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19/06/13

Pimentos recheados com atum e azeitonas

Pimentos recheados


Todos os sábados de manhã lá vou eu à Praça de Benfica comprar legumes, fruta e peixe. A minha ementa semanal depende muito do que encontro... É assim que deve ser: consumir o que cada estação tem para nos oferecer. É mais ecológico e económico e os alimentos são mais saborosos. Na semana passada, na banca do Sr. Antero, estavam uns pimentos pequenos e lindos a sorrir para mim e a pedir encarecidamente que eu os recheasse e metesse no forno... e assim foi.

Ingredientes (3 pessoas):

6 pimentos pequenos (600 g)
1 cebola
1 folha de louro
2 dentes de alho
2 latas de atum
50 g de azeitonas verdes ou pretas (pesadas sem caroço)
4 tomates frescos (sem pele) ou de lata
Azeite q.b.
Tomilho ou orégãos
Picante (facultativo)
Sal q.b.
Pimenta

Fazer uma abertura nos pimentos, lavá-los e retirar-lhes as sementes. Temperar o interior com sal e pimenta. Numa caçarola ou frigideira, refogar a cebola e os alhos picados e o louro. Juntar o tomate e as azeitonas picadas grosseiramente. Deixar cozinhar até que o tomate se desfaça. Juntar o atum escorrido. Verifique se necessita de sal, pimenta e, caso goste, deite um pouco de picante. Finalize, juntando com orégãos ou tomilho. Rechear os pimentos com esta mistura. Levar ao forno a 200 graus cerca de 30 minutos, num tabuleiro untado com azeite.


Quando os pimentos são grandes, para agilizar o processo de assar, ponho-os 5 minutos em água a ferver (depois de arranjados), recheio-os e levo-os ao forno. Neste caso, não havia necessidade, pois os pimentos eram pequenos e tenros. 

Outras receitas de pimentos recheados:




15/05/12

Truta em tabuleiro de legumes



Truta com legumes


Uma forma saborosa e saudável de cozinhar peixe, sem exagero de temperos, apenas com os sucos do peixe, um pouco de vinho e todo o sabor do meu trio de vegetais/legumes favorito: pimento vermelho, cenoura e alho francês. Uma boa opção para quem está de dieta, que é o meu caso!

Ingredientes:

1 truta salmonada (ou outro peixe a gosto)
Meio pimento vermelho
1 ou 2 alhos franceses (parte mais clara – guarde as folhas verdes para aromatizar caldos)
2 cenouras médias
2 dl de vinho branco
Coentros
Azeite
Sal grosso
Papel de alumínio para tapar o tabuleiro

Tapar o fundo do tabuleiro com a cenoura ralada, o alho francês cortado às rodelas, o pimento cortado às tiras e os coentros picados. Por cima, dispor a truta, colocar alguns legumes na barriga. Verter o vinho, salpicar com sal grosso e deitar um fio de azeite. Tapar o tabuleiro com papel de alumínio. Cozinhar em ao forno pré-aquecido a 180 graus cerca de 20 minutos. 

13/09/10

Rolinhos de salmão fumado com queijo creme e wasabi


Ando completamente numa "onda" de entradas, mas achei que faziam falta neste blogue. A receita é de um dos meus chefs favoritos, o neozelandês Peter Gordon. Limitei-me a substituir o cebolinho pelo wasabi. Este é um dos casos em que o nome da receita dá a conhecer praticamente todos os ingredientes. ;-)


Ingredientes (10 a 12 rolinhos):

4 fatias de salmão fumado
2 folhas de algas
125 g de queijo creme (usei Philadelphia)
1 colher de chá de wasabi em pó ou em pasta
Limão

Misturar o queijo creme com o wasabi. Estender a folha de alga, borrifando com um pouco de sumo de limão para amolecer. Dispor as duas fatias de salmão, juntar mais uns pingos de sumo de limão, e barrar com o queijo creme. Enrolar. Repetir a operação com a outra folha de algas. Levar ao frigorífico uns 20 minutos. Cortar os rolinhos do tamanho desejado, preferencialmente com uma faca bem afiada (que se vai passando por água após cada corte). Servir simples ou acompanhados por tostas.


Se quiserem espreitar mais uma receita do chef Peter Gordon, cliquem aqui.

