26/06/13

Refresco de flor de sabugueiro

Refresco de flor de sabugueiro



Desde que os meus amigos Rosário e Henrique se dedicaram à produção biológica de ervas aromáticas e condimentares, criando a empresa Ervas da Zoé, que o meu interesse por este tema tem vindo a crescer. Recentemente, decidi aprofundar os meus conhecimentos e, seguindo o conselho da Rosário, procurei a Fernanda Botelho, segundo a minha amiga uma das maiores especialistas na matéria aqui em Portugal. Fiz dois workshops com a Fernanda no Museu do Oriente e fiquei rendida à sua sabedoria, e contagiada pelo seu entusiasmo e amor pelas plantas.

Com ela aprendi a identificar algumas plantas medicinais, ervas aromáticas e flores silvestres e a dar-lhes usos (culinários e medicinais) que até então desconhecia. Descobri um admirável mundo novo.

No passado domingo, fui a Sintra fazer um passeio orientado por ela. Uma vez mais, cheguei a casa com a alma preenchida, e com uma mão cheia de flores (chagas, malvas, flores de sabugueiro, alfazema). Finalmente ia conseguir fazer o refresco de flor de sabugueiro que a Fernanda Botelho ensinou.


Ingredientes:

1,5 l de água
4 flores de sabugueiro (eram grandes)
1 laranja cortada em quartos (pode-se usar meia laranja e meio limão)
Mel ou açúcar para adoçar (a quantidade de açúcar/mel depende muito do gosto de cada um – eu usei 60 g de açúcar para esta quantidade de água)

Num jarro grande ou tigela, colocar as flores, a laranja e/ou limão cortado em quartos. Juntar a água e o açúcar. Deixar macerar no mínimo 12 horas, mexendo de vez em quando (a receita original diz 24 horas, mas bastaram-me 12). Coar e guardar no frigorífico Servir bem fresco.

Nota: este refresco conserva-se uma semana no frigorífico, mas também podem congelá-lo e usar quando quiserem, pois já se sabem que não há sabugueiros em flor todo o ano)

Eu, agarrada às flores de sabugueiro ;-) e o refresco a macerar

Se quiserem saber mais sobre o sabugueiro, podem ler este artigo da Fernanda Botelho.  

Para mais informações sobre as actividades que a Fernanda realiza, sigam o blogue dela: malva silvestreEla vai orientar um passeio em Sintra na próxima terça-feira, 2 de Julho, às 17h. Se quiserem participar, contactem-na por email ou telefone (podem ver essa informação no perfil dela, no blogue).

19/06/13

Pimentos recheados com atum e azeitonas

Pimentos recheados


Todos os sábados de manhã lá vou eu à Praça de Benfica comprar legumes, fruta e peixe. A minha ementa semanal depende muito do que encontro... É assim que deve ser: consumir o que cada estação tem para nos oferecer. É mais ecológico e económico e os alimentos são mais saborosos. Na semana passada, na banca do Sr. Antero, estavam uns pimentos pequenos e lindos a sorrir para mim e a pedir encarecidamente que eu os recheasse e metesse no forno... e assim foi.

Ingredientes (3 pessoas):

6 pimentos pequenos (600 g)
1 cebola
1 folha de louro
2 dentes de alho
2 latas de atum
50 g de azeitonas verdes ou pretas (pesadas sem caroço)
4 tomates frescos (sem pele) ou de lata
Azeite q.b.
Tomilho ou orégãos
Picante (facultativo)
Sal q.b.
Pimenta

Fazer uma abertura nos pimentos, lavá-los e retirar-lhes as sementes. Temperar o interior com sal e pimenta. Numa caçarola ou frigideira, refogar a cebola e os alhos picados e o louro. Juntar o tomate e as azeitonas picadas grosseiramente. Deixar cozinhar até que o tomate se desfaça. Juntar o atum escorrido. Verifique se necessita de sal, pimenta e, caso goste, deite um pouco de picante. Finalize, juntando com orégãos ou tomilho. Rechear os pimentos com esta mistura. Levar ao forno a 200 graus cerca de 30 minutos, num tabuleiro untado com azeite.


Quando os pimentos são grandes, para agilizar o processo de assar, ponho-os 5 minutos em água a ferver (depois de arranjados), recheio-os e levo-os ao forno. Neste caso, não havia necessidade, pois os pimentos eram pequenos e tenros. 

