30/03/09

Tarte de coco e maracujá (mais fácil é impossível!)

Desde miúda que tenho uma verdadeira paixão pelo maracujá (será pelas suas características arrebatadoras que, em inglês, é chamado de passionfruit?). Lembro-me de bebericar sumo natural de maracujá no terraço da minha tia – onde, em vez da habitual latada de uva, eram os maracujazeiros que refrescavam as nossas tardes estivais, dando-nos sombra (e bebida).

Talvez por causa destas memórias de infância, logo que vi esta receita, em que o maracujá era apenas adereço, dei-lhe o estatuto de personagem principal… ou quase, já que o protagonista é, na verdade, o coco.

Uma tarte, sem massa, que conquistou todos os comensais… Facílima de fazer… o difícil é mesmo resistir-lhe!


Ingredientes:


4 ovos
225g (1 chávena) de açúcar
100 g de manteiga sem sal, amolecida.
60 g de amêndoas moídas
1 chávena de coco
250 ml (1 chávena) de sumo ou polpa de maracujá*
(sem grainhas)
250 ml (1 chávena) leite de coco
(caso queriam uma sobremesa menos calórica, substituam por leite)
½ chávena de farinha, peneirada


Aquecer o forno a 180°C. Num robô de cozinha, juntar os ovos, a manteiga, a amêndoa, o coco, o sumo de maracujá, o leite de coco e a farinha, misturando bem. Colocar numa tarteira com 26 cm de diâmetro (sem fundo amovível, caso contrário adeus sobremesa…), previamente untada com manteiga. Levar ao forno durante 1 hora, até ficar dourada. Deixar arrefecer e colocar no frigorífico cerca de 1 hora. Servir às fatias, enfeitadas com polpa de maracujá… podem servir com natas, mas acho que será um exagero de calorias.

25/03/09

Caril vermelho de frango com líchias

Mais uma das propostas thai que apresentei ao pessoal do DCPV no âmbito do 12.º Inter Blogs. Peço desculpa, mas hoje estou naqueles dias de poucas palavras - coisa rara pensarão os que me conhecem... Portanto, é aproveitar porque é “sol de pouca dura”!


Ingredientes:


2 colheres de sopa de óleo
1 colher de sopa de gengibre ralado
2 dentes de alho picados (uso o esmagador de alho)
500/600 g de peito de frango
2 colheres de sopa de pasta de caril vermelho
400 ml de leite de coco
3 folhas de lima kaffir
1 colher de sopa de açúcar
200 g de líchias frescas (já descascadas e sem caroço) ou de conserva
2 colheres de sopa de molho de peixe
Sumo de lima a gosto
Coentros frescos para guarnecer



No wok (ou numa caçarola), aquecer o óleo. Juntar o alho e o gengibre e deixar dourar. Juntar a pasta de caril vermelho e fritar até começar a libertar o aroma. Juntar os cubos de frango e deixar cozinhar até perder o aspecto cru. Verter o leite de coco. Juntar as folhas de lima, o molho de peixe e o açúcar. Deixar o frango cozer. Juntar as líchias e finalizar com o sumo de lima/limão e coentros picados. Servir com arroz.

23/03/09

Clafouti de frutos silvestres

Regra geral, estou sempre à procura da receita perfeita dos meus pratos favoritos... O pastelão de maçã da minha avó Ethel (tenho a receita, mas não consigo igualar...), as almôndegas da minha avó Lígia, o pudim de peixe da Fernanda, o bacalhau espiritual da minha sogra, as sopas do Espírito Santo, o borrego saag do Caxemira, a tarte de limão do Frade dos Mares... Enfim, de quando em vez, consigo chegar lá. Neste caso, encontrei “a” receita do clafouti (refiro-me à base, já que a fruta poderá variar de acordo com o gosto de cada um e a estação do ano). Estou em pulgas para que chegue a época das cerejas para experimentar o clafouti original. Obrigada Elvira por mais uma receita maravilhosa!


Ingredientes (para 4 pessoas):

300 g de frutos silvestres
1 colher de sopa de amido de milho
90 g de açúcar
50 g de miolo de amêndoa moído
3 colheres de sopa de natas
2 ovos + 1 gema
Manteiga para untar
Açúcar em pó para polvilhar

Pré-aquecer o forno a 180ºC. Untar o recipiente com manteiga e polvilhar com um pouco de açúcar. Reservar. Num tigela, misturar bem o açúcar, o amido de milho e as amêndoas moídas. Juntar os ovos e as gemas previamente batidos. Adicionar as natas e bater com uma vara de arames até a massa ficar ligada e homogénea. Espalhar os frutos silvestres no fundo do recipiente e, por cima, verter delicadamente a massa. Vai ao forno entre 20 e 25 minutos, a 180ºC. Retirar o clafoutis do forno e polvilhar com um pouco de açúcar em pó. Servir ligeiramente morno ou frio, na própria forma.

18/03/09

4 por 6 - crumble de quinoa e trifle de frutos silvestres

Como a Mariana disse na apresentação deste projecto a doze mãos, cozinhar com um orçamento reduzido e, ainda assim, oferecer alternativas criativas e equilibradas não é tarefa fácil, mas é possível. Este é o objectivo principal do “4 por 6”. No entanto, cada uma das participantes terá maneiras diversas de o colocar em prática. A minha ideia é propor refeições ricas em legumes, vegetais e cereais, relegando a carne e o peixe para segundo plano. Creio que é uma boa “metodologia” para conseguir refeições mais económicas e equilibradas. Vamos ver como é que me safo...

Fica aqui a minha primeira proposta, desta feita vegetariana. Espero que gostem desta refeição com direito a sobremesa e tudo! Sendo o prato principal ligeiro, podemos cometer um pecadilho, não acham?

Crumble de quinoa e vegetais



Ingredientes:

1 chávena de quinoa (180 g)
2 chávenas de água para cozer a quinoa
1 alho francês/porro médio, cortado às rodelas finas (300 g)
2 cenouras médias raladas (270 g)
300 g de cogumelos laminados
2 dentes de alho esmagados
Azeite q.b.
Vinho branco q.b.
Sal
Pimenta
Hortelã fresca picada (ou outra erva a gosto)



Lavar muito bem a quinoa. Cozê-la cerca de 15 minutos em água temperada com sal. Entretanto, estufar os legumes em alho e azeite, juntando um pouco de vinho branco, sal, pimenta e hortelã picada (ou outra erva a gosto). Espalhar a mistura de legumes no fundo de um recipiente de ir ao forno. Depois de cozida, deixar a quinoa arrefecer um pouco e só depois espalhá-la por cima dos vegetais. Polvilhar com parmesão ralado. Levar ao forno, pré-aquecido a 200 graus, até dourar. Fiz 15 minutos no forno normal e 5 minutos na função grill para dourar mais rápido.




Trifle de iogurte e frutos silvestres



Ingredientes:

8 bolachas shortcake
5 dl de iogurte cremoso (equivale a 1 iogurte por pessoa)
Doce de frutos silvestres q.b.
Sumo de limão q.b.
Água q.b.


Misturar o doce com água quente e uns pingos de sumo de limão para que fique com uma consistência mais líquida (ajuda se o levar uns minutos ao lume ou ao microondas). Deixar arrefecer. No fundo de um copo, colocar as bolachas esfareladas, a seguir o iogurte e, para finalizar, o doce. Guardar no frigorífico até à hora de servir.


Vamos às compras: As bolachas shortcake, os iogurtes cremosos (embalagens com cerca de 300 ml) e o parmesão ralado foram comprados no Lidl.

Os valores dos vegetais foram retirados do sítio do Continente. Mas digo-vos já que, habitualmente, sai mais em conta comprá-los nas mercearias e frutarias (excepção feita à promoções dos supermercados e hipermercados, a que devem estar sempre atentos se quiserem economizar).

Não comprem a quinoa no Continente, pois custa praticamente o dobro do preço do que nas lojas macrobióticas e dietéticas. Deixo-vos aqui algumas opções: Celeiro, Terra Pura, lojas de comércio justo (coresdomundo.org).

Para que não fiquem a pensar que tenho alguma coisa contra o Belmiro, o vinho branco (marca JP) foi comprado no Continente.

Dica de poupança: a fidelidade a um supermercado/hipermercado será boa para o bolso de alguém, mas não é para o nosso certamente... convençam-se!

A palavra-chave é diversificar. Uma das técnicas de marketing baseia-se no princípio de que o consumidor comum só decora o preço de meia dúzia de produtos. O valor desses produtos é criteriosamente decidido para nos fazer crer que “aquele” é o supermercado/hipermercado mais barato... e então o preço dos restantes produtos (a maioria)? Alguém se lembra? Não é preciso decorar os preços, nem fazer excursões de fim-de-semana a todos os supermercados da região, mas é sempre bom ter estas técnicas em mente para estar atento cada vez que se vai às compras.

Outra coisa: quando vão ao supermercado, não desprezem os produtos que aparecem nas prateleiras mais difíceis de alcançar, normalmente é aí que são posicionados os mais baratos.

08/03/09

Mini-rissóis de Camembert e sultanas


Croquetes (como os da minha avó Lígia), rissóis (preferencialmente de camarão) e empadas (de um snack-bar em Montemoro-o-novo)... são dos meus pecadilhos gastronómicos favoritos. Contudo, cometo-os só em ocasiões muito especiais, pois, dão algum trabalho a confeccionar, e, fora de casa, é praticamente impossível encontrá-los bem feitos (ou melhor, nunca se sabe de que é que são feitos). Mas quando vi esta receita não resisti... é fácil, rápida e delíciosa.

A receita original, do livro Sabor e Equilibrio, ditava que se confeccionásse os rissóis assados no forno. Como ainda não comi rissóis assados que me enchessem as medidas, optei por fritá-los para assegurar que ficavam bem crocantes, tal como eu gosto.


Ingredientes:

2,5 dl de água
250 g de farinha
1 colher de sopa de azeite
1 colher de chá de sal

150 g de queijo camembert
(brie ou outro queijo de pasta mole)
50 g de sultanas (uva passa)

Pão ralado (farinha de rosca)
Leite q.b.


Numa caçarola, ferver a água com o azeite e o sal. Baixar o lume e juntar a farinha de uma só vez e mexer bem até que a massa descole das paredes da caçarola e forme uma bola compacta (cerca de 2 minutos). Embrulhar a massa num pano e deixá-la arrefecer. Depois de fria, amassá-la um pouco para amaciar. Separar pequenas porções de massa e tendê-las finamente, numa superfície polvilhada com farinha. Usar um cortador próprio para rissóis ou cortar círculos com um copo. No meio de cada círculo, colocar um pedaço de queijo e sultanas a gosto. Dobrar para fechar os rissóis (caso não usem o cortador próprio, pincelem as extremidades dos rissóis com água antes de fechá-los). Pincelar os rissóis com leite e passá-los por pão ralado (farinha de rosca). Fritar em óleo bem quente até ficarem dourados ou levar ao forno a 200 graus cerca 10 minutos.

Fiz os rissóis com um cortador de 6 cm de diâmetro. Deu cerca de 20, mas ainda sobrou um pouco de massa.

04/03/09

Pataniscas de polvo com arroz de feijão

Como grande apreciadora de polvo, esta é uma das várias receitas que gosto (apesar da gordura e do alto teor calórico da mesma). Podemos fazer estas pataniscas como petisco, ou como refeição principal com um belo arroz de feijão – para ficar mais “leve”… Retirei esta receita do site da Vaqueiro e não fiz alterações, pois foram poucas as vezes que fiz pataniscas.

Ingredientes:
500 g de polvo
2 cebolas
2 a 3 dentes de alho
½ pimento vermelho
2 colheres de sopa de milho doce cozido
1 a 2 colheres de sopa de salsa picada
100 g de farinha
2 ovos
sal pimenta q.b.
1 dl de água
óleo para fritar

Cozer o polvo com a cebola na panela de pressão durante 20 minutos (após começar a “chiar”). Escorrer o polvo e cortar em pedaços pequenos. Numa tigela colocar: cebola e alhos picados, assim como o pimento. Juntar o milho, a salsa picada e a farinha. Mexer e adicionar os ovos (previamente batidos). Temperar com sal e pimenta e ir adicionando a água até unir. Juntar o polvo e mexer. Numa frigideira, colocar o óleo a aquecer e com a ajuda de uma colher de sopa, ir colocando pequenas porções de polme de polvo a fritar e ir virando dos dois lados até ficarem douradas. Colocar sobre papel absorvente para retirar a gordura.
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Para o arroz: refogamos 1 cebola com, 2 dentes de alho picados em 2 colheres de sopa de margarina, até a cebola estar dourada. Colocar o arroz (2 chávenas de chá) e deixar saltear até o arroz começar a ficar transparente. Ir juntando a água aos poucos (cerca de 5 a 6 chávenas, para o arroz ficar “malandrinho”) e o sal.Deixar cozinhar até o arroz ficar quase cozido e juntar uma lata pequena de feijão encarnado (previamente escorrido e passado por água). Cozinhar até o arroz ficar cozido.

01/03/09

Quiches de Brócolos e Cogumelos

Esta foi a receita de inauguração da minha mais recente aquisição culinária: ramequins. Já há muito que via receitas com estas formas, mas só agora as comprei. Esta receita foi retirada do site de um programa de culinária que costumo acompanhar: Everyday Food com algumas alterações minhas.

Ingredientes (para 8 quiches individuais):280 g de brócolos
200 g de cogumelos (à vossa escolha – eu usei Paris)
6 ovos
1/4 de chávena de leite
1/4 de chávena de natas
30 g de queijo cheddar
Sal e pimenta q.b.


Pré-aquecer o forno a 180º e barrar os ramequins com azeite. Colocar uma panela ao lume com água e sal. Quando a água começar a ferver colocar os brócolos a cozer durante cerca de 2 a 4 minutos. Colocar os cogumelos numa frigideira com uma colher de sopa de azeite e deixar cozinhar. Escorrer a gordura dos cogumelos, colocando os mesmos sobre folhas de papel absorvente, juntamente com os brócolos.
Numa tigela, colocar os ovos, leite e as natas, sal, pimenta e o queijo. Mexer bem e juntar os brócolos cortados em pedaços e os cogumelos. Colocar este preparado nos ramequins. Não encher até cima, pois a massa cresce quase o dobro. Acompanhar com uma salada.

Nota: colocar os ramequins num tabuleiro com uma folha de papel vegetal por cima, para o caso de haver “quiche derramada” não ficarmos 10 minutos a limpar o forno…