10/09/10

Ceviche de carapau com manga


Esta foi mais uma das entradas que os meus amigos M e AP confeccionaram no fim-de-semana passado. Uma maravilha... O que não é de admirar, pois além da toda sabedoria culinária que têm, são verdadeiros especialistas em acepipes com peixe cru (como sushi), usando sempre produtos de exímia qualidade e frescura, comprados no mercado de Évora ou no de Setúbal.

Ingredientes:


500 g carapaus
1 manga (ou abacate)
Sumo de 1/2 limão
Sumo de 2 Laranjas
Sumo de 1 ou 2 limas
Hortelã, coentros e salsa frescos e picados
Sal (facultativo, sinceramente acho que não é necessário)
Se gostar de picante, junte umas gotas de Tabasco ou uma malagueta picada.


Arranjar os carapaus, retirando pele, cabeça e espinhas e cortando a carne em pedaços. Cortar a manga em cubos. Juntar tudo num recipiente de vidro, cobrindo com o sumo dos citrinos. Finalizar com as ervas picadas. Deixar marinar durante 30 minutos a 1 hora no frigorífico.

05/04/10

Rolo de espinafres com queijo de ervas e salmão fumado


Adorei esta entrada que a Carlota fez no dia em que nos juntámos em casa dela para o jantar de pizzas. Já lhe tinha dito que quando tivesse convidados não vegetarianos para a refeição, faria esta delícia. E assim foi: servi este rolo como entrada do almoço de Páscoa.

Este rolo pode servir de base para outro tipo de recheios, por exemplo, fiambre ou presunto, com Camembert ou queijo de cabra (na versão para barrar).


Ingredientes:



350 g espinafres
(usei daquelas embalagens com folhas de espinafres já lavadas)
3 ovos
175 g queijo creme com ervas (tipo Philadelphia)
(a receita original leva 200 g, mas optei por usar só uma embalagem)
200 g de salmão fumado
Sal e pimenta
Sumo de limão


Cozer os espinafres no microondas sem qualquer água até murcharem. Bater-se as claras em castelo. Reservar. Misturar os espinafres cozidos (deixá-los esfriar um pouco) com as gemas, o sal e a pimenta e reduzir tudo a puré com a varinha mágica. Envolver o puré de espinafres com as claras em castelo. Espalhar a mistura num tabuleiro rectangular (usei quadrado de 30x30 cm) forrado com papel vegetal. Levar ao forno a 200º entre 5 a 10 minutos. Deixar arrefecer um pouco, desenformar sobre película aderente, retirando-se o papel vegetal. Espalhar por cima o queijo creme e dispor as fatias de salmão fumado, regando com umas gotas de sumo de limão. Enrolar com a ajuda da película aderente. Levar ao frio e, na altura de servir, cortar em fatias com cerca de 1 cm de grossura. Servir acompanhado por pão ou tostas.

Nota: a recomendação da Carlota para que se cozam os espinafres no microondas sem qualquer água é fundamental para obter um bom resultado.

10/03/10

Massada de peixe e gambas


Já há alguns tempo que estou para publicar uma receita de massa com peixe. É um prato que faço recorrentemente, pois cá em casa somos os dois apreciadores de peixe, nomeadamente de cabeça (a parte mais saborosa do bichinho). Sempre que há cabeça de peixe, coze-se mais uma postinha para, no dia seguinte, se fazer uma massada e aproveitar o caldo. Não sendo uma receita com grandes segredos, pelo menos para os portugueses, a verdade é que é essencial usar um peixe de boa qualidade, de preferência de carne mais rija (corvina, cherne) e usar caldo “verdadeiro”... Não há cá caldinhos Knorr, nem Maggi, nem sopas de marisco de pacote, que, a meu ver, assassinam qualquer massada de peixe ou de marisco.

