03/03/14

Hummus bi tahini

Hummus

Gosto tanto de pastas, petiscos e entradinhas que algumas vezes faço refeições à base delas. Uma tábua com vários queijos, um prato de enchidos e fumados, uma pasta de azeitonas, pão e broa de milho... e o jantar está feito. Como fervorosa defensora da “brigada do petisco”, estou sempre atenta às feiras e eventos relacionados com gastronomia que nos proporcionam uma viagem pelos sabores tradicionais portugueses, dando-nos a conhecer o que de melhor se faz no nosso país. Neste sentido, aconselho-vos a visitarem a Feira de Queijos, Enchidos e Vinhos do Continente (onde degustei um excepcional presunto de porco preto do Garvão e um requeijão da Serra da Estrela DOP dos quais não me vou esquecer nos próximos tempos...) e mais uma edição do Mercado Gourmet do Campo Pequeno (de 7 a 9 de Março).  

Bem, mas hoje a viagem é até outras paragens, o Médio Oriente. Esta não é a forma 100% tradicional de fazer o hummus, pois habitualmente não leva iogurte, mas esse ingrediente dá-lhe uma cremosidade que aprecio bastante, e que tem agradado os meus amigos. Além disso, segundo a chef Silvena Rowe, especialista em gastronomia do Médio Oriente, cada família tem a sua receita de hummus...

Ingredientes:

200 g de grão cozido
2 colheres de sopa de tahini (pasta de sésamo)
2 colheres de sopa de iogurte natural
2 colheres de sopa de azeite
1 dente de alho
Sumo de limão a gosto
Cominhos a gosto
Sal a gosto
Sumac e azeite para finalizar

Num robô de cozinha (ou usando a varinha mágica), triturar o grão com iogurte, tahini, cominhos, sal, azeite e alho até obter uma pasta homogénea. Junte sumo de limão a gosto. Rectifique os temperos. Ponha numa tacinha e, na hora de servir, finalize com sumac e um fio de azeite. Caso não tenha sumac, substitua por colorau.


Nota: pode comprar o sumac aqui

14/10/13

Lapas assadas ou o sabor das férias

lapas assadas (preparativos)

Desde que me lembro de existir que as minhas férias sabem sempre a mar. Os dias passados na praia do Almoxarife, os pés enterrados na areia preta, os mergulhos no mar límpido... E, ao fim da tarde, no regresso a casa, nada como uma refeição de lapas assadas para recuperar energias.

Cá em Lisboa não compro lapas, mas este ano, para podermos “matar o desconsolo” trouxemo-las na bagagem, compradas bem frescas, depois congeladas e lá vieram muto bem acondicionadas. Hoje, foi o dia de juntar a família para partilharmos uma refeição que cheira a mar e que me fez recordar as férias.  

Ingredientes:

2 quilos de lapas
125 g de manteiga (dos Açores, é claro!)
3 dentes de alho
1 colher de chá de massa de malagueta (ou picante a gosto)

Passar as lapas por água para retirar alguma areia que possam ter. Dispô-las num tabuleiro ou num pirex, sem as sobrepor. Derreter a manteiga no microondas (atenção: para não deixar queimar, não ligue o microondas no máximo, use uma temperatura baixa). Á manteiga derretida juntar a massa de malagueta e os dentes de alho previamente picados. Deitar essa mistura por cima das lapas. Levar as lapas ao forno cerca de 8 minutos a 200 graus (eu normalmente falo com o grill ligado, mas não é obrigatório).

As lapas quando passam do ponto ficam com consistência de borracha, o truque para não deixá-las cozer demasiado é simples: assim que começam a descolar da casca é retirá-las imediatamente do forno, pois estão cozinhadas no ponto, assegurando-se a sua suculência.

lapas assadas 1


A refeição foi acompanhada por um vinho que adoro e que, embora produzido aqui em Lisboa, no Cadaval, me faz lembrar os Açores, ou não fosse ele um verdelho. A combinação das lapas com este vinho da Quinta do Gradil, foi simplesmente perfeita. É uma edição limitada, de 2012, mas espero que voltem a repetir, não só pelas boas memórias que me despertou, mas também pela qualidade deste verdelho que casa muito bem com peixes e mariscos. 

29/09/13

Panquecas de farinha de coco e curguete para o Dia Mundial do Coração

panquecas farinha coco (composição)

Hoje, comemora-se o Dia Mundial do Coração e, aceitando o desafio da Bonsalt, aqui vos deixo uma receita adequada à ocasião. Relembrando que uma alimentação saudável é fundamental para ajudar a prevenir doenças cardiovasculares, sugiro uma receita de panquecas para comer sem peso na consciência, mas consistente q.b. para um pequeno-almoço ou lanche bem saciante. 

