ecológica (menos embalagens = menos lixo). Mas atenção: olhem para a etiqueta do produto e reparem no custo por litro/quilo, para verificar qual é realmente o mais barato. É que, de quando em vez, os supermercados trocam-nos as voltas.

Além disso, se existem produtos cuja aquisição em grandes quantidades é um bom investimento – azeite, óleo, detergentes... -, outros há cuja compra em versão XL pode revelar-se um mau negócio, por serem bens rapidamente perecíveis - iogurtes, algumas frutas e legumes...

01/04/09

4 por 6 - risoto de alheira, feijão encarnado e grelos


Embora desta feita inclua carne (em poucas quantidades), a presente refeição “4 por 6” não foge à minha ideia inicial de propostas mais ricas em legumes, vegetais e cereais. Para abrir as “hostilidades”, sugiro esta Sopa de Cenoura com Laranja e, para fechar, umas ameixas. Segue-se, então, o prato principal, que é nada mais do que a concretização das duas dicas de poupança que dou no final deste post.
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Ingredientes:
1 alheira de caça (230 g)
1 chávena de feijão cozido (110 g aprox.)
1 ½ chávena de arroz (230 g aprox.9
½ molho de grelos
1 cebola
1 dl vinho branco
Caldo de legumes q.b. (usei 1 caldo biológico dissolvido em água)
Azeite q.b.
1 dl de natas


Lavar e escaldar os grelos (depois até pode usar essa água para o caldo do risoto). Tirar a casca à alheira, desfazê-la e passá-la por um pouco de azeite. Numa caçarola, refogar a cebola picada no azeite. Juntar o arroz, deixar dourar. Juntar o vinho e deixar evaporar. Começar a adicionar o caldo de legumes. O caldo deve estar sempre quente, juntando-se ao arroz a pouco e pouco, à medida que vai evaporando. Juntar os grelos e a alheira. Quanto faltarem uns 5 minutos para finalizar a cozedura do arroz (o risoto leva 18 minutos a cozer), juntar o feijão cozido. Finalizar o risoto com as natas. Verificar o sal e temperar com pimenta. Atenção que o risoto deve ficar cremoso.

Vamos às compras (e às contas): Os valores aqui apresentados foram retirados do site do Continente. Mais uma vez aconselho a compra de vegetais e legumes na mercearia do bairro, pois é mais económico.

Quanto ao arroz para risoto, o mais barato que conheço é mesmo o da marca Pingo Doce.



Dicas de poupança: a redução da carne, ou melhor, da proteína animal, é uma boa forma de poupar. Use a carne e o peixe como “condimento” e dê aos vegetais, cereais e legumes o seu merecido protagonismo.


É mais económico comprar leguminosas secas e depois cozê-las, do que comprá-las em lata. Ficam mais saborosas (tempera a seu gosto), mais saudáveis (sem conservantes, nem excesso de sódio) e muito, mas mesmo muito, mais baratas. 500 g de feijão seco vai resultar em cerca de 1250 kg de feijão cozido (a relação é de 1 para 2,5 ou 3). Na receita que aqui vos proponho, 100 g de feijão cozido custou 6 cêntimos. Não se esqueçam de que também é mais ecológico cozinhar o feijão (de preferência na panela de pressão, pois é mais rápido e gasta menos energia) do que comprar em lata.

18/03/09

4 por 6 - crumble de quinoa e trifle de frutos silvestres

Como a Mariana disse na apresentação deste projecto a doze mãos, cozinhar com um orçamento reduzido e, ainda assim, oferecer alternativas criativas e equilibradas não é tarefa fácil, mas é possível. Este é o objectivo principal do “4 por 6”. No entanto, cada uma das participantes terá maneiras diversas de o colocar em prática. A minha ideia é propor refeições ricas em legumes, vegetais e cereais, relegando a carne e o peixe para segundo plano. Creio que é uma boa “metodologia” para conseguir refeições mais económicas e equilibradas. Vamos ver como é que me safo...

Fica aqui a minha primeira proposta, desta feita vegetariana. Espero que gostem desta refeição com direito a sobremesa e tudo! Sendo o prato principal ligeiro, podemos cometer um pecadilho, não acham?

