16/09/09

Panna cotta de baunilha com coulis de morango

Hoje, era o meu dia do 4 por 6, mas atrasei-me um pouco na preparação da ementa, já que os pratos que vou sugerir aprendi-os recentemente e era necessário testar quantidades (felizmente a Laranjinha safou-me, antecipando a sua participação). Assim, apresento-vos a sobremesa do tal jantar de amigas de que vos falei na semana passada: uma panna cotta com coulis de morango, receita da querida Elvira. Ultimamente ando completamente rendida a esta sobremesa de sabor suave, mas notável, e de simples e rápida confecção (se não contarmos com as horas de refrigeração, claro!).


Ingredientes
(4 ou 5 pessoas):
600 ml de natas líquidas
50 g de açúcar
1 pacote de gelatina em pó (6 g)
1 vagem de baunilha
2 colheres de sopa de água para dissolver a gelatina
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Coulis de morangos:
350 g de morangos maduros lavados e arranjados
150 g de açúcar
(200 g de açúcar em pó na receita original)
sumo de 1/2 limão
 
Colocar as natas e o açúcar numa caçarola ou tacho pequeno. Abrir a vagem de baunilha, no sentido longitudinal, com a ponta de uma faca. Raspar as grainhas da baunilha e adicioná-las às natas, juntando também a vagem. Aquecer em lume brando, mexendo sempre. Assim que levantar fervura, retirar o tacho do lume e deixar repousar 10-15 minutos. Retirar a vagem de baunilha. Entretanto, misturar a água à gelatina e deixar repousar 2 ou 3 minutos (são estas as instruções que vêm na embalagem).
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Juntar a gelatina à panna cotta, levar um pouco ao lume (brando) até dissolver a gelatina. Deitar a panna cotta em formas, ramequins, ou até mesmo chávenas de chá. Refrigerar de 4 a 6 horas antes de desenformar. Desenformar a panna cotta (mergulhar as formas em água quente e depois ajudar com a faca).
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A Elvira fez o coulis de um modo mais simples e rápido, não o levando ao lume. Mas eu fiz mais tipo compota para que se pudesse conservar mais tempo (além disso não tinha açúcar em pó e queria que o açúcar ficasse bem dissolvido). Triturar os morangos com o sumo de limão e o açúcar. Levar ao lume e deixar fervilhar durante 15 minutos. Reservar (só servir quando estiver à temperatura ambiente).
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14/09/09

“Viajei pelo mundo sem sair de Lisboa”

Índia, borscht, chá, garam masala, cumplicidades, café, vodka, curcuma, Ucrânia, música, picante, deruyny, pimenta, kompot, quiabos, Jaipur, risos, chapati, gengibre, sementes de cominho, dança, paneer, Punjab, frutos secos, ghee, beterraba, doce. Estes foram os ingredientes de um fim-de-semana intenso. Sinto-me embriagada. Embriagada com cores, sabores, sons, cheiros... apaixonei-me pela minha cidade... preciso de uns dias para saborear esta paixão. Volto na quarta-feira com o 4 por 6. Até lá.


PS – esqueci-me das fotos... mas podem ver aqui as reportagens da Laranjinha, minha adorada companheira de jornada.

11/09/09

Cake de peras, roquefort e nozes


Decreto que este cake é a partir de agora o meu favorito. Eu sei que ter certezas às vezes não é muito elegante - lembro-me daquela “personagem” que dizia nunca ter dúvidas... e como quem não se engana também não me inspira confiança... adiante. Vou reformular. Tenho um palpite de que este é “o” bolo salgado, uma sensação que se deve à conjugação fenomenal do queijo roquefort com as peras e as nozes. A receita veio do magnífico Tachos de Ensaio e apenas duas alterações foram feitas: a redução na quantidade de queijo e de nozes, para que ficasse ligeiramente menos calórico. Ficou perfeito (acho que as minhas convidadas também gostaram).



Ingredientes:

180 g farinha
1 colher de sopa de fermento
3 ovos
1 dl de óleo
1 dl de leite
2 colheres de sopa de óleo de noz (caso não tenham, ponham do outro que usarem)
2 peras (cortadas aos cubos)
100 g de queijo gruyére ralado (se não encontrar, use emmental)
100 g de queijo roquefort
70 g de nozes picadas grosseiramente
Sal e pimenta q.b.


Peneirar a farinha e o fermento para um recipiente e reservar. Bater os ovos com o óleo e o leite e temperar com sal e pimenta (atenção: não se esqueça de que o roquefort é bastante salgado, tenha isso em consideração quando temperar). Incorporar esta mistura na de farinha. Juntar o gruyere ralado, depois o roquefort esfarelado, as peras e o miolo de noz. Misturar bem até a massa ficar homogénea. Verter para uma forma de bolo inglês previamente untada. Levar ao forno pré-aquecido a 180 graus durante 50 minutos. Servir frio, acompanhado por salada.

09/09/09

Salmão fumado com alcaparras


Esta entrada é uma verdadeira delícia. Foi a minha amiga Ana que me ensinou, e quem fez a que se vê na foto. A publicação desta receita não podia vir mais a propósito: ela hoje faz anos e aproveito para lhe dar os Parabéns e desejar-lhe muitas felicidades (e muitos anos de vida, claro!).

As quantidades da receita dependem da voracidade dos convidados... nem perguntei à Ana quanto comemos... mas lembro-me de contar mais de 10 (!) palitos no meu prato ;-)



Ingredientes:

Salmão
Alcaparras
Limão
Cebolinho


Regar o salmão com sumo de limão. Colocar 2 alcaparras por palito e um pedacinho de salmão enrolado (lembro-me que a Ana uma vez colocou uma das alcaparras como recheio do salmão). Colocar num recipiente de servir e polvilhar com cebolinho picado. Já está!

07/09/09

Requeijão assado com tomate seco e sálvia

 
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Esta semana, a minha ideia é publicar o menu de um jantar de amigas – a que alguém chamou de ladies night, mas esqueceu-se de que havia um Dinis dentro de uma das barrigas (afinal o principal motivo para a antecipação da nossa tertúlia, caso contrário, o jantar teria de ser na maternidade). Foi um serão muitíssimo animado – com o humor corrosivo das minhas queridas amigas era impossível ser de outra forma – e a comida até não estava má ;-). Para ser perfeito só faltou mesmo a Teresa, que pela primeira vez não marcou presença neste meeting de ex-colegas de emprego.
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Aqui fica uma das entradas, adaptada daqui.


Ingredientes:


250 g de requeijão*
4 tomates secos
1 ovo
Pimenta
1 mão cheia de sálvia
Azeite q.b.
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Demolhar os tomates secos cerca de 1 hora para que percam o sal e amoleçam. Com a varinha mágica (mixer), misturar o requeijão com o tomate, o ovo e a pimenta. Juntar a sálvia picada. Colocar esta pasta em ramequins untados com azeite. Levar ao forno, pré-aquecido a 180 graus, durante 30 minutos. Deixar arrefecer cerca de 30 minutos antes de servir (se quiser pode desenformar).

Esta entrada é ideal para servir num dia em que se utilize o forno para fazer a refeição principal ou a sobremesa, pois aproveita-se um “cantinho” do forno para colocá-la, e sempre se poupa alguma energia.

*Para os leitores brasileiros: o requeijão em Portugal é um queijo similar ao ricotta, não é o mesmo que requeijão no Brasil.

P.S.: não sei o que se passa, mas não consigo formatar a mensagem de acordo com o tipo de letra e tamanho que habitualmente utilizo. Ultimamente tem sido uma guerra....

04/09/09

Copinho de iogurte com bolacha e geleia de maracujá ou ideias para uma sobremesa


Mais do que uma receita, com este post pretendo dar ideias para uma sobremesa simples, rápida e saborosa. Fi-la num dia em que tinha uns amigos para jantar, mas muito pouco tempo para prepará-lo.

Os ingredientes - cujas quantidades dependem do número de convidados e do gosto d@ cozinheir@ - são os que tiverem à mão. Normalmente, uso uma base de bolacha (shortcake, digestivas ou de chocolate) à qual, por vezes, junto frutos secos. No meio, deito iogurte (natural, cremoso ou de baunilha) – há quem use natas, mascarpone, queijo Philadelfia, mas são opções mais calóricas e menos económicas. Finalizo geralmente com fruta fresca, coulis de fruta, compota ou mel... Mas os copinhos podem-se encher de outras formas: com a fruta no fundo e a bolacha por cima, ou fazer várias camadas, intercalando os diversos alimentos.

Lembrei-me agora: este tipo de sobremesa parece que faz sucesso junto das crianças, disse-me a minha colega SF. Também deve ser uma boa ideia pedir a participação dos miúdos para compô-la, não é verdade?