Ingredientes para 2 doses muito bem servidas:


1 posta média de corvina
(cozida e limpa de peles e espinhas)
8 gambas
200 g de massa cotovelos
7,5 dl de caldo de peixe (ver receita)
1 cebola pequena
2 dentes de alho
50 ml de vinho branco
3 ou 4 tomates pelados
(ou frescos sem pele, nem sementes)
Pimento verde a gosto, cortado em tiras
Molho picante (massa de malagueta ou piripíri)
Sal q.b.
Coentros


Em azeite, refogue a cebola cortada em finas meias-luas e o alho picado. Juntar o tomate e o vinho branco. Deixar apurar. Adicionar o pimento (não gosto do pimento demasiado cozinhado, por isso não o junto logo no início). Verter o caldo de peixe. Quando levantar fervura juntar a massa. O tempo de cozedura dos cotovelos é sensivelmente 8 minutos. Partindo desse princípio, quando passarem 5 minutos, junte as gambas (descascadas ou não). Um ou dois minutos depois junte o peixe e os coentros picados. Servir imediatamente.

Nota: não deixe a massa cozer demasiado, é preferível apagar o lume antes de estar completamente cozida, pois ela acaba de cozinhar enquanto se leva o prato para a mesa. Embora pela foto não pareça, a minha massada fica bem “caldosa”, normalmente até a como com uma colher. De acordo com a sua preferência, junte mais ou menos caldo à massada.

26/11/09

4 por 6 - Salada de cuscuz, salmão e pimento assado

Usar peixe numa refeição que se pretende barata não é fácil. A melhor solução, para não eliminarmos este alimento da nossa dieta, é cortar um pouco nas quantidades e juntá-lo a legumes, vegetais ou cereais para mais “substância”. Foi o que fiz.





Ingredientes:

2 postas de salmão (400 g ou 300 g de peixe)
250 g de cuscuz
½ pimento vermelho (cerca 150 g)
100 g de ervilhas cozidas
Azeite e sumo de limão (ou vinagre) a gosto


Depois de cozinhar o peixe, desfie-o e limpe-o de espinhas. Asse o pimento no bico do fogão e retire-lhe a pele. Corte o pimento em pedacinhos. Cozinhe o cuscuz de acordo com as instruções da embalagem (regra geral, a embalagem manda deitar o cuscuz em água a ferver e levar novamente ao lume, mas eu nunca o cozo ao lume, prefiro deixá-lo cozinhar por si no calor da água fervida, bastando tapá-lo e esperar uns 5 minutos). Misture todos os ingredientes – peixe desfiado, cuscuz cozido, pimento e ervilhas – e tempere com azeite e sumo de limão (ou vinagre) a gosto. Servir morna ou fria, de acordo com o gosto e/ou a estação do ano.

Esta receita é ideal para aproveitar sobras de salmão cozido ou grelhado.
Para completar esta refeição, sugiro anona, que é uma das minhas frutas preferidas. Basta meia por pessoa, comidinha assim à colher... nham.



Vamos às compras: os valores de referência são todos do Continente.



Dica de poupança: repetindo um pouco a ideia da minha introdução a esta receita: não elimine o peixe da sua dieta com a “desculpa” do preço, use-o como “acompanhamento” e traga para a ribalta ao que habitualmente relega para segundo plano (cereais, vegetais, legumes).

09/09/09

Salmão fumado com alcaparras


Esta entrada é uma verdadeira delícia. Foi a minha amiga Ana que me ensinou, e quem fez a que se vê na foto. A publicação desta receita não podia vir mais a propósito: ela hoje faz anos e aproveito para lhe dar os Parabéns e desejar-lhe muitas felicidades (e muitos anos de vida, claro!).

As quantidades da receita dependem da voracidade dos convidados... nem perguntei à Ana quanto comemos... mas lembro-me de contar mais de 10 (!) palitos no meu prato ;-)



Ingredientes:

Salmão
Alcaparras
Limão
Cebolinho


Regar o salmão com sumo de limão. Colocar 2 alcaparras por palito e um pedacinho de salmão enrolado (lembro-me que a Ana uma vez colocou uma das alcaparras como recheio do salmão). Colocar num recipiente de servir e polvilhar com cebolinho picado. Já está!

11/06/09

4 por 6: Lasanha escangalhada de atum e azeitonas e creme de couve-flor com caril


O prato principal desta refeição 4 por 6 é, em linguagem cinematográfica, um remake de um verdadeiro clássico da cozinha de crise: massa com atum. A ideia é dar-lhe uma roupagem diferente – é bem verdade que os olhos também comem – e torná-la numa opção mais económica do que a famigerada lasanha de atum – na versão escangalhada, o molho bechamel e o queijo estão dispensados. Assim, o orçamento facilmente permite uma sopa deliciosa e cheia de charme, que encontrei no blogue da minha amiga Elvira: creme de couve-flor com caril.


Creme de couve-flor com caril


Ingredientes:

800 g couve-flor
1 cebola média picada
2 colheres (sopa) de azeite
1 alho-francês médio (só parte branca)
500 ml de água de água

500 ml leite
1 colher sopa de caril em pó
sal q.b.
Amêndoas laminadas (20 g)
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Separar a couve-flor em raminhos, lavá-la e escorrê-la. Limpar o alho francês e cortá-lo em rodelas. Refogar a cebola picada e o alho francês no azeite. Juntar a couve-flor. Envolver. Juntar a água, o leite, o caril e o sal. Deixar cozinhar em lume brando 20 a 25 minutos. Triturar a sopa. Torrar as amêndoas em seco numa frigideira anti-aderente. Servir a sopa enfeitada com a amêndoa.

Duas notas: esta sopa, com as quantidades aqui indicadas, dá para 6 pessoas. A receita original leva queijo, mas decidi omitir.





Lasanha escangalhada de atum e azeitonas


Ingredientes:

2 latas médias de atum em água
(peso escorrido: 300 g de atum)
1 cebola grande (200 g)
1 folha de louro
4 dentes de alho
125 g de azeitonas
1 lata grande de tomate pelado
1 dl de vinho branco
Ervas aromáticas a gosto
(orégãos, ou coentros ou salsa)
Sal q.b.
Pimenta q.b.
Tabasco ou outro molho picante
Lasanha
(10 placas são suficientes – usei 2 ½ por pessoa)



Cozer as placas de lasanha em água abundante, temperada com sal. Para que não colem durante a cozedura, as placas devem ser mergulhadas em água a ferver uma a uma. Escorrer. Para que as folhas de lasanha não se colem, nem sequem, enquanto aguardam pelo molho, o melhor é dispô-las em cima de uma toalha limpa (preferencialmente branca) e enrolar a toalha, de modo a que fiquem protegidas do ar.

Picar o alho e a cebola. Refogá-los em azeite, juntamente com a folha de louro. Juntar o atum previamente escorrido, o vinho e o tomate (uso um pouco do sumo, mas nunca todo). Temperar com sal, pimenta e molho picante. Deixar apurar. No final, juntar as azeitonas previamente descaroçadas e cortadas aos pedaços. Finalizar com ervas aromáticas a gosto.

Num prato, dispor, em camadas desencontradas, as placas de lasanha (cortadas ao meio) e o molho. A última camada é de molho. Polvilhar com ervas picadas.




Vamos às compras (e às contas): desta vez, fiz a maior parte das compras no supermercado Lidl. Foi dos sítios onde encontrei o leite (estava em promoção) e a massa de lasanha mais baratos. Por outro lado, o atum de marca própria é pescado de acordo com os preceitos de respeito pelo ambiente (também nos devemos preocupar com os custos do que consumimos para o ambiente…). Já o azeite deste supermercado, Chaparro clássico, foi considerado pela DECO como tendo a melhor relação qualidade/preço.



Dica de poupança: os estudos da DECO, muitos deles divulgados nos jornais e no site desta associação, são uma boa fonte de informação para quem quer poupar, sem fazer cedências na qualidade.

27/10/08

Crocantes de pescada e aveia

Prefiro, sem sombra de dúvida, o peixe grelhado ou cozido (é a mais pura verdade!) e, regra geral, não sou muito fã de fritos (pronto...não resisto a uma batatinha frita caseira, de quando em vez.). Mas fiquei muito curiosa quando vi esta receita da revista Cozinhar sem stress (n.º1 – abril 2008) no Elvira’s Bistrot . Finalmente experimentei e, como já calculava, dada a minha predilecção por aveia, adorei!

Ingredientes:
800 g de filetes/lombinhos de pescada
2 ovos batidos
Farinha q.b.
Flocos de aveia q.b.
Óleo q.b.
Limão
massa de malagueta ou pimenta
alho
sal

Temperar os filetes com sal, massa da malagueta, alho e sumo de limão. Deixar marinar cerca de 20 minutos. Passar os filetes, primeiro, por farinha, depois, por ovo batido e, finalmente, pelos flocos de aveia.Fritar em óleo bem quente, sem deixar queimar. Escorrer bem, usando papel absorvente. A receita original sugere que se sirvam com uma açorda de coentros, por questões logísticas, optei por um arroz de tomate “malandrinho”.

19/09/08

Tarte de Atum à moda da minha avó

Esta é uma receita que a minha avó paterna costumava fazer durante as minhas férias de Verão, quando passávamos muitas horas na cozinha entre tachos e panelas, antes ou depois de umas horas – também elas bem passadas – nas praias de água morna e límpida dos mares açorianos. Continuo a passar muitas horas nas belas praias da ilha do Faial, mas as horas passadas na cozinha na companhia da minha avó já só as posso reviver na minha memória.

Publico-a a receita, não só pelo valor sentimental, mas também por considerá-la uma boa alternativa às quiches e tartes mais clássicas, pois o recheio é bem leve, fazendo lembrar um soufflé. Esta tarte pode ainda ser uma boa opção para aproveitamento de peixe cozido ou assado. Quanto à massa, usem uma receita do vosso gosto...eu comprei já feita, perdoem-me mas estava de férias...

Ingredientes:

1 embalagem de massa quebrada (230 g)
2 latas de atum (240 g – peso sem ser escorrido)
1 colher de sopa de manteiga ou azeite
Meia cebola picada
1 colher de sopa de farinha
2,5 dl de leite
3 ovos
1 colher de sopa de salsa picada
Sumo de limão
Sal

Refogar a cebola na manteiga, sem deixar queimar. Polvilhar com a farinha e misturar bem. Verter o leite, aos poucos, mexendo bem para não ficar com grumos. Deixar engrossar. Juntar o atum, previamente escorrido, a salsa picada, o sumo de limão e o sal. Bater levemente as gemas e juntá-las ao recheio de atum. Deixar arrefecer um pouco e juntar as claras batidas em castelo, cuidadosamente. Verter o recheio na massa da tarte e levar ao forno cerca de 30 minutos.

02/07/08

Sopa de peixe


Esta é uma sugestão para aproveitamento de caldo de peixe e de restos de peixe cozido. Tentei reproduzir uma receita da minha avó materna, que muito me lembra os tempos de infância, e que não me sai da cabeça desde que a Elvira publicou esta muito similar.

Ingredientes:

1 cebola
3 batatas médias
1 curgete/aboborinha
(a minha avó usava só batata,
mas a curgete também serve para engrossar a sopa,
com a vantagem de ser pouco calórica)
4 colheres de sopa de arroz
2 tomates pelados
1 posta de peixe cozido
1 litro de caldo de peixe (aproximadamente)

Cozer os legumes no caldo de peixe e triturá-los. Verificar os temperos e, se necessário deitar sal e pimenta. Deitar o arroz e deixá-lo cozer. Por fim, juntar o peixe desfiado e um fio de azeite. Servir.

Caldo de peixe

Normalmente cozo o peixe num caldo aromatizado com ervas e vegetais que seria um desperdício deitar fora. Este caldo, depois de coado, poderá ser utilizado em sopa ou conservado no congelador para utilizar noutros cozinhados com peixe, marisco ou moluscos, como por exemplo: risoto/arroz, massada, molho para lasanha (em vez de bechamel, que é feito com leite, façam um molho branco com o caldo do peixe, ou façam metade leite/metade caldo de peixe).

Eis os ingredientes que utilizo neste caldo, além do peixe e da água: alho francês (numa perspectiva de reciclagem, é boa ideia usar as partes mais verdes, que costumamos descartar noutras receitas), cenoura, cebola, alho, louro, um raminho de cheiros (com as ervas frescas que tiver disponíveis: salsa, coentros, hortelã, manjericão, etc.), 1 cálice de vinho branco, azeite, massa de malagueta (um pouco de piripiri ou um molho picante a gosto), grãos de pimenta, sal. Se tiverem aipo em casa, usem-no também.

O caldo fica mais saboroso se nele colocarem também a cabeça do peixe. Caso não apreciem este pitéu (é a parte que mais gosto), depois de cozida, limpem-na de peles e espinhas e utilizem-na, por exemplo nesta ou nesta receitas de sopa de peixe.

27/06/08

Cake sushi (salmão e wasabi)

Embora obriguem a ligar o forno - o que nem sempre apetece com o calor que está - a verdade é que os cakes salgados são um óptima opção para uma refeição estival, que ser mais ligeira, sobretudo quando acompanhados por uma salada.

Esta receita, retirado do livro Cakes Dolci e Salati tem, a meu ver, uma das melhores massas para bolo salgado que já experimentei. Ou seja, se não gostarem da conjugação salmão fumado/wasabi, não deixem de fazer esta receita, substituam-nos por ingredientes da vossa preferência... assim de repente já me estou a lembrar da dupla frango/mostarda.

Ingredientes:

180 g de farinha
3 ovos
10 cl de natas espessas
(crème fraiche no original)
10 cl de óleo
100 g de salmão fumado
4 colheres de chá de wasabi
(se não gostarem usem mostarda)
3 colheres de chá de fermento
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Ligar o forno a 180 graus. Untar uma forma de bolo inglês com manteiga e polvilhar com farinha. Numa tigela, misturar os ovos, o óleo, o wasabi e as natas. Adicionar a farinha e o salmão cortado aos pedaços. Temperar com sal e pimenta. Por fim, incorporar o fermento delicadamente. Verter a massa na forma e colocar imediatamente no forno. Coze 50 minutos. Deixar arrefecer antes de desenformar.
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Nota: não se preocupem se vos parecer que a massa está picante ou sabe demasiado a wasabi, já que depois de cozido o sabor será mais suave.
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02/04/08

Ravioli de peixe com molho de manteiga, limão e coentros


Lá ganhei coragem e, finalmente, tirei da caixa a máquina de fazer massa que comprei no Natal passado! Comprei-a precisamente a pensar nos ravioli - o meu prato italiano favorito - uma massa que raramente considero bem feita nos restaurantes, sobretudo no que toca aos recheios, que parecem quase sempre industrializados.

Demorei um bocado a fazê-los, pois ainda não domino a técnica, e falta-me limar algumas arestas quanto à “montagem” e à espessura. Apesar de tudo, tendo em conta que esta foi a minha 1.ª experiência, fiquei muito satisfeita com o resultado.

Fiz cerca de 40 ravioli com esta receita (dá para 5 a 6 pessoas).

Massa:

300 g de farinha sem fermento
3 ovos
Sal

Para fazê-la fui buscar dicas
aqui e outras no inspirador Tachos de ensaio da minha querida amiga Marizé, que muito me incentivou a “meter as mãos na massa”, aconselhando-me quanto à compra da máquina.
kk
Amassar os ingredientes à mão ou colocar no robot de cozinha (usei o robot). Se a massa estiver demasiado seca, juntar água, se estiver demasiado pegajosa, juntar farinha. Deixar a massa descansar 1 hora no frigorífico, envolta em película aderente.
Depois cortar a massa em pedaços e passar cada um deles na máquina até ficar uma placa com a espessura desejada (começar com a abertura maior e ir diminuindo). Em cada placa colocar vários montinhos de recheio. Pincelar os espaços entre o recheio com um pouco de água. Cobrir com outra placa de massa e calcar os espaços em volta do recheio. Cortar os ravioli com uma faca ou cortador próprio.
Cozer os ravioli numa quantidade abundante de água a ferver com sal, até ficarem al dente (entre 5 a 8 minutos -depende da espessura da massa).

Recheio:

2 douradas* (cerca de 650 g), cozidas em água com ervas frescas, cebola, alho, alho francês, 1 cenoura, azeite e 1 pouco de vinho branco.

Aproveitar para cozer as douradas, enquanto a massa está no frigorífico a descansar. Deixar arrefecer um pouco e limpá-las de peles e espinhas. Coar e reservar o caldo de peixe: vai ser preciso um pouco para fazer o molho e o restante guardar no congelador, para usar numa sopa, num arroz (ou risoto) de peixe ou de marisco.

*pode usar-se robalo ou sobras de peixe cozido.