Ingredientes (para 6/8 panquecas):

40 g de farinha de coco
1 curgete pequena (150 g)
4 ovos médios
Salsa picada
Uma pitada de Bonsalt*
Pimenta moída q.b.

Ralar a curgete e retirar a água - embrulhar a curgete ralada num tecido ou pano de algodão fino e espremer até retirar o máximo de água. Peneirar a farinha de coco, juntar os ovos, a curgete ralada e a salsa picada. Temperar com Bonsalt e pimenta. Levar ao lume uma pequena frigideira (12 cm de diâmetro) anti-aderente untada com azeite, quando estiver bem quente deitar cerca de 1 colher e meia da massa dos panquecas. Bastam 2 ou 3 minutos de cada lado para os panquecas estarem cozinhados, adquirindo aquela cor dourada tão característica. 

Estas panquecas salgadas são óptimas para comer com queijo fresco, requeijão ou carnes frias - optei por um queijo de cabra fresco. 

*O Bonsalt é um substituto do sal, sem sódio, aconselhado a pessoas que sofrem de hipertensão arterial ou desejam moderar a ingestão de sal. 

25/09/13

Rota das Tapas - 2.ª edição: Vamos provar novos petiscos?




Até 6 de Outubro, está a decorrer a segunda edição da Rota das Tapas, promovida pela marca de cerveja catalã Estrella Damm. Dado da estreia (Maio de 2013), agora a Rota estende-se a Alfama (além do Príncipe Real e Bairro Alto), envolvendo 35 restaurantes e bares.

Eu preferia que se chama-se Rota dos Petiscos, afinal as sugestões apresentadas pelos vários restaurantes e bares que fazem parte deste evento são na sua maioria inspiradas na gastronomia portuguesa. Moelas à Duetos (Duetos da Sé), Bolinhas de alheira (Alfândega), Filetes de cavala (Aqui há Peixe), Linguiça com mel e sésamo (Caso Sério), são alguns dos petiscos que podem experimentar... Se já estão com água na boca (eu já estou!), não hesitem, peguem no mapa desta Rota (disponível nos restaurantes participantes) e partam à aventura. Levem os amigos, pois esta experiência em grupo, entre conversas e gargalhadas, é muito mais divertida!

Já sabem: por apenas 3 euros podem degustar 1 tapa, acompanhada por uma Estrella Damm.  Não se esqueçam de levar o mapa da Rota convosco e de carimbá-lo em cada “capelinha”: bastam 3 carimbos, e votar na vossa tapa favorita, para se habilitarem a ganhar uma viagem a Barcelona, com jantar no Tickets, do chefe Albert Adrià. Vejam mais informações aqui




A apresentação da Rota das Tapas foi feita no Restaurante Duetos da Sé, onde Carlos Lala fez um showcooking e pudemos degustar algumas das suas especialidades: Moelas à Duetos, peixinhos da horta, crocante de morcela com maçã caramelizada, queijo de cabra gratinado, ovos mexidos com farinheira e espetadas de fruta com creme queimado. 

22/07/13

Quiche sem massa (bacalhau e alho francês)

Quiche sem massa

A quiche é sempre uma opção fácil e rápida, ideal para aproveitamento de restos. Com uma salada, temos uma refeição estival bem agradável, é também muito prática para levar para um piquenique, cortada em fatias. No entanto, para quem tem algumas restrições alimentares, como é o meu caso, se for possível fazê-la sem massa, tanto melhor. Com esta receita, deixo aqui uma base para cada um confeccionar a quiche à sua maneira, com os ingredientes de que mais gostar e com os restos disponíveis. Lá em casa havia restos de bacalhau cozido e dois alhos franceses pequenos, mas podem usar cogumelos (convém salteá-los primeiro, caso contrário deitam muita água) e queijo, restos de frango assado, só legumes e vegetais, ervas a gosto...

Ingredientes:

4 ovos
1 embalagem de creme de soja (200 ml)
Restos (usei meia posta de bacalhau cozido)
Legumes e/ou vegetais (usei 2 alhos franceses pequenos cortados em rodelas)
Ervas a gosto (salsa ou coentros frescos; orégãos ou tomilho secos ou frescos)
Azeite q.b.


Untar um pírex ou tarteira com azeite, dispor legumes e/ou os restos. Bater os ovos com as natas e temperar a gosto, com sal e pimenta e ervas. Verter para a tarteira. Vai ao forno a 180 graus cerca de 20 minutos. 