Crumble de quinoa e vegetais



Ingredientes:

1 chávena de quinoa (180 g)
2 chávenas de água para cozer a quinoa
1 alho francês/porro médio, cortado às rodelas finas (300 g)
2 cenouras médias raladas (270 g)
300 g de cogumelos laminados
2 dentes de alho esmagados
Azeite q.b.
Vinho branco q.b.
Sal
Pimenta
Hortelã fresca picada (ou outra erva a gosto)



Lavar muito bem a quinoa. Cozê-la cerca de 15 minutos em água temperada com sal. Entretanto, estufar os legumes em alho e azeite, juntando um pouco de vinho branco, sal, pimenta e hortelã picada (ou outra erva a gosto). Espalhar a mistura de legumes no fundo de um recipiente de ir ao forno. Depois de cozida, deixar a quinoa arrefecer um pouco e só depois espalhá-la por cima dos vegetais. Polvilhar com parmesão ralado. Levar ao forno, pré-aquecido a 200 graus, até dourar. Fiz 15 minutos no forno normal e 5 minutos na função grill para dourar mais rápido.




Trifle de iogurte e frutos silvestres



Ingredientes:

8 bolachas shortcake
5 dl de iogurte cremoso (equivale a 1 iogurte por pessoa)
Doce de frutos silvestres q.b.
Sumo de limão q.b.
Água q.b.


Misturar o doce com água quente e uns pingos de sumo de limão para que fique com uma consistência mais líquida (ajuda se o levar uns minutos ao lume ou ao microondas). Deixar arrefecer. No fundo de um copo, colocar as bolachas esfareladas, a seguir o iogurte e, para finalizar, o doce. Guardar no frigorífico até à hora de servir.


Vamos às compras: As bolachas shortcake, os iogurtes cremosos (embalagens com cerca de 300 ml) e o parmesão ralado foram comprados no Lidl.

Os valores dos vegetais foram retirados do sítio do Continente. Mas digo-vos já que, habitualmente, sai mais em conta comprá-los nas mercearias e frutarias (excepção feita à promoções dos supermercados e hipermercados, a que devem estar sempre atentos se quiserem economizar).

Não comprem a quinoa no Continente, pois custa praticamente o dobro do preço do que nas lojas macrobióticas e dietéticas. Deixo-vos aqui algumas opções: Celeiro, Terra Pura, lojas de comércio justo (coresdomundo.org).

Para que não fiquem a pensar que tenho alguma coisa contra o Belmiro, o vinho branco (marca JP) foi comprado no Continente.

Dica de poupança: a fidelidade a um supermercado/hipermercado será boa para o bolso de alguém, mas não é para o nosso certamente... convençam-se!

A palavra-chave é diversificar. Uma das técnicas de marketing baseia-se no princípio de que o consumidor comum só decora o preço de meia dúzia de produtos. O valor desses produtos é criteriosamente decidido para nos fazer crer que “aquele” é o supermercado/hipermercado mais barato... e então o preço dos restantes produtos (a maioria)? Alguém se lembra? Não é preciso decorar os preços, nem fazer excursões de fim-de-semana a todos os supermercados da região, mas é sempre bom ter estas técnicas em mente para estar atento cada vez que se vai às compras.

Outra coisa: quando vão ao supermercado, não desprezem os produtos que aparecem nas prateleiras mais difíceis de alcançar, normalmente é aí que são posicionados os mais baratos.

02/02/09

Sopa marroquina de grão

Regresso lentamente aos tachos e às panelas (e à blogosfera), depois de um mês bem desagradável, em que a cozinha ficou remetida para o fim da minha lista de prioridades. Analisando as receitas que tinha (e tenho) em standby, achei apropriado publicar esta sopa, do livro Rachel´s favorite food for friends, uma prenda natalícia da minha querida amiga Suzana.

Em dias de tempestade (refiro-me também ao tempo), nada melhor do que um prato de sopa fumegante e a companhia dos amigos para aquecer corpo e alma, não é verdade?
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Ingredientes:
a
3 colheres de sopa de azeite
1 cebola picada
100 g de alho francês/alho porró
Sal e pimenta
2 ½ colheres de chá de cominhos em pó
1 lata de tomate pelado (400 g – usa-se o tomate e o sumo)
1 pitada de açúcar
400 g de grão cozido
1 litro de caldo
(usei o caldo de cozer o grão, mas se recorrerem a grão enlatado,
usem caldo de galinha ou vegetais)
Sumo de ½ limão
Coentros picados

Aquecer o azeite numa panela. Juntar a cebola picada e o alho francês cortado às rodelas, temperar de sal e pimenta. Estufar 10 minutos. Juntar os cominhos em pó e deixar 1 minuto. Juntar os tomates cortados e todo o seu sumo, o açúcar, o grão e o caldo. Deixar ferver por 5 minutos em lume brando. Adicionar o sumo de limão e os coentros em pó. Verificar os temperos. Servir.
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Cozer grão: habitualmente, não uso grão de lata (não sabe a nada, ou melhor, sabe a lata), prefiro cozer o grão, depois divido-o em embalagens e congelo (mais saboroso, mais económico, mais ecológico). Deixo o grão a demolhar de um dia para o outro. Depois, cozinho-o na panela de pressão cerca de 20 minutos (contados, a partir do momento em que começa a sair o vapor). Para 500 g de grão seco, utilizo água (aproximadamente 1 litro), 1 pouco de azeite, 1 folha de louro, 2 dentes de alho, 1 cebola. Esta sopa marroquina é excelente para aproveitar a água de cozer esse grão.

01/08/08

Pizza de tomate e cogumelos shitake

Depois do desastre de há 2 semanas - uma pizza de massa alta, dura e com um sabor demasiado pronunciado a fermento – finalmente acertei. Outra coisa não seria de esperar: esta receita, trazida para a blogosfera de língua portuguesa pela Cinara, foi recomendada pela Mariana e pela Marizé. Esta última, a minha consultora em matéria de pães e massas, deu-me ainda sábias dicas para quem, como eu, não tem máquina de pão e tem pouca experiência em lidar com este tipo de massas: como amassar, como perceber que a massa está fermentada, quanto tempo deve a massa descansar, que fermento usar, a relação entre a temperatura ambiente e a fermentação. Muito obrigada à Marizé pela paciência e pelas respostas às minhas infindáveis dúvidas. Ela foi, na verdade, a principal fonte deste post.

Para o molho, baseei-me na receita da Cris que, no From Our Home to Yours, propõe um molho cru de tomate, pouco trabalhoso e ideal para o Verão.


Ingredientes para uma pizza (metade da receita original):

Massa:

100 ml de água morna
1 ½ chávenas de farinha sem fermento
½ colher de sopa de fermento/levedura instantâneo*
½ colher de sopa de açúcar
1 dente de alho esmagado ou alho em pó
½ colher de sopa de orégãos
½ colher de chá de sal
1 colher de sopa de azeite
Parmesão ralado

*Aconselho o Fermipan, mas ao que parece está esgotado. Se usarem o fermento da marca Ramazotti terão de diminuir a dose, pois tem um sabor e efeito mais intenso. Se preferirem, substituam o fermento instantâneo por 10 gramas de fermento de padeiro. No Verão, convém diminuir a quantidade de fermento e/ou o tempo de levedar, pois o calor agiliza o processo de fermentação.


Molho cru de tomate:

3 tomates médios bem maduros
1 colher de sopa de azeite
½ colher de chá de açúcar
Pimenta
Manjericão
Orégãos (como a massa da piza já levava orégãos, omiti esta parte)

Cobertura:
Cogumelos shitake e queijo mozzarela a gosto

Preparação da massa: dissolver o fermento com o açúcar em água morna, deixando repousar cerca de 5 minutos. Peneirar a farinha para uma tigela grande, fazer uma cova no meio, juntar o azeite, envolver (com uma espátula ou com as mãos), deitar o fermento, ir envolvendo em movimentos circulares e misturar os orégãos, o sal e o alho. Amassar uns 5 a 10 minutos até ficar elástica (pode ser necessário juntar mais um pouco de água ou de farinha). Deixar levedar num ambiente resguardado (dentro do microondas, por exemplo) até dobrar de volume.

Achatar a massa para lhe retirar o ar. Com um rolo, estender a massa de acordo com o seu gosto – gosto dela bem fina – e enrolar as extremidades. Colocar a pizza num tabuleiro forrado com papel vegetal – usei um tapete de silicone. Pincelar a pizza com azeite, polvilhar com parmesão. Com um garfo, picar a massa e deixá-la descansar, enquanto o forno aquece. Levar ao forno pré aquecido a 200 graus, entre 5 a 10 minutos. Retirar do forno, cobrir com o molho de tomate, os cogumelos* cortados e o queijo mozzarela. Levar novamente ao forno até ao queijo derreter (cerca de 8 a 10 minutos).

* Como os cogumelos, regra geral, destilam alguma água, antes de os colocar na pizza, levei-os ao grill do microondas para secá-los um pouco.


Preparação do molho: com a ponta de uma faca, dar um corte em cruz na base dos tomates, escaldá-los em água ferver. Retirar-lhes a pele e as sementes. Com uma faca, picá-los grosseiramente. Temperar os tomates com azeite, manjericão fresco picado, orégãos e pimenta. Não adicionem sal, pois faz o tomate destilar muita água, ficando o molho mais ralo e podendo causar o amolecimento da massa da pizza.