18/06/12

Marisco com leite de coco

Marisco com leite coco

Não me importo de passar umas boas horas na cozinha, mas, na verdade, sou apreciadora de receitas rápidas e fáceis. Aliás, a maioria de nós é assim, sobretudo depois de um dia de trabalho! Este prato é um desses casos de celeridade, embora se tenha que descascar os camarões (também não são muitos), não leva mais do que 20 minutos (ou até menos). De qualquer forma, torna-se ainda mais rápido, se utilizar camarões congelados já descascados ou uma mistura congelada de mariscos. Para o meu paladar essas opções são inviáveis. Por um lado, o camarão congelado descascado sinceramente nunca me soube a nada (já o outro camarão, deixando-lhe a cabeça, confere um agradável sabor a marisco à receita). Por outro, as misturas de marisco têm um ingrediente que só de pensar nele fico imediatamente arrepiada (pior do que passar as unhas em esferovite...): as assustadoras "delícias do mar" (pronto já estou arrepiada!).

Ingredientes:

300 g alho francês (parte branca, a verde reservem para aromatizar sopas ou caldos)
300 g de mexilhão congelado sem casca
400 g de camarão congelado com casca
1 1/2 colher de chá de pó de caril (usei de Madras
3 tomates (frescos sem pele ou pelados)
1 1/2 colher de sopa de óleo de coco (azeite ou óleo de amendoim)
1 lata de leite de coco
Sal grosso q.b.
Coentros a gosto

Descascar os camarões, retirando a tripa e deixando-lhes a cabeça (para fazer esta operação mais facilmente é melhor não deixar descongelar totalmente os camarões). Aquecer o óleo de coco, juntar o alho francês cortado às rodelas grossas. Deitar um pouco de sal. Deixar estufar um pouco. Juntar os tomates desfeitos, o leite de coco e o caril. Quando o alho-francês estiver quase cozinhado, juntar os mexilhões (não têm que estar perfeitamente descongelados) e os camarões. Quando levantar fervura, contar 3 minutos e já está! Adicionar coentros frescos picados na hora de servir. 


Nota: Receita adaptada da revista Saberes & Sabores (Julho, 2010). A receita original, feita com preparado de marisco, refere que as delícias do mar só devem ser adicionadas à receita na fase final, já com o restante marisco cozinhado. 

15/06/12

Estufado de couve roxa e maçã

Estufado de couve-roxa e maçã


Um acompanhamento perfeito para assados ou grelhados, com um sabor agridoce e uma cor fantástica! 
Tradicionalmente usado para servir com carne de porco, este estufado dá um toque especial a uma refeição simples, como acompanhamento, por exemplo, de umas costeletas grelhadas.

Ingredientes:

1 cebola pequena
500 g couve roxa
1 maçã ácida (tamanho médio)
sumo de 1/2 limão
1 dl de vinho doce (Favaios, Moscatel..)
Azeite q.b.
sal, pimenta e noz moscada

Cortar a couve-roxa em juliana fina (na bimby 3 segundos, velocidade 4). Passar por água, escorrendo bem. Descascar e cortar a maçã em cubos e regar com sumo de limão. Picar a cebola grosseiramente. Numa caçarola (ou wok), saltear a cebola até que fique translúcida. Juntar a couve-roxa e o vinho. Deixar cozinhar 2 ou 3 minutos. Adicionar a maçã. Temperar com sal, pimenta e noz moscada. Deixar cozinhar cerca de 10 minutos (depende do tamanho de corte da couve, naturalmente). Não deixe cozinhar demasiado para que a maçã não se desfaça e a couve se mantenha crocante. 

12/06/12

Chá gelado de manjericão canela e morango

ice tea morango 2



O chá e as infusões geladas fazem parte das minhas memórias de infância. Não havia tarde de praia sem chá frio com limão, para acompanhar as sandes de pasta de atum. Tudo feito pela minha mãe. Talvez por isso nunca tenha apreciado os ice tea industriais, nem os sumos e muito menos as colas. Nada como prepararmos estas bebidas em casa, com fruta fresca, chás variados, e açúcar a gosto. É mais saudável, mais saboroso e basta um pouco de imaginação para criarmos um refresco diferente. Já repararam na quantidade de chás e misturas de ervas que existem ao nosso dispor? Podemos juntar-lhes limão, fruta, ervas aromáticas ou até especiarias e voilá... temos uma bebida que não se encontra em nenhum supermercado!