Ingredientes:

Iogurte de baunilha
Bolachas shortcake
Amêndoa torrada
Geleia de maracujá

Na picadora, moí as bolachas com a amêndoa torrada. Dispus esta mistura no fundo do copo, por cima, verti o iogurte. Finalizei com uma geleia feita de polpa de maracujá e açúcar gelificante (400 g de polpa para 100 g de açúcar). Este tipo de açúcar é ideal para usar em compotas ou geleias, sobretudo quando se usam frutas com pouca pectina. Mas não é um ingrediente essencial. No caso concreto desta receita, achei indicado usá-lo, dado que a polpa de maracujá é bastante líquida e o açúcar gelificante ajudou a espessar; por outro lado, permitiu-me reduzir substancialmente a quantidade de açúcar.
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Vejam neste post do 4 por 6 outra sugestão similar: trifle de iogurte e frutos silvestres.

02/09/09

4 por 6: sopa fria de maçã e caril + almofadinhas de lombarda com seitan


Para a reentrée do 4 por 6, escolhi um menu com um toque exótico: uma sopa estival com aroma de caril e um prato principal temperado com cominhos e hortelã. Já sei que alguns de vós torcem o nariz à comida vegetariana, mas experimentem. Não se esqueçam de que uma das boas regras da alimentação é a variedade (que estamos a ver que até é possível com um baixo orçamento...). Além disso, já todos sabemos que só nos faz bem reduzir o consumo de proteína animal.
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Sopa fria de maçã com caril




A receita original recomenda o uso da variedade de maçã que habitualmente usamos nas tartes. Optei pela reineta por ser das minhas favoritas (e estar em promoção). Se usarem uma variedade mais doce, dispensem a pitada de açúcar e usem sumo de 1 limão, em vez de meio.
Ingredientes:

600 g maçã
6 dl de caldo de legumes
(ou água com meio cubo de caldo biológico)
2 colheres de sopa de manteiga
1 cebola pequena
Sumo de meio limão
1 colher de chá de caril (usei madras e... mais do que 1 colher ;-))
Sal e pimenta q.b.
1 pitada de açúcar
(para atenuar a acidez da maçã, caso usem reineta)
1 iogurte natural (facultativo)

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Saltear a cebola em manteiga. Juntar a maçã, descascada e cortada em fatias, e o caril. Quando a maçã começar a amolecer, adicionar a água. Deixar cozinhar cerca de 30 minutos. Temperar com sal e pimenta, e colocar uma pitada de açúcar, se achar necessário. Deixar a sopa arrefecer uns 30 minutos. Adicionar o sumo de limão. Triturar a sopa na varinha mágica (mixer). Servir fria ou à temperatura ambiente. Se desejar, enfeitar com uma colherzinha de iogurte espesso (iogurte normal, deixado a escorrer de um dia para o outro, ou durante pelo menos 4 horas).
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Almofadinhas de couve-lombarda com seitan




Ingredientes:

300 g seitan
75 g pimento vermelho
1 cebola
2 dentes de alho
Couve-lombarda
(usei 6 folhas grandes – cerca de 300 g)
1 lata de polpa de tomate (400 g)
1 dl de vinho branco
Azeite (3 colheres de sopa)
Cominhos, sal e pimenta q.b.
Hortelã



No robô de cozinha, moer o seitan com o pimento, a cebola e os dentes de alho para o recheio. Numa frigideira com azeite, passar o recheio e temperar com os cominhos, sal e pimenta. Deixar cozinhar um pouco. Reservar. Escaldar as folhas de couve-lombarda e recheá-las (convém deixar esfriar o recheio e as folhas de couve), usando palitos para fechar a almofadinha. Num tacho, juntar azeite, o tomate pelado e o vinho, por cima dispor as almofadinhas e a hortelã. Salpicar com um pouco de sal. Deixar cozinhar até que a couve fique tenra e o molho apure. Ir juntando água para que o molho não seque. Servir com arroz branco.

Vamos às contas e às compras: para começar, a advertência de sempre: os valores da fruta e dos legumes são do Continente, mas se comprar na mercearia do seu bairro o mais provável é encontrar mais barato (exemplo: a cebola, classificada pelo hipermercado como “económica”, custa € 0,85/kg, na mercearia ficou-me por € 0,35/kg). Em segundo lugar, não compre o seitan no Continente, sai bastante mais caro do que adquiri-lo numa loja de produtos dietéticos e macrobióticos.





Dica de poupança: se uma receita pedir iogurte grego, não deixe de a fazer por considerá-lo caro. Substitua o iogurte grego por um corriqueiro iogurte natural sem açúcar de marca branca. Depois, deixe-o escorrer durante uma noite para que ele perca o soro e fique espesso.