Molho:

100/125 g de manteiga (usei meio sal)
6 colheres de sopa de caldo de peixe
Sumo de, pelo menos, ½ limão
Coentros frescos a gosto

Derreter a manteiga com o caldo de peixe, sem deixar escurecer. Apagar o lume e juntar o sumo de limão e os coentros picados.

11/03/08

Caril verde de tamboril

Este prato tailandês muito aromático, feito com um peixe bastante apreciado pelos portugueses, é absolutamente delicioso. Podem fazer esta receita com camarão e tamboril, ou só com camarão ou, se preferirem, utilizem peitos de frango.


Ingredientes:

800 g de tamboril (lse usarem lombos, basta 500 g)
½ pimento vermelho
2 colheres de sopa de óleo (girassol ou amendoim)
2 colheres de sopa de pasta de caril verde*
2 colheres de sopa de molho de peixe *
1 chávena de água ou caldo de peixe
1 ½ chávena de leite de coco
5 folhas de lima kaffir * (usei secas)
2 colheres de sopa de açucar de palma* ou mascavado
Sumo de 1 lima (usei limão)
Coentros frescos para finalizar

*Todos estes produtos se encontram à venda nos supermercados asiáticos.
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Apenas um ponto prévio: como usei tamboril sem ser em filetes/lombos e tinha ainda algumas cartilagens e espinhas, decidi cozinhá-lo antes de fazer este prato. Depois, limpei-o de peles e espinhas, mas sem desfazer o peixe, deixando-o em pedaços grossos. O caldo em que o cozi, serviu para juntar ao caril. A opção de utilizar filetes/lombos é obviamente bastante mais rápida.

Passemos ao prato propriamente dito: aquecer o óleo, juntar a pasta de caril verde e deixar fritar até libertar os aromas. Adicionar o caldo (ou água), o leite de coco, o molho de peixe, o açúcar e as folhas de lima, o pimento cortado em tiras, deixando apurar cerca de 5 minutos. Juntar o peixe e o sumo de lima e deixar aquecer o peixe, caso o tenham cozido previamente, ou deixar cozer entre 5 a 8 minutos, caso o utilizem cru. Polvilhar com coentros picados e servir com arroz basmati.

21/01/08

Peixe-espada no forno com sumo de limão

Já referi algumas vezes no blog que o peixe não é um dos meus alimentos preferidos e, como sei que faz falta para uma alimentação equilibrada, quando o faço tento disfarçar ao máximo com temperos… Desta vez a minha experiência foi cozinhar um peixe-espada no forno com limão e… até gostei!

Ingredientes:
4 postas de peixe-espada
1 cebola grande
Sumo de 1 limão
3 batatas grandes
1 dl de vinho branco
1 colher de sopa de colorau
1 colher de sopa de margarina
Azeite q.b.

Num tabuleiro de ir ao forno corta-se a cebola às rodelas, rega-se com o azeite e sobre a cebola coloca-se o peixe-espada já temperado com sal e marinado (10 minutos) no sumo do limão. Corta-se as batatas em quadrados grosseiros que se dispõem em volta das postas do peixe. Coloca-se a margarina por cima de cada posta de peixe e leva-se ao forno. Rega-se o peixe e as batatas com a mistura do vinho, colorau e limão para não secar. Quando as batatas começarem a ficar “coradas” e o peixe-espada tostado temos o prato pronto!

15/01/08

Tarte/torta salgada de liquidificador


Eu já sabia que a Luna tinha um dom especial para inventar ou desencantar receitas maravilhosas, motivo mais do que suficiente para fazer a sua torta - para português entender, digo tarte - de liquidificador. Ela qualifica esta receita de infalível e asseguro-vos que é, pois fez sucesso num lanche que dei para uns amigos. Uma tarte/torta rápida e fácil de fazer, ideal para “reutilizar” comida, ou melhor, para aproveitar os restos.

Ingredientes:

Massa:
3 ovos
1 chávena de chá de óleo (menos um dedo)
2 chávena de chá de leite
1 chávena de chá de queijo ralado (usei parmesão e emmental)
2 chávena de farinha de trigo
1 pitada de sal
1 colher de sopa de fermento em pó

Recheio:
Atum com tomate e pimentos, tal como aqui, mas sem qualquer picante.
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Bater os ingredientes da massa no liquidificador (batedeira ou robô de cozinha), com excepção do fermento, que se adiciona no fim. Depois, pode bater o fermento com a massa, manualmente, como na receita original, ou fazer como eu e a Luna e misturá-lo na máquina.

Colocar metade da massa numa forma untada (entre 20 e 24 cm de diâmetro). Nesta fase, existem 2 hipóteses:

A) Rechear e verter o resto da massa por cima, levando ao forno até dourar (entre 20 a 30 minutos). Ideal para quem fizer um recheio mais leve (ver sugestão da Luna).

B) Levar metade da massa ao forno por 10 minutos, retirar, rechear, cobrir com o resto da massa e levar novamente ao forno (cerca de 15 minutos). Porque o recheio que fiz era mais pesado, tive algum medo de que descesse demasiado. Como queria que ele ficasse mesmo no meio da tarte, lembrei-me de fazer deste modo.

08/01/08

Tagliatelle com salmão fumado, limão e hortelã

Tenho andado um bocado afastada desta cozinha, mas já reparei que o Natal e o Ano Novo tiveram efeito similar na maior parte das blogueiras. Mas cá estou eu de volta, sem receitas natalícias, pois confesso que as ementas da minha família para esta época são tudo menos tradicionais. Mantemos, no entanto, duas tradições: juntamo-nos para celebrar o Natal e, durante a semana das festas, comemos mais do que devíamos.

Ingredientes:
(para 3 pessoas)

200 g de salmão fumado
1 colher de sopa de azeite
1 dente de alho
Sumo de meio limão
1 colher de chá de mostarda
1 pacote de natas – 200 ml
(usei natas pasteurizadas light,
para emagrecer os problemas de consciência…)
Pimenta
Sal
Hortelã q.b.
(a maioria das receitas com salmão fumado,
aconselha o uso de endro,
mas esta conjugação com a hortelã conquistou-me)
Tagliatelle para acompanhar
mm
Passar o alho esmagado por azeite e retirá-lo logo que o azeite ganhe o aroma do alho. Desligar o lume, juntar o pacote de natas, o sumo do limão e a mostarda. Mexer bem. Se acharem que este molho está basto, juntem-lhe um pouco de leite ou então um pouco de água de cozer a massa (aprendi com uma professora de culinária a aproveitar a água da cozedura da massa para acrescentar o molho, quando este é pouco, ou quando está grosso). Temperar com sal e pimenta. Juntar o salmão fumado cortado aos pedaços e a hortelã picada. Vai ao lume só para aquecer. Servir com a massa da vossa preferência e enfeitar com um pouco de hortelã picada.

Nota: se usarem natas frescas, como são mais ácidas do que as pasteurizadas, talvez seja boa ideia diminuir a quantidade de sumo de limão.

14/11/07

Folhados endiabrados


Gosto muito de uns pastéis cabo-verdianos com uma estaladiça massa de farinha de milho e batata-doce, recheados com atum e muito picante. Chamam-se “pastéis com o diabo dentro”. O recheio dos meus folhados, feitos para aproveitar uma embalagem de massa com o prazo “por um fio”, lembrou-me esses pastéis, daí o nome.

Ingredientes:

2 latas de atum (240 g)
2 ou 3 tomates (usei enlatado)
1 cebola
2 dentes de alho
Tiras de pimento vermelho e verde (a gosto)
2 malaguetas secas
(nada de malaguetas pequenas, ou então não ficam endiabrados!)
Azeite q.b.
3 colheres de sopa de vinho branco
Sal q.b.
1 mão-cheia de coentros picados
Massa folhada (usei uma embalagem de 300 g, com 6 quadrados de massa refrigerada)
Gema de ovo para pincelar

Refogar a cebola em azeite, juntar o pimento e cozinhar um pouco. Adicionar o alho e, quando estiver dourado, juntar o vinho, o atum, o tomate, o vinagre, as malaguetas picadas e o sal. Deixar apurar (e evaporar o molho). Juntar os coentros picados, depois de apagar o lume. Deixar o preparado arrefecer um pouco, antes de rechear cada folhado com uma dose generosa de recheio. Fechar os folhados e pincelá-los com gema de ovo. Levar ao forno, pré-aquecido, durante 15 minutos a 200 graus. Servir com salada.