Ingredientes:

1 litro de água
2 colheres de sopa de chá de manjericão-canela Ervas da Zoé
10 morangos médios (de preferência congelados)
Açúcar ou mel a gosto

Ferver a água, juntar o chá e deixar em infusão cerca de 5 minutos. Atenção que o sabor deste chá é intenso, convém não ficar muito forte. Coar o chá e deixar arrefecer. Numa liquidificadora ou na Bimby bater o chá com os morangos e o açúcar (mel ou adoçante, se preferir). Refrigerar.  

Nota: congelo os morangos por que, sobretudo na Bimby, é mais fácil triturá-los. 


28/05/12

Borrego com espinafres (saag gosh)


Saag Gosh

Estar de dieta não é sinónimo de comer cozidos e grelhados, foi uma conclusão a que os especialistas chegaram e que muito me agrada. Os pratos com molho, desde que feitos sem excesso de gordura, e com gorduras saudáveis como o azeite ou o óleo de coco, são uma boa opção, com a vantagem de serem muito saborosos e saciantes, dando-nos aquele conforto e prazer que procuramos numa refeição... Sim, porque todos nós concordamos que comer é muito mais do que nos alimentarmos, não é verdade?

Esta minha versão do saag gosh é inspirada na que se serve num dos meus restaurantes indianos favoritos, o Caxemira, na baixa.

Ingredientes:

600 gr. de borrego (cortado em cubos)
300 gr. espinafres (já arranjados)
3 tomates pequenos
(frescos, previamente escaldados e sem pele, ou de lata)
1 cebola
2 dentes de alho
1 colher de chá de sementes de mostarda
1 colher de chá de sementes de coentros
1 colher de sopa de garam masala
1 colher de chá de curcuma

1 colher de chá de cominhos em pó
2 anis-estrelado
4 vagens de cardamomo
2 malaguetas secas
Gengibre (cortei em 6 tiras finas, em vez de ralar, como é habitual, pois sente-se mais o seu sabor)
2 colheres de sopa de óleo de coco (pode usar também ghee ou uma mistura de manteiga com óleo, mas o óleo de coco é a opção mais saudável)
Sal q.b.


Numa caçarola, em lume brando, aquecer o óleo com as sementes de coentros e de mostarda, deixando que elas libertem o aroma. Juntar a cebola picada e os dentes de alho picados e deixá-los ganhar cor, sem queimar. Adicionar as especiarias em pó (garam masala, curcuma e cominhos). Deixar tomar sabor (2 minutos bastam). Juntar o borrego. Quando ganhar cor, adicionar os tomates, o sal, o cardamomo, o gengibre, o anis-estrelado e as malaguetas. Verificar se é necessário adicionar um pouco de água, mas atenção, este prato não fica a boiar em molho, nada disso... os espinafres são efectivamente o molho. Deixar cozinhar uns 25 minutos. Juntar os espinafres. Cozinhar mais 10 minutos.

Como tenho algumas restrições alimentares, preferi acompanhar com grão, mas se preferirem sirvam com arroz. 

15/05/12

Truta em tabuleiro de legumes



Truta com legumes


Uma forma saborosa e saudável de cozinhar peixe, sem exagero de temperos, apenas com os sucos do peixe, um pouco de vinho e todo o sabor do meu trio de vegetais/legumes favorito: pimento vermelho, cenoura e alho francês. Uma boa opção para quem está de dieta, que é o meu caso!

Ingredientes:

1 truta salmonada (ou outro peixe a gosto)
Meio pimento vermelho
1 ou 2 alhos franceses (parte mais clara – guarde as folhas verdes para aromatizar caldos)
2 cenouras médias
2 dl de vinho branco
Coentros
Azeite
Sal grosso
Papel de alumínio para tapar o tabuleiro

Tapar o fundo do tabuleiro com a cenoura ralada, o alho francês cortado às rodelas, o pimento cortado às tiras e os coentros picados. Por cima, dispor a truta, colocar alguns legumes na barriga. Verter o vinho, salpicar com sal grosso e deitar um fio de azeite. Tapar o tabuleiro com papel de alumínio. Cozinhar em ao forno pré-aquecido a 180 graus cerca de 20 minutos. 