26/06/13

Refresco de flor de sabugueiro

Refresco de flor de sabugueiro



Desde que os meus amigos Rosário e Henrique se dedicaram à produção biológica de ervas aromáticas e condimentares, criando a empresa Ervas da Zoé, que o meu interesse por este tema tem vindo a crescer. Recentemente, decidi aprofundar os meus conhecimentos e, seguindo o conselho da Rosário, procurei a Fernanda Botelho, segundo a minha amiga uma das maiores especialistas na matéria aqui em Portugal. Fiz dois workshops com a Fernanda no Museu do Oriente e fiquei rendida à sua sabedoria, e contagiada pelo seu entusiasmo e amor pelas plantas.

Com ela aprendi a identificar algumas plantas medicinais, ervas aromáticas e flores silvestres e a dar-lhes usos (culinários e medicinais) que até então desconhecia. Descobri um admirável mundo novo.

No passado domingo, fui a Sintra fazer um passeio orientado por ela. Uma vez mais, cheguei a casa com a alma preenchida, e com uma mão cheia de flores (chagas, malvas, flores de sabugueiro, alfazema). Finalmente ia conseguir fazer o refresco de flor de sabugueiro que a Fernanda Botelho ensinou.


Ingredientes:

1,5 l de água
4 flores de sabugueiro (eram grandes)
1 laranja cortada em quartos (pode-se usar meia laranja e meio limão)
Mel ou açúcar para adoçar (a quantidade de açúcar/mel depende muito do gosto de cada um – eu usei 60 g de açúcar para esta quantidade de água)

Num jarro grande ou tigela, colocar as flores, a laranja e/ou limão cortado em quartos. Juntar a água e o açúcar. Deixar macerar no mínimo 12 horas, mexendo de vez em quando (a receita original diz 24 horas, mas bastaram-me 12). Coar e guardar no frigorífico Servir bem fresco.

Nota: este refresco conserva-se uma semana no frigorífico, mas também podem congelá-lo e usar quando quiserem, pois já se sabem que não há sabugueiros em flor todo o ano)

Eu, agarrada às flores de sabugueiro ;-) e o refresco a macerar

Se quiserem saber mais sobre o sabugueiro, podem ler este artigo da Fernanda Botelho.  

Para mais informações sobre as actividades que a Fernanda realiza, sigam o blogue dela: malva silvestreEla vai orientar um passeio em Sintra na próxima terça-feira, 2 de Julho, às 17h. Se quiserem participar, contactem-na por email ou telefone (podem ver essa informação no perfil dela, no blogue).

19/06/13

Pimentos recheados com atum e azeitonas

Pimentos recheados


Todos os sábados de manhã lá vou eu à Praça de Benfica comprar legumes, fruta e peixe. A minha ementa semanal depende muito do que encontro... É assim que deve ser: consumir o que cada estação tem para nos oferecer. É mais ecológico e económico e os alimentos são mais saborosos. Na semana passada, na banca do Sr. Antero, estavam uns pimentos pequenos e lindos a sorrir para mim e a pedir encarecidamente que eu os recheasse e metesse no forno... e assim foi.

Ingredientes (3 pessoas):

6 pimentos pequenos (600 g)
1 cebola
1 folha de louro
2 dentes de alho
2 latas de atum
50 g de azeitonas verdes ou pretas (pesadas sem caroço)
4 tomates frescos (sem pele) ou de lata
Azeite q.b.
Tomilho ou orégãos
Picante (facultativo)
Sal q.b.
Pimenta

Fazer uma abertura nos pimentos, lavá-los e retirar-lhes as sementes. Temperar o interior com sal e pimenta. Numa caçarola ou frigideira, refogar a cebola e os alhos picados e o louro. Juntar o tomate e as azeitonas picadas grosseiramente. Deixar cozinhar até que o tomate se desfaça. Juntar o atum escorrido. Verifique se necessita de sal, pimenta e, caso goste, deite um pouco de picante. Finalize, juntando com orégãos ou tomilho. Rechear os pimentos com esta mistura. Levar ao forno a 200 graus cerca de 30 minutos, num tabuleiro untado com azeite.


Quando os pimentos são grandes, para agilizar o processo de assar, ponho-os 5 minutos em água a ferver (depois de arranjados), recheio-os e levo-os ao forno. Neste caso, não havia necessidade, pois os pimentos eram pequenos e tenros. 

Outras receitas de pimentos recheados: