17/09/07

A Saga do figo


Com 4 quilos de figos no frigorífico, uma situação que ameaçava agravar-se esta segunda-feira com a chegada de mais uns quilitos, lá fui eu buscar a minha “bíblia” sobre conservas e compotas para arranjar inspiração e pôr um fim a esta invasão. Eis o resultado: a repetição do doce da semana passada, um Doce de Figo com Gengibre e um Chutney perfeito para acompanhar pratos indianos e grelhados.
ddd
Doce de Figo com Gengibre

Ingredientes:
1kg figos (pesados após ter retirado os pedúnculos)
1 ½ colher de sopa de gengibre fresco ralado
Sumo de uma laranja média
2 colheres de sopa de sumo de limão
2 colheres de sopa de vinho do Porto
450 g açúcar

Lavam-se os figos, retiram-se os pedúnculos e partem-se em quartos, sem descascar. Numa panela larga, colocam-se os figos com os sumos, o vinho do Porto e o gengibre. Deixar ferver durante 20 minutos, com tampa, mexendo de vez em quando. Adicionar o açúcar e cozinhar aproximadamente 1h.
xxxx
Chutney de Figo

Ingredientes:
1kg figos (pesados após ter retirado os pedúnculos)
1 cebola picada
250 ml de vinagre de sidra
225 g de açúcar castanho (brown sugar)
1 pau de canela
1 colher de chá de gengibre fresco ralado
1 colher de chá de raspa de laranja
4 cravinhos
1 colher de café de pimenta de Caiena
xxx
Nesta receita também cortei os figos em quartos. Depois, levei todos os ingredientes ao lume cerca de 1h30, mexendo de vez em quando.

11/09/07

Risotto ai porcini


Apenas 2 pontos prévios antes de passarmos à receita:
Peço desculpa por qualquer eventual erro em relação às quantidades. Normalmente, faço esta receita a olho, mas faço aqui uma tentativa de quantificá-la. As quantidades aqui apresentadas dão para 4 pessoas (comilonas).
Para os apreciadores de queijo um pouco mais forte do que o parmesão – é o meu caso – aconselho vivamente o uso de queijo de S. Jorge - denominado queijo da ilha pelos continentais, talvez por desconhecimento de que, além de existirem nove ilhas no Açores, cada uma tem um ou mais queijos típicos... Enfim, depois deste desabafo da minha “costela” açoriana, vamos lá à receita.


Para o arroz:
2 chávena almoçadeira de arroz arbóreo (este tipo de arroz demora cerca de 18 minutos a cozer)
1 cebola
1 cálice de vinho branco
Azeite e manteiga q.b. (o risoto normalmente leva só manteiga, mas como o azeite é mais saudável, faço uma mistura)
Caldo de legumes (dissolver 1 caldo de legumes biológico em cerca de 1 litro de água)
Manjericão q.b.(excluir se deitar salsa no molho de porcini)
50 g parmesão ralado

Para o molho:
40 g cogumelos Porcini
150 g cogumelos frescos (champignons)
6 dentes de alho
Azeite
1 pacote de natas (usei pasteurizadas)
Sal e pimenta q.b.
Salsa picada (desta vez, esqueci-me)

Molho: o 1.º passo é colocar os porcini em água morna com sal, operação que deve ser feita, no mínimo, 30 minutos antes da feitura do molho. Depois, escorrê-los, reservando a água, e cortá-los aos pedacinhos. Cortar também em pequenos pedaços os cogumelos frescos. Uso estes cogumelos para “ aumentar” a receita, já que os porcini secos, dado o seu sabor intenso – e preço elevado – devem ser usados com “moderação”. Passar os cogumelos por azeite e alho picado. Adicionar um pouco da água de demolhar os porcini, deixar cozinhar, juntar as natas e temperar.

Arroz: refogar ligeiramente a cebola em manteiga e azeite, juntar o arroz, deixar dourar. Juntar o vinho e deixar evaporar. Começar a adicionar o caldo de legumes. O caldo deve estar sempre quente, juntando-se ao arroz a pouco e pouco, à medida que vai evaporando. Verificar o sal, mas muita atenção: há que ter em conta que se vai ainda misturar um molho temperado e o queijo! Depois de estar cozido, juntar o molho dos cogumelos (deve estar quente) e o queijo. Finalizar com manjericão picado (se não se tiver posto salsa no molho).

Tagliatelle com mexilhões e molho de tomate


Fiz este petisco no passado fim-de-semana, muito profícuo em receitas para impedir que determinados ingredientes se estragassem. Desta feita a “vítima” foi o tomate. Embora obrigasse a uma ida ao supermercado para comprar mexilhões e massa fresca (felizmente houve um voluntário para fazê-lo), asseguro que esta receita é de execução rápida.

Ingredientes:


1 kg de mexilhão
1 ½ cebola
5 dentes de alho
600 g de tomate fresco, bem maduro (ou 1 lata e meia de tomate pelado)
Azeite q.b.
Sal, pimenta e piripiri q.b.
Coentros frescos q.b.
Massa fresca a gosto (usei tagliatelle da marca Pingo Doce, bom e barato eleva apenas 3 minutos a cozer...passo a publicidade!)

Escaldam-se os tomates em água a ferver para ser mais fácil retirar-lhes a pele. Faz-se um refogado com azeite, as cebolas às rodelas e os alhos picados. Junta-se o tomate grosseiramente desfeito (faço-o com as mãos). Temperar com sal, pimenta e piripiri. Deixar cozinhar em lume brando. Se os tomates forem muito ácidos, aconselho a adição de uma pitada de açúcar. Este molho deve ficar espesso, já que, os mexilhões irão destilar e torná-lo mais fluido. Depois de terminado o molho, juntar os coentros picados. Entretanto, lavar os mexilhões e retirar-lhes as barbas. Cozinhá-los por 4 ou 5 minutos no molho de tomate e já está. Servir com tagliatelle ou outra massa qualquer.

10/09/07

Restaurante A Coudelaria

Como o mundo não se resume só aos nossos petiscos… (apesar de ser essa a intenção do nosso blogue…) vou inaugurar hoje um novo espaço em Three Fat Ladies… sugestões de restaurantes que experimentámos e queremos partilhar…

Pois o meu destaque hoje vai para A Coudelaria, restaurante que se situa perto do Porto Alto na Companhia das Lezírias. O ambiente é equestre e temos uma grande extensão de caminhos para exercício pós grandes refeições…
Durante a semana, há 1 prato de carne e 1 de peixe à escolha e, ao Sábado (que foi a minha situação), umas belas entradas com saladas, salgados, queijos… e 5 pratos quentes à escolha, dos quais destaco o Polvo à Lagareiro, Arroz de Pato e Bacalhau com Broa… Por € 16,25 por pessoa, em regime buffet, para além destes pratos e vinhos da região, há ainda uma mesa de doces com arroz doce, tigelada, farófias, mousse de chocolate, fruta da época, e muito mais…
Para terminar, um belo café com licor de ginja ou amêndoa à escolha…
O serviço é 5 estrelas e o dono, o sr. Carlos Samora é uma simpatia e sabe receber!

Sugiro uma passagem pelo site do restaurante que contém boas fotos dos pratos e uma visita ao restaurante para mais tarde comentarem no nosso blog...

Canneloni de carne, requeijão e espinafres



Este foi o meu jantar de hoje!!! Que tal??? Este é o resultado quando juntamos carne picada com requeijão e espinafres, uma receita simples e de rápida confecção.

Juntei a um refogado de azeite e cebola cerca de 400 gr de carne picada, 250 gr de requeijão e 200 gr de espinafres (os meus eram congelados, mas com os espinafres frescos o sabor ficará mais apurado).
Para tempero descobri uma pimenta com limão (marca O Moinho da Margão), gostei muito do sabor porque temos um trago de picante/ácido, experimentem…

Por fim, a parte mais chata… enchi os canneloni com o preparado, cobri com uma embalagem de 500 gr de molho Bechamel (desculpem… mas uma mulher que é moderna já não faz molho Bechamel, compra!) e queijo ralado.
Após 30 minutos… o resultado foi o que vêem!


Queijadinhas de Sintra (made in Alcochete)


Pois é… estava uma linda tarde de Domingo e deu-me uma grande vontade de fazer um doce (não sei se me deu vontade de fazer ou de comer um doce…), enfim lá fui eu para a cozinha fazer umas belas queijadas…
A receita é simples mas um pouco demorada porque dá para mais de 50 queijadas… acho que o esforço valeu bem a pena!!!

Para a massa
500 gr farinha
Água q.b.

Para o recheio
500 gr de queijo fresco sem sal
300 gr de açúcar
50 gr de farinha
5 gemas de ovos
20 gr de miolo de amêndoa moída
1 colher (sopa) coco ralado
1 colher (chá) rasa de canela

Vamos acrescentando água à farinha e amassando até termos uma massa consistente e moldável. Estendemos a massa até ficar muito fina e com um copo fazemos círculos com 6 a 7 cm de diâmetro, vamos forrando as forminhas com esta massa e aconchegando com os dedos sem furar (aconselho terem umas 50 formas de alumínio para irem alternando no formo, cerca de 25 formas de cada vez).
Numa tigela desfazemos o queijo com o passe-vite e vamos juntar o açúcar, a farinha, a amêndoa, o coco, a canela e por fim as gemas e mechemos bem.
Colocamos o recheio só até metade da massa das formas.
Vão ao forno a 170º durante cerca de 25 minutos.

Bom apetite!

Compota de figos


Tenho um anjinho da guarda que me apanha figos quase todos os dias durante o mês de Setembro – é ele também o responsável por esta linda foto da compota de figos, assim como por todas as outras fotos postadas por mim neste blog... é o maior admirador e incentivador dos meus “talentos” culinários. Enfim, deixemos a metafísica do amor e voltemos a coisas mais concretas, neste caso os figos. Pois é, tinha o frigorífico repleto deste maravilhoso fruto e para não correr o risco de se estragarem a solução foi esta compota.
ddd
Ingredientes:

1,800 kg figos (pesados após ter retirado os pedúnculos)
900 g de açúcar (amarelo ou branco, eu usei uma mistura dos 2)
2 paus de canela
Sumo de 1 limão
Água q.b.
xxxxxxx
Lavam-se os figos, retiram-se os pedúnculos e partem-se ao meio, sem descascar. Colocam-se os figos numa panela e deita-se água até cerca de metade. Atenção não deitar demasiada água, pois os figos vão destilar. Deixa-se levantar fervura e cozer por uns 5 minutos. Só agora se juntam o açúcar, a canela e o sumo de limão. Cozinhar até adquirir a consistência de compota (com estas quantidades, a compota esteve ao lume aproximadamente 1h30). Esta técnica, de dar uma fervura prévia a certas frutas antes de adicionar os outros ingredientes, na minha opinião evita que a compota fique com uma consistência demasiado caramelizada e doce, mantém a fruta mais intacta e conserva melhor o seu sabor. Claro que, com frutas/legumes com demasiada água - abóbora ou morangos, por exemplo – não faz muito sentido adoptá-la. A ideia de utilizar esta técnica, retirei de um livro da The Australian Women’s Weekly sobre conservas e compotas, no qual também aprendi a usar o limão em doces e compotas, pois funciona como gelificante.