21/07/11

Dicas de Poupança

Aqui estão reunidas algumas das dicas de poupança que sugeri no âmbito do projecto 4 por 6.

A palavra-chave é diversificar: a fidelidade a um supermercado/hipermercado será boa para o bolso de alguém, mas não é para o nosso certamente... Convençam-se!



Uma das técnicas de marketing baseia-se no princípio de que o consumidor comum só decora o preço de meia dúzia de produtos. O valor desses produtos é criteriosamente decidido para nos fazer crer que “aquele” é o supermercado/hipermercado mais barato... e então o preço dos restantes produtos (a maioria)? Alguém se lembra? Não é preciso decorar os preços, nem fazer excursões de fim-de-semana a todos os supermercados da região, mas é sempre bom ter estas técnicas em mente para estar atento cada vez que se vai às compras.


Outra coisa: quando vão ao supermercado, não desprezem os produtos que estão nas prateleiras mais difíceis de alcançar, normalmente é aí que são colocados os mais baratos.


Consuma os produtos da estação: são mais económicos do que os fora de época. É bom para a carteira e para o meio ambiente.


Corte nas proteínas animais: a redução da carne, ou melhor, da proteína animal, é uma boa forma de poupar. Use a carne e o peixe como “condimento” e dê aos vegetais, cereais e legumes o seu merecido protagonismo.


Fique de olho nas promoções: tenham atenção aos folhetos promocionais dos supermercados e aproveitem para fazer as receitas da semana com esses produtos. Se forem produtos com prazos de validade alargados (queijo, café, por exemplo), podem inclusivamente comprar umas quantas embalagens, mesmo que não seja para uso imediato.


Faça uma lista: esta ideia não é original, mas muita gente não a pratica. Antes de ir ao supermercado faça uma lista com as coisas de que realmente precisa. Depois, compre sem se deixar cair em tentações!


Veja o preço por quilo: antes de decidir entre dois produtos similares, repare sempre no preço por quilo. Quantas vezes não levamos para casa o mais caro, porque impulsivamente escolhemos a embalagem mais barata? Ao chegar a casa lá nos apercebemos de que a embalagem mais barata tinha 150 g de produto e que a que ficou no supermercado, afinal, tinha mais quantidade e, por isso, era mais acessível.


Compre marcas brancas: deixem de lado o preconceito - as marcas próprias dos supermercados não são inevitavelmente de má qualidade. O Pingo Doce, por exemplo, oferece uma selecção de massas frescas e secas de boa qualidade. Já o Lidl destaca-se pela oferta de queijos, pelo salmão fumado – recentemente li, numa revista inglesa, elogios ao chocolate para culinária deste supermercado.


O meu conselho é: experimentem (de quando em vez lá se apanha um barrete, mas compensa pela quantidade de coisas boas e baratas que descobrimos). Peçam a opinião aos amigos, passem a palavra quando determinado produto vos agradar...


Embalagens XL. Sim ou não? A compra de produtos em embalagens de tamanho familiar é, regra geral, uma opção mais económica e mais ecológica (menos embalagens = menos lixo). Mas atenção: olhem para a etiqueta do produto e reparem no custo por litro/quilo, para verificar qual é realmente o mais barato. É que, de quando em vez, os supermercados trocam-nos as voltas.


Além disso, se existem produtos cuja aquisição em grandes quantidades é um bom investimento – azeite, óleo, detergentes... -, outros há cuja compra em versão XL pode revelar-se um mau negócio, por serem bens rapidamente perecíveis - iogurtes, algumas frutas e legumes...


Use a panela de pressão: é uma excelente aliada de quem não tem tempo nem dinheiro para desperdiçar: torna a cozedura 3 vezes mais rápida, poupando-se assim energia. Além disso, conserva o sabor e os nutrientes dos alimentos.


Se a usarmos de acordo com as normas de segurança, correrá tudo bem... E as regras são: não usar demasiada água (encher apenas 2/3 do volume) e só retirar a tampa depois de todo o vapor se ter libertado.