Outras receitas de pimentos recheados:




17/06/13

Sopa de beldroegas e de alho francês

 sopa de beldroegas e alho francês

A D. Teresa da Praça de Benfica disse-me que as beldroegas este ano vieram um pouco mais tarde... Era a primeira vez que tinha. Pareceu-me um bom argumento para trazer um molho bem aviado para casa. Bem aviado era também o molho de alhos franceses, com 6 daqueles pequenos e saborosos, tal como eu gosto (e que só encontro mesmo no mercado). 

Com estes dois ingredientes primaveris fiz uma sopa para aconchegar a alma, num fim de tarde de um domingo algo cinzento. 


Ingredientes (4 pessoas):

4 ovos
1,250 litros de água
200 g de alho francês
1 molho grande de beldroegas (depois de arranjadas ficou em 350/400 g.)
4 dentes de alho
Azeite
1 pouco de vinagre (facultativo)
pimenta moída e sal q.b. 
2 queijos de cabra frescos atabafados


Arranjar as beldroegas, descartando os talos mais grossos (há que use só as folhas, mas eu também ponho os talinhos mais tenros). Cortar o alho francês em rodelas grossas e lavar bem. Estufar o alho francês em azeite durante uns 5 minutos, juntar as beldroegas e os dentes de alho inteiros. Deitar a água. Temperar com sal. Deixar cozer 10 minutos. Adicionar uns pingos de vinagre (a gosto) e verificar os temperos. Escalfar os ovos na sopa (até a clara ficar branca). Servir cada prato de sopa com um ovo e meio queijo de cabra cortado aos cubos. Finalizar polvilhando com um pouco de pimenta moída no momento.

30/05/13

Salada de polvo à minha maneira

salada de polvo

Apesar do calor andar muito tímido, ando mesmo em modo “petisco”. No post anterior falei de tapas e hoje deixo-vos com um portuguesíssima salada de polvo. Toda a gente faz, não tem segredos, mas aqui fica a receita da saladinha à minha maneira.

Ingredientes (salada para 2):

Restos de polvo cozido (tinha 3 tentáculos)
Meio pimento vermelho
Meia cebola pequena
Azeite q.b.
Vinagre balsâmico q.b.
Salsa fresca


Picar a cebola; cortar o pimento em quadradinhos pequenos; cortar o polvo em rodelas. Misturar tudo. Temperar com sal - o sal picante Casa do Sal da Figueira da Foz é bastante grosso, pois é para usar em grelhados, quando o quero utilizar em saladas, calco as pedrinhas com o dorso da faca para torná-lo mais fino). Juntar azeite e vinagre balsâmico a gosto. Finalizar com salsa picada. Acompanhar com uma cervejinha estupidamente gelada. 


salada de polvo

23/05/13

Vamos “tapear”?

Montadito
Montadito de pimento piquillo e petinga de conserva do Tapas 28. 

Este é um convite para correr algumas capelinhas da noite lisboeta e comer umas deliciosas tapas, acompanhadas por cerveja Estrella Damm. Entre 23 de Maio e 2 de Junho, esta marca de cerveja espanhola promove a Rota das Tapas, um circuito de 12 bares e restaurantes, situados no Príncipe Real e no Bairro Alto, nos quais podemos degustar um menu composto por uma tapa + uma Estrella Damm (0,25 dl) por apenas € 3.

Estes petiscos à espanhola foram criados especialmente para a Rota das Tapas por cada restaurante e bar parceiros da iniciativa: Aqui há Peixe, BCN, Beef Burguer Bar, Bellalisa Elevador, Bellalisa Rossio, Bar Remake, Mercearia Tosca, Petisco no Bairro, Sea Me By the River, Storik, Tapas 28 e Tapas 52. A ideia é passarmos por todos estes locais e experimentarmos as 12 tapas! Mas há mais uma boa razão para participar: pode-se ganhar uma viagem a Barcelona para 2 pessoas, com direito a repasto num dos mais conceituados restaurantes de tapas do mundo.


À porta de cada local aderente, um cartaz com os mapas da Rotas. Para participar no passatempo, basta carimbos o mapa em cada bar por onde passar.



Já tive oportunidade de experimentar três das tapas: um montadito do Tapas 28 (pão crocante aioli, pimento piquillo e petinga de conserva), um outro do Tapas 52 (pão grelhado com azeite de manjericão, alheira de caça e ovo de codorniz estrelado), um mini burguer (hambúrguer no pão com cebola caramelizada e foie-gras). São petiscos deliciosos, sobretudo acompanhados por uma das minhas cervejas favorita (preta, sempre!), Bock Damm. Experimentem as tapas tentem replicá-las em casa, que vale a pena.  