Opte por leguminosas secas: é mais económico comprar leguminosas secas e depois cozê-las, do que comprá-las em lata. Ficam mais saborosas (tempera a seu gosto), mais saudáveis (sem conservantes, nem excesso de sódio) e muito, mas mesmo muito, mais baratas. 500 g de feijão seco vai resultar em cerca de 1250 kg de feijão cozido (a relação é de 1 para 2,5 ou 3). Na receita que aqui vos proponho, 100 g de feijão cozido custou 6 cêntimos. Não se esqueçam de que também é mais ecológico cozinhar o feijão (de preferência na panela de pressão, pois é mais rápido e gasta menos energia) do que comprar em lata.


Informação é poder: a Internet é uma poderosa arma de informação, pesquise nos sites de gastronomia e culinária, opiniões sobre os produtos e os preços; os estudos da DECO, muitos deles divulgados nos jornais e no site desta associação, são uma boa fonte de informação para quem quer poupar, sem fazer cedências na qualidade.


E sobretudo, não desperdice!


a) Conserve ervas aromáticas: muitas vezes esquecemo-nos das ervas aromáticas no frigorífico e quando damos por elas estão estragadas. Para evitar que tal aconteça, poderá secá-las, conservá-las em azeite ou congelá-las.


b) Aproveite o pão: não deite fora o pão duro, aproveite-o para usar numa açorda, ou numas almôndegas, ou então toste-o e rale-o.


c) Aproveite os restos: há imensos pratos que são por excelência os “reis” dos aproveitamentos: use os molhos para fazer arroz, não deite fora a água da cozedura do peixe (dá excelente caldo para arroz de marisco!), use os restos de peixe, carne ou legumes para fazer empadão, tartes ou empadas.

04/04/11

Quadrados Rafaello (bolo de coco com creme de baunilha)

Quadrados Rafaello

Como apreciadora de coco (em doces e salgados), este bolo cativou-me assim que o vi no blogue Café Chocolada. Depois de o fazer – e comer – fiquei completamente conquistada. Gostei da leveza dele e, sobretudo, do contraste coco/baunilha (delicioso!), uma dupla de sucesso.Em culinária, há muitos casamentos perfeitos: nos doces, não resisto a chocolate com café e maçã com canela, já nos salgados, um queijo forte, tipo Roquefort, conjugado com pêra ou uns figos com presunto, tiram-me do sério... E quanto a vocês? Qual é a conjugação de ingredientes que mais apreciam?


Ingredientes para o bolo:


5 claras
250 g de açúcar
100 g de coco ralado
(mais um pouco para enfeitar)
100 g farinha
2 colheres de chá de fermento
1 chávena de leite (240 ml) para molhar o bolo depois de cozido


Aquecer o forno a 180 graus. Bater as claras com o açúcar até ficarem duras. Misturar o coco, a farinha e o fermento (esta operação pode ser feita manualmente ou pode usar a batedeira na velocidade mais baixa, para que a massa não abata). Levar ao forno num tabuleiro, previamente untado*(sei spray desmoldante), durante 20 minutos até o bolo ficar ligeiramente dourado. Deixar arrefecer ligeiramente, verter o leite morno por cima do bolo. Só cobrir quando o bolo e o creme estiverem completamente frios. Costumo levar o creme ao frigorífico antes de cobrir o bolo. Cortar aos quadrados e servir.
*tabuleiro de 23x33, segundo a receita original; usei um de 28x30, fica o bolo mais fino, mas gosto assim.


Creme de baunilha*:


5 dl de leite
5 gemas
100 g de açúcar baunilhado
30 g de amido de milho (Maizena)


*Não usei a receita do Café Chocolada, pois a proporção leite/farinha é desajustada (comproveio-o), além disso levava demasiada gordura (1 pacote de manteiga). Assim, optei por adaptar a minha receita de leite de creme.


Tradicional: ferver o leite. Numa caçarola, misturar o açúcar e a farinha e adicionar, a pouco a pouco, o leite. Levar ao lume, mexendo sempre, até engrossar. A pouco e pouco, juntar esta mistura às gemas, previamente batidas. Verter o creme para a caçarola e levar ao lume apenas 2 minutos (para cozer as gemas), mexendo sempre.


Bimby_thermomix: juntar todos os ingredientes pela ordem indicada. Programar 15 seg/vel 3 ½. Depois, marcar 12 min/90 graus/vel 2.