A minha tapa favorita: míni hambúrguer Robin dos Bosques do Beef & Burguer 
(créditos da foto: Estrella Damm)






14/05/13

Como me diplomei em toucinho-do-céu no restaurante U Chiado...



Quando cheguei ao U Chiado para fazer um workshop com um conjunto de bloggers (Suzana, Laranjinha, Mónica Lice e a Sofia) já sabia que se tratava de elaborar uma sobremesa, mas logo que ouvi "toucinho-do-céu", pensei: "isto só lá vai com um verdadeiro milagre!".  É que o meu currículo gastronómico no que toca a doces conventuais está cheio de negativas. Se não são as gemas que talham, então é o açúcar que passa do ponto ou cristaliza. 

Contudo, desta vez, lá consegui safar-me! Bem, mas não o fiz sozinha, foi um trabalho a quatro mãos (obrigada Suzana), muito bem orientado pelo Chef Rui Fernandes e pela equipa do restaurante U Chiado. No final do workshop, além do doce conventual, com nota de Satisfaz, já que o trabalho foi sobretudo da Suzana, tirei  um Muito Bom na caipirinha e um Excelente na esferificação de manga. Não se riam, tenho cá em casa um diploma e tudo! ;-) 


Ingredientes para 4 doses (2 formas com cerca de 10 cm de diâmetro):

250 açúcar
100 amêndoa sem pele triturada
75 doce chila
180 g gemas
1 ovo
q.b.canela

Misturar o açúcar com a água e levar ao lume até fazer ponto de pérola (108 graus). Atenção não mexer muito, caso contrário o açúcar cristaliza. Juntar o doce de chila, a canela e a amêndoa. Deixar arrefecer um pouco e juntar as as gemas e o ovo previamente misturados. Levar novamente ao lume para engrossar. Encher as formas (untá-las com spray desmoldante) e cozinhar no forno a 160/180 graus. 

O toucinho-do-céu foi servido com uma esferificação de manga e também uma caipirinha com gelado de limão. A esferificação é feita de polpa de manga com pimenta rosa, misturada com alginato de sódio e água; com a ajuda de uma colher, mergulha-se uma porção dessa mistura numa solução de cálcio e água, criando-se assim uma fina cápsula gelatinosa que envolve a polpa de manga e lhe dá aquele aspecto de gema.


Cá está a prova da existência do diploma ;-)

O U Chiado é um espaço agradável, com uma decoração de extremo bom gosto (é mesmo muito bonito). Aconselho uma visita quer seja para almoçar, jantar ou tomar um copo ao fim da tarde (às quintas-feiras há música ao vivo) ou pela noite dentro. Claro que, agora, com o calor, a esplanada é muito convidativa, sobretudo nos dias em que se pode comer o seu elogiado brunch (sábado e domingo).  



22/04/13

Mais fácil é impossível: morangos recheados com chocolate

Morangos recheados com chocolate 2

Esta receita da Lillyshop tem corrido a blogosfera de expressão inglesa e, desde que a partilhei no meu mural do facebook, já várias amigas a fizeram. Rápida, fácil e saborosa... que mais queremos nós? Com a vantagem adicional de que, se usarem chocolate com 70% cacau, é também muito saudável, podendo ser comida por quem está a fazer dieta. Numa versão para crianças, o melhor é mesmo usar chocolate de leite.

Ingredientes:

30 morangos médios (aproximadamente)
1 tablete de chocolate (usei 70% cacau)
6 colheres de sopa de natas (usei de soja)

Lavar os morangos. Retirar-lhes o pedúnculo. Com a pontinha de uma faca retirar-lhes o centro de cor esbranquiçada. Deixá-los escorrer em papel absorvente por uns minutos com o buraquinho virado para baixo.  Entretanto, levar ao microondas o chocolate e as natas até derreter. Mexer bem a mistura para que fique homogénea. Rechear os morangos com a ganache de chocolate, usando um bico de pasteleiro ou uma colher de café. Para que os morangos não tombem e o chocolate verta, colocar os morangos numa cuvete de gelo (sem gelo, claro!). Levar ao frigorífico para que a ganache endureça um pouco. Servir! 

Nota: se quiser mantê-los em pé na hora de servir, basta cortar um bocadinho do fundo do morango, que ele aguenta-se.

Morangos recheados